Um Poema para as Maes Drummond
É possível encontrar em alguém os desvirtuados hábitos baseados em um sentimento que não existe, denominado ‘hipocrisia’. Vários são os sentimentos desvirtuados e preconceituosos mascarados pela compaixão em relação àquele que não pratica religião. O prejulgar é um ato repentino presente em cada um, uma amostra do ridículo difundido e cultivado desde os ancestrais para dar contrários àqueles que não são crentes pelo sistema religioso. Aqueles que não praticam religião prejulgam menos do que aqueles que os praticam. Assim como cristo que não existe para alguns sistemas, acontece o mesmo com o Buda que por fim não existe para outros sistemas. Deus parece não ter fundado nenhuma religião, nem santificado nenhum homem para dar tanto testemunho em favor da hipocrisia e da compaixão mascarada. (A. Valim)
a Onipotência
O sistema mais complexo verbalizado pelo homem, - “a Onipotência”. Sustentado por um espírito; “plano clérigo”. O pecado é a maior invenção do homem depois da onipotência. Porém o pecado é “clemente” pelo plano divino, criado pela clerical e sustentado pelo populacho. A Sé vem massacrando a mulher a milhares de ano, por uma cultura machista e impostora, impregnado em cruzes e simbologia comercial, um viés da fé. A Sé é detentora das verdades incontestáveis. Sendo o maior massacre da humanidade: a inquisição, imposta por um sistema religioso da cristandade. O homem é naturalmente um renegador de suas teses contextuais dogmáticas, verdades explicitadas apenas no trancafiado pensamento, separados por uma leve e transparente cortina de medo. Quem dera uma virtude pela antiga certeza de que a compaixão traduzisse as verdades, sem necessidades de sustentar-se prostrados por um plano clérigo. Eis o mistério da fé e a simbologia da Onipotência. (A. VALIM).
Com um best-seller empunhado, cria-se um belzebu, e, parâmetros de verdades de Lutero aos porões da contemporaneidade. A indústria dogmática é criadora e detentora de tudo aquilo que sustenta a fé da plebe e transcorre como marca registrada do fanatismo. A indústria do milagre tem dia, hora marcada, e, mesmo que não haja nenhum mal naquele corpo humano inerte, o momento é de descoberta de alguma desgraça, amparada por algum demônio que fora criado e consagrado pelo grande Manitu. Esta indústria é uma maquina de caça níquel, e as vítimas são os desigrejados, desamparados do sistema clérigo, no qual não houve garantia da salvação para a vida eterna. Tudo é comércio da fruta; do fruto do pecado; caro irmão. (A. VALIM).
A Oração é a forma mais singela e menos pesarosa das formas de se ajudar. É tão inerte como um mosquito na teia, talvez a forma menos humana de ajudar um ente querido. Estendamos a mão e ajudemos a levantar o ente, tratemos a fome, não com migalhas, aliviemos a dor com confortáveis abraços, mas, é mais fácil entrelaçar dedos, juntas as palmas e prostrar-se de joelhos perante a cruz e mover apenas a cabeça para cima e para baixo, em ritual e repetição ainda com olhos fechados, onde tudo Transcorre por numa imaginação. “O criador de tudo não faz parte da criação, também não toma café da manhã comigo na mesa de migalhas, não segura a minha mão ao atravessar a rua, nem alivia o cansaço dos meus pés”. Crê-se que ele habita em outro espaço, mas, está em tudo que se lê e se escreve, e, em toda a folha que cai. O criador das leis que condenam, não está sujeita as leis que os criou, não atende as súplicas nem está exposto ao sol que arde. Assim detém-se medo de estar errado, de ser condenado por ele, o que impede percorrer o caminho da verdadeira plenitude. Não é nenhum privilégio pertencer a alguma santidade. (A. VALIM).
No mundo dos grandes pensadores continuam cometendo os grandes erros, A terra santa passou a ser um eterno inferno, evidenciado pelo revoado da fênix no território da fé, aonde nenhum milagre salva da destruição pela pólvora e urânio. (A. VALIM)
O homem criou um Deus perfeito, e, um diabo para umas experiências. Os seres homens têm a opinião de que são livres.
Toda a criança que quebra um copo está sujeita ao castigo do medíocre. É preciso promover a educação sem a tolice da força.
A. Valim
Para as verdades absolutas há sempre um rato amparado pelas imbecilidades dos profetas apocalípticos.
Se cada um doasse mais de seu potencial contribuiria para não diminuir o potencial do outro. Se houvesse mais coragem, menos temor e menos perversidade teria menos compromisso com os problemas do passado e menos demanda com o futuro. Amauri Valim
Qualquer esbarro, qualquer toque é involuntário. Qualquer um é ninguém, que finge ser alguém, que não teve intensão, que não sabe bem onde tudo começa.
A. Valim
“Quarta-feira, Sexta-feira” Não comer a carne é um ato de autopunição, a maneira mais fácil para dirimir o pecado. Bendito seria esse o prazer do mendigo, comer a carne com o mendigo é um ato quase impossível. Sendo assim é muito mais fácil à autopunição. A autopunição também pode ser um ato de covardia diante da falta de atitude por uma causa mais nobre. “Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes”. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come. (Romanos 14:2-3).
As relações sociais são ações que determinam o dia de cada um, havendo um conjunto de transformações no processo de vivê-lo dia após dia e compreendê-lo as passagens. A escola e a igreja são os grandes elos das relações sociais para os indivíduos e para a compreensão dos acontecimentos, os processos muitas vezes são conturbados pela desobediência de indivíduos no ideal humanista das relações. Ao mimetista cabe a gloria do grande Manitu, desde que ele seja compreendido pela sociedade. Ao transgressor a punição Diabólica já desamparada pelas relações sociais. A. Valim
E para tantos a resposta é a crença na concepção e perdão do pecado, são partes de um mundo religioso a visão do mundo surreal, mítico, simbólico elaborados perfeitamente por um plano divino.
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
Pelo dinheiro a humanidade segue lutando, transgredindo, corrompendo e banalizando, Em um País completamente laico não se faz obrigatório ao indivíduo a religiosidade, o “Deus seja louvado” em notas de reais, o crucifixo na sala do julgamento. Emancipação, laicidade é liberdade é exclusão; ainda que sejamos alienados.
A felicidade consiste em um momento de não querer passar para próxima fase. É quando torso para que o momento não acabe, desatrelada a uma meta.
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