Um Poema para as Maes Drummond
"Todo amanhecer é um novo olhar para vida,
é uma escolha e uma decisão importante a ser tomada
para a perfeição diária,
o equilíbrio e a felicidade!"
"Somos a somatória das forças resultantes da vida.
Ou seja, um corpo inverso ou direto a movimentos lerdos,
porque o velhinho carrega em si,
uma criança, um Jovem, um adulto e sobrecarga do passado!"
"Não somos só,
mas vivendo em um universo paralelo em que temos que aprender a ser só,
no cosmo espelhado ou multiverso."
"Tudo se converge,
a um elaborado início de excelente ciclo da vida,
a metamorfose dos valores pessoais.
Logo, observe seus erros e corrija."
"Todas as mudanças ocorrem
em função reversa aos seus aprendizados,
sendo um somatório de decepções e mágoas.
Deflexão ao futuro."
"Quando um momento se transforma
em oportunidade eterna,
é sinal de que não nos interessa
verdadeiramente.
Pois, quando desejamos,
somos capazes de transformar tudo.
Dessa forma,
o tempo deixa de ser uma limitação,
passando a ser um conjunto causal."
“Jamais subestime a mente
de um ser com maturidade emocional,
empatia, respeito, estabilidade, sabedoria,
responsabilidade e autoconhecimento.”
"Antes eu virava a página,
agora eu queimo o livro.
Mesmo que eu pague um alto preço.
Pois, aprendi que eu,
meu reverso,
eu estou em outro nível."
FABIAN
Desenhe um cara sem face,
Desenhe um cara sem rosto,
Desenhe um cara sem voz,
Desenhe um cara que não pode ouvir...
Desenhe o mar,
Multiplique por dez...
Isso é a metade da metade
Da minha saudade,
Desenhe uma mentira,
Esta é a minha verdade...
Olhe os morcegos, feche as vidraças...
Desenhe uma pipa, o Zeppelin
Uma dúzia de vassouras turbinadas...
Estou do outro lado da parede
Cantando parabéns pra você...
ETERNIDADE
Um vale assombrado ou um pântano tenebroso
Abrigar-nos-á para purgarmos
Por toda a insensatez e luxúria...
Mendigos e flagelados ouviremos Coubain ou Janis Joplin
Blasfemando melodicamente contra o amor...
Teremos uma vizinha que pensa que já morreu
Que não fala, nem ouve, porque teme
Ter a certeza disso por outro alguém
Revoada de corvos na tarde
como um mal presságio
E, à madrugada, relâmpagos e trovões
numa tempestade apocalípticas...
Na vereda que conduz a caverna dos enforcados
Uma ou outra cruz demarcando
aqueles que não souberam lutar pela paixão
Mas também veremos árvores com corações
E declarações de amor sem fim
Alguns poemas que jamais entenderemos
Porque a eternidade é obscura e fria
Mas quando eu conseguir entender
Quando ela chega com meia dúzia de estrelas no bolso,
A ansiedade no olhar, corada e arfando: ‘’quanto tempo!’’
Na minha mente eclipsada de confusões
Um raio de luz entrará furtivo
E uma manhã ensolarada expulsará do vale
Todos os fantasmas e habitará o pântano
Então eu direi sem me preocupar
Como as palavras podem ser simples e banais:
“Eu também...”
CLAREANA
Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...
Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...
INCISÃO
Há uma neblina ou uma brisa...
Um apito, um latido, um miado...
madrugada e nenhum silêncio é completo.
Ela dorme como um anjo,
ele repousa como um guerreiro
E pela vidraça, a tênue luz das estrelas
Que cintilam como um aceno.
Não tente entender tanto terror,
Ninguém morre sorrindo...
Foi uma bela incisão...
Falta um dedo, uma perna, um braço,
Mas a partir de então,
o silencio é completo...
Não tem nenhum cadáver debaixo da cama...
Perdoe os fracos... perdoe palavras tão vagas,
Estrofes estrábicas
multiplicando o sentido,
o soneto tentando palavras exatas,
quando tudo o que queremos
É o sono tranqüilo dos anjos,
é o repouso do guerreiro
Sem essa sensação de que,
está faltando alguma coisa...
Eu tenho um pé no horizonte
e outro no paraiso
eu tenho uma fonte infinita de riso
e um sol se pondo atrás do monte...
RETOQUE
Poderia começar dizendo que sou um romântico,
Tudo que você sabe de mim ou de ouvir falar...
Na verdade eu vivo de retoques, só que as vezes dou cores demais
ao que era apenas preto e branco...
mas quando eu amo... pelo menos quando eu amo eu sou sincero...
bem, acho que não sou um bom partido
hoje em dia, as pessoas precisam mais de status do que de sonhos
e se você tivesse de escolher entre queijo e amor...
sem querer dizer que você é um rato,
acho que você escolheria queijo.
Isso não lhe deve deixar constrangida,
O que você pensa ser monólogo pode ser uma ratoeira,
Mas se você saiu ilesa, se você saiu inteira
Você realmente é um roedor...
Claro que isso é só mais um retoque...
Desculpe o mau jeito de um semeador de sonhos
Desta desvirtude você não sabia nem ouviu falar
Mas quem pode saber tudo de um romântico?
As vezes ele se confunde com suas fantasias e coisas tão abstratas...
As pessoas precisam apalpar, as pessoas precisam de chão como apoio...
Os céticos aproveitam as coisas até onde terminam
E nos românticos sabemos que, onde termina para eles
Para nós apenas começa e tem o infinito como limite...
É como voar como uma gaivota, não se debater como morcegos,
Desculpe a insistência, voltando aos ratos...
Fica esse devaneio em forma de verso,
O verso em forma de beijo,
O resto é o que você não pode saber do sonhador;
Fantasias... coisas tão abstratas...
A paixão é um corcel branco alado, todo enfeitado,
arreios dourados...
o amor é um jumentinho cinzento, velho e lento...
SOBRE A PERFEIÇÃO
tinha a lua como testemunha,
flores que ornamentavam um jardim,
de tão nervosa, ruía as unhas
jurando-me amor sem fim
nos olhos, a profundidade de um oceano,
na alma trazia o paraíso,
dentes de madrepérolas no riso,
mas não sabia dizer eu te amo...
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