Uma Verdade Inconveniente
AMAMOS, MESMO SABENDO QUE UM DIA SERÁ SAUDADE
Talvez uma das maiores coragens humanas seja amar sabendo que podemos perder. Sabemos disso desde o princípio, embora quase nunca tenhamos coragem de dizer em voz alta. Quem chega pode partir. Quem abraçamos hoje talvez amanhã exista apenas na memória. A voz que agora escutamos poderá um dia transformar-se em lembrança, e aquele rosto que conhecemos de olhos fechados talvez passe a habitar somente o território silencioso da saudade. Mesmo assim, amamos.
E talvez seja justamente nisso que o amor revele sua grandeza.
Porque amar nunca foi possuir. Possuir é desejar permanência; amar é compreender a impermanência e, ainda assim, permanecer enquanto for possível. Há uma espécie de loucura consciente no amor: entregamos partes de nós a pessoas que o tempo não prometeu conservar. Construímos casas sabendo que envelhecerão, fazemos planos sabendo que a vida poderá interrompê-los, criamos lembranças sabendo que algumas delas um dia doerão. Beijamos como se houvesse eternidade, embora saibamos que somos feitos de tempo.
E por que fazemos isso?
Porque talvez o contrário da perda não seja a permanência. Talvez seja nunca ter amado.
Quem tenta proteger-se de toda perda precisa proteger-se também de todo vínculo. Para jamais sentir saudade, seria necessário jamais ter alguém de quem sentir falta. Para nunca sofrer uma despedida, seria preciso nunca experimentar verdadeiramente um encontro. Para impedir que o coração se parta, teríamos que impedir também que ele se abrisse. E que espécie de vida seria essa?
Talvez seja por isso que o amor seja tão profundamente humano. Ele não exige garantias para existir. Ama-se sem contrato com o amanhã. Ama-se uma mãe sabendo, ainda que não queiramos pensar nisso, que um dia seu abraço poderá nos faltar. Ama-se um companheiro sabendo que nenhuma promessa pode derrotar completamente o tempo. Amam-se os filhos sabendo que eles crescerão, partirão e construirão caminhos onde talvez já não sejamos presença cotidiana. Amam-se amigos sabendo que a vida espalha pessoas por cidades, distâncias e destinos diferentes. Ainda assim, continuamos dizendo: fique. Venha. Sente-se ao meu lado. Conte-me sobre seu dia.
Isso é extraordinário.
Talvez Viktor Frankl estivesse certo ao perceber no amor uma das grandes possibilidades de sentido da existência. E talvez C. S. Lewis também compreendesse que amar nos torna vulneráveis justamente porque aquilo que realmente importa pode ferir-nos quando desaparece. Não existe amor profundo completamente protegido da dor.
Por isso não considero a saudade uma inimiga do amor.
A saudade é uma de suas consequências.
Só sentimos profundamente a ausência daquilo que um dia teve presença dentro de nós.
E há algo ainda mais difícil de aceitar: às vezes perderemos tudo.
Perderemos juventude, lugares, objetos, certezas, pessoas. Um dia outros entrarão nas casas onde vivemos. Nossos passos desaparecerão dos corredores. Nossos nomes serão pronunciados cada vez menos. O tempo continuará fazendo aquilo que sempre fez: passando.
Mas existe uma pergunta que o tempo não consegue responder por nós:
enquanto tivemos, nós amamos?
Talvez essa seja uma das poucas perguntas verdadeiramente importantes.
Não quanto acumulamos.
Não quanto conseguimos preservar.
Não quantas vezes vencemos.
Mas quanto estivemos presentes enquanto aquilo que amávamos ainda estava diante de nós.
Porque existe uma tragédia maior do que perder: perceber tarde demais que tivemos alguém ao nosso lado e não soubemos estar ali. Guardamos palavras para depois. Adiamos abraços. Economizamos “eu te amo”. Deixamos para amanhã uma conversa que pertencia a hoje, como se tivéssemos recebido alguma garantia secreta de que o amanhã nos seria concedido.
Não recebemos.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja urgente.
Não uma urgência desesperada, mas consciente. A consciência de olhar demoradamente para quem amamos. De escutar um pouco mais. De perdoar quando for possível. De dizer aquilo que precisa ser dito enquanto ainda existem ouvidos para ouvir. De abraçar enquanto ainda existem braços capazes de nos devolver o abraço.
Amar é aceitar silenciosamente uma verdade terrível e maravilhosa:
isto pode acabar.
