Uma Menina Simplesmente Apaixonada
Um pássaro tristonho
Muito estranho e muito feio
No meio de uma noite
Apareceu num sonho meu
Mas o noite não parou
Pra que eu pudesse compreender
A vida amanhece
E cada um tem seus próprios sonhos
Cada vida traz em si mesma
Pássaros tristes
Pois eles existem
Espalhado pelo caminho
Mas nada mudam
Quando a gente não se entrega
A permitir que um deles
Venha a fazer seu ninho
Aqui no coração da gente
A estrada segue adiante, empoeirada
O pó de uma estrada
É o mesmo pó de todas as estradas
Interligadas
Entradas, saídas, partidas e chegadas
Pássaros tristes
Sonhos e encruzilhadas
A clara luz da tarde iluminando a vida
A vida também não pára
Nem o mundo esperou
Eu chorar minhas tristezas
Espalhadas pelo caminho
No galho seco, um pássaro triste
Que não canta, nem se alegra
Segue as regras que criou
Mas só vem fazer ninho
Quando a gente o convida
Então, alguém de passagem
Verá seu coração pelo caminho
Um galho seco, outra pousada triste
Mas ... se estiver só de passagem
Não vai te esperar também.
Edson Ricardo Paiva
Agora
Tudo que eu queria
Era ouvir uma canção
Para dormir
Hoje
As canções que eu ouço
E que mais ouvi na vida
Foram canções de ida
E despedida
Se eu soubesse fazer poesia
Escrevia pra você
A canção mais suave
Um poema bonito
Com letra meio tremida
Eu diria alguma coisa
Qualquer coisa sobre chegada
Ao invés de partida
Uma frase sobre carinho e bem-querença
Algo assim; sobre ficar
Em qualquer lugar bendito
Um cântaro de água gelada
Um sorriso
Meia xícara de chá
Algum espaço qualquer
Onde eu pudesse sonhar
Olhar pros lados
Me sentir em paz
Agora
Tudo que eu queria
Estar distante
Ainda assim
Próximo e diante de um olhar
Que brilhasse ao máximo por mim
Só pra mim e mais ninguém
Eu sei que deve haver
Um olhar assim
Em algum lugar do mundo
Este imenso vazio
Não é possível que não haja alguém
Que sinta alguma espécie de arrepio
Uma certa alegria ao me ver chegar
Queria que me dissesse
No simples gesto de um lindo olhar
Pra esquecer a tristeza, o passado
... o resto
Me abraçasse com carinho
E me pedisse pra ficar.
Edson Ricardo Paiva.
De repente um pensamento
Uma lembrança que faz ver
Como passaram depressa
Os dias a compor a vida
De chegada em chegada
Amanheceres que eu vi ou não
Azar o meu, eu estava lá
Algumas vezes
O vento soprou tão suave
Que nem sequer apagariam
As velas de muitos aniversários
Para os quais não existiu abraço
Os laços não estavam lá
em nenhum presente
Aqueles do passado também se foram
Só chaves a girar
Nas portas por onde eu passei
E sempre estive do lado de fora
Não existe agenda ou calendário
E nem viagem
Mas sempre houve
Alguém que me vendesse
Pra logo em seguida, se esquecer de mim
Para um peixe, estar fora do aquário
Isso é bom ou ruim?
Edson Ricardo Paiva
Não é somente a imagem do espelho
A refletir uma memória sempre viva
É a palavra que fere
A história tantas vezes repetida
E não melhora nada
O Sol pintando o Céu de vermelho
Não traz agora, a tonalidade de ontem
Não é o fato de tirar o melhor que puder
É preciso sempre um pouco mais
É a saliva que seca
No pecado da boa intenção
Simplesmente esquecer
Relegar
Deixar de lado o medo de ferir
É a ferida em segredo
Escondida, sabe Deus, onde
Numa vida onde nada se oculta
E também que nada esconde eternamente
É essa dor eterna e imperativa
Uma ferida viva
O coração machucado a bater dobrado
Esse sim, escondido em sua dor
Que não se cala
Oculto
A falar alto desse jeito
Em revolta quase perfeita
Guardada e calada, aqui dentro do peito.
