Um Poema para as Maes Drummond
Oração Poética de Louvor
Deus bondoso, Deus amoroso.
Cuidadoso és Tu, ó Senhor!
Tua bondade é infinita,
E se revela por cada amanhecer,
pela eternidade.
Teu amor, Tua graça, Tua sabedoria,
Se manifestam a todo instante,
Desde o levantar, até o descansar.
Majestoso de Beleza e Santidade és Tu, ó Senhor!
Cuida e zela sem pedir nada,
Apenas por um ato de Sua bondade.
Em nada nos impede.
Somos livres no Teu amor,
Livres para adorá-lo e lhe dar graças!
Então naquele dia
eu saberia
que te amaria
até perder minha vida
Nossas conversas a rolar
minhas decepções a calar
e as risadas sem parar
Minha vida sem você
seria tão sem graça
como jogos sem fumaças,
e todas aquelas caças
Todas aquelas conversas
nossas lindas promessas
e todas as menopausas
para apenas pensar em ti .
Se sabedoria fosse tudo nessa vida
Eu não teria passado tanta parte do tempo pensando
''o que é tudo para essa vida?''
Seria Deus?
Mas, se Deus fosse, eu não estaria ignorando toda sua criação?
Lembro Deus está em tudo, até em mim
Ai de mim me colocar no centro.
Relembro Deus está em tudo, e é vida
Tudo tem vida
Logo, a vida é tudo para se viver
E qual o melhor jeito de se viver a não ser em cristo?
Sabedoria só é usada em momentos que necessitam
O que não é o comum de nós
Mas a vida, quando ela se torna importante?
Fim de tarde no sertão
O sol se põe em brasa lenta,
tingindo a terra de alaranjado,
o céu se veste de paz cinzenta,
e o sertão descansa, calado.
A seca faz poeira no vento,
levanta murmúrios de histórias passadas;
na aridez, o verde é um lamento,
mas a vida insiste, entre rachadas.
O gado marcha, já tão cansado,
as sombras crescem sobre o chão,
no horizonte, um vulto alado,
um pássaro, em lenta procissão.
A natureza respira profundo,
cada som, um som de oração,
na quietude, se encontra o mundo,
e a beleza bruta do sertão.
É um quadro de fogo e saudade,
um instante que o tempo retém,
o fim de tarde traz a verdade
de uma paz que o sertão contém.
Hanahaki
Sinto que estou vomitando flores
Rosas com espinhos
Infelizmente, isto não vai com minha dores
Apenas com meu espírito
A flor é a superfície, os espinhos são o interior e o talo da flor é o que ligar os dois.
Uma analogia sobre como nós somos
Saudade da Infância na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
Na simplicidade dos dias passados,
A família reunida, sorrisos partilhados.
Festas e encontros, boa conversa,
Histórias, causos, lendas que a alma dispersa.
Piadas e anedotas, risos sem fim,
Cada um contando sua história, assim.
Do tempo de criança, da juventude vivida,
Saudade de quem partiu, memória querida.
Avós, pais, primos e tios,
Tempo bom de alegria, momentos gentis.
Na memória, gravadas histórias,
De um tempo que passou, mas deixou suas glórias.
Enquanto espero
Enquanto espero, vivo
Me distraio com leituras
Passatempo
E passa o tempo entre as horas
Um dia
Mais outro
E espero sua resposta
Espero outras coisas
Dinheiro talvez quisesse adiantar
No tempo que viesse tão logo
E se pudesse fazer hoje o amanhã
Tão bela o sonho lá na frente
Já nestes dias por realizado
Me ajudando sair da rotina.
Porque anseio novos ares
Novo sol
Novo amanhecer
Respirar novos ares
Pomares
Lagos
Piscina
Espaço livre para correr
Plantar
Quem sabe cavalgar
Ah! Se pudesse!
Vai que acontece...
Maria Lu T.S.Nishimura
Eu sou nagô.
Eu sou mais do que a cor da minha pele.
Eu sou negro, eu sou multicor.
Eu sou a voz da resistência, desde os porões dos navios negreiros.
Eu sou clamor.
Eu sou a força rompendo as algemas do teu preconceito.
Eu sou o canto ensurdecedor.
Eu sou gente da gente, um só povo.
Eu sou Brasil, com muito amor.
Lápide
Quem você procura, por que veio?
Ele não está aqui, não existe mais.
Apenas seus restos mortais,
Símbolo da fragilidade da vida,
Que é uma dádiva, mas se esvazia,
Como um jarro d’água ao regar uma planta,
Entrega o sabor da vida, mas se esvazia.
Quem você procura, não está aqui,
Somente em sua memória ele vive,
Cada gesto, cada olhar,
A palavra que ecoa como o vento nas árvores,
Produzindo sons que se perdem no tempo.
Quem você procura, não está aqui,
Mas em outra vida, no passado,
Nos ecos das histórias que deixou,
Marcadas em suas lembranças.
Quem você procura, não está aqui,
Mas em você, todos os dias,
Ao dormir e ao levantar,
Ele estará presente.
Ele estará sempre vivo enquanto você se lembrar que ele não esta mais aqui.
CHAMA que arde fundo
Fogo que purifica
Brasa em meu coração
Toque suave que traz paz
Calor que nunca se apag
Crepúsculo dourado
Sombra do pôr do sol
Mistério da noite
Estrelas começam a brilhar
Sonho e realidade
Montanha ao longe
Neve cai suavemente
Inverno silencioso
Fogo crepita na lareira
Paz em meu coração
A dor do não dito
Paixão, afeto,
Não sei ao certo,
Só sei que o que sinto,
Não está escrito.
O peso que carrego,
Ou o medo de ser arrastado por ele.
É um nó que sufoca o peito,
Em tudo que lhe diz respeito.
Que machuca no fundo do ser,
Por não encontrar palavras, que se façam entender,
O tanto que eu gosto de você.
É sobre esconder,
O que minh'alma implora.
É sobre amar,
Sem poder se entregar.
É como se isso fosse me matar,
Mas se eu gritar,
O que será de mim?
Um louco? Um tolo?
Ou apenas alguém perdido em seus próprios sentimentos?
E ainda assim, estando contigo, posso ser eu mesmo...
Só sei que, se isso continuar,
Eu não irei aguentar.
Mas sei,
Que meu ser é um eco vazio,
Um reflexo que se desvanece,
E se perde,
Na névoa do que sou.
Alef ao Tav (ACRÓSTICO)
Amo a origem de todas as coisas
Lá aprendo a Tua sabedoria
Elohim de toda a Criação
Fariseu humilde e pequeno sou...
Aqui o passado vira o futuro
Onde as profecias se cumprem...
Tav é a última letra da salvação
Alef é a primeira letra da salvação
Vav é o homem a caminho da salvação...
Existia algo naqueles olhos, que era impossível decifrar.
Queria me perdoar, por uma combinação tão complicada.
Era vazia e intensa.
Pois era a única coisa que carregava consigo, seus sentimentos.
Escravo do que seus próprios olhos viram, sua alma era coberta de cicatrizes.
Noite de Lua cheia, o vento corria a sudoeste, suspeitava que levaria uma vida solitária.
Sentava à beira de um lago reluzente em cor de prata, e observava o horizonte infinito.
Uma música comovente ao fundo arrepiava qualquer um que escutasse.
Uma neblina forte se ensaiava, e ao passar, não existia mais ninguém.
A angústia e a paixão, nasceram ali.
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