Um Estranho Impar Poesia
Um bom dia pra gente se perceber 🌼
Não tem nada mais reconfortante, sereno e tranquilo
do que se perceber em meio ao caos …
A paz de se pertencer,
o calor quentinho de estar aqui.
Confortavelmente inteira,
com olhos de vida.
Ana Caroline Marinato
"Depressão é um grito abafado
Pelas vozes de quem diz amar.
É o grito abafado no contorno do
Sorrir.
É um grito abafado de quem perdeu a força para gritar.
É um grito abafado de quem espera um abraço,um afago, um vem cá vamos conservar.
É um grito abafado esperando ouvir EU TE AMO E VOU CUIDAR DE VOCÊ!"
(Nunca esqueça de conversar e ouvir quem você ama).
Jarro de Barro
Vida fria.
Água entra, água sai.
A gota que um dia era quente,
por mais minúscula que seja,
sempre se torna fria.
Alguns saem,
por sorte
ou azar,
não sei.
Nunca saio.
Não consigo.
Ah, água,
que sorte tem.
Se eu pudesse ser água,
se eu pudesse sair...
Que saudades, minha aguinha.
Se pudesse voltar,
volte, minha gotinha.
Não deixe esse jarro vazio.
Eu sempre estou aqui.
O amor
O amor é veneno
Há duas formas de você beber esse veneno
Ou você toma um pequeno frasco dele e não surte efeito algum
Ou você se embriaga nele ao ponto de você morrer
Sentir tudo a flor da pele
É um veneno, mas é um veneno tão doce
Se eu pudesse, tomaria todas as doses do mundo
Não pensaria duas vezes!
Ó se eu pudesse morrer de amor novamente, apenas mais uma vez
Eu beberia desse veneno como se fosse a ultima coisa que eu faria
Você tem personalidade forte
Suas respostas não são vagas
São um tremendo corte!
Imponente, perspicaz e rígida,
Uma guerreira Amazona que nunca é vencida!
Hoje te chamo de ogra, feiosa e Fiona,um horror
Mas na verdade no fundo queria chamar de... você ja sacou né!?
Brincadeira a parte, talvez você não acredite, mas para os meus olhos você não é Fiona , na verdade pra mim você é Arte!
J.C
My Devil Talk's
Hoje encarei, frente a frente,
aquilo que um dia me chamou de futuro.
Ele chegou antes de mim.
Inteiro. Limpo. Insubmisso.
O café entre nós não era bebida —
era intervalo,
era a distância exata entre quem eu fui
e o que restou de mim.
Acendi um cigarro.
Ele não suportou.
Não o cheiro —
mas o símbolo.
Disse que eu havia aprendido
a conviver com aquilo que antes me destruiria.
Que eu transformei renúncia em hábito
e cansaço em identidade.
Meus silêncios — segundo ele —
não eram profundos.
Eram covardes.
Minhas palavras,
repetições de um homem
que já se traiu tantas vezes
que começou a chamar isso de adaptação.
Ele não tinha pressa de chegar.
Tinha urgência de não se tornar eu.
E isso…
isso foi o que mais doeu.
Porque ali, diante de mim,
não estava alguém que me admirava —
mas alguém que me reconhecia
e recusava.
Olhou minha vida
como se fosse um território negociado,
cada princípio vendido em parcelas silenciosas.
Perguntei, quase implorando sem voz:
— você volta?
Ele sorriu.
Não foi gentileza.
Foi sentença.
O tipo de sorriso
de quem ainda não foi quebrado
o suficiente para aceitar menos do que é.
Pagou o café —
como quem encerra um ciclo
que eu nunca tive coragem de terminar —
e partiu.
Sem peso.
Sem dúvida.
Sem mim.
Na mesa, ficaram vestígios:
uma coragem que eu abandonei cedo demais,
um sonho que eu dobrei para caber no medo,
e uma pergunta —
crua, implacável, irreversível:
— em que momento você decidiu sobreviver
em vez de ser?
Fiquei.
E pela primeira vez,
não havia distração possível.
Apaguei o cigarro.
Mas o que queimava
não estava entre meus dedos.
E então compreendi —
o silêncio não veio me consolar.
Veio me julgar.
Dentre tantas incertezas e desconfianças me acomodei nesse espaço.
Um espaço que não me parecia pertencer.
Eu queria pular e largar tudo, não por alguém, mas por mim.
Fui covarde, me poupei de pular no escuro, e tenho muito medo do escuro.
Esse espaço escuro e sem perspectiva, onde eu não existia.
Eu tinha que ter sido fiel aos meus pensamentos porém achei que estavam falando demais.
Silenciei-Me de mim, do que me proporciona-se uma certa liberdade e caminhar com meu jeito de ser.
Porém, creio que esse seja meu jeito, viver onde não pertenço.
Anseio todos os dias por pertencimento.
Que o tempo leve tudo aquilo q se tornou aprendizado;
que se torne apenas história como de um livro o qual não fazemos parte.
Debaixo de um sol que molda o couro e a alma,
Nasce o gigante que o mundo não conheceu.
Não há elmo de viking, nem frio de europeu,
Que vença a fibra de quem planta na calma
E colhe a vida onde o chão parece que morreu.
É um povo arretado, de punho cerrado e forte,
Mas que não usa a força para a destruição.
Se o destino fosse guerra, seria o dono da sorte,
Venceria batalhas, do sul até o norte,
Pois traz o vigor da rocha dentro do coração.
Mas sua maior glória não é o aço ou a espada,
É a humanidade que transborda no olhar.
É o amor que acolhe na beira da estrada,
Mesmo quando a mesa parece minguada,
O nordestino ensina o que é compartilhar.
E quando a seca aperta e a fome vira nó,
Vem o sacrifício que a história não apaga:
Enviaram seus filhos, restando apenas o pó,
Para terras distantes, enfrentando o pior,
Pra que o pão na família nunca fosse uma chaga.
"Tristes partidas", ecos de um cais ou de um chão,
Lágrimas que regam a saudade e a esperança.
Gente que parte levando o sertão na mão,
Trabalhando o dobro por cada irmão,
Com a fé de um velho e o sonho de uma criança.
Nordeste é o brilho de um povo vitorioso,
Que não se curva ao tempo, nem ao esquecimento.
É o amor que vence o destino rigoroso,
E mostra ao mundo um brilho majestoso:
A maior resistência é o sentimento.
Michel Dias
TENTAÇÃO
Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)
Um dia, pus uns óculos de sol, de lentes muito negras, para não ser conhecido.
Reconheceram-me todos, porque eu só uso óculos de sol, sem marca registada.
Nossa civilização neste "auge"!
Uma década treinando IA,
E em menos de um ano sendo treinados por ela, indica que a massa bem sovada deve assar um pão bem homogêneo.
Qual será o seu sabor?
Um pé de conversa que cansa e onde não se sente a verdade, por maior que seja a fôrma que forme o sapato, terá somente o tamanho de um pé de criança para os que detestam, como eu, a falsidade.
(©Carlos De Castro, em 02-09-2025, publicado no site PENSADOR.)
Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.
A vida é uma coleção de momentos
Hoje aqui remando e sentindo o vento
Vejo nascendo um sentimento,
Minha coleção está prestes a aumentar,
Com uma sintonia entre você e um lindo mar,
Nesse lugar eu pareço um menino a sonhar.
-
Leonardo Procópio
29 de Novembro de 2024
Às vezes me bate um sentimento inexplicavelmente ruim e que junta um misto de emoções, lembranças, momentos, tudo que eu já vivi de alguma forma. A única certeza que me sobra é saber que não é uma pura nostalgia, mas sim uma saudade do passado fazendo um paralelo com o meu futuro e degradando completamente o meu presente o que pra mim é confuso porque de repente bate uma alegria, uma vontade de viver, mas quando eu paro um pouco esse sentimento volta.
Tô aqui escrevendo esse texto porque sei que ninguém é capaz de entender e sentir o mesmo que eu sinto, além do mais, apesar de eu sentir falta de alguém pra desabar toda essa pilha de sentimentos insalubres, eu acho que ninguém é obrigado a escutar as histórias tristes dos outros, e óbvio que na minha cabeça o que eu falo pros outros não vale de nada, me desvaloriza e não representa minha dor verdadeiramente e intensamente.
Se for da vontade de Deus, um eterno aprendiz serei.
O pensamento é melodia divina do vento chamado vida que surge, nivela passa e transpassa por todos os recônditos!
A vida é uma fagulha de luz em um espaço tão vasto...
Nossa existência é insignificante a todo o contesto do universo...
Damos importância a tantas futilidades e não nos damos conta que nosso tempo está se acabando...
Somos fagulhas, somos instantes somos temporários ...
Escrevo minha história sem roubar o protagonismo de ninguém.
Cada um de nós tem seu próprio céu para existir, feito estrela.
— Nildinha Freitas
Amei muitas vezes,
e cada amor foi como um espelho partido,
onde vi reflexos meus que jamais reconhecera.
Não amei por acaso,
não amei por distração
amei porque no fundo do meu vazio
era a única verdade que pulsava.
O amor foi meu templo e meu refúgio,
meu remédio e também minha ferida.
Nele encontrei paz,
mas também me perdi em labirintos sem saída.
E mesmo assim, voltava a amar,
como quem procura o ar
quando já não pode respirar.
Cada mulher que cruzei
carregava um universo,
e eu, sedento de infinito,
tentava me perder em suas constelações.
Não para fugir de mim,
mas talvez para me encontrar.
Porque dentro de mim há um vazio,
um buraco onde o silêncio ecoa,
mas o amor sempre ele
foi a única chama pura
que ousou desafiar a escuridão.
E se eu amei demais,
foi porque só no amor
eu soube ser inteiro.
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