Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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É, estou solteiro, sim. Mas quem sabe até encontrar uma pessoa que valha a pena e me faça mudar essa situação... Se acredito no amor? Sim, desde que não seja somente de um lado!

Não espere muito de mim, posso não ser exatamente como imagina, e seria inevitável uma decepção...

O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:"veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!".

Toda piada é uma pequena revolução.

George Orwell
Funny, But Not Vulgar, revista “Leader Magazine”, 1945.

É um erro que cometemos muitas vezes em pensar que qualquer amiga é uma melhor amiga. A melhor amiga é tão diferente em tantas maneiras … Às vezes uma só das duas é uma melhor amiga. Outras vezes, nenhuma das duas são melhores amigas e, em algumas raras vezes, as duas são melhores amigas e inseparáveis! Não importa o quão longe elas estão uma da outra, nada abala o seu elo de amizade.

A melhor amiga faz tempo para você. A amiga só vê você quando ela tem tempo.
A melhor amiga está feliz quando você está feliz e triste quando você está triste. A amiga é indiferente ao que você sente.
A melhor amiga se abre para você. A amiga tem suas reservas.
A melhor amiga não guarda segredos de você. A amiga não tem assunto.
A melhor amiga junta dinheiro para te dar um presente que nem ela tem no seu aniversário. A amiga às vezes compra um presente que não lhe custa muito.
A melhor amiga nunca esquece de você. A amiga se lembra dificilmente de você.
A melhor amiga te ama do jeito que você é. A amiga tem algumas reservas sobre você.
A melhor amiga pensa que você é a sua melhor amiga. A amiga pensa que você é simplesmente uma outra amiga.
A melhor amiga repreende você quando você está errada. A amiga lhe julga.
A melhor amiga ama ver você se dando bem e tendo outras amigas. A amiga te inveja.

Pra você ter uma melhor amiga, você tem que ser uma primeiro.

"Um ateísta acredita que um hospital deva ser erguido ao invés de uma igreja. Um ateísta acredita que uma ação deve ser feita ao invés de uma prece dita. Um ateísta se compromete com envolvimento na vida e não em escapismo para a morte. Ele deseja probreza aniquilada, doenças conquistadas e guerra eliminada."

Acho que em alguns dias a gente acorda meio louca. Não tem outra explicação. Dá uma saudade de coisas que já passaram, de coisas que nem vivemos direito, do que nem sabemos ao certo. E uma vontade de trocar de nome, de corpo, de cabelo, de profissão, de país, de vida.

Receita de um bom café da manhã: em uma xícara despeje seu poeta preferido com algumas gotas de um filósofo. Prepare na chapa uma pintura, escultura ou fotografia, mas não deixe de passar nos lados de cada obra um boa camada de atenção com gravura. Depois esquente uma música até borbulhar suas idéias ao ponto de dançar e cantarolar. Por fim, pendure-se em uma instalação artística e aprecie as imagens de um longa que desenhe um dia muito produtivo nas páginas de um livro que lhe conte uma emocionante história.
Antes de se levantar, apanhe um pacote de curiosidade na estante para beliscar conhecimento pelo caminho desse dia... e siga, até que tenha um banquete completo de cultura a degustar.

Eu te chamava de amor, mas aí eu me dei conta que amor era só uma parte de mim, e você não é uma parte de mim. Você é eu por completo, e foi ai que eu comecei a te chamar de vida.

E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser uma personagem seguindo um roteiro. É saber que você é a autora.

A língua humana é uma fera que poucos podem dominar. Ela se esforça constantemente para sair da gaiola e, se não for domada, ficará selvagem e lhe trará arrependimento.

Nostalgia

Sei que em uma tarde ensolarada de terça-feira, daqui talvez uns 30 anos, sentirei saudades destas paredes tão silenciosas que assistem o meu adormecer há anos. Não minto quando afirmo que reclamarei a falta do aroma dos lençóis que agora me cobrem, lavados pelas mãos da minha mãe, assim como do travesseiro que a tanto tem sido feito de lenço de seda, nos momentos em que as lágrimas não podem ser contidas e caem como tempestades no final de um dia quente.
Não sou capaz de descrever o que despertou tal desejo de perceber o meu cotidiano, talvez no fundo, inconscientemente até o saiba, mas arrisco dizer que há uma grande chance que a causa deste olhar manso e amoroso pelo o que me cerca, por tudo o que está ao alcance das minhas mãos, esteja intrinsecamente relacionado ao tempo, pois ultimamente tenho pensado muito nele.
Às vezes, fico sentada na escada observando os cabelos brancos dos meus pais, que não me deixam esquecer que não sou mais aquela criança (por mais que deseje voltar a sê-la), e não posso negar que sinto medo do ponteiro do relógio que corre, dia após dia, noite após noite, sem parar por um único instante. È fato, todos nós estamos envelhecendo, dormimos mais novos e acordamos mais velhos, mas tenho a impressão que está passando tão rápido.
Parece que foi ontem que fiz dezoito anos, e agora, falta pouco para ter mais de um quarto de uma década; envelhecer não me assusta se de repente me olhar no espelho e ver uma linha riscando a minha face vou entender que são as marcas dos dias já vividos tomando forma, diante de mim; o que me apavora na realidade é o medo do que ficará para trás, do que poderá não seguir comigo, do que deverei deixar e de um dia acordar e ter certeza algumas coisas não voltaram jamais.
Dizem que não se deve pensar no futuro, mas talvez seja necessário, para podermos dar mais valor ao presente, e é isto o que estou fazendo, presto atenção a cada detalhe, não me canso de olhar as velhas paisagens, porque sei que hora ou outra, elas irão desaparecer, e só poderei as reconstruir nas entrelinhas da minha memória.
È de extrema importância valorizarmos todas as coisas, por mais simples que sejam, antes de perdê-las, como também não devemos viver no temor do que há de vir, e do que será, em detrimento do presente, nós só podemos optar por um dos verbos, o presente ou o passado.