Edson Ricardo Paiva.
Passarinho
Passou voando aqui
Pousou por entre as folhas
À escolha de um galho
Fez ninho
Uma casa, onde descansa
As asas desgastadas por voar
Passarinho não tem nada
Não tem amor, não tem lar
Nem flor pra beijar
Passarinho passarinhou
Voou, voou, voou
e de tanto voar
Foi embora.
Edson Ricardo Paiva.
Passarinho
Passou voando aqui
Pousou por entre as folhas
À escolha de um galho
Fez ninho
Uma casa ...e descansou
As asas desgastadas
Em seu tão perdido voar
Passarinho não tem nada
Não tem amor, não flor pra beijar
Nenhum lar onde voltar
Esconde uma mínima lágrima
A pulveriza pelo ar
Passarinho passarinhou
Voou, voou, voou
e cantou seu cantar perdido
Sentiu-se esquecido
e foi embora.
Agora
Não se sabe onde está
E não cabe a mim
Perguntar.
Edson Ricardo Paiva.
Existe tanta coisa nesta vida
Enquanto eu a tenho uma só
Escolhas são sempre as nossas
Portanto eu não posso perder meu tempo
Reclamando da imperfeição na paisagem
Quando eu sei que é uma viagem só de ida
E nada se deixa e nada se leva
A não ser saudade
Tudo mais não me pertence
Aquilo que tens hoje ao teu redor
Não o olhe como a uma conquista
Pense que são como estrelas
Assim como eu, todos podem vê-las
Sem jamais tocá-las
Pense no presente como uma lembrança
Uma fotografia de um tempo
Em que havia ou não havia esperança
A vida é algo tão breve
E não há ninguém que leve nada
Não vou desperdiçá-la sentindo medo
Não tenho direito de me queixar
Se o limão era azedo
Quando ele esteve em minhas mãos
e sei que deixei ficar passado e amargo
Hoje eu não trago mais nada comigo
Além daquilo que possa sempre carregar
Pois eu tenho o mundo todo
Sabendo que nenhum lugar me pertence
Vivo o presente agora
Sem chorar passado e nem futuro
O tempo jamais esteve ao alcance da vista
Diferente das estrelas, que eu posso ver.
Edson Ricardo Paiva.
O sorriso
É uma obra do abraço
Um espaço que estava vazio
A alegria de bailar sozinho
Havendo ou não melodia
Se saber satisfeito da vida.
O sorriso de verdade
Vem no meio da madrugada
Surge assim, do nada
Sem contar pra ninguém
Porque foi que ele veio
Aparece quando a gente recorda
da criança que foi um dia
Vem no intervalo
entre um sonho e outro
E permanece
depois que a alma desperta
e glorifica a Deus pela vida
Um sorriso é como se fosse
Um cartão de visitas
Expressão de quem crê
Que existe muita coisa boa e doce
A ser vivida, ainda
Sem saber de onde veio, ou quem trouxe
Vem à toa, quando a gente vê
Uma árvore sem folhas
Ornamentando um Céu cinzento ao fundo
Tendo em si a alma plena
E, diferente da maioria das gentes
Acha linda, aquela cena
E de repente está feliz
Mais feliz que todo mundo
E mesmo não tendo a prece atendida
Esquece o que foi que queria
E agradece a tudo que veio
No lugar
Apesar de ser outro o lugar
Outro Mar
Outro vento
Outra vela
Vem daquela sensação
de que não foi esquecido
E mesmo que não tenha
nada pra mostrar
Tem junto a certeza
No estado de alerta
de que vai permanecer a mesma coisa
As mesmas dificuldades
Problemas e dores pequenas
A cara feia que esse mundo faz pra gente
Como se outra pipa surgisse do nada
E cortasse a nossa, sem aviso
Posto isso
Sentir-se fortalecido
Simplesmente
Botar um sorriso no rosto
E sair mostrando ele ao mundo
Sem nenhuma necessidade
de haver um motivo aparente.
