Um Estranho Impar Poesia

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A dignidade humana
O mundo fala de amor, mas isso não basta. Amor sem dignidade é palavra vazia. O que falta ao nosso tempo não é afeto — é caráter.

Vivemos cercados por homens que desejam poder, mas não responsabilidade. Homens que preferem a aparência à verdade, o aplauso à consciência, o privilégio à justiça. Homens que se alimentam da boa-fé alheia e constroem sua força sobre a ignorância que eles mesmos cultivam.

Devemos destruir essa lógica. Recusar a normalização da mentira. Rejeitar amanipulação que transforma cidadãos em massa de manobra.

A dignidade não é luxo: é fundamento. A honra não é ornamento: é dever. A honestidade não é virtude rara: é obrigação mínima.

Defender ideais que não excluem, não dividem, não exploram. Ideais que eduquem, que libertem, que ampliem horizontes. Ideais que tratem a informação como direito, não como moeda de controle.

Porque a ignorância não é acidente — é estratégia. E quem deseja dominar alimenta pouco, para manter dependência. Quem teme a liberdade alheia oferece migalhas, para que a fome nunca acabe.

Não podemos aceitar migalhas e a manipulação como destino e o poder sem moral, como regra.

Vamos conclamar a quem ainda acredita na força da verdade. A quem sabe que igualdade não é utopia, mas projeto. A quem entende que informação é libertação. A quem não se curva ao cinismo dos que lucram com a miséria intelectual e moral.

O mundo precisa de amor, sim. Mas precisa, sobretudo, de homens e mulheres dignos, que escolham a honra antes do benefício, a justiça antes da conveniência, a verdade antes do conforto.

Que seja nosso compromisso. E que ele se cumpra até que a dignidade deixe de ser exceção e volte a ser regra.

Estado Poesia


Quero estar anestesiada de Manoel de Barros. Quero viver imersa na poesia, quero habitar esse mundo onde a palavra ressignifica tudo: o passado, o presente e até submete o futuro a uma linguagem.


Quero poesia correndo pelas veias, quero sangue transformado em palavra e desabafo em verso. Quero que isso seja aquilo, e que de lá pra cá eu chegue onde nunca fui.


Quero resgatar essa forma de vida onde a palavra me permite atingir o belo, enxergando flor onde há apenas asfalto.
Quero ignorar a lógica utilitária do mundo, para encontrar infância onde roubam minhas horas.


Jaqueline Bastos / Jaque Poesia

Quero resgatar essa forma de vida onde a palavra me permite atingir o belo, enxergando flor onde há apenas asfalto.
Quero ignorar a lógica utilitária do mundo, para encontrar infância onde roubam minhas horas.⁠

Medo de lembrar porque a memória não avisa ela chega traz seu nome seu riso o que fomos lembrar é abrir o que tentei fechar
porque algumas lembranças não querem ser lembradas querem ser sentindas

Entre Cicatrizes e Flores
Entre cicatrizes e flores a vida seguiu seus rumores nem dor foi embora mas cada pétala agora é memória não fere mais é força que o tempo traz florescer depois da queda é o milagre que a alma herda

Começo a chorar,
a saudade está me matando.
Não sei o que fazer
pra você me perdoar.
Você se foi,
me perdi…
e não sei como continuar

Menina borboleta
nunca percebeu
que o jardim morava dentro
carregava primavera nos olhos
vento nos cabelos
e um silêncio cheio de cor
aprendeu que crescer
não é deixar pétalas pelo chão
é criar asas
mesmo com medo
menina borboleta
abrindo o mundo devagar
sem pressa
só luz

O Amanhã ainda vive
Se hoje pesa respira o amanhã ainda vive há sonhos que demoram mas não morrem Há caminhos que se escondem só para te ensinar a confiar⁠

o Beijