Um Estranho Impar Poesia
Talvez um dos maiores desafios da vida seja perceber que nem toda batalha precisa ser vencida do lado de fora.
Passamos tempo demais tentando mudar pessoas, circunstâncias, lugares e acontecimentos, enquanto permanecemos exatamente os mesmos por dentro.
Mas não existe mudança de cenário capaz de resolver aquilo que continua acontecendo no interior.
Nada externo preenche o vazio interno.
A mente mente. Transforma medo em verdade, insegurança em certeza, passado em sentença e preocupação em previsão. E, quando acreditamos em tudo aquilo que pensamos, podemos nos tornar prisioneiros de uma prisão que nós mesmos construímos.
Por isso, consciência não basta. É preciso discernimento.
Discernir é aprender a questionar até as próprias certezas. É compreender que nem tudo aquilo que sentimos precisa nos dominar e nem tudo aquilo que pensamos merece ser acreditado.
Talvez o verdadeiro enfrentamento da vida não seja contra o mundo, mas contra aquilo que permitimos que o mundo construa dentro de nós.
Afinal, ninguém poderá te defender de você mesmo.
Somente seguimos em frente quando enfrentamos de frente.
Porque existem infernos sem fogo, prisões sem grades e guerras sem armas.
O inferno é interno.
E talvez seja justamente por isso que a saída é para dentro.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
Me leve ao mar e me traga uma estrela...
Me leve ao mar e me traga um pedaço de sal...
Me leve ao mar e me traga um punhado de areia branca...
Me leve ao mar e me traga conchas, búzios, memórias, ilusões perdidas, e o meu corpo coberto de espumas...
Me leve ao mar...
Só me leve ao mar...
E me deixe vestir-me de luar mais uma vez...
Haredita Angel
29.08.26
Um sonho converte-se em determinação.
E a miragem exposta transcende a razão, evocando noções psicológicas profundas.
Mas o sonho vacila e morre diante das adversidades morais e da realidade ambígua.
Contudo, este é apenas o prólogo do insondável:
Para além das profundezas da aurora boreal, os sonhos sobressaem — vocalizados na linguagem sagrada de deuses místicos e ancestrais, tecidos em uma nuance cósmica e contínua.
Admito convicta que é um lindo
déjà-vu vê-lo no tempo da florada
generosa do Orgulho de Barbados,
abrindo comigo uma caixa enfeitada
e apreciando cartões de namorados
feitos por um misterioso marinheiro.
Há algo pleno em nós, raro e olvidado
nos dias de hoje: a crença firme
de que o romantismo não está superado,
e que não nascemos para outro destino
que não viver nos amando, lado a lado.
Dizem que é preciso ter cuidado,
o coração está cunhado sem conseguir
parar de te querer junto e gamado,
porque ama com o que há mais devotado.
O espírito humano é um ser invisível, sem forma, consciente de si mesmo, criado e sustentado pela vontade divina. É como o vento. O corpo é controlado pelo cérebro, e o cérebro, comandado pelo espírito humano.
📖 João 1:3
Toda alma vem ao corpo com um dom, com algo que possui um verdadeiro significado e sentido para viver a vida. Esse dom não é algo que aparece imediatamente, mas sim algo que deve ser descoberto ao longo da vida.
Contudo, antes de encontrar esse dom, é necessário eliminar tudo aquilo que, no fundo, nunca teve a ver com você. Refiro-me às coisas que a sociedade impôs desde a infância, às expectativas e padrões que nos empurraram. Tudo isso forma uma camada de influências externas que, muitas vezes, não correspondem ao que realmente somos.
O que sobrar após eliminar essas camadas de condicionamentos é, muitas vezes, o que tem a ver com o seu verdadeiro eu — o seu dom, o seu propósito. Esse dom, esse sentido, é algo único, que está profundamente ligado à sua essência e ao seu ser.
Não existe dom melhor ou pior, pois cada um tem o seu próprio. Cada pessoa tem sua própria verdade, seu próprio caminho, seu próprio sentido. E esse sentido é o que realmente faz sentido para a sua vida, não importa se esse sentido parece simples ou até incomum aos olhos dos outros. O que importa é que ele faz parte de quem você é, faz parte do seu dom, e isso é o que torna a vida verdadeira e significativa para você.
A diferença de você para uma pessoa ruim é apenas o motivo.
A pessoa teve um motivo para ser ruim; você ainda não.
A vida é leve, um alívio, é solto, é livre;
O peso é só o que eu tento controlar, apegar, segurar, manter, prender.
O nascimento é o surgimento da existência, e a morte é o fim dessa existência.
A vida é um loop eterno entre esses dois lados.
O nascimento e a morte são duas ilusões, pois o que prevalece e é eterno é a vida. A vida nada mais é do que uma consequência constante entre o nascimento e a morte.