Ei, deve ser uma droga ter que fingir não ser você a vida toda.

Hoje, algo não muito agradável me despertou uma imensa reflexão a respeito da existência humana...esse curto momento que passamos na terra, que a primeiro momento parece ser eterno, torna-se tão cômico e trágico que não percebemos que as coisas são tão rápidas, tão intensas, tão tristes, felizes...
Sempre foi cheio de objetivos, e isso se perpetuou durante toda minha adolescência: vestibular, universidade, provas, trabalho, na busca de uma vida um pouco melhor. Por incrível que pareça, nunca me liguei muito em felicidade pessoal...pensei sim em realização pessoal, o que é totalmente diferente. Talvez a questão seja essa: nunca refletir que as duas coisas são totalmente distintas...
Hoje aprendi uma coisa muito importante, que talvez eu leve como bandeira de defesa para todos os dias de minha vida: há coisas mais significantes no mundo que o nosso próprio mundo...nossas realizações, objetivos, modo de vida, convicções, atitudes, ideologias, filosofias, sentimentos....tudo isso não se resume em tudo....há sempre algo novo a ser conquistado e que por alguns segundos se transforma em realização pessoal, FELICIDADE.
A felicidade nem sempre está nas coisas boas, férteis. Às vezes é necessário a tristeza, a saudade a solidão para percebermos que ela existe, e mais ainda... para percebermos que ela não é algo transcendental, longe, intocável, pelo contrário...ela estar tão perto, mais tão perto que nem a percebemos.
Às vezes tenho uma imensa vontade de fazer-me pensar de que as coisas podiam ser bem mais fáceis, sei lá...a vida podia ser bem mais aproveitável! Pra que viver num sistema ignorante que nos leva ao trabalho, ao estudo, as regras sociais, por que não ser livre??...pois bem....graças a Deus que isso é apenas uma vontade psicótica, e não uma vontade realística, menos mal.
Confesso que tinha uma velha convicção. Confesso também que pensava que convicções eram convicções: irrefutáveis. E mais uma vez a vida me ensinou que nada é para sempre, as coisas mudam, o mundo muda...e porque não as pessoas?
Por muito tempo vivi isolado. Pensava que o isolamento, talvez era de certa forma normal. Mas o mundo é imenso!! Existem tantas diversidades, tantas culturas, tantas pessoas...quanta gente!
Hoje meu dia valeu por anos já vividos! Descobrir o verdadeiro valor da felicidade! Descobrir que a verdadeira felicidade não estar no meu trabalho, na minha casa, nas minhas convicções, na minha posição social e até mesmo na minha liberdade! Hoje descobrir que a verdadeira felicidade está nas pessoas! E são nelas que encontramos os verdadeiros motivos de seguir em frente, de continuar a luta pela existência e mais ainda...é nas pessoas que descobrimos o verdadeiro sentido da vida, aquela força que te faz levantar todos os dias e enfrentar tantos desafios, certas vezes, da nossa própria ignorância.
Hoje aprendi que a felicidade está no amor, e que o amor está aí...solto, livre, de portas abertas, como uma piscina imensa que te convida a se jogá-la.

A justiça pode se tornar má. A realidade pode se tornar uma ilusão. Significado pode ser encontrado em algo que parece sem sentido. Pense. E encontre a resposta por si mesmo. Um humano deixa de existir quando ele ou ela para de pensar.
(Merlin)

Não há vida sem morte, como não há morte sem vida, mas há também uma “morte em vida”. E a “morte em vida” é exatamente a vida proibida de ser vida.

Eu não sou linear, eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. Não sou produto, sou só coração. Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me faz escrever, ser e mudar a cada dia. Se eu começasse a escrever minha vida, seria assim: Eu sou reticências. Sou 3 pontinhos. Sou o não-dito. Sou emoção e desejo. Palavras são o meu antídoto. Anti-monotonia, anti mau-humor, anti todo o amor que não há.

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

José Saramago
Os Poemas Possíveis

Eu me perguntava se poderia ser forte mesmo sendo uma garota. E se eu poderia viver minha vida sem as pessoas me chamando de monstro desumano.

O eu, porém, é apenas mais uma compreensão equivocada. De modo geral, fabricamos a noção de um eu que parece ser uma entidade sólida. Somos condicionados a considerar essa noção como algo concreto e real. Pensamos, Eu sou esta forma, levantando a mão. Pensamos, Eu tenho forma; este é o meu corpo. Pensamos, a forma sou eu; eu sou alto. Pensamos , Eu habito esta forma, apontando para o peito. Fazemos o mesmo com os sentimentos, percepções e ações. Eu tenho sentimentos; eu sou minhas percepções… Sidarta, porém, deu-se conta de que não existe, em lugar nenhum, uma entidade independente que corresponda ao conceito de eu, dentro do corpo ou fora dele. Como a ilusão de ótica do círculo de fogo, o eu é ilusório. Ele é uma falácia – fundamentalmente um erro e, em última análise, inexistente. No entanto, do mesmo modo que podemos nos iludir com o aro de fogo, todos nós nos iludimos ao imaginar que somos o eu. Quando olhamos para o nosso corpo, sentimentos, percepções, ações e consciência, vemos que são diferentes componentes do que pensamos ser o nosso “eu”, mas, se formos examinar esses componentes, verificaremos que o “eu” não reside em nenhum deles.