Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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O imprevisível é só mais uma prova de que os sentimentos são sempre uma surpresa mesmo.

Inserida por OrlenPessoa

-' Deu uma louca vontade de te ter aqui por perto,só pra sentir aquela sensação única e inexplicável,sabe?

Inserida por OrlenPessoa

-' E foi tentando te esquecer que lembrei de tudo mais uma vez.'

Inserida por OrlenPessoa

-' Em algum lugar,de uma maneira inesperada,aquilo que você deseja,irá acontecer do jeito certo,persista,mantenha a fé em Deus.

Inserida por OrlenPessoa

-'Sempre vai ter uma data,um olhar,uma música,uma carta,uma foto,um sorriso e uma razão para você lembrar de quem te faz tão bem.'

Inserida por OrlenPessoa

É incrível como 3 minutos de uma música mostram sua situação inteira.

Inserida por OrlenPessoa

to resistindo,evitando,coexistindo,segurando tudo aqui dentro,inventando uma forma de me convencer,pra não gostar de você,me apaixonar,amar.Enfim,Tenho receio de ser tocado lá no fundo mais uma vez,dói levantar expectativas,acreditar,sonhar, e depois ver que não deu.
Desculpa coração,mas quem manda agora aqui,sou eu.

Inserida por OrlenPessoa

⁠⁠Ao final de uma jornada, mesmo que não logre êxito em sua missão, terás no mínimo aprendido muito mais sobre si.

Inserida por elizeu_nieser

O poder, por si só, não tem o poder de corromper alguém. Ele é apenas uma ferramenta que pode ser usada para o bem ou para o mal, dependendo da índole da pessoa que o possui. Aqueles que estão presos aos seus instintos mais primitivos são os que o utilizam de forma maligna, para fins sombrios e egoístas. O verdadeiro caráter de alguém é revelado na maneira como ela usa o poder que tem em mãos."

Inserida por elizeu_nieser

E uma das piores sensações, foi apagar de uma por uma cada mensagem do meu celular, e me lembrar de como foi minha reação quando á recebi.

Inserida por OrlenPessoa

"Pois é mulher! Ele não ligava, nem mandava
mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania
sacana de aparecer quando ele já tava quase
desaparecendo da sua cabeça. Era carência, tava na
cara – e faltava vergonha na sua, porque você
sempre acabava cedendo. Não se dava valor e ainda
ficava indignada por ele não dar também. Me
desculpe a sinceridade, mas é que você aceitava ser
a última opção. Ninguém ama quem não se ama,
ninguém respeita quem não se respeita – doloroso,
mas verdadeiro. Quando você não tá na onda de ser
amada, tá tranquilo - um supre a carência com o
outro e fim de papo. Mas você estava afim de
sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e
ligação de madrugada, só pra ouvir um ''tava
pensando em você''. E claro que ele não ligava, e por
isso, causava aquele 'nervosinho de incerteza' dentro
do seu peito. E foi aí que você mudou. Parou de
aceitar o último pedaço do bolo. E olha só que
mágico, ele nunca a chamou pra tantos lugares. A
mágica só não foi tão boa, porque você simplesmente
não queria mais. Não queria mais mágica, não queria
mais bolo, não queria mais ele. Quando você passou a
se valorizar, conseguiu enxergar nitidamente o
quanto os outros valem – e ele valia tão pouco pra
você. Você pegou seu coração e colocou ele lá no topo
de uma árvorezinha bem alta, e vou te falar, você
nunca tinha visto tanta gente disposta a escalar pra
tê-lo, não é? – tenha certeza que homem adora um
desafio. Pois bem, que vença o melhor!"

Inserida por OrlenPessoa

“Eu quero saber de você: o que te faz ser você?” abre uma pergunta enorme
talvez uma das mais difíceis que podemos fazer a alguém. Fiz a crônica como um diálogo com a própria existência, filosófico e poético.


O Que Te Faz Ser Você?

Eu quero saber de você.

Mas não quero saber apenas o seu nome, onde nasceu, o que faz da vida ou quantos anos carrega nos ombros.

Isso tudo são informações.

Eu quero saber de você.

Quero saber o que existe quando todas essas respostas acabam.

O que te faz ser você?

Talvez ninguém saiba responder imediatamente.

Passamos boa parte da vida aprendendo a explicar o mundo e quase nenhuma aprendendo a explicar a nós mesmos.

Sabemos dizer onde moramos, mas nem sempre sabemos onde nossa alma se sente em casa.

Sabemos contar os anos que vivemos, mas dificilmente conseguimos contar quantas vezes tivemos de nascer novamente dentro da mesma vida.

