Uma Menina Simplesmente Apaixonada
Metade de mim em uma só poesia e conexão
Eu tô carente desse amor que me liberta,
Que me deixa leve, feito brisa na janela,
Tô carente dos teus olhos, abismos de melancolia,
E desse sorriso branco, feito neve que acaricia.
Eu tô carente do teu olhar que despedaça,
Dessa boca quente que reverte o vazio em vida,
Tô com saudade da tua face, a mais linda tela,
Me pedindo: Fica, só mais um segundo, na espera.
Tô tão carente, feito um prisioneiro sem grades,
Com vontade de desafiar o mundo, em suas duras fases,
Ser pra sempre o guia, o farol do teu coração,
Sou a metade de um amor que vibra, uma eterna canção.
Sem você, a solidão me devora,
Sem você, sou menos que a metade,
Uma alma perdida, num mar sem maré,
Vagando na saudade, esperando teu "volta, amor, vem cá".
Um Amor pra Guardar
Nós guardamos esse amor em uma fotografia,
Um instante selado, uma doce magia.
Ouvi dizer que seus sonhos se tornaram reais,
Enquanto eu cruzei rios, prateados e banais.
Não há ouro nessas águas que correm sem fim,
Mas me afoguei, sonhando você perto de mim.
Ouça meu coração explodir mais uma vez,
Infinito em amor, aberto ao talvez.
Como alguém pode ficar tão preso assim,
Por escolhas de outro, e ainda crer no "enfim"?
O equilíbrio se encontra no que a gente dá,
Pois todos querem algo, um lugar pra ancorar.
Mas eu? Só quero você, nada mais a buscar.
Porque eu sei que é amor, puro e gentil,
Não peço nada em troca, nada servil.
Mesmo que você não esteja aqui,
O amor se faz presente, agora, em mim.
E se um dia você tiver que partir,
O amor não vai, não há de sumir.
Quando penso em você, meu amor reluz,
Um amor eterno, que ao coração conduz.
Quando Você Se Partiu
Quando você se partiu sem mim,
O silêncio se espalhou como uma neblina fria.
Fiquei preso no vazio do adeus não dito,
Enquanto você, talvez, descansava perto de um jardim.
Com as flores, seu descanso encontrou morada,
Como se a beleza suave da natureza
Carregasse o peso da sua ausência
E fizesse da sua partida algo eterno e sereno.
Morreu, não só você, mas algo em mim também.
Um pedaço do que fomos, do que sonhei ser,
Se apagou nesse instante, deixando apenas saudade
E um campo de memórias que florescem sem cor.
Quando penso em você, sinto amor crescendo no peito,
Como um arrepio que percorre a alma sem aviso,
Trazendo lágrimas aos meus olhos
E a vontade urgente de te abraçar de novo,
Só para ouvir o som da sua voz mais uma vez,
Como se nela habitasse o consolo que procuro.
Mas você não está, e eu fico aqui,
Tentando encontrar no silêncio o eco do seu abraço.
"Doce Redenção"
Ó meu amor, no canto há um violão,
Ecoa suave uma doce canção,
Que em teu nome faz vibrar o ar,
E ao som dos céus me faz sonhar.
No silêncio que a calma traz,
Sonhos florescem, o tempo refaz.
Da janela, a vista encanta o coração,
Corcovado e Redentor em sua amplidão.
Quisera a vida sempre assim,
Com tua presença junto a mim,
Até que a chama do tempo adormeça,
E a eternidade, em nós, permaneça.
E eu, que da tristeza era herdeiro,
Descrente do mundo, eterno estrangeiro,
Ao encontrar-te, vi o céu se abrir,
E soube, enfim, o que é sorrir.
Felicidade, doce descoberta,
Teu amor, minha alma desperta.
Às vezes penso que sou um tipo raro de pessoa ou uma anomalia diante de outros costumes e tradições de outros seres.
Ainda sonho com uma cor no olhar, que tudo ficará bem que nós viveremos aquele amor genuíno dos tempos de cristo.
O amor é um quebra cabeça as vezes está tudo desordenado Mais em outra ocasião apenas falta uma peça.
Em uma conversa a dois , aquele que se exalta sempre falando somente de si, lhe ver como degrau e não como
um amigo.
Eu tenho você como uma lembrança boa , que adoça meu amargo dia , que salga a minha insossa vida , que tempera o meu olhar , que dar sabor ao meu beijo, te convido a sentar a mesa, esqueçamos a auto defesa , hoje nossos olhares vão se degustar.
A mulher é como uma flor, sua beleza não está apenas nas pétalas que todos conseguem ver, mas nas raízes que ninguém conhece. Ela floresce quando é cuidada com respeito, regada com carinho e valorizada por aquilo que é, não apenas pelo que aparenta ser.
-Jouberth Toffoli
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Uma paixão ressurgiu.
Transformar palavras corridas em sentimentos.
Alterando assim,mesmo que por um momento,o que tem aí dentro.
Caminho Além da Ilusão
Certa manhã, à beira de um rio nas montanhas, uma jovem encontrou o velho mestre que recolhia água com seu discípulo.
Ela fez uma reverência e disse em voz baixa:
— Mestre, há muitos dias venho ao templo. Meu coração se voltou para seu discípulo. Desejo ser vista por ele. Como posso me aproximar?
O mestre encheu o balde antes de responder:
— Para ser vista por quem caminha, é preciso caminhar. Quando o coração está apegado ao fruto, não percebe a árvore que o sustenta.
A jovem hesitou, depois perguntou:
— Então, se eu seguir seu caminho, ele me amará?
O mestre olhou para a correnteza e disse:
— Quando seus passos estiverem no mesmo lugar que os dele, talvez já não deseje mais o que hoje deseja.
Ela se calou. E ficou.
No início, permaneceu no templo acreditando que, ao purificar-se, poderia conquistar seu coração.
Os dias tornaram-se meses. Os meses, estações. A jovem passou a servir no templo, a ouvir os ensinamentos, a observar em silêncio. Meditava ao amanhecer. Foi sendo transformada pelo próprio caminho.
Certa manhã, voltou ao mesmo rio. Lá estava o jovem monge, recolhendo água. Ele a viu, sorriu com gentileza. Ela apenas inclinou a cabeça em respeito — e seguiu andando.
Naquela noite, procurou o mestre e falou com voz serena:
— Mestre… por muito tempo acreditei que amava aquele que caminhava ao seu lado. Mas hoje entendo: eu queria tirá-lo do caminho, como quem colhe uma flor por achá-la bela demais para deixá-la onde está.
— Meu desejo era o do ego: guardar para mim aquilo que brilhava, temendo que outros vissem. Confundi amor com posse, presença com pertencimento. Queria segurá-lo como quem arranca uma flor da terra, sem perceber que, longe do seu solo, ela murcha e morre.
— Hoje, basta-me vê-lo florescer.
O mestre assentiu com os olhos fechados e respondeu:
— Quando o ego silencia, o coração vê com mais clareza. E já não deseja tocar o que pode apenas contemplar.
Hoje acordei e morri de novo...
A vida é uma utopia!
Meus sonhos flashes no tormento dormir...
Acordar a eterna reticência do morrer de novo em um plano que não me pertence!
Não preciso ir para voltar, pois eu já estava lá antes muito mesmo de você me pedir para voltar...
E permaneço nesse déjà vu todos os dias morrendo e esperando, ouvir você chamar meu nome...
Existe uma grande diferença entre o passado e o presente:- É que pelo passado nada podemos fazer, mas no presente temos a oportunidade de mudar tudo.
"SEMPRE HÁ UM OUTRO JEITO DE VER AS COISAS". É uma frase simples mas libertadora.Acredito que o fato das pessoas sofrerem de surto psicótico e de depressão seja exatamente esse: -Não serem capazes de extrair de momentos ruins lições de vida, amadurecimento e superação, bem como oportunidades pois a ordem pode surgir do caos, assim como também não conhecerem a si mesmas como dizia o filósofo Socrates e assim sentirem-se frustradas em seus próprios conflitos, uma vez que Sun Tzu escreveu: "Não podes vencer o inimigo se não conheceres o teu ponto fraco e as tuas qualidades."
As vezes o inimigo a enfrentar seja a própria consciência, o próprio "eu". Lembro do livro "O chamado de Augusto Cury que em seu primeiro capítulo fala de um suicida que falava cinco línguas mas que não foi capaz de comunicar-se consigo mesmo.
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