Edson Ricardo Paiva.
Se fosse apenas
O lançar um olhar ao mundo
Mas tem sempre alguma coisa a mais
Uma espécie de indiferença velada
A pergunta que germina da resposta
Quantificada na imensa quantidade
das eternas reticências
Que cada um de nós a guarda
Em silêncio profundo
Que diz que não vai dizer mais nada
Pois o mal não vem daquilo que faz mal
Ele só reage de maneira diferente
de gente pra gente, quaisquer sejam elas
Eternizando a alguma coisa
Que não encaixava e não cabia
e sabia que estava lá
Igualando desiguais, tem sempre algo mais
No invisível voo da Quimera
Flutuando em seu mais baixo nível
Te aguardando, sem demonstrar jamais
Que mais e mais ela te espera
O que conta é o que tivemos desde sempre
Escondido e sem fazer ruído
Em algum lugar dentro de nós mesmos
E que a gente morre
Sem nunca saber o que era.
Edson Ricardo Paiva.
Eu quero a chuva
Num dia de Sol
No mesmo Sol
De uma manhã de inverno
Eu quero a sorte
de noite estrelada
Que seja hoje
e de novo amanhã
Calor de Sol
Numa blusa de lã
Espero
A curva lá da ventania
Eu quero vida na vida
E se eu pudesse querer
Outra coisa qualquer
Desejaria que ela fosse
Linda
Linda como a chuva
Num dia de Sol.
Edson Ricardo Paiva.
Existem tantas palavras
Palavras que não se diz
e, se as virmos escritas
Parece que cava
Uma cova no peito
E cresce uma trova bonita
E enleva a alma de um jeito
Pra durar depois da vida
Que a gente queria sentir e não sente
Não sente porque ninguém diz
Palavra feliz de dizer
Quando a gente olha direito
É fácil saber o fácil
É tudo que nem todo mundo
É capaz de fazer
Outro igual, nem parecido
Explícita sutileza, ao mostrar o sentido
Parece uma coisa à toa
Adornada com laço de fita
Que ecoa na alma... tão boa ela era
Mas era somente uma palavra
Simples, feliz e bonita
A que nada imita
Passou-se uma vida
Bastava fazer-se ouvida
Era só dizê-la
Escrevê-la
Pra num verso recitá-la
Num gesto tão simples
A gente o recita
Mas o simples
Simplesmente é resto
Difícil demais
traduzir em palavras
Que gente não diz
E se diz, parece que sente
Ter deixado de ser gente
A palavra é uma semente
Simples, feliz e bonita
A ser plantada
Numa cova que se cava
Ali no peito
é por isso que existe uma lista
de palavras que nunca são ditas.
Edson Ricardo Paiva.
Nem sempre
Olhar para os dois lados
Antes de atravessar uma estrada
É suficiente
Cuidado
Por querer viver o que não lhe cabe
Muita gente destrói a vida
Vende a alma
E só percebe
Quando descobre que agora
É coisa morta, que se pensa viva
Que não sente nenhuma paz
Nem mesmo na própria calma
E deseja a morte querida
E tem medo também da morte
Por não ter sabido viver
Se um pobre sabe sentir-se rico
Pode ser mais rico
Que um rei que não sente nada
As pétalas secam
As folhas caem
A árvore que mais cresceu
No final daquela estrada
Um dia há de ver-se
Enfraquecida desde as raízes
Por árvores que, infelizes a rodeavam
Isso é tudo que se deve saber
A respeito da vida.
Edson Ricardo Paiva.
Pterodactilia.
Era doença sem nome.
Uma crença que não tinha um credo.
