Um Estranho Impar Poesia

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Montes

Mas o que é o amor se não um monte de montes
Punhados, litros, exageros, hipérboles
É um cair das estrelas, um apagar do sol
Uma vela de cera derretendo
Uma brisa da madrugada que se dissipa ao início do dia
Uma felicidade triste, uma dor com alegria!
Um poeta que não viveu, nenhuma de suas poesias

(Por bruno.g9)

Para todas as solidões

Cada solidão tem um rosto invisível.
A solidão que acompanha no quarto fechado.
A solidão que se sente no meio da rua cheia.
A solidão que se escolhe como quem veste um abrigo.

Há solidões que são faca,
outras são travesseiro.
Algumas esmagam,
outras sustentam.

Existe a solidão dos que esperam
e a solidão dos que já desistiram.
A solidão dos que amam demais
e a solidão dos que nunca foram amados.

Todas caminham juntas,
ainda que cada uma insista
em se acreditar única.

E talvez, no fundo,
seja isso que nos torna humanos:
carregar em silêncio
o peso de todas as solidões
que não tem nome.

Vai chegar um dia que você só vai querer paz na sua vida
Tudo vai ficar calmo e lindo
Você vai gostar mais de si mesma e se aceitar com todas as suas imperfeições porque você é a construção e a desconstrução de alguém forte e delicada, que se ama e se respeita.
Confia, escolhe e se doe para a pessoa mais importante da sua vida: você.

Vai sentir a vida um pouquinho hoje
O sol esquentando seu corpo
O vento no seu cabelo
As flores pelo caminho
A vida colorida e linda.

⁠Destruir é muito fácil



Destruir um emprego, conseguir outro;

Descruir uma casa, morar em outra;

Destruir uma reputação, em um novo lugar você é só mais um outro;

Destruir uma história, escreva outra;



Mas e quando você destroi alguém,

Uma alma vulnerável pelo amor, pela entrega, pela crença,

Uma pessoa, um ser humano que não te trocaria por ninguém,

Uma criança emocional que depositou em você a própria existência,



Não existe cura para tanta dor?

Não existe remédio para tanto sofrimento?

É aceitar a morte de alguém, e esperar que renaça das cinzas?

Sim, é um momento de torpor,

Falas com tanto demérito, tanto lamento,

Como pode alguém, esperar que brotem coisas lindas?



Sou eu tão só, solidão de não ser alguém nem para mim mesmo,

Não me lembro do beijo apaixonado, da entrega verdadeira,

Cada dia num lindo quarto, esperava um mimo, mas vivia no esmo,

Hoje, num quarto vazio e escuro, não nasce nem uma videira,



Eu morri, eu estou morrendo todos os dias, dias nublados,

Eu fui destruido por quem devia me construir,

Eu fui iludido, enganado durante dias, crimes continuados,

E por inanição, esqueci de me nutrir,



Isso não pode ser o amor, pois o amor é o oposto da destruição,

Ou será que algo precisava ser destruido para o amor germinar?

Devo acreditar numa vida após a morte, após a desilusão?

Ou algo precisa ser feito, a minha vida terminar?

Penso como pode ser feito um sistema funcional para a preservação dos bons costumes.

Vejo o exemplo de muitas igrejas que têm um culto de doutrina mais preponderante.

A vida é sempre um sopro. Uma frase que conhecemos bem e que aprendemos cedo com perdas de pessoas queridas e amadas por nós.
Hoje, aqui; mas amanhã? Só Deus sabe.

Todas as vezes que você se compara a alguém, você deixa de acreditar na importância que tem. É um ato de grande tolice. Sempre vai haver alguém mais bonito, mais inteligente, mais corajoso, mais carismático... O que você não deve esquecer é que você é único em todo o universo. Todas as suas características, como você interpreta o mundo à sua volta e como você processa todas as emoções fazem de você um ser exclusivo em todo o espaço de tempo e lugar. Nunca houve nem haverá ninguém igual a você. É isso que te faz ESPECIAL. Então, capricha aí, aproveite e se divirta.
Você é incrivelmente essa maluquice gostosa incomparável. 😉

O sucesso não acontece de um dia para o outro.

Ele é construído em pequenos passos.

Cada esforço, por menor que pareça, conta.

Seja paciente com o seu processo.

Um dia você vai agradecer por não ter desistido.

Um lembrete para o dia de hoje:
você não está atrasado.
É que respeitar o seu próprio tempo
é também um ato de rebeldia
— e de amor-próprio.

