Um Estranho Impar Poesia
Pedra de quatro trevos
Feliz quatro messes de rolos e Paralamas.
De poesias ao amanhecer,
Ou dos boa noites com rosas encantadas,
Das flores do dia jamais se imaginou que foste virar um jardim de 4 trevos,
Da sorte do azar,
Minha coragem se transbordou e te encontrou,
Das tulipas arrastadas pela escuridão a folia de nossos corações fugiu das hortênsias, foi em busca da salva,
Orquídeas que hospedaram nossas almas loucas.
VONTADE E SINCERIDADE
Com a vontade tudo fica mais fácil, seja a SINCERIDADE de falar tudo que pensa, ou a delicadeza de sentir outro ser.
com a vontade se cultiva, o amor.
Cria-se uma conexão imensa.
Um espaço onde se permite apenas sentir os corpos e a conexão dos sentimentos.
Cores (Parte 1)
A chama da minha intensidade incendiou toda frieza
Tudo está ótimo, por enquanto. Em tudo vejo beleza.
Vejo tudo ocorrer, mas não sei se é realidade ou ilusão...
Será que sou quem acho que sou? Talvez sim, talvez não.
O que é essa coisa que sinto? O que é real?
Pássaros cantam e voam, o vento passa pela minha alma.
Quero algo que venha da minha alma, nada artificial.
Felicidade é a razão de eu ter visto em tudo o que ninguém vê.
Há uma porta, de um lado está a realidade, de outro a ilusão...
Será que a realidade faz parte da ilusão da qual sobrevive a população?
Um sorriso... um breve silêncio me faz pensar
sobre aquela certa possibilidade da realidade nos aprisionar...
SOUSA, Rodrigo. 2018
Cores (Parte 3)
A noite começa, lembranças aparecem.
A rua está cheia de pessoas e ao mesmo tempo vazia.
A loucura renasce no músico, as estrelas falam e eu assisto.
A beleza das estrelas falam comigo, mas a Afrodite não.
O poeta solitário se senta em sua cadeira, coloca um cachimbo na boca
e reflete um pouco...
O cachimbo é acendido, mil ideias vem à cabeça
e logo após pensa em um paraíso que deixou escorrer pelas mãos.
O que eu faria com esses bons sonhos insanos?
Talvez deve-se transformá-los em psicodelia amorosa.
Olhar profundo era o de Afrodite e logo me hipnotizou,
minha cabeça nunca mais foi a mesma.
Garota doce, que jardim lindo esse que você guarda na sua boca!
Jardim hipnótico me deixou louco como nunca no doce mel.
A minha imaginação voa quando reflito e as cores me invadem
e deixo-me em transe.
Uma canção tranquila é composta, já é de madrugada
e o tempo parece devagar...
Tudo se derrete com esse fogo intenso do meu amor.
Ela é a faísca para a minha psicodelia amorosa.
SOUSA, Rodrigo. 2018
na vida as vezes é bom
virar tudo ao contrario,
desligar a razão e ligar o coração
acreditar nas novas oportunidades,
ser fiel ao que sentimos
e aceitar quem somos.
VERSOS LIVRES DOS DEZESSEIS
(26/07/2019)
A verdade mexe com a alma,
E a faz sentir harmonia e inspiração.
Tudo são como oceanos,
Que em sua calmaria, revela amor.
Sublimidade de quem vive,
Escrevendo e se ponderando!
Desejando e transformando,
Os versos em trilogias.
Ah, como o tempo passou...
Sem ter pena de voltar atrás.
Dezesseis anos se completou,
Num coração que não fica escondido.
Um mistério a envolver meu chão,
E com gratidão, confesso ao mundo:
Sou leitor muito antes da poesia,
Assim, ser humano, antes de ser leitor.
A profundidade de como cresci,
Internamente, me modelou.
Indiscutivelmente, olho para frente...