Era Deus a fazer poesia
Daquelas que o tempo não leva
Tão belas, que leva muito tempo
Para lê-las todas
Um meio-dia infinito
Era um minuto na eternidade
Mas o vento
Sempre as levaria
Pra lugar distante
Pois, diante de força tamanha
A existência do Universo
É breve
A verdadeira força do vento
Se esconde
No ato de soprar de leve
E sem pressa
Transformando
A mais alta montanha
Em algo leve
Em algo que o vento leve
Tão depressa quanto a vida
Era a pterodactilia de Deus
Doença de fazer
Versos
Poesias
Universos
Fazendo-as parecer
Um pensamento esdrúxulo
E em meio a tudo isso.
Durante o correr de Eras
Saber que era o mundo inteiro
Alguma coisa que coubesse
dentro de um cinzeiro
E sobraria espaço
Era somente questão de espera
Outra parada em qualquer estação
Escrito e previsto
Que o começo e o fim
Se encontram num lugar comum
Num ângulo
de trezentos e sessenta graus
Vai e volta e se consome
E assim bem e mal se vão
Todo lugar é um lugar qualquer
E qualquer lugar é lugar nenhum
Aquilo que ontem era tudo
Desaparece em movimento mudo
Em questão de momento
O vento leva
Até mesmo o sinal de igualdade
E tudo acaba
Sendo eternamente igual
Não se divide o invisível
Em partes iguais
Ponto final
Nada mais.
Edson Ricardo Paiva.
Perdidos no tempo e no espaço
Só reflexos de espelho
A água evapora
A nuvem cresce
Uma nova notícia na porta de casa
Só agora se sabe do prazo
Apesar do tempo ter asas
Não voa e jamais envelhece
O que destoa é viajar com ele
E nunca mudar em nada
Sempre aquela vibração tão boa
da cadência do som
Em que soam as cordas do tempo
Momento a momento
Um dia a gente, que estava à toa
Fatalmente acorda
E percebe que o tempo envelhece
Friamente, a cara do espelho
A nuvem de chuva caiu
Fim de tarde
Horizonte vermelho
Abelhas rainhas
Foram minhas todas elas
O Sol se põe por trás
dos montes de notícias
Que batiam-me à porta
Eu lia o jornal
Mas jamais atentei pro resumo
MIsturado e torto
O compromisso era comigo
Meu abrigo, meu rumo
Não ligo e não brigo
Nem tenho nada com isso
Assim me acostumo
A olhar
Ver cara do tempo
A cada vez que eu o olho
mais moço
E sem nenhum alarde
Conforme convém-me
devido a ser tão tarde
Agora
Sabê-lo antigo
Molhar-me na chuva
Minha única amiga
Até que o próprio espelho
Que muda, qual cor do cabelo
E sem reclamar pra ninguém
Finalmente acatar-lhe
Assim como eu faço
Os conselhos, de vez em quando
Tendo, enfim, me encontrado
No espaço e no tempo.
Edson Ricardo Paiva.
Quando Deus
põe a gente no mundo
Tem junto
Uma coisa latente
Semente de coisa boa, muito
Que Deus bota dentro da gente
Se ela seca...ou se brota
Num primeiro momento
Normalmente nem se nota
Mas ninguém nunca vai poder
Dizer que secou a toa
Quando o solo era de areia
Não foi nem pra bem, nem pra mal.
Com o alforge repleto de almas
E algibeira de sementes
Deus semeia uma tarde inteira
Mas, quando a alma endurece
Pelo solo empobrecido
Ainda é bom pra plantar a saudade
de coisa que veio na vida
e por não ser a hora
Passou depercebida
E agora te desconhece
Merecidamente
A vida passa
Depressa como a chuva
Não existe ação prolongada
A culpa nunca é de ninguém
Nem nada
Se foi no passo que veio
E no meio desse espaço
O tempo as germina
Lágrimas secas
Não molham sementes
Caem somente
Assim como secam as folhas
Todos colhem
Conforme as escolhas.
Edson Ricardo Paiva.
