Uniao e Respeito em um grupo Jovem
A premiação mais importante que um ser humano pode ter, é acordar o corpo e despertar a consciência em um novo dia.
"A sensação de voltarmos ao passado em um pseudo retrocesso; é engano. O homem social, não ultrapassa o homem mental... O processo nos impõe retornos... A superação é realizar um melhor passado, toda vez que reacontecer."
"Construir um caráter nobre é escolher o bem mesmo quando ninguém está olhando, sabendo que a honra e a integridade são os únicos bens que o tempo não destrói."
"A bondade em ação tem o poder de transformar ambientes: um gesto de compaixão, uma palavra de apoio ou uma mão estendida podem mudar o rumo da vida de alguém."
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.
Assim como no combate a um vírus, a luta na defesa pela democracia e pela autonomia de um país tem que ser 100%. Se essa luta não for feita com força, de forma individual e coletiva, visando atingir 100%, não iremos conseguir a casa da maioria. Isso significa que a luta tem que ser 100% e o grande êxito, por sua vez, é a eficácia da defesa da democracia e da soberania do nosso país.
O CORONELISMO DO SÉCULO XXI
Um povo entre a mentira, a cegueira e a esperança.
Há um povo que caminha sem saber para onde,
Que aceita a mentira e a verdade esconde,
Que ouve promessas vestidas de ilusão,
E entrega o seu destino às mãos da conveniência e da ambição.
Vive de narrativas, de histórias fabricadas,
De verdades distorcidas, de consciências aprisionadas,
Enquanto a ignorância, coroada de razão,
Transforma o pensamento em refém da manipulação.
Há políticos que ostentam títulos e saber,
Falam como intelectuais, fingem compreender,
Mas trocam princípios por alianças convenientes,
Apertam mãos suspeitas, sorriem para os coniventes.
Não lhes move a dor daquele que padece,
Nem a voz do trabalhador que luta e não enriquece.
O que lhes move é o cálculo, o interesse pessoal,
É manter-se no poder, ainda que o preço seja moral.
E o povo? Ah, o povo, cansado de esperar,
Vê a mesma peça antiga novamente encenar.
Mudam-se os discursos, os rostos e as bandeiras,
Mas permanecem as promessas, as mesmas prisioneiras.
Há uma militância cega, fiel à repetição,
Que confunde lealdade com ausência de razão.
Defende o indefensável, não admite contestação,
Faz do líder um ídolo e da crítica uma traição.
Prometeram novos tempos, anunciaram transformação,
Mas o futuro continua distante do sertão.
A esperança bate à porta, ninguém lhe estende a mão,
E o amanhã permanece refém da velha encenação.
E assim ressurge, em pleno século XXI,
O coronelismo antigo, agora vestido de comum.
Já não precisa da chibata para impor sua vontade:
Basta controlar o discurso e negociar a necessidade.
O voto, que deveria ser instrumento de mudança,
Torna-se moeda de troca, cabresto da esperança.
E quem deveria escolher os rumos da própria história
Vê outros decidirem seu presente e sua memória.
Não há liberdade plena quando o medo dita a escolha,
Nem democracia viva quando a consciência se encolhe.
Não há povo soberano se lhe negam o saber,
Pois quem não pode questionar dificilmente pode escolher.
Mas um povo não nasceu condenado à escuridão,
Nem deve eternamente ajoelhar-se à manipulação.
A ignorância não é destino, a pobreza não é sentença,
E nenhum poder se sustenta para sempre na ausência de consciência.
Que um dia esse povo descubra a força que tem,
Que não deve sua voz a político algum, nem a ninguém.
Que aprenda que ser livre é pensar sem ter senhor,
É cobrar de quem governa, sem submissão ou temor.
Que as promessas sejam julgadas pelas obras realizadas,
Que as alianças sejam vistas, não apenas celebradas.
Que títulos não escondam a falta de honestidade,
E que o poder se curve, enfim, diante da dignidade.
Porque um povo que pensa já não aceita qualquer corrente,
Não se curva a sobrenomes, nem se vende eternamente.
E quando a consciência desperta e a verdade rompe o véu,
Cai o trono dos coronéis, por mais alto que esteja ao céu.
Pois o maior triunfo de um povo não é trocar de governante,
Mas deixar de ser refém de qualquer dono arrogante.
É escolher o próprio rumo, sem cabresto e sem favor,
Fazendo da consciência sua arma, e da liberdade, seu valor.