Observando o vento, e a sua paz.
no começo só tinha medo de morrer
mas foi ficando bom nesse negócio.
hoje, só quer existir.
não faz ideia de como.
ainda.
meu destino desatino
vida insólita,
pouco modesta.
põe-se a mesa para os meus pares
que hoje é o dia da anarquia.
vai viver cabeça oca
que o dia já se quase amanhece.
diga-se de passagem
a noite é uma criança.
ultimamente tenho me sentido assim
meio farofa processada
em processo.
andamento sem freio,
sem rumo
nem destino,
que só vai.
acho que a vida é isso,
olhar para a primeira correnteza
e descer junto à ela,
sabe-se lá onde se acabam as correntezas.
acho que é isso.
vivi fugindo de mim,
mas sempre foi assim,
e sempre foi tudo bem.
procurei me entender
sendo confuso.
na multiplicidade
na abstratatez.
rechacei certezas
pra mim todas obsoletas,
só precisava de disposição pra contrariá-las.
hoje, não muito disposto
só me resta força para me perguntar
mas será se é isso mesmo?
tem dias que o clarão da aurora não brilha.
dias que a chuva não molha,
que o sol não ilumina,
tampouco a lua.
tem dias que o milho não estoura,
que a padaria não abre,
que o porteiro não sorri.
dias que o ponteiro do relógio não sobe,
nem mesmo desce.
que os carros não engatam,
ou não param.
que os galos não cantam
e a as galinhas não dormem.
dias que as portas não abrem,
dias que o coração não bate.
tem dias que nem são só dia
ou,
são só dias que nem dia tem.
o que seria de mim se eu não soubesse de mim?
o que seria?
perguntaria aos porcos
e eles me dariam sua lama
perguntaria aos burros
e eles me cuspiriam todo seu capim.
inepto,
ainda não sei muito desta matéria
e receio não saber tão cedo...
mas de lama e capim
fico com a aventura de viver na incógnita.
o que seria de mim se eu não soubesse de mim?
parafraseio,
me traduzo livremente.
tenho contado meu tempo através de segundos
eram quatro
e ventava
brisa boa que assopra a face.
noite tépida
razoável para casais que dividem a mesma cama.
sentado de frente para mim mesmo
pensei em alguém,
em outrém,
em ninguém,
em temporais.
oh meu bem
não espere nada de mim
previsibilidade aguda
afiada me perfura
lateja na minha alma
como um dente que aperta
e sangra.
vistes a última notícia
que não de uma vida alheia?
a vida clama
grita
suplica compaixão e empatia
mas dos eruditos nada se pode esperar.
deles não,
que nem sei quem são.
me arrisco
logo estou
correndo todos os riscos da existência
sinto o sangue percorrer em minhas veias
de maneira fervecente,
quase fogo de lareira velha
ou fumaça de cachimbo pagão.
ah de mim não saber de mim,
uma sina talvez,
um poema sem fim
ou continuado,
ou amassado,
ou descartado,
ou apenas nunca escrito,
ah deu não saber deu,
uma sina talvez,
não uma interpretação gramatical.
quando vejo seres livres,
junto quero ser livre também
nem que o junto
signifique separado
os homens não criariam gaiolas,
nem celas
se a liberdade fosse compreendida
de uma maneira tão...
livre.
assim como ela por si só é.
não sou lobo,
sou pássaro em pele de cordeiro,
com sede de compreensão.
o conceito de liberdade é desesperador
meio à imensuráveis formas de se sentir aprisionado.
de todas,
receio a mental ser a pior.
não quero dizer mais nada.
nada.
controverso cabal.
tenho visto tanto,
vivido tanto,
imergindo em tanto
que já me sinto nada.
o Rio pendura mas não cai.
a mãe grita, com força
“Ô menino venha cá
deixa eu passar o protetor”
o menino volta de lá, do infinito
em pleno regozijo, gritando:
“eu sou livre mamãe, eu sou livre”
Rio de Janeiro, agosto de 2018
menino franzino da mente malhada
olhos atentos e a língua afiada
ouvido macio, alma brilhante
coração colorido, peito cintilante
ohh menino
nas ruas do mundo a quiçá
ohh menino
crê que não se aprisionará
menino no rio nadando com esperteza
vê gente igual vai contra a correnteza
seus olhos atentos faz vê a esperança
buscais lindas flores meio a tanta lambança
ohh menino
não te desanimes com a humanidade
egos são maleáveis
independe de idades
não te cale que não falhas
acreditar na mudança é enfrentar as batalhas.
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