Eu tenho uma esperança
Que eu trouxe de lá
Do lugar de onde eu venho
Era lá nesse lugar
Que todas elas nasciam
Bonitas como Luas
Refletidas no espelho dos lagos
Eu a trago de lá
Porque lá elas eram doces
Essa é a minha
Muita gente as perdeu
Mas não eu
Que também não troquei por nada
Cada qual, conforme a vida
Não faz mal
Se alguém tiver outra igual
Pode ser que parecida
Elas podem sempre
Ser divididas ou compartilhadas
Mas quando são perdidas
Sobra pouco tempo
Pra que não sobre mais nada
Por isso eu escondo essa minha
Lá dentro do meu coração
Junto da alma
Perto da vida
Pra que nunca seja confundida
Com algo que se deixa ficar
Naquela triste escuridão
Onde perto não cresce nada
Um lugar deserto
Chamado ilusão.
Edson Ricardo Paiva.
.
De vez em quando
Eu ouço o som de uma voz
Que, amiúde, diz algo de bom
Quis Deus, que essa voz
Em algum momento
Não viesse de um passarinho
Do vento, da prece
Nem de um ninho qualquer
Que vazio estivesse
Uma prece fria, uma ladainha
Qualquer resposta imaginada
Palavras que
de minhas, não tinham nada
Estas
Pra meu bem, vem de mim
Pois
Quando aquele que fala
É o coração da gente
Você pode até pensar em fugir
Mas nunca as esquece
Assim, eu posso me sentir perdido
E sem medo
Hoje eu sei que há lugares ruins
Com vasos de flores na janela
E brisa de ar de alecrim
Onde cada sorriso
Tem um prazo de validade
E o endereço de destino
Passa longe da rua que eu moro
O segredo, pra ficar distante
É que a gente pensa em nem pensar
Na tristeza que basta lembrar
Pra não querer
Descobrir em qual lugar se esconde
A boa porção
da semente que não germinou
Qual se fosse a luz da Lua
Refletida, mas no fundo da lagoa
Existe um tempo de espera
Um bilhete de viagem
Estar no mundo e na vida
Numa breve estadia
Mas que não mera passagem
E parado, ali na plataforma
A maneira de enxergar a vida
Se desmonta e se reforma
Assim se renova
Uma espécie de medo
Se apossa da alma
Bem de leve
Perceber, que apesar de tudo
Sequer por um segundo
Ninguém nunca está sozinho
E nem perdido
Acontece com qualquer criança
Em algum lugar escuro
Da floresta encantada da vida
Brincar de esconder de si mesmo
Pra poder se buscar
É preciso um olhar mais profundo
Que só tem
Aqueles corações
Que são bem simples
Despidos
De tanta oração complicada
Bonita e bem elaborada,
Da ilusão fingida e triste
Que a maldade deste mundo ensina
E que no fim ... não leva a nada.
Edson Ricardo Paiva.
Eu tive um sonho pequeno
Era plena a alegria
Era noite de verão naquele dia
Eu sonhei que uma doce Lua
Brilhava no Céu, tão bela
Igual que se estrela fosse
Mas sonhei que era noite de inverno
E que tinha sopa de ervilha
Um prato de pão torrado
E uma estante cor de palha
Sonhei com a simplicidade
Não sei quanto tempo levou
Mas o instante levou
O tempo que a vida leva
Pois eu sei que a memória falha
Mas não sei se essa vida é verdade
Eu só sei que sonhar não é escolha
É como um vento, que varre as folhas
Então, só sonhei
Que eu estava sentado à mesa
E que tinha fogueira acesa
E também um amor ao meu lado
Eu tive um sonho bonito
Eu tive um poema escrito
E eu tocava um violão
Cantando pra Lua, tão bela
Mas não sei que Lua era aquela
Nem o nome do anjo que a trouxe
Mas, brilhava no Céu, tão doce
Igual que se estrela fosse!
Edson Ricardo Paiva.
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