Um Estranho Impar Poesia
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!
Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca.
Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em suas vidas, por outros ou por si mesmos.
Viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e existir apenas para os outros — e não para si — é o que mais machuca.
Ninguém está realmente feliz e, quando se está infeliz, a infelicidade acaba se espalhando e tornando os outros infelizes também.
Então, no fim, vivemos em um mundo onde a nossa própria felicidade precisa importar mais do que a dos outros. Porque, no final das contas, é sobre nós. E, ao sermos felizes e verdadeiros com quem somos, os outros acabam sendo também.
Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.
A persistência é uma virtude,
mas a teimosia em caminhos errados é um prejuízo incalculável.
A sabedoria está em saber a hora de recalcular a rota.
Que é isso, menina?!
Ora o vento te empurra, ora te balança...
E tu deixas-te ir, julgando ser um passo de dança!
Sabemos que é amor,
Quando uma pequena brisa
Entra no nosso coração
E forma um vendaval de emoção...
Receita para uma vida feliz:
- Um pouco de Humanidade,
- Um pouco de Paz,
- Um pouco de Amor,
- Muito de Si!
Um dia você vai parar pra pensar e irá lembrar de uma pessoa que te amou mais você rejeitou.
Você ficará triste e eu estarei em um mundo obscuro, chorando por sua tristeza, lembrando que te amei e fui rejeitado...
IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Nada é mais importante
Quando se lê por prazer
Um livro é o passaporte
Faz a gente crescer
A leitura nos acalma
É o melhor lazer.
O doce sabor da leitura
Quem gosta dar valor
Traz histórias incríveis
Quem sabe bem é o leitor
Viaja nas aventuras
Descreve bem o amor.
Uma tarde numa rede
Um bom livro na mão
Nos leva a qualquer lugar
Viaja na imaginação
Cada página bem lida
Afaga o coração.
Não importa a leitura
Seja romance ou poesia
Até lendo um jornal
É uma boa terapia
Sou leitora apaixonada
Lê é a melhor alegria.
Irá Rodrigues.
Um dia serei saudade...
Vou tentando me afastar de gente fraca, arrogante, doente! Peço a Deus que realize meus sonhos antes do meu caminho acabar. Não me servirão realizações que eu não possa compartilhar, ver, sentir. Estou cansada de tanta hipocrisia, até o diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
Apenas um por cento de progresso por dia
Já muda o mundo em mim
O teu amor me fez ver
Que até no pouco há um começo sem fim - Frase da música Apenas um por cento do dj gato amarelo
O labirinto das verdades absolutas
"Quando tomamos nossa própria verdade como um dogma absoluto, erguemos muros onde deveriam existir janelas; não sobra fresta para o novo, nem solo para o conhecimento germinar.
Toda moeda carrega o peso de dois lados, mas há verdades que nunca foram vocalizadas — habitam apenas o silêncio das suposições e o eco do que presumimos ser real. A comunicação, em sua essência, não é o ato de falar, mas a sede de compreender. Sem a entrega da atenção e o ritmo sagrado da troca, a palavra se esvai no vazio. Quando o diálogo morre, a fala deixa de semear; resta apenas o monólogo árido de quem se julga dono da razão, onde uma única verdade impera e isola.
Embora a vida seja, como diz o poeta, a arte do encontro, os desencontros são o espelho das nossas resistências. É preciso coragem para trilhar caminhos que desmoronem as barreiras que nós mesmos edificamos diante do horizonte.
A sabedoria reside em decifrar que, por trás de cada certeza alheia, pulsa uma história invisível. Você não precisa concordar, mas precisa reconhecer que existe uma verdade — moldada por dores, heranças e contextos — que moveu o outro em sua direção. Há sempre um mestre à nossa frente, se estivermos dispostos a despir o orgulho para, finalmente, aprender a ouvir."
Reflexão filosófica
Islene Souza
As vezes...
só pego um livro,
fujo pra beira do mar,
me esvaziar,
me libertar,
dos demônios que me habitam.
E quando volto,
pra casa
lá eles estão,
todos os demônios
que expulsei.
O passado é C
Conhecer a história
Compreender o presente
Construir um futuro melhor
Mais enfim vivemos o presente intensamente pois o passado já passou e o futuro a Deus pertence.
Tantas páginas em branco
E o medo de começar
Mas o amor chegou de repente
Como um verso pra inspirar - Frase da música Algo Incrível do dj gato amarelo
Um passo de cada vez
Mesmo tropeçando em mim
Você me olhou com calma
Como quem vê até o fim - Frase da música Apenas um por cento do dj gato amarelo
Um passo, uma palavra, um olhar
E tudo começa a se alinhar
Com você, qualquer mudança
Já é o bastante pra amar - Frase da música Apenas um por cento do dj gato amarelo
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