Ressonância


Não sei por que te amo, o seu nome. O nome é um som Tu és o silêncio que vem depois. É uma pergunta que se faz ao escuro, e o escuro, em vez de responder, acende uma lâmpada quente no peito.


Amo-te como se ama o mistério de uma porta entreaberta. Amo-te com a força de uma coisa que não precisa de nome para ser. É um amor anterior à palavra, um animal quieto e vasto que dorme no centro de mim.


É inenarrável. Como narrar o sabor da água? Como descrever o peso da luz na tarde? Tento pegar esse sentimento com as mãos, mas ele escorre por entre os dedos, líquido e vivo. É um pulsar contínuo, um sim primordial que meu corpo diz sem minha permissão.


Minha força de meu amor não é um furacão. É a gravidade: invisível, inevitável, sustentando os mundos em seus lugares. Sustentando-me em teu eixo.


Não te amo por razão. Te amo por ser. Como se respira. É um estado de graça involuntário, um acidente belo e necessário da vida que se torna maravilhosa.


Seu nome. O nome é um som.Tu és a ressonância e eu apenas o reverberar...

Pedacinho de Papel em dobro


Um pedacinho de papel voou
E na imaginação da criança, pousou.
No céu, vira avião a riscar
E na cabeça chapéu de pirata pronto a brincar.


Se molhado, vira barquinho no rio,
Se amassado, bolinha que caiu.
Se recortado, coração despedaçado,
Se rabiscado, desenho encantado.


Pode ser mapa de um tesouro,
Ou memória que vale mais que ouro.
Convite de festa, diário lacrado,
Livro, cartinha, segredo encantado.


Pedacinho de possibilidades,
Fruto de uma árvore das nossas cidades.
Se vai para o lixo, é puro desperdício,
Na reciclagem, ganha novo ofício.


Este pedacinho de papel é poesia,
Um verdadeiro mosaico de alegria.
Um origamin que brincou e encantou
E a imaginação da criança também dobrou.


Ele não era assim tão pequenino,
Eita papelzinho cheio de destino.
Sozinho não consegue decolar.
Sopre-o para outro lugar.


Karina Gera

“Gelo” — Análise de um poema de Priscila Mancussi

Poema de Priscila Mancussi
*“Imenso, perturbador e inquietante
Silêncio instigante
Provoca medo
Revela segredos

Intenta os pensamentos
Com o som do nada
Apenas o vulcão de dentro
E as próprias conclusões

Frio, sobe pela espinha
Arde o gelo desse silêncio
Mudo, distante e cruel
Deixa o fel

Amargo e doce
Dói mas responde
Sábio e perspicaz
Silêncio voraz.”*

Sobre mim


Oi, sou a Valkíria, professora, pesquisadora e escritora. Hoje trago a análise de um poema de Priscila Mancussi, em que o silêncio é protagonista e se revela como força paradoxal.

Agora minha análise


No poema “Gelo”, Priscila Mancussi transforma o silêncio em personagem denso e multifacetado. Ele não é apenas ausência de som, mas presença inquietante que instiga, assusta e obriga à reflexão. O verso “Apenas o vulcão de dentro” mostra como o silêncio externo abre espaço para erupções internas, conduzindo o sujeito às próprias conclusões.

O frio que “sobe pela espinha” e “arde o gelo desse silêncio” reforça a dualidade: o silêncio é ao mesmo tempo doloroso e revelador, cruel e sábio, fel e doçura. É um silêncio que corrói, mas também ensina.

A força do poema está em reconhecer que o silêncio, ainda que perturbador, pode ser mestre. Ele desnuda, obriga a olhar para dentro e, por isso, se torna “sábio e perspicaz, silêncio voraz.”

Priscila Mancussi, nesse texto, nos lembra que muitas vezes não é o ruído do mundo que mais pesa, mas o silêncio que nos confronta com nós mesmos.

Boa tarde, vida!
Boa tarde! Neste dia que se inicia, a vida, um sopro, logo se esvai. Aproveite o tempo, não se perca em bobagem, sonhe alto, dê o seu melhor, antes que tudo se desfaça.
Nesta terra, a vida é breve, um sopro a passar, temos um chamado, que a qualquer hora virá. Então, vivamos o que realmente importa, sem adiar, sem hesitar, a cada porta.
Seja feliz, seja quem você é, sua própria essência, sua fé. Não espere nada, nem de ninguém. A liberdade reside em ser, sem refém.
Se a vida é sua, viva cada segundo como se fosse o último do mundo. Há tempo, sim, para viver e sonhar, mas o amanhã incerto pode não chegar.
Viva hoje, com toda a sua paixão, pois o futuro é incerto, uma ilusão. Assim nos ensina Gilmana da Cruz Silva, a viver o presente, com alma viva.

