Um Sentimento Nobre
Não tinha um instante de sossego, mal conseguia comer e perdi tanto peso que as calças não paravam na cintura. As dores erráticas estacionaram nos meus ossos, mudava de ânimo sem razão, passava as noites num estado de deslumbramento que não me permitia ler nem escutar música, e em compensação passava o dia dando cabeçadas por causa da sonolência sonsa que não me servia para dormir.
“Chatear” e “encher”
Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade.
— Alô, quer me chamar por favor o Valdemar?
— Aqui não tem nenhum Valdemar.
Daí a alguns minutos você liga de novo.
— O Valdemar, por obséquio.
— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.
— Mas não é do número tal?
— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.
Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:
— Por favor, o Valdemar já chegou?
— Vê se te manca palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?
— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.
— Não chateia.
Daí a dez minutos, ligue de novo.
— Escute uma coisa: o Valdemar não deixou pelo menos um recado?
O outro dessa vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.
Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:
— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar! Alguém telefonou para mim?
Paulo Mendes Campos, in Para gostar de ler - Crônicas
Hoje é você quem está sofrendo, amor
Hoje sou eu quem não te quer
O meu coração já tem um novo amor
Você pode fazer o que quiser
Você jogou fora o amor que eu te dei
O sonho que sonhei, isso não se faz
Você jogou fora a minha ilusão, a louca paixão
É tarde demais
Estava pronta pra tentar de novo, um pouco ferida, um pouco humilhada, e eu espero um pouco mais esperta!
Acredito que escrevemos nossas próprias historias, e cada vez que achamos que sabemos o final, nos enganamos, talvez a sorte exista em algum lugar entre o mundo dos planos, num mundo das chances, e na paz ,que vem do saber que você não pode saber de tudo, a vida é muito estranha uma vez que você deixa acontecer, o que deve ser será.
Não te revoltes com as pessoas que um dia te fizeram mal, mostre-lhes sempre a felicidade no rosto para que não percebam se o veneno delas funciona ou não.
Passe cada momento com os amigos como se fosse único, um dia eles podem sumir, mas as lembranças continuarão vivas.
Domingo,
Mais um dia,
Olhando as multidões,
São tantos corações,
Que as vezes até me pergunto,
Se tem algum que bate,
Na mesma intensidade,
Que o meu.
Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam.
Quem sabe um dia você pense diferente
Enxergue todo esse amor na sua frente
E saiba que eu não mudaria nada, nada em você
Quem ama sempre entende!
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Onde o palhaço já não faz mais rir
Onde o trapézio há muito está parado
porque o medo foi morar ali.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Em que a banda já não quer tocar
Onde as jaulas se restaram abertas
porque nem bicho se deixou ficar.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Sem ter mais público para aplaudir
Temendo aqueles que atiram facas
Temendo tudo que lhe quer ferir.
Eu sou como um circo de lonas estragadas
Sem alegria qualquer, sem emoção.
No entanto, existe aquela corda bamba
Onde balança o meu coração.
SEGURANDO UM AO OUTRO
A dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta:
seu filho está aqui.
Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez.
O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama.
Por toda a noite, ficou sentado ali,
segurando a mão e sussurrando palavras
de conforto ao velho homem.
Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo.
Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo.
Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas.
A enfermeira aproximou-se do jovem
e começou a lhe dizer palavras de conforto,
mas ele a interrompeu com uma pergunta:
quem era esse homem?
Assustada, a enfermeira respondeu:
eu achei que fosse seu pai!
Não. Não era meu pai, falou o jovem.
Eu nunca o havia visto antes.
Então, porque você não falou nada quando o anunciei para ele?
Eu percebi que ele precisava do filho
e o filho não estava aqui.
E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado.
Senti que ele precisava de mim.
* * *
Nesses dias em que as pessoas caminham apressadas, sempre com muitos problemas esperando solução, não têm tempo sequer para ouvir o desabafo de um coração aflito, um jovem teve olhos de ver e ouvidos de ouvir o apelo mudo de um pai no leito de dor.
É tão triste viver na solidão...
É tão triste não ter com quem contar
num leito de morte...
Se você tem um familiar enfermo, aproxime-se dele e segure firme a sua mão.
Ofereça-se para lhe fazer companhia,
ainda que por alguns minutos.
Fique em silêncio ao seu lado para ouvir o que os ouvidos do corpo não conseguem captar.
Seja uma presença amiga, sincera, que proporcione segurança.
E se você não tem um familiar enfermo, agradeça a Deus por isso e faça uma visita a alguém que precisa de apoio.
Há tantos enfermos solitários precisando de um gesto qualquer de afeto para sentir que viver ainda vale a pena.
Pense nisso e procure ser a companhia de alguém que precisa de você neste exato momento.
* * *
Madre Teresa de Calcutá costumava dizer que ninguém tem que morrer sozinho.
Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho; rir sozinho ou celebrar sozinho.
Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida.
Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje.
E há alguém esperando que você segure a dele.
Um dos nossos problemas atuais é que não pensamos mais por nós mesmos. Os jornais o fazem por nós, as pessoas entrevistadas no rádio e na televisão o fazem por nós, e nós nos sentamos e escutamos. Essa é uma das manifestações do colapso da autodisciplina. Precisamos aprender a disciplinar as nossas mentes.
Hoje estou brava!
Talvez esteja carente,
Com um certo medo,
Sei lá!
Quero correr,
GRITAR!
Quando que isso vai acabar?
Quero bater...
Morder...
Quero beijar!
Santa vontade...
Vontade de sei lá o que...
Me Abraça?
Fuja!
O que quero?
Quero agora!
Quero chorar!
Quero rir?!?!
Quero um pedaço...
Pedaço GRANDE
ENORME de Chocolate...
Tudo que eu queria...
Queria mesmo...
Era que essa
Essa Maldita TPM
Fosse embora!
A amizade é um fenômeno social onde se celebra uma nova família, e esta parece ser tão antiga quanto a própria vida.
Não te abras com teu amigo Que ele tem um outro amigo tem e o amigo doteu amigo possui amigos também...
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