Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Na mente, tudo é uma forma de acreditar; até quando não se acredita, está acreditando que não acredita.

No fundo de uma angústia, vive uma profunda paz.

O Elixir do Poder
O poder não é uma ferramenta, é um alquimista. Ele não transforma o mundo; transforma primeiro a alma de quem o segura. O homem que toca no cetro acredita estar moldando o metal, mas é o metal que, silenciosamente, molda sua mão e depois seu coração. A embriaguez começa com o primeiro gole da ilusão: a de que se é diferente dos que estão abaixo, imune à própria corrupção. No ápice, o bêbado de poder já não ouve os gritos do vale; só ouve o eco de seus próprios decretos.

UCRÂNIA
Há nações que morrem duas vezes: uma ao lado dos seus inimigos, outra ao lado dos seus amigos. Havia um terceiro caminho, chamava-se neutralidade, mas ninguém lhes disse.
António da Cunha Duarte Justo

GEOGRAFIA


A geografia é uma consciência silenciosa.


A Europa desorientou-se das suas raízes eurasiáticas,


esquecendo que a ortodoxia russa é sua gémea civilizacional.


E o discurso do ódio, selectivo,


revela apenas a hipocrisia de quem escolhe o que recordar.


António da Cunha Duarte Justo




Nem toda palavra doce vem de um coração sincero. Há homens cujas palavras são doces como uma manga madura, mas por trás delas existe um campo de urtigas pronto para ferir.


@wellingtoncleitonsantos "Instagram

"Para o uso da inteligência artificial, é necessária uma inteligência natural, sustentada em conhecimento real."

Meia noite e cinquenta


Razão...
Um cérebro.
Uma massa encefálica.
Ligações neurais.
Emaranhado de neurônios.
Eletricidade.
Raciocínio.


Como posso eu
Nascer de tal barro?
Ser filho da racionalidade?
E em meio a madrugada
de uma segunda-feira
Não conseguir dormir
Por causa de você


Como posso eu
mesmo sabendo
que terei de acordar cedo,
Que estarei cansado
Escrever um poema
Por causa de você


Mas é claro que eu,
Eu sei a resposta
E me sinto à vontade
de dizer para ti


Não consigo dormir
Por causa do teu xampu de amêndoas
Por causa do teu riso descontraído
Por causa do que vivemos até aqui


Não consigo dormir
Por causa da tua voz que ecoa no quarto
Por causa dos teus olhares que desarmam
Por causa do teu toque que me acende


Não consigo dormir
Por causa da nossa vida
E dessa minha racional memória
Que me lembra que estou sozinho


E é por isso que em meio a madrugada
Meia noite e cinquenta
Me sinto na rua
Mesmo sob macio colchão


E é por isso que perco o sono
Por causa de você
E sei que isso não será explicado
Razão...

A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.

Um milhão de mundos

Em São Paulo, no mesmo dia,
atravessei um milhão de mundos.

Havia uma cidade em cada esquina,
uma vida atrás de cada vidro,
um adeus parado no semáforo
e um sonho correndo atrasado
entre ônibus, prédios e buzinas.

Passei por lugares
onde ninguém sabia meu nome,
mas todos carregavam nos olhos
alguma coisa que também era minha:
a pressa, o medo, a esperança,
a vontade secreta de chegar.

A cidade mudava de rosto
enquanto eu seguia.

Ora era cinza.
Ora era ouro.
Ora era uma menina sob a chuva,
um homem dormindo na calçada,
uma senhora segurando flores
como quem ainda acreditava no mundo.

E eu, tão pequeno
dentro de tanta imensidão,
levava comigo cidades inteiras
que ninguém podia ver.

Porque há viagens
que não se medem em quilômetros.

Há dias em que atravessamos
um milhão de mundos
sem sair da mesma cidade.

E, quando a noite finalmente caiu
sobre São Paulo,
eu já não era aquele
que havia saído de casa.

Era todos os caminhos.
Todas as perdas.
Todas as luzes acesas
nas janelas dos outros.

Era uma cidade também.
Sao Paulo 13 de julho de 2026
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Uma vez peguei no sono e morri; quando fui ver, acordei nesse corpo, renasci.

A sombra é uma referência da natureza para te lembrar que você é a sua melhor e mais leal companhia.

Estar vivo é uma dádiva; viver é um privilégio.

Tudo é uma única existência, e todos nós somos existências de tudo.

A velhice é uma tristeza,
para quem viveu de aparência;
e uma alegria,
para quem viveu de amor.

Penso com o coração, pois a razão foi programada a viver uma ilusão.

O medo é uma barreira invisível; ou você atravessa, ou essa ilusão te impede.

O apego é uma das causas mais profundas dos problemas emocionais, porque, ao nos apegar a algo, geramos o medo de perder aquilo que seguramos. Esse medo alimenta a ansiedade, a insegurança e a dor. Normalmente, nos apegamos a sentimentos, pensamentos, ações, a eventos do passado, a expectativas do futuro, ao tempo que passou ou ao que ainda está por vir, a pessoas, a lugares, ao lar, ao conforto, ao trabalho, à família, aos amigos, aos objetos e até ao nosso próprio corpo. Quando nos apegamos, ficamos presos a essas coisas, como se dependêssemos delas para nossa satisfação ou identidade. E, ao não querer soltar, nos tornamos reféns do que nos segura, o que impede qualquer mudança verdadeira em nossas vidas.


Esse apego cria um ciclo: quanto mais seguramos, mais nos tornamos prisioneiros do que não conseguimos libertar. Apegados, nos fechamos para novas experiências, para o novo que poderia nos trazer crescimento, aprendizado e autonomia. O apego nos impede de mudar, de crescer e, consequentemente, de aliviar o sofrimento que ele próprio cria. Porque, enquanto mantivermos esse apego, o problema continuará a se manifestar, de forma repetitiva, até que sejamos capazes de desapegar, de soltar aquilo que já não serve mais. A verdadeira mudança vem quando aprendemos a liberar, a desapegar, a permitir que o fluxo natural da vida aconteça sem medo, sem resistência. Só assim a gente para de sofrer, fica mais tranquilo internamente e aprende a viver sem ficar tão apegado as coisas.

Há uma "doença psicológica" para quase tudo, então, por que não criar uma para os gananciosos que roubam trilhões das pessoas ao redor do mundo? Devemos colocá-los em uma camisa de força, tomando injeção, dentro da cadeia.


Porque não é sinal de saúde mental correr atrás desesperadamente de tanto dinheiro, quando sabemos que toda essa riqueza ficará para trás quando a vida terminar.

Se uma pessoa é capaz de me desanimar de algo, talvez esse algo não era algo que eu no fundo gostava tanto assim...
Ninguém é capaz de me desanimar de algo que eu no fundo quero.