Um Poema para as Maes Drummond
Encostei-me na parede, olhando a estrada, esperando você passar. O sol se pôs, o frio veio, e só conseguir ver as janelas da vizinhança se fechando para o negrume da noite. Ao invés de esperar mais, abri minhas janelas, olhei para dentro de mim, e vi que ali havia caminhos mais interessantes que me levavam a mundos em que não precisaria mais esperar; só amar." (Caminhos - Victor Bhering Drummond)
Cada vez que passava em frente aquele café, sentia o cheiro das suas lembranças, dos seus poemas, dos seus rabiscos nas minhas páginas. No frio daquela tarde, tomei das suas xícaras e vi que não você não existia mais. Veio uma outra brisa, trazendo o cheiro de Deus e o aroma de um amor mais leve e fresco, me convidando para experimentar a sorte de um novo amanhecer. (Café - Victor Bhering Drummond)
Ali pela janela era possível ver as pessoas caminhando devagar. Não pela falta de pressa com os compromissos ou de entusiasmo, mas porque escolheram apreciar a garoa cessar, a neblina se dispersar. Casais se namorando com os olhos e olhando as vitrines, na esperança do sol nascer. E se ele não viesse, tinha valido a pena diminuir o ritmo do mundo para sentir o compasso do coração. (Vida pacata - Victor Bhering Drummond)
A gente senta para tentar entender o movimento do mundo, o colorido das roupas, o grito que há nos silêncios. Mas não encontra respostas. Então nos despimos da própria observação para fora e miramos o que há de mais essencial: o amor invisível, às vezes incompreendido, mas que ainda vale a pena espalhar. Só com ele entendemos o movimento do mundo que se passa lá fora. (Movimento do Mundo - Victor Bhering Drummond)
E quando o menino sobe no palco, se transforma em tudo aquilo que queremos ser: o homem, o divertido, o filho, o pai, o amante, o que promove lágrimas e sorrisos. E nas coxias descobrimos que por trás de tudo aquilo, atras da cena, nas coxias, há um poeta da arte de entreter e interpretar (Coxias - Victor Bhering Drummond)
Subimos no planalto de concreto para tentarmos chegar perto da plenitude do Infinito. Avistamos aves, orvalhos, as copas das árvores. Esforço em vão; porque o Infinito do amor não precisa de terraços, palácios ou a altitude das montanhas. Ele reside dentro de nós. (Victor Bhering Drummond)
O menino caminha em direção ao castelo de sonhos. Lá, o Velho e Bom Senhor o Aguarda. Visitam aposentos, revivem memórias, abraçam amigos que foram morar do outro lado da montanha. A distância enfim, findou-se. Não há mais lágrimas, saudades. Apenas a certeza de que agora os entardeceres serão meras nuvens coloridas. Porque os dias não mais terão fim. (Do outro lado da Montanha - Victor Bhering Drummond)
O menino acordou cedo, estudou seu peito de amor, aqueceu-se com uma bebida quente e roupas confortáveis e saiu pelo mundo pregando sorrisos e distribuindo abraços. (O que fazer pelas manhãs - Victor Bhering Drummond
Vale a pena escalar as montanhas. Olhar para baixo com olhares de perseverança e otimismo. Não para provar nada para você ou para os outros. Mas para mostrar ao mundo que ver as coisas de cima, de fora, do alto, torna nossas dores e problemas tão pequenos. E que não precisamos nos identificar com eles. Precisamos passar por eles e sairmos melhores. (Olhando do alto- Victor Bhering Drummond)
"Fui desbravar o mundo na bicicleta da minha imaginação. Não tão rápida quanto os carros, em que não poderia observar os detalhes da vida. E nem tão devagar quanto os pedestres. Assim poderia descobrir o cotidiano no tempo dos poetas." (Diário de um ciclista - Victor Bhering Drummond)
Se até as árvores se acenderam, percebemos que também era necessário iluminar o mundo com nosso sorriso e o farol do nosso olhar. (Farol - Victor Bhering Drummond)
Se até as árvores se acenderam, percebemos que também era necessário iluminar o mundo com nosso sorriso e o farol do nosso olhar. (Farol - Victor Bhering Drummond)
Encostei-me no muro. Na esperança de levantar meus versos e desconstruir barreiras. (Menos muros - FELIZ DIA DOS NAMORADOS! (Victor Bhering Drummond)
O amor é composto de nove ingredientes:
Paciência. Bondade. Generosidade. Humanidade. Delicadeza. Entrega. Tolerância. Inocência. Sinceridade.
