Um para o outro
A guerra do corpo
Esquerda e direta vão se atracando
Cada um contrário ao outro.
A cabeça fica no meio,
deixando a boca falar...
O ouvido escuta o bonito e o feio,
pois sua função é escutar!
O nariz sem ter onde se meter
solta seus suspiros...
Já os pés precisam andar,
se corre o bicho pega.
O bicho come se for ficar...
O corpo está todo dividido,
mas se não houver unificação...
O coração fica aturdido!
Maria Lu T S Nishimura
Sabe quando a gente sobre uma escada? Os pés vão um atrás do outro, como aprendemos desde crianças. Mas a alegria dos primeiros passos se perdeu. Ao crescer, nos modelamos segundo o andar dos nossos pais, dos irmãos mais velhos, das pessoas às quais somos ligados. As pernas agora avançam com base em hábitos adquiridos. E a atenção, a emoção, a felicidade do passo se perderam, assim como a singularidade do andar. Nos mexemos acreditando que o movimento das pernas é nosso, mas não é, uma pequena multidão sobe com a gente aqueles degraus, e a ela nos adequamos: a segurança das pernas é apenas o resultado do nosso conformismo. Ou se muda o passo e se recupera a alegria do início ou nos condenamos à normalidade mais cinzenta.
Tudo está certo de um lado, do outro tudo errado. O errado tá certo e o certo tá errado. A mundo caótico.
“Talvez tome mais um café, fume outro cigarro, qualquer coisa assim. Foi exatamente há um ano, na lua cheia de maio. Depois, nunca mais. Por onde você tem andado, baby?”
QUANDO UM BRANCO COMPRA UMA MOTA, O OUTRO
QUANDO UM BRANCO COMPRA UM CARRO E OUTRO
BRANCO COMPRA U AVIAO
Mas quando um negro compra uma bicicleta sabe o que faz o outo NEGRO?
FURA O PNEU dessa bicilcleta!
Andando de um lado pro outro, dei várias voltas pela casa, tentando entender... Não, melhor tentando não pensar, arrumar coisas tolas e braçais que ocupem o tempo e que distraiam a mente.
Já chorei tanto lendo poesias e pensando em vc. Sei o que sinto, mas aprendi a me controlar, nem tudo depende de mim e ninguém gosta de chiclete grudado no pé.
Descobri que gosto muito de ficar em casa sozinha. Lendo, ouvindo música, pensando na vida, cuidando das plantinhas e bichinhos, olhando o tel que não toca e qd toca não é a voz que eu queria ouvir. Gosto de escrever mas quase não o faço. Pra que escrever mensagens se não serão respondidas?
Há quanto tempo não ia no zôo... Inevitável a identificação com aqueles bichinhos infelizes, sofrendo com a falta de espaço e de atenção. Só pensam em carinho e liberdade. Como pode um ser humano fazer tal barbaridade com os animais, que têm sentimentos e são leais, e têm tanto a nos ensinar?
Descobri que não ha superioridade do homem sobre o homem,pois assim como morre um, morre o outro.Há um só lugar para todos. Sempre retornaremos de onde viemos.
Em nossas caminhadas vamos encontrar, pessimista, otimista, não seja nem um e nem outro desses seja realista e ajuste as tuas velas!