Por isso, quando pergunto quem é você, não me mostre apenas suas conquistas.

Mostre-me também aquilo que você perdeu.

Porque há pedaços de nós que foram construídos justamente pelas coisas que não puderam ficar.

Conte-me sobre os caminhos que deram errado.

Sobre as portas que se fecharam.

Sobre as pessoas que partiram.

Sobre os sonhos que você precisou enterrar em silêncio enquanto continuava sorrindo para que ninguém percebesse o funeral acontecendo dentro de você.

Talvez você seja um pouco de tudo isso.

Somos feitos de presenças, mas também de ausências.

De encontros e despedidas.

De palavras que ouvimos e de outras que passamos a vida esperando alguém dizer.

Há pessoas vivendo dentro de nós que talvez nunca mais veremos.

Um gesto do nosso pai.

Uma frase da nossa mãe.

O sorriso de alguém que amamos.

Um conselho que na juventude parecia inútil e que, muitos anos depois, tornou-se uma espécie de bússola.

Somos uma casa construída por muitas mãos.

Algumas permaneceram.

Outras passaram apenas por alguns minutos.

Mas deixaram alguma coisa sobre a mesa da nossa existência.

Talvez seja isso que torna tão difícil responder à pergunta:

Quem sou eu?

Porque não somos uma coisa terminada.

Somos verbo.

Estamos acontecendo.

O homem que acordou esta manhã já não é exatamente aquele que adormeceu ontem.

Alguma lembrança atravessou a noite.

Alguma preocupação amadureceu.

Alguma esperança nasceu discretamente.

Talvez alguma ferida tenha cicatrizado um milímetro enquanto dormíamos.

A vida trabalha em nós mesmo quando não percebemos.

E existe ainda outra coisa.

Você também é aquilo que ninguém vê.

Existe uma versão sua que aparece nas fotografias, nas conversas, nas festas, no trabalho, nas redes sociais.

E existe aquela que fica sozinha quando a porta se fecha.

Essa me interessa profundamente.

Quem é você quando não existe plateia?

Quem é você quando ninguém está olhando?

O que você pensa antes de dormir?

Que conversa mantém consigo mesmo diante do espelho?

Quais são os medos que jamais confessou?

Quais sonhos ainda protege do mundo porque tem medo de que alguém ria deles?

Quais lágrimas você engoliu para parecer forte?

Talvez o verdadeiro rosto de uma pessoa comece justamente onde termina a necessidade de parecer alguma coisa.

Porque passamos anos construindo personagens.

Queremos parecer fortes.

Inteligentes.

Felizes.

Resolvidos.

Mas chega um momento em que a vida começa a retirar nossas máscaras uma por uma.

E isso dói.

Até descobrirmos que perder uma máscara não significa perder a identidade.

Às vezes significa finalmente encontrá-la.

Por isso eu quero saber de você.

Não da versão perfeita.

Essa não me interessa.

Quero conhecer suas contradições.

A coragem que mora ao lado do medo.

A esperança que algumas noites dorme abraçada ao desespero.

A fé que às vezes pergunta.

O amor que às vezes se cansa.

A força que também precisa sentar no chão e chorar.

Porque talvez ser humano seja exatamente isso:

carregar dentro do mesmo peito coisas que parecem impossíveis de conviver.

Somos luz e sombra.

Certeza e dúvida.

Saudade e esperança.

Ontem e amanhã tentando aprender a dividir o mesmo coração.

E talvez aquilo que realmente nos define não sejam nossas respostas, mas as perguntas que tivemos coragem de continuar fazendo.

Quem sou?

Por que estou aqui?

O que fiz com o amor que recebi?

Quem se tornou melhor porque passou pela minha vida?

O que permanecerá de mim quando meu nome deixar de ser pronunciado?

No final, talvez descubramos que aquilo que nos faz ser quem somos não está nos títulos,
nos bens ou nas histórias que contamos sobre nós mesmos.

Está nas marcas invisíveis.

Nas pessoas que amamos.

Nas vezes em que fomos feridos e decidimos não transformar nossa dor em crueldade.

Nas vezes em que poderíamos ter desistido e permanecemos.

Nas vezes em que pedimos perdão.

Nas vezes em que perdoamos.

Nas vezes em que ninguém estava olhando e, ainda assim, escolhemos fazer o que era certo.

Talvez sejamos, sobretudo, aquilo que escolhemos fazer com tudo aquilo que a vida fez conosco.

Por isso, quando eu disser:

“Eu quero saber de você”,
não me entregue apenas sua história.

Entregue-me seus silêncios.

Suas cicatrizes.

Seus sonhos.