Não faça planos para o futuro porque não sabe se haverá um futuro pela frente
O que importa e viver o hoje focando no presente e valorizando o momento atual.
Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato
Mas de um céu com luar e estrelado
A escuridão é o que vai sobrar
Do que era tão inocente
Tão diferente pensar.
Afinal, quem ou o que é o tão temido Diabo? Como podemos encontrá-lo? Ele é apenas um, ou há vários? Quem é o responsável por todos os nossos erros? Por todas as nossas péssimas escolhas?
Se quiser encontrar o Diabo, há um ritual muito simples, em que ele aparece na sua frente, e poderá encara-lo "olho no olho". Simplesmente, olhe-se no espelho. Fazendo isso, encontrará o tão famigerado "tinhoso", mas se surpreenderá ao ver que ele não é, nada mais e nada menos, que você.
- Marcela Lobato
A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato
Se a gente não puder ser crítico ao cristianismo, ele cria um bando de zombies fanáticos, tenta instaurar uma ditadura, e mata ou tortura todo mundo que não se ajoelhar a ele.
É necessário criticar o cristianismo pela facilidade do fascismo de se criar a partir dele. Querendo ou não, o sistema cristão em si é fascista, porque dita o que fazer, o que acreditar, quem amar, condena ao inferno quem não se curvar e declara morte ao "pecador". Séries como "O Conto da Aia" mostram isso perfeitamente.
Mas não só na ficção vemos isso. As inquisições protestantes e católicas, o que aconteceu na Alemanha na segunda guerra, a escravidão do povo africano, o apartheid... Tudo isso tem o mesmo pano de fundo, o mesmo fundamento, a mesma desculpa e o mesmo motivo: a bíblia e o cristianismo.
Não podemos deixar jamais que calem a nossa voz quanto a isso. Nossa única arma é o conhecimento, o pensamento crítico e nossa humanidade. Por isso chamam de proibido o fruto do conhecimento.
- Marcela Lobato
Odeio farsas, por isso odeio a vida, de certa forma.
Esse mundo é um teatro. É o sadismo de um ser caído. Não posso dizer que sei como é do outro lado, mas espero que seja muito melhor do que aqui.
Aqui é ruim demais. É perverso.
- Marcela Lobato
O cristianismo, em uma análise fria e realista, é um câncer social. Algo que legalizou a barbárie, e desumanizou milhões de pessoas. Criou a ideia de céu e inferno, um deus "todo bom", apesar de perverso, ególatra, infanticida, misógino, ditador e facilmente enfurecido por não ser amado, adorado e obedecido por todos, assim como um diabo maligno que o "todo poderoso" não teve a capacidade de destruir.
A partir daí surgiram as pessoas "de deus" e as "do diabo", ou seja, os humanos "de bem" contra os monstros, os demônios, os demoníacos. Não importa se esses "diabólicos" não fizeram mal a ninguém, por serem quem são, devem ser mortos, torturados, queimados vivos.
A verdade, quando se lê a bíblia, é que aqueles textos não tem amor, muito menos um deus amoroso. A maioria dos cristãos são fascistas e apoiam até mesmo chacinas em favelas, não por acaso. O cristianismo nunca foi sobre amor, por mais que haja uma minoria de cristãos que o levam dessa forma, e a esses todo o meu respeito apesar das divergências que temos de filosofia, crenças, e outras coisas.
Mas o cristianismo em si, é a religião do ódio. A maioria deles reproduz o deus bíblico de fato. Um ser enfurecido por sua pequenez, narcisista, megalomaníaco, que precisa urgentemente de um terapeuta. Um ser que nega sua história, sua origem. Que se sente tão minúsculo que precisa fingir que é gigante. Ele mesmo se coloca como todo o bem e todo o mal no velho testamento.
As pessoas tentam romantizar o cristianismo, mas o próprio Jesus em uma passagem do chamado "novo testamento" faz uma parábola comparando-se ao rei e seus seguidores aos súditos desse rei, que afirma que todos que forem contra "a coroa" devem ser mortos. O amor cristão é uma farsa ideológica. Eles só tem amor por aquilo que é igual, que segue suas regras. O diferente sempre será "do Diabo", um "monstro" a ser combatido. Quem não se ajoelha, sempre será o demônio pra eles, desumanizado, odiado, que deve ser queimado sem dó nem piedade. Pelo ponto de vista humano, no melhor sentido da palavra, o cristianismo, assim como seu deus, é o verdadeiro maligno.
- Marcela Lobato
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