“O ser humano é um enigma em movimento, flutuando sempre entre a esperança do bem e o medo do desconhecido.”
— Os`Cálmi

Uma mulher triste não chora apenas pelos olhos, mas pelo coração. Ela carrega no peito um silêncio pesado, como se cada batida fosse um lembrete daquilo que não deu certo. Sua dor não está só nas lágrimas que caem, mas também no sorriso que já não consegue sustentar.


Ela olha para o espelho e enxerga alguém que já acreditou em promessas, que já sonhou com finais felizes, mas que agora sente que a vida roubou um pouco da sua essência. A tristeza dela não é passageira, é profunda, é como um nó preso na garganta que não se desfaz.


Mesmo assim, dentro dessa mulher existe uma força escondida. Porque só quem sente a tristeza de verdade sabe o quanto é necessário ser forte para acordar todos os dias, vestir a própria dor e seguir em frente.


Gláucia Araújo

A vida é breve como um sopro e extensa como um sonho, quem aprende a viver o agora, aprende a eternidade.
Angela Monteiro

Um sopro atravessa a sala,
sem som, sem pressa,
como quem toca sem tocar.
A luz muda de tom.
Nem laranja, nem ouro —
apenas o que resta quando o dia
esquece de terminar.
As paredes não dizem,
mas sentem.
O relógio não marca,
mas para.
Por vinte minutos,
algo maior do que o tempo
resolveu ficar.
Venceu a etapa de quando dois ventos sopravam dentro de ti —
um a busca, outro um sussurro,
divididos entre desejo e vazio.
Venceu.
Minha força é chama viva: não queima, apenas ilumina —
e assim, dissolve o que não encontra raízes.
Ares que vieram, regidos pela leveza e pela dualidade,
ressentidos em dança, curiosos, sem fundação, também logo se foram.
Mas eu — inteiro, com mil facetas convergindo —
sou o eixo que o vento não pôde partir.
Temos mar dentro do peito,
íntimo, sussurrante, lento.
Nessa maré que nunca se cansa,
há compaixão, há dádiva, há dom.
Não existe solidão tanto quanto
a paisagem seca de quem desconhece o mar —
e contempla isto em silêncio.
Observa, mas não compreende.
Tenta tocar, mas a água escapa.

A lei do retorno é como um eco invisível da vida: tudo aquilo que oferecemos ao mundo encontra um caminho para voltar até nós. Muitos a chamam de justiça divina, outros de energia universal, mas no fundo, trata-se de uma verdade simples — nossas atitudes carregam consequências.
Quando espalhamos amor, respeito e bondade, abrimos espaço para que esses mesmos sentimentos floresçam em nosso caminho. O inverso também é inevitável: quem semeia dor, injustiça e ingratidão cedo ou tarde se depara com o reflexo do que causou. A vida pode até parecer demorar a ajustar as contas, mas ela nunca esquece.
A lei do retorno nos ensina que nada fica impune e nada é desperdiçado. É um convite à consciência: pensar antes de agir, falar antes de ferir, escolher antes de se arrepender. Pois cada gesto, por menor que pareça, é como uma semente lançada ao solo da existência. Mais cedo ou mais tarde, ela germina e volta para o coração de quem a plantou.
Assim, viver de forma íntegra e justa não é apenas uma questão de ética, mas de sabedoria. Afinal, tudo o que damos à vida, a vida nos devolve — às vezes em dobro.


Glaucia Araújo

Não sei de onde veio, mas parece um anjo que caiu do céu, chegou de repente, encantou com seu olhar, quase que meu coração parou, acreditaria em amor à primeira vista, mas foi amor à primeira mensagem.
Talvez não seja a que queria,
Talvez não seja o que sonhou,
E pode ser passageiro, mas saiba que é a melhor sensação que meu coração ganhou.
Essa atenção, esse carinho, e sentir que alguém pode gostar de mim, mesmo eu sendo diferente e que tiro suspiro de alguém que todos admiram.
Estou preparado se tiver que partir,
Mas esses sentimentos aqui dentro não irão partir, eu estou ligado em você de alguma forma que nem eu mesmo sei, obrigado por me mostrar que ainda há sentimentos em mim.