Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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⁠O casamento feliz, o ideal, o almejado por muitos, segundo Nietzsche, seria como uma prisão perpétua, mesmo assim poderia dar certo; desde que prisioneiro e carcereiro se amem a ponto de tornar a convivência possível e harmoniosa.

⁠Sou o encontro de passado e presente
uma história que se enlaça
em tantas outras vidas
são anos de aprendizado,
de gente querida
de momentos bons
e outros nem tão presentes

Mas em mim está a força
de seguir em frente
a certeza de que a vida
é mesmo uma partida
e que cada passo dado
nos leva a outra vida
q ue o tempo é gigante
e ao mesmo tempo tão carente

Eu sou um livro aberto,
folhas amareladas pelo tempo
mas ainda trago em mim
a esperança e o sentimento
de que é possível criar
um mundo melhor

E assim vou caminhando,
entre o passado e o agora
tão vasta é minha jornada,
tão grande é o meu tesouro
sou o tempo que persiste
e que não tem borda nem sabor.

Luz e Salvação

Evan do Carmo

Em Belém nasceu
uma luz que veio brilhar
num mundo mergulhado em escuridão.

Com humildade
veio nos salvar.
Em seu sacrifício
deu-nos redenção.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

A Crueldade da Poesia


A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.

Estamos vivendo uma nova era imperial. Hoje, 03 de janeiro de 2026, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e sequestraram Nicolás Maduro, presidente do país. Sob a justificativa de que ele é um ditador, Donald Trump acredita ter feito um favor ao povo venezuelano.


Todavia, quando observamos exemplos históricos de invasões semelhantes promovidas pelos EUA, o padrão se repete de forma trágica. Todos os países que eles alegaram ter “libertado” da ditadura transformaram-se em cemitérios. O Iraque e o Afeganistão são provas irrefutáveis disso: Estados destruídos, sociedades dilaceradas, milhões de mortos e nenhuma democracia estável no lugar.


A era Trump ameaça o mundo, sobretudo a América Latina. O próprio Trump já afirmou que a Europa é decadente, sem atrativos estratégicos, e que a verdadeira riqueza do mundo está na América. Essa afirmação não é retórica: é projeto. Se esse governo não for contido, o mundo sofrerá uma profunda e violenta reconfiguração geopolítica.


E o Brasil entra nesse tabuleiro como alvo evidente. Em 2026 teremos eleições, e Trump já se posicionou claramente a favor da direita radical. A interferência direta no processo eleitoral brasileiro é uma possibilidade real, com o objetivo de garantir favores, alinhamento automático e submissão estratégica de um futuro governo que ele tentará ajudar a eleger.


Não se trata de paranoia nem de teoria conspiratória. Há, sem sombra de dúvida, campo, espaço e precedentes históricos suficientes para que isso ocorra. O imperialismo não precisa mais de bandeiras fincadas no solo. Ele opera por pressão econômica, manipulação política, guerra informacional e cooptação interna.


O perigo é real. E o silêncio, cúmplice.

“Se casar fosse uma escolha livre, não seriam necessárias testemunhas.”⁠

Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte

Não sou um livro aberto
Não sou uma ilha
Sou terra habitada
Por hábito e mobília.
Sou feito de barro
Que chora e se humilha
Que sofre e tem medo
Da sombra da noite
Que guarda o segredo
Do eterno retorno
Que traz recomeço
Do trágico querer
Me perco no sonho
Do dia futuro
Construindo um muro
Em volta de mim, para permanecer.
A carne se esgaça como roupa velha
A alma se estica pra não se perder

Um amor impossível.
Uma taça de fel.
Um amargo destino.
Um abrigo no céu.
Um desejo etéreo.
Uma dura sentença.
A ausência do mundo.
Uma vida em vão.
Um poeta.
Uma musa.
Divina ilusão.
Foram dados um ao outro
em tempos diferentes:
um viverá na morte,
o outro na inconsciência.
— Evan do Carmo

IBIAPINA: TRADIÇÃO, CULTURA E MEMÓRIA


Ibiapina, uma terra abençoada,
No alto da serra fica localizada.
Seu nome carrega origem tupi,
marcando seu destino,
“terra tosqueada” de relevo divino.


Yby significa "terra", o chão a florescer.
Apin significa "pelado" relevo a crescer.
Serra bela, forte e cristalina,
Guardiã do verde, linda Ibiapina.


E na culinária não pode faltar,
O caldo de cana de açúcar é o melhor que há.
Tudo feito na hora, tradição milenar,
Impossível não querer provar.


As cachoeiras e o mirante fizeram a vida erguer.
Bica do Pajé, Buraco do Zeza e a Bigorna a permanecer.
Com turismo de paisagem ecológica a encantar,
Fazendo cada visitante pela natureza se apaixonar.


Ibiapina também tem muita ancestralidade e história,
Em honra ao Padre Ibiapina, ficou na memória.
Era missionário dos pobres, homem de fé e caridade,
Levando sua religiosidade em forma de bondade.


Fundou casas de caridade,
Ajudando o próximo com muita vontade.
Seu legado vive em cada esquina,
Na vida simples de quem mora em Ibiapina.


No dia vinte e três de novembro, então,
A cidade festeja sua emancipação.
Mais de cento e quarenta e oito anos de glória,
Ibiapina é cultura, tradição e memória.


— Mara Ferly

A fé é uma luz no fim do túnel que nos permite enxergar a esperança.

Uma escada e uma luz que formam estrelas para caminhar em meio a essa escuridão...não se limite apenas á escuridão; se agarre às estrelas, vale a pena brilhar!

Há Flores quente do verão e Flores fria do inverno e ambas admiram uma às outras..mas seu próprio ambiente fazerá com que o outro morra com o tempo; então devem criar um ambiente para se viver bem, o chamado equilíbrio.

"A pressão feita pelo outros é uma corda fácil de cortar; mas a pressão feita por mim mesmo é uma corrente difícil de me liberar."

É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.

Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.

Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.

Ter consciência de que se tem uma sublime missão na vida fortalece o caráter.

Nada é mais perigoso numa relação que o silêncio de uma mulher.

Você se tornou o tipo de saudade
que aparece do nada.

No meio do dia.
No meio de uma risada.
No meio de uma música qualquer.

E por alguns segundos,
o mundo inteiro perde a cor,
porque meu coração ainda procura
um lugar onde você costumava estar.

Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.

Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.

Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.

Bah…
depois que a dor acalma um pouco,
a gente entende uma coisa importante:
nem todo amor nasce pra ficar.

Alguns chegam só pra ensinar.
Ensinar que coração forte não é o que nunca sofre,
é o que sofre
e ainda assim continua acreditando na vida.

Porque perder alguém
não pode significar perder a si mesma.

E uma gaúcha de verdade pode até chorar escondido,
mas nunca deixa de seguir estrada.