Suas perguntas.

Conte-me quem você era.

Quem precisou deixar de ser.

E quem ainda está tentando se tornar.

Porque conhecer verdadeiramente alguém não é descobrir todas as suas respostas.

É chegar suficientemente perto para compreender algumas de suas perguntas.

E talvez, depois de uma vida inteira procurando a resposta para “o que me faz ser eu?”, descubramos algo ainda mais bonito:

não somos apenas aquilo que encontramos dentro de nós.

Somos também aquilo que deixamos dentro daqueles que encontramos pelo caminho.

Inserida por silasoliveira13

A mulher e como uma luz na vida do homem, cada vez que ela se manifesta
Nos torna uma pessoa coerente e nos faz ser um ser humano brilhante.

Inserida por silasoliveira13

O amor e uma dor, a dor mais gostosa que já pude sentir. Esta dor vem com uma força que nos coloca à frente a sermos inteligente para reconhecer que somos depende de outro ser vivente e que isto dure eternamente.

Inserida por silasoliveira13

⁠Arte

A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la.
Para lhe dar a verdadeira cor, a cor da liberdade.
A arte, nos ensina a valorizar o outro que é uma obra de arte divina.

Inserida por silasoliveira13

⁠poesia
Uma dia pensei em escrever alguma coisa
Mas que está coisa tocasse um coração
Então comecei a escrever poemas, pensando em conquista um coração
Escreve tantas coisas que o coração me mandava escrever
Foi aí que ele, meu coração me mostrou você,
Porque você é a poesia que ele(coração) que queria que escrevesse e até hoje escrevo você em minhas poesias e no meu coração.