O fim é o início, e o início é o fim. Nascemos para morrer, e nascemos da morte. A vida é eterna.
A leveza é forte.
A dureza é fraca.
É mais fácil quebrar um coração duro igual pedra do que quebrar um coração leve como o vento.
Pra mim,
Parente não é necessariamente uma família;
família é um conjunto de pessoas com as quais me sinto bem.
Minha família pode estar espalhada por onde eu for, em qualquer lugar onde eu seja bem recebido.
Família está onde há pessoas de bom coração, onde há acolhimento, respeito e amor.
Vejo o dinheiro como uma consequência, e não como um desejo em si.
Prefiro trabalhar no que eu realmente desejo, no que escolho, no que me faz bem, independentemente de ser considerado "impossível" ou não, e ter o dinheiro como uma consequência disso, do que simplesmente desejar o dinheiro e, como resultado, enfrentar o estresse, o desânimo e o desgaste de trabalhar em algo que não me satisfaz.
Para mim, o verdadeiro valor está em fazer o que amo, e o dinheiro surge como uma consequência natural desse processo. Trabalhar apenas pelo dinheiro pode levar a uma vida de frustração e exaustão, enquanto buscar o que realmente traz satisfação gera um bem-estar contínuo.
Há um certo preconceito em relação a algumas profissões, como "pedreiro", "costureiro", "agricultor", "faxineiro", "lixeiro", "encanador", entre outras. Isso me soa até meio cômico, pois essas são algumas das profissões mais essenciais para o funcionamento da sociedade. No entanto, muitas vezes são vistas de forma inferiorizada, como se fossem menos importantes.
As pessoas esquecem que a roupa que estão vestindo foi feita por uma costureira, a casa onde moram foi construída por um pedreiro, a comida que estão consumindo foi plantada por um agricultor, os ambientes que frequentam foram limpos por faxineiras, o lixo que é retirado das ruas é responsabilidade dos lixeiros, e a água que bebem, canalizada através do encanamento, foi feita por um encanador.
Infelizmente, muitos não percebem o quanto dependem desses profissionais para viver sua rotina diária. Essas profissões são fundamentais para a nossa existência, e ainda assim, são extremamente desvalorizadas. É injusto que os profissionais dessas áreas recebam tão pouco, enquanto desempenham funções vitais para a sociedade. Esses trabalhadores deveriam ser mais valorizados e remunerados de maneira justa, pois, no fim das contas, sem o trabalho deles, muita coisa simplesmente não funcionaria.
Em um mundo invertido,
O rico tem o afeto como prioridade na vida;
O pobre tem o dinheiro como prioridade na vida.
O povo vive em um relacionamento abusivo com o Estado. O Estado manipula, engana, explora, maltrata e trai constantemente, mantendo o povo sob controle. Ele utiliza a dependência, a necessidade e a carência do povo para se fortalecer, forçando-os a se submeter, a aceitar ordens e a viver em uma situação de escravidão mental e física. Ao doutrinar a população, ele cria a ilusão de que não existe outra opção, que esse relacionamento é o melhor possível, quando, na realidade, ele só piora a cada dia, tornando as pessoas mais frágeis e desiludidas.
A população, muitas vezes, acredita que esse relacionamento pode melhorar, mas o que acontece é o oposto. O povo continua preso nesse ciclo tóxico, sem perceber que há a possibilidade de algo melhor e mais saudável. Somente quando a coragem de romper com esse ciclo chega, é que as pessoas poderão se libertar desse vínculo opressor e começar a reconstruir um caminho mais justo e livre. Até lá, o relacionamento com o Estado continuará adoecendo e prejudicando o povo, até que eles se deem conta de que precisam se libertar dessa prisão, emocional e social.
O problema no mundo está dentro do mundo de cada um de nós;
O mundo só muda para melhor quando mudamos o mundo de dentro de cada um de nós para melhor.
Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;
Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.
De um lado, a galera da esquerda;
Do outro lado, a galera da direita;
Ambos os lados brigando, se matando, se dividindo em um conflito sem fim...
Enquanto isso, no meio de tudo isso, o cérebro, que controla ambos os lados, segue tranquilo. E quem está realmente no controle? São os banqueiros, megaempresários, investidores, financiadores e filantropos, que, como sombras, manipulam o mercado financeiro, roubando tudo do povo. O povo, por sua vez, está preso em um jogo de egos e crenças, defendendo posições e oposições que, na realidade, são ilusórias. Essas divisões, criadas e alimentadas estrategicamente pelos próprios dominantes, mantêm todos ocupados, distraídos e divididos, enquanto os verdadeiros poderosos continuam a manipular e a se enriquecer à custa da ignorância e da luta entre as massas.
Apenas uma sugestão:
O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."
Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."
No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.
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