Uniao e Respeito em um grupo Jovem
Título: Um Sábado Diferente
Acordei cedo, como em qualquer dia,
O despertador, a pressa, a mesma correria.
Peguei o ônibus, rotina normal,
Pensando na vida, querendo algo especial.
No trabalho, a mente longe a vagar,
Sonhando com outro lugar para recomeçar.
“Talvez mudar de cidade, tentar algo novo”,
Mas as contas diziam: “Ainda não é o momento”.
Voltei para casa, andando devagar,
Cansado do dia, sem muito esperar.
Então o celular vibrou na minha mão,
Uma mensagem mudando aquela situação.
Duas pessoas maravilhosas a me chamar,
“Vamos para a praça, venha conversar”.
Fui sem pensar, apenas sentir,
E ali algo simples começou a surgir.
Conheci risadas, histórias e mais um rapaz,
Momentos simples que trouxeram paz.
E naquele sábado que parecia igual,
Virou um sábado especial.
Voltei para casa com algo diferente,
Uma alegria calma dentro da mente.
Porque antes era um sábado sem ninguém,
Mas naquele dia… encontrei alguém.
Viva como um pássaro que, a cada amanhecer, vai atrás do seu alimento sem se preocupar com o amanhã.
"O Julgo Invisível”
Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.
Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.
"O Silêncio de Não Ser Pai"
Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.
Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.
O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?
Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.
Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.
Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.
O homem vive sob um pacto silencioso: suportar tudo e não reclamar de nada. Desde cedo, aprende que sua dor não importa, que fraqueza é vergonha e que pedir ajuda é quase um crime. Cobram dele força, estabilidade, solução — mas ignoram completamente o que ele sente.
Quando cai, é julgado. Quando falha, é descartado. Quando sofre, é mandado engolir seco. Seu valor não está em quem ele é, mas no que consegue entregar.
No fim, o homem não é visto como humano, mas como ferramenta. E quando quebra, simplesmente substituem.
Há no silêncio…
um mundo que grita baixinho,
um espaço onde os pensamentos
ecoam mais alto que qualquer voz.
Há no silêncio…
lembranças que voltam sem aviso,
sentimentos que se revelam
quando ninguém mais está por perto.
Há no silêncio…
um refúgio e também um abismo,
onde a gente se encontra
ou se perde dentro de si mesmo.
E às vezes,
é nele que mora a verdade
que o barulho do mundo
não deixa a gente ouvir.
Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um “dia do nada”.
Um dia sem culpa.
Sem cobranças.
Sem relógio.
Sem a obrigação de ser produtiva o tempo todo.
Um dia para respirar.
Para silenciar a mente.
Para descansar o coração.
Pensar em nada.
Fazer nada.
Apreciar vários e vários nadas…
Porque nem todo descanso é perda de tempo. Às vezes, o maior ato de autocuidado é simplesmente permitir-se existir, sem precisar provar nada a ninguém.
E, curiosamente, é justamente depois desses dias que a alma volta mais leve, a mente mais clara e a vida faz sentido outra vez.
(Aline M. Abdalah)
Por favor, querido! Não me mande sinais. Mande um textão explicando exatamente o que você está pensando e querendo, nos mínimos detalhes. Os sentimentos escapam de onde sobram dúvidas e vontades inexplicadas.
(Aline M. Abdalah)
O silêncio que o homem busca está oculto no Himalaia, um espelho estéril onde o topo do mundo descobre que, para tocar o céu, é preciso dar as costas à própria terra.
Reno Fioraso
Brasil de ódios
O Brasil está se tornando um país de ódios: esportivos, religiosos, políticos, ideológicos. Estamos enveredando por um caminho em que não existem mais adversários, mas inimigos a serem impiedosamente exterminados.
Uma vírgula
Ponto
Um ponto e vírgula
Pronto
A vida toma acento
Entre símbolos ( ... )
Entre amores. Ponto?
Uma vírgula! Segue...
Entre reticentes reticências...
Até a morte...
O ponto final.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Poemas de amizade verdadeira que falam dessa união de almas
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
- 20 anos de casados: mensagens que celebram duas décadas de união