Inserida por silasoliveira13

⁠CONTO DE UMA MULA
Depois de passar um tempo fora do Brasil, voltei para minha cidade que tanto gosto. Chegando, fui ver o que havia mudado e saber as novidades. De “tão grande” que é, em poucas horas, consegui me atualizar sobre tudo.
Terminando o passeio, perguntei ao meu irmão onde poderia conhecer as meninas bonitas da cidade pois, pelo que me lembrava, era nas feirinhas de artesanato na praça principal, mas muita coisa mudou...
- Mas quero conhecer as meninas que têm uma beleza compatível com a minha! – exclamei em um tom bem sarcástico.
A procura não demorou dois dias. Não sei o que meu irmão fez, mas conseguiu me apresentar uma linda garota. Muito linda mesmo, só vendo para acreditar. Marcamos de sair algumas vezes para conversar e nos conhecer melhor. Quantas coisas conversamos... E eu ficava cada dia mais apaixonado.
Vinte dias depois estávamos namorando.
Ela falava de mim para as suas irmãs. Falava tanto que até ganhei um fã clube na casa dela. Toda a família, até o pai era meu fã sem nem mesmo me conhecer, pode isso?
Marcamos um dia para que pudesse visitá-los e enfim conhecê-los. Chamei um amigo, Frederico, e sua namorada, que era amiga da minha futura esposa, para irem juntos. Sim... Eu já estava pensando em casamento!
O grande dia chegou, a aventura estava apenas começando, iria conhecer a família dela no alto do São Francisco – e não pense que o rio, São Francisco é o nome da fazendo do meu futuro sogro e eu estava me achando por isso.
E lá fomos nós!
Saímos na madrugada de um sábado, em uma Brasília. Chovia tanto, até certo ponto estava tudo bem, isso enquanto estávamos em uma estrada de asfalto, mas depois... Aquele depois de mineiro sabe? Tudo tinha barro, as estradas, os meus amigos e a minha futura esposa, mas eu continuava me achando.
Os morros eram tão altos que pareciam que estavam nos levando para o céu. Cheguei a pensar em desistir, mas pensei bem e tudo parecia ser uma prova de amor onde eu estava sendo testado (mudança de posição – melhor adequação de leitura) e se eu falasse que queria desistir da viagem iria parecer má vontade minha de conhecer a família dela e todo fã clube criado para mim.
Levei uma prosa com meu amigo Frederico e com meu motorista que garantiy que nada iria nos impedir de chegar lá:
- Já dirigi em condições piores que essa, meu rapaz! E já estamos quase chegando.
O “quase chegando” demorou a manhã toda. Eu já não sentia minhas pernas, elas estavam dormentes, pois no banco de trás não tinha muito espaço para esticá-las.
E finalmente chegamos! Eu estava feliz em poder esticar minhas pernas e minha futura esposa em rever seus familiares. Todos estavam esperando no alpendre (nas fazendas é assim que são chamadas as varandas, né?), foi muto legal. O pai dela nos esperava bem na porta e, assim que chegamos ao alpendre, ele despachou as mulheres para a cozinha ficando lá apenas Frederico, ele e eu. Eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro, mas a vergonha de pedir falou mais alto.
Se me perguntarem sobre o que conversamos, não saberei porque meu foco estava todo na minha bexiga – prestes a estourar – e que a cada minuto a minha vontade de ir ao banheiro aumentava. Lembro apenas que ficamos um bom tempo lá.
Foi minha futura esposa quem me resgatou. Certo momento ela apareceu para avisar que o café estava pronto e para acompanhar tinha broa de milho e queijo “fresquim”. Aproveitei a deixa e fui ao banheiro – QUE SENSAÇÃO MARAVILHOSA! O único problema é que a descarga era aquela de caixa que tem que esperar encher para poder usar e eu tive que ficar esperando para conseguir dar a segunda descarga. A demora foi tanta que na hora que cheguei para tomar o café, a broa já estava um pouco fria.
Conversa vai, conversa vem... Fui percebendo que já tinha conquistado meu sogro. Pensei que estava tudo bem e na paz até que ele me chama para dar uma volta pela fazenda e conhecer a cabeceira dela. Não pensei duas vezes e respondi:
- Vamos sim, vou adorar o passeio! Essa fazenda me lembra a do meu avô.
Meu erro foi imaginar que iríamos de carro. Todo o passeio foi feito a pé (nossa que sofrimento!). Nunca tinha visto e subido um morro tão íngreme. A sensação que tive foi que estava subindo deitado e acho que tudo que comi assim que chegamos foi queimado no “exercício” que eu fiz. Fizemos uma parada em um lugar lindo e a vista de lá de cima era tão bonita. Ficamos um pouquinho por lá e meu futuro sogro já começou a andar novamente.
- Achei que nosso passeio acabava aqui. – disse a ele meio assustado
Ele riu e respondeu:
- Não chegamos ainda não, menino!
Andamos mais uns 20 minutos – detalhe: era só subida – para aí sim chegarmos à tal cabeceira da fazenda. Graças a Deus! Se tivesse que andar mais um pouco meu sogro iria ter que descer comigo nas costas, eu não tinha mais força nas pernas para dar um passo sequer.
A vista da cabeceira era muito bonita e a caminhada por lá não era tão ruim assim. Meu futuro sogro me levou a uma parte que era mata bem fechada, assim que chegamos lá ele começou a contar sobre cobras que viviam ali e não era qualquer tipo de cobra, não... Era uma tal de “jararacuçu”, se o nome já é difícil de ser escrito, imagina o quão pavoroso esse bicho deve ser (só de pensar eu morro de medo).
Onde estávamos era tão alto que o nome da fazenda (Ato de São Francisco) começou a fazer sentido. Lá eu realmente me sentia bem perto do céu e de São Francisco.
Começou a escurecer, minha apreensão de estar lá em cima começou a aumentar. Perguntei para meu futuro sogro se não já estava na hora de voltarmos. Ele percebeu meu medo e retomou a conversa sobre as tais cobras e seus perigos antes de começarmos a descida de volta.
Durante a descida ele me falava que elas, as cobras, cruzavam sempre esse caminho que estávamos fazendo para chegar ao ninho delas que era ali bem perto. Não esperei uma só palavra a mais dele e corri feito um corisco, chegando primeiro que ele em sua casa.
Depois dessa “fuga” eu só pensava: “Putz! Minha apresentação está indo de mal a pior. ”. Mas não terminou por aí não! No dia seguinte levantei bem cedo para tomar café e mais uma grande aventura me esperava. Imaginam o que era? Andar a cavalo! Dessa vez não iria desapontar minha digníssima futura esposa. Eu adoro andar a cavalo, vocês nem fazem ideia! Ele é meu animal preferido.
Então lá fomos nós, meu futuro cunhado trouxe os cavalos e logo me deu as rédeas de um bem pequeno, parecido com uma mula. Parecia que já estavam adivinhando que eu não me daria muito bem. Sim, eu disse que adoro andar a cavalo, mas a verdade é que eu não entendendo muito bem desse animal e as vezes que andei foi com meu pai.
E lá estava eu sentado na garupa dele.
Uma coisa que dizem sobre os cavalos que é verdade, é que eles têm uma percepção muito aguçada sobre quem está montando, se a pessoa tem ou não experiência ou até mesmo convivência com eles.
Bom, estava na cara que eu não tinha nenhuma experiência com cavalos. Assim que montei, o cavalo saiu em disparada em direção à porteira e eu não conseguia fazê-lo parar. Quem me salvou de passar uma vergonha ainda maior foi minha futura cunhada que foi ao meu encontro e conseguiu nos parar. Logo que todos montaram, começamos a nos movimentar e mais uma vez a minha mula saiu na frente em disparada. E, para piorar (mudança para ficar mais harmônica a leitura), eu não sabia como pará-la e muito menos onde era o freio do animal. Ela só parou porque fomos de encontro com uma porteira e todos estavam gritando ao fundo, mas assim que consegui abrir a porteira ela saiu em disparada novamente como se estivéssemos em uma corrida e, com isso tudo acabei batendo meus joelhos na porteira e indo parar no chão enquanto a mula corria pasto a fora. De longe essa foi a pior parte da minha apresentação aos pais da minha futura esposa.
Depois que eles garantiram que eu não tinha me machucado seriamente, as risadas começaram e tudo por causa de uma mula que não entendeu meus comandos e não me respeitou. No fim da história quem se saiu como super star foi a mula!
Estava envergonhado por todas as más impressões que causei, mas no fundo, e apesar de tudo, todos gostaram de mim e eu conquistei minha amada e sua família, mesmo com as mancadas.