Muitos dizem que sou louca, que sou feliz. Não num sentido bom, de elogio, mas num sentido de crítica. Também, quem elogiaria alguém o chamando de louco? Quer saber? Pouco me importo por essas palavras, jogo- as ao vento, pouco me importa o que pensam, pouco me importa se dou risadas quando quero, se digo coisas sem sentido, se grito sem saber. E são essas suas críticas, meu amigo, que me fazem existir. Sabe, eu gosto de ser assim. Agradeço a Deus todos os dias por me fazer rir, mesmo que em momentos de puro desespero. Aqueles momentos no qual me da uma vontade tão grande de fugir, que fujo. Vou pra muito longe, muitas vezes não sei nem onde estou. Pego uma pequena mala, ponho minha máquina fotográfica, uma muda de roupas e fotos de recordação. Pego os meus amuletos e dou partida. Entro no primeiro trem que passar, e lá vou eu, tirando minhas fotos, admirando as paisagens, as pessoas, os lugares. O novo! Que legal, o novo!! Como gosto dele, como ele me faz bem. Eu não tenho medo do novo, cara ! Eu vou em busca dele. E minha viagem é maravilhosa, vou pensando, dormindo, até encontrar uma resposta ou não encontrar e estar ali apenas por viajar. E na maioria das vezes é assim, sem qualquer resposta. Às vezes até angustiante, mas com certo prazer. Quando volto, depois de uma longa viagem, me sinto leve e aquela agonia toda passa. Sinto-me renovada, pronta pra outros problemas, novos amores, novas aventuras, tudo novo! Assim vou levando a minha vida, na incerteza do que virá, do que sou. Na alegria de ser surpreendida. Como gosto disso, a surpresa me da ânimo pra vida. E é assim, entre vírgulas e pontos que faço a minha história, com viagens loucas, cada uma com a sua devida melodia. Comprando passagens sem saber o destino, sem saber quando volto e se volto.
Seja humilde, aprenda com os erros, não tente justificar o fim com os meios, valorize os seus amigos e aprenda ser feliz com tudo o que você recebeu, perceba que na vida não existi nada mais importante do que viver feliz, aprenda lutar por seus objetivos, sonhos e a respeitar as diferenças, perder não é o fim.
Plantou sorrisos, cultivou companheirismo, regou amizade e colheu alegria, então a bonita flor, nasceu amor.
Olhei para o Infinito. Não encontrei você. É porque o som de sua orquestra residia não para além mar; era entre o furor das ondas, entre a brisa do final da tarde, era na areia tocando meus pés e a maresia inebriando meu entardecer. Tudo me fazia lembrar de você. Aí que me lembrei que era tudo mais simples: bastava olhar para dentro de mim. Era neste vasto oceano que navegava o nosso amor. (Oceano - Victor Bhering Drummond)
A memória não se restringe apenas àquilo que lembramos, mas a tudo aquilo que o tempo nos permitiu preservar como legado. Ela nem sempre nasce do afeto, do consenso, como afirma Halbwachs, mas das relações de poder que atribuem a memória novos significados. Já a história, que figura no tempo como antítese da memória, sujeita-se à vontade de quem a seleciona, de quem a escreve. Assim, nessa relação dialógica entre a memória e a história, cabe ao espírito inquieto do pesquisador penetrar os silêncios, questionar os vestígios e avaliar tudo aquilo que a história legitimou como digno de permanecer em arquivos, bibliotecas e museus nacionais.
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