Uma Verdade Inconveniente

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Em Março de 79

Farto de todos aqueles que com palavras fazem palavras mas onde não há uma linguagem;
Dirigi-me para a ilha coberta de neve.
A veação não conhece palavras.
As páginas em branco dispersam-se em todas as direcções.
Eu dei com vestígios de cascos de corça na neve.
Linguagem, mas nenhuma palavra.

O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.

Afrontar a morte para viver na história é pagar com a vida uma gota de tinta.

Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia suportá-la.

Escrever é uma percepção do espírito. É um trabalho ingrato que leva à solidão.

A morte fala-nos com uma voz profunda para não dizer nada.

Uma pátria compõe-se dos mortos que a fundaram assim como dos vivos que a continuam.

Sem dinheiro, a honra é uma doença.

Por saúde, quero dizer a possibilidade de levar uma vida completa, adulta, viva, em que eu esteja em estado de respirar em comunhão com aquilo de que gosto.

Uma pessoa devia ter uma quantidade de pequenos objetivos dos quais devia ter consciência e para os quais devia ter nomes, mas nunca deveria ter nome para o principal objetivo da sua vida, nem consciência dele.

Um criminoso é uma pessoa com instintos predatórios sem capital suficiente para formar uma empresa.

A razão de ser de qualquer fé é trazer-nos uma certeza.

A morte é uma vitória, e quando se viveu bem o caixão é um arco de triunfo.

Nalguma preferência uma estima é baseada,
E estimar todo o mundo é não estimar nada.

Molière
O Misantropo

A uma guerra justa preferimos uma paz injusta.

O trabalho é uma coisa elevada, digna, excelente e moral, mas bastante fastidiosa com o tempo.

A dúvida é uma homenagem prestada à esperança.

Um homem que tenha rido com gosto ao menos uma vez na vida não pode ser de todo irremediavelmente ruim.

A ira é uma das forças da alma.

A dúvida é o sal do espírito, sem uma pitada de dúvida, todos os conhecimentos em breve apodreceriam.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, Minerve: ou, de la Sagesse. Hartmann, 1939