Inserida por silasoliveira13

⁠A PIPA E A FLOR
Era uma vez uma pipa.
O menino que a fez estava alegre e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca...
Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto...
Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.
- “Vocês não me pegam, vocês não me pegam...”
E enquanto ria sacudia o rabo em desafio.
Chegou até a rasgar o papel, num galho que foi mais rápido, mas o menino consertou, colando um remendo da mesma cor.
Mas aconteceu que num dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá num quintal, uma flor. Ela já havia visto muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos...
Quem não entende pensa que todos os olhos são parecidos, só diferentes na cor. Mas não é assim. Há olhos que agradam, acariciam a gente como se fossem mãos. Outros dão medo, ameaçam, acusam, quando a gente se percebe encarados por eles, dá um arrepio ruim elo corpo. Tem também os olhos que colam, hipnotizam, enfeitiçam...
Ah! Você não sabe o que é enfeitiçar?!
Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só...
Pois é, o enfeitiçado não pode mais fazer o que ele quer, fica esquecido de quem ele era...
A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa! Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias...
E assim, resolver mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarzinho, ao lado da flor.
E deu a sua linha para ela segurar. Ela segurou forte.
Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:
- “Florzinha, me solta...” E a florzinha soltou.
A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz. Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo.
Mas a flor, aqui de baixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse triste. Estava ficando com raiva. Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no não. E teve inveja da pipa.
Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela... Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E ela flor, sozinha, deixada de fora.
- “Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima, longe de mim. Ficaria o tempo todo aqui comigo...”
E à inveja juntou-se o ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não. Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada. Ficava emburrada quando a pipa chegava. Exigia explicações de tudo. E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor aos poucos foi encurtando a linha. A pipa não podia mais voar.
Via ali do baixinho, de sobre o quintal (esta essa toda a distância que a flor lhe permitia voar) as pipas lá em cima... E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início...
Essa história não terminou. Está acontecendo bem agora, em algum lugar... E há três jeitos de escrever o seu fim. Você é que vai escolher.
Primeiro: A pipa ficou tão triste que resolveu nunca mais voar.
- “Não vou te incomodar com os meus risos, Flor, mas também não vou te dar a alegria do meu sorriso”.
E assim ficou amarrada junto à flor, mas mais longe dela do que nunca, porque o seu coração estava em sonhos de vôos e nos risos de outros tempos.
Segundo: A flor, na verdade, era uma borboleta que uma bruxa má havia enfeitiçado e condenado a ficar fincada no chão. O feitiço só se quebraria no dia em que ela fosse capaz de dizer não à sua inveja e ao seu ciúme, e se sentisse feliz com a felicidade dos outros. E aconteceu que um dia, vendo a pipa voar, ela se esqueceu de si mesma por um instante e ficou feliz ao ver a felicidade da pipa. Quando isso aconteceu, o feitiço se quebrou, e ela voou, agora como borboleta, para o alto, e os dois, pipa e borboleta, puderam brincar juntos...
Terceiro: a pipa percebeu que havia mais alegria na liberdade de antigamente que nos abraços da flor. Porque aqueles eram abraços que amarravam. E assim, num dia de grande ventania, e se valendo de uma distração da flor, arrebentou a linha, e foi em busca de uma outra mão que ficasse feliz vendo-a voar nas alturas.

Inserida por silasoliveira13

Viver é resistir a uma infinidade de julgamentos e decepções

Inserida por LeonardoBrelaz

A felicidade é uma virtude que requer constante determinação

Inserida por LeonardoBrelaz