Uma grande Amizade Nao tem Dinheiro que Pague
AOS MEUS AMIGOS
"Aos meus amigos, feliz Ano Novo
Cheio de abraços, sorrisos e alegrias
Que todos possam viver com muito fervor
Saúde, paz e muito amor
2023 traga novas oportunidades
Realizações e momentos inesquecíveis
Boas companhias em abundância
Risadas, abraços e esperança
Que possamos celebrar juntos
Todos os feitos, conquistas e vitórias
Saibamos valorizar a simplicidade
Viver intensamente a felicidade"
Faces caídas
No palco frio da hipocrisia,
amizades nascem sem raiz,
crescem à sombra da cortesia,
mas morrem sempre por um triz.
Sorrisos largos, gestos belos,
promessas feitas sem calor,
olhares falsos, frios, amarelos,
vestidos todos de impostor.
Enquanto a cena se desenrola,
fingem afeto, juram ser leais,
mas basta a queda da coroa,
e os rostos mostram seus sinais.
E quando enfim saio de cena,
o brilho some, não há mais voz,
a falsa amizade se condena,
só resta o eco do vácuo atroz.
Tantos anos, tantas trilhas,
e ainda assim não compreendi,
como há almas tão vazias,
que somem quando já não há o que fingir.
Temos que "garimpar" pessoa durante a nossa vida. Porque as pessoas preciosas são difíceis de achar, mas o esforço vale a pena.
Eu e minha amiga Nina
E lá estávamos nós, pedalando nossas bicicletas, deixando os cabelos dançarem ao sabor do vento. A estrada à nossa frente, a vida passando rápido, mas nossos olhares se cruzavam, e cada sorriso seu era como uma centelha que me impulsionava a ir mais longe. Meu coração batia forte, ansioso por descobrir algo novo, algo que só o desconhecido poderia nos oferecer.
Nina, com seu jeito único, misturava meiguice com uma pitada de loucura. Como não se encantar por ela? A menina das histórias mais fascinantes, dos momentos mais inesperados. Cada palavra que ela pronunciava era como uma página de um livro que eu nunca quisesse terminar.
Chegamos à beira da barragem, e seus olhos brilhavam como estrelas refletidas na água. Era como se o sol inteiro estivesse contido neles, iluminando tudo ao redor. Naquele momento, o mundo parecia se resumir à maravilha que era vê-la admirar a paisagem. Era a pureza de uma criança, a profundidade de uma mulher e a doçura de uma menina, tudo em um único olhar.
Café com Leite
Por Diane Leite.
Por muito tempo, acreditei que felicidade era ter muitos rostos ao redor, muitas vozes preenchendo os vazios da minha existência. Eu buscava pertencimento como quem busca abrigo em dia de tempestade — desesperada por calor, por acolhimento, por uma certeza de que eu fazia parte de algo.
Mas eu não fazia.
Lembro-me do incômodo sutil ao estar entre minhas primas. Elas riam, brincavam e se entendiam como se falassem um idioma ao qual eu nunca tive acesso. Eu sorria por educação, mas havia um silêncio interno em mim que não se dissipava. Talvez fosse a falta de espontaneidade, talvez fosse algo maior — um desencontro entre quem eu era e o que o mundo esperava de mim.
Então veio Ana Cecília.
Nos conhecemos no pré-escola, e, sem precisar de palavras, soubemos que éramos iguais. Ela era uma das poucas meninas afrodescendentes da escola; eu, uma criança que sempre sentia que não se encaixava. Não fomos unidas pelo acaso, mas pelo instinto de sobrevivência. De alguma forma, sabíamos que estar juntas tornava a solidão menos afiada.
Sob a sombra generosa de um pé de manga, criamos nosso refúgio. Choramos as dores que ainda não sabíamos nomear e sonhamos mundos que ainda não existiam. Quando alguém ria de nós, nos olhávamos em cumplicidade e repetíamos nosso mantra secreto: "Café com leite." Um apelido que nasceu de uma piada alheia, mas que transformamos em escudo. Se éramos diferentes do resto, que assim fosse.
Ana era minha fortaleza; eu era sua guardiã.
Eu não permitia que ninguém a ferisse. Defendia sua honra como quem defende o próprio coração, porque era isso que ela se tornou para mim: um pedaço do meu mundo que ninguém tinha o direito de tocar.
E havia Camila — popular, cercada de gente, luz e barulho. Ela me estendeu a mão, me incluiu em um mundo onde pertencimento parecia fácil. Mas aprendi, com o tempo, que amizade não se mede em números. Camila era festa; Ana era lar. Com Camila, eu ria. Com Ana, eu existia.
A vida seguiu. Cada uma tomou seu caminho, como as folhas que caem da mesma árvore, mas voam para direções opostas. Ainda assim, o que criamos sob aquele pé de manga nunca nos abandonou.
Hoje, aos 40 anos, sei que pertencimento não é sobre caber. É sobre encontrar alguém que te veja por inteiro e ainda assim escolha ficar. Ana me ensinou que laços verdadeiros não precisam de multidões, nem de aprovações externas — só de dois corações que se reconhecem.
Eu não trocaria nossas tardes de manga com sal por nenhuma festa lotada.
Se pudesse dizer algo à criança que fui, diria: não tente caber onde sua luz é diminuída para que os outros brilhem. Amor não é barganha, pertencimento não é concessão. As pessoas certas não preenchem vazios — elas lembram que você já era inteira o tempo todo.
E Ana, em algum lugar, sabe disso. Assim como eu.
Sabe quando você se dedica a alguém, e quando chega o momento de você colher os louros de sua lealdade, percebe que pouco fez a diferença e que dane-se sua preocupação? Pois é, dane-se mesmo, não se dê a quem já demonstra estar com você por algum interesse, por mais sutil que seja, você sentirá o desconforto. Então, se afaste, enquanto tem tempo.
Amigo mesmo é aquele que deseja o seu bem e torce por você, que ora por você sem precisar dizer isso a você.
Amigo é aquele que fala na cara quando você está errado(a).
Amigo é aquele que te defende quando você está certo e te repreende quando você está errado.
"Todos os relacionamentos teem igualmente a chance de dar certo, desde que ambos estejam dispostos a isto".
Éramos
Éramos 3 pérolas forjadas com a força dos ventos
Inseparáveis apesar do tempo e indestrutíveis
Até que negligência nos atingiu..
O que posso falar? do abandono, da perda ou da quebra do elo ?
De fato não sei !
Mas como principal atingida
Me senti perdida
Não sou boa em confiar em pessoas e confiava em vocês
E eu não precisa de mais amigos
Até ver vocês indo..
Um de vocês simplesmente me deu as costas e sem nenhuma palavra fiquei, mesmo após lutar pela reaproximação e as confidências, sem mero interesse uma excedencia.
O outro esteve presente em palavras, e na minha chegada que eu te esperava, nada!
Passaram dias e quando veio, não veio de fato, veio pq ia passando
E eu fiquei,
E estou aqui, não pq me ajudaram
Não pq me deram força
Nem pq me senti amada por quem eu mais amava…
E me pergunto, isso importa?
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