Um Estranho Impar Poesia
Nenhuma desilusão tem o poder de apagar o brilho de um par de olhos que nasceu para enxergar o lado bonito da vida.
A carência quer um dono para a sua dor; o amor de verdade quer uma testemunha para a sua paz. Quem está carente aceita qualquer abraço, mesmo que ele aperte as costelas até faltar o ar. O amor de verdade não aperta, não sufoca e não cobra resgate. Ele é o único lugar do mundo onde você pode desarmar o peito e, finalmente, respirar fundo.
O pior cego não é o que não vê, mas o que convive com uma miragem achando que encontrou um porto seguro.
Ninguém sustenta um personagem a vida inteira; mais cedo ou mais tarde, a conveniência cansa e o monstro que habitava pede para sair.
O meu sumiço não é um castigo para você; é o funeral da pessoa que eu costumava ser para te agradar. Quando a minha ausência finalmente pesar no seu teto, entenda que eu não fui embora por falta de amor, mas sim porque cansei de assistir você assistir ao meu fim sem mover um único dedo para me salvar.
Lembre-se: é muito melhor perder um traidor do que a sua liberdade e a sua paz, pois elas valem ouro.
O amor é um idioma que o intelecto não traduz; a gente só compreende quando o peito começa a doer de tanta falta.
Quem não sabe o que é o amor costuma confundi-lo com posse. O amor é um pássaro que escolhe pousar no seu ombro, mesmo com a gaiola aberta.
O perigo do falso pastor na liderança evangélica é que a manipulação não se apresenta como um pecado, mas como uma revelação. Ao misturar a autoridade pastoral com o controle emocional, o líder influente faz o fiel acreditar que questionar o homem é o mesmo que blasfemar contra Deus. É assim que o Evangelho da graça é sufocado por um sistema de medo e barganha espiritual.
Amar também é aprender o momento exato de dar um passo para trás, para que o outro tenha espaço de ser quem precisa ser.
Dar um adeus definitivo, sabendo que os caminhos nunca mais vão se cruzar e que o silêncio será eterno, é o sacrifício mais doloroso e puro que o amor pode exigir.
O erro não foi o nosso encontro, foi a teimosia de tentar encaixar um quebra-cabeça de mundos diferentes.
Existem amores que o tempo não leva, porque já nasceram para ser eternos, mesmo distantes um do outro.
Todo mundo nega isso, mas a verdade é que todo mundo — esteja em um relacionamento ou solteiro — já se fez a mesma pergunta: 'Será que alguém realmente me ama ou já me amou de verdade?
Se houvesse uma última vez para nós, eu escolheria um banco de praça só para te confessar o tamanho do meu amor.
Curar um coração partido é difícil, mas unir dois deles mostra que a esperança sempre sobrevive aos fins.
O amor nunca morre de morte natural. Ele sobrevive em silêncio, esperando um detalhe bobo para despertar de novo.
Não é um adeus amargo, é apenas a minha liberdade batendo na porta. Me perdi em você, mas finalmente me encontrei.
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