E, em vez de fugir por causa disso, aproximar-se ainda mais.
Talvez a grandeza do amor não esteja em vencer o tempo.
Talvez esteja em dar sentido ao tempo que nos foi dado.
Porque no final talvez percamos muitas coisas que julgávamos nossas.
Mas aquilo que verdadeiramente amamos terá participado daquilo que nos tornamos.
E então compreenderemos que algumas pessoas podem partir de nossas mãos sem jamais partir completamente de nossa existência.
Elas permanecem na maneira como falamos, nas coisas que aprendemos, nos gestos que repetimos sem perceber, nas histórias que contamos, nas músicas que ainda nos comovem, nas palavras que herdamos e até naquele silêncio inexplicável que às vezes chega quando uma lembrança atravessa o coração.
Talvez seja isso que reste quando tudo parece perdido.
Não a posse.
Não a presença.
Mas a transformação.
Amamos alguém e nunca mais somos exatamente a mesma pessoa.
Por isso continuamos amando, mesmo sabendo que um dia poderemos perder aquilo que amamos.
Porque a alternativa seria atravessar esta breve existência intactos, protegidos e vazios.
E talvez a maior derrota de uma vida não seja terminar com o coração marcado pelas pessoas que amamos.
Talvez seja chegar ao fim com o coração perfeitamente inteiro porque nunca tivemos coragem de entregá-lo.
Se uma das partes não atende aos desejos sexuais do cônjuge, a outra parte deve ceder a vontade do outro, de modo que prevaleça entre ambos, o senso, o equilíbrio e o respeito.
Religião nunca fez de ninguém uma pessoa melhor...só em cargos... ...religião educa , orienta à seguir um melhor caminho,mas suas escolhas e atitudes ,que poderão transformar-se para evoluir ou destruir ...
Uma chave importante para o sucesso é a autoconfiança. Uma chave importante para a autoconfiança é a preparação.
Em uma leitura de diversas interpretações...
A primeira expressão é o espelho do que se condiz à seu respeito a segunda interpretação é a presunção, pelo que pensa e a terceira em diante será cada vez a mais correta.
Existe uma força enorme em uma mulher que não se comporta como acusada da própria personalidade.
Karolyne Oliveira
O egoísmo cega os olhos e endurece o peito, transformando a convivência em uma arena fria onde o bem comum cede lugar à ânsia de destruir o outro.
O peso da velhice
Chegar vivo a uma idade de 80, 100 anos é uma façanha , uma jornada que não é uma linha reta, mas composta por múltiplos ciclos: você trabalha, para um tempo para aprender algo novo, volta, muda de área, têm picos e recaídas, adoece, descansa um pouco mais e continua contribuindo. A vida deixa de ser uma corrida de 100 metros e vira uma maratona com paradas estratégicas para empoderamento e inovação.
Militão dos Santos
O trabalho honesto e a perseverança diária são os únicos caminhos seguros para construir uma vitória sólida, sem precisar passar por cima de ninguém.
A filosofia, quando retirada do mármore e colocada diante de uma mesa cheia de processos, mostra uma face estranha. Ela perde parte da solenidade ornamental e ganha utilidade íntima.
A gramática administrativa é uma ética de deslocamento. Permite que homens razoáveis pratiquem pequenas abdicações com letra legível
Esperar, em certos momentos, é uma forma superior de coragem. Não esperança; espera. A esperança inventa futuro; a espera suporta a passagem do minuto.
Apesar de as dimensões mudarem, o tempo é uma evolução em todos os sentidos, além de variar ao perceber.
A moral e a responsabilidade social são os alicerces de uma pátria forte, onde quem faz o bem merece prosperar.
. O Encontro de Duas Vulnerabilidades
"Abrir a porta exige uma dose imensa de fé de ambos os lados, pois o encontro humano é um espelho de nossas próprias fragilidades. Quem bate, traz nos ombros o peso de uma dor que já não cabe em si e busca, desesperadamente, um sopro de abrigo. Quem abre, por sua vez, muitas vezes também habita o seu próprio silêncio, curando feridas escondidas que ninguém vê. Girar a maçaneta, portanto, é um ato de coragem mútua. É escolher acreditar, mesmo com as mãos trêmulas, que o remédio para a nossa alma está na capacidade de acolher o outro. Nesse instante sagrado, duas histórias se cruzam não para somar dores, mas para multiplicar o consolo e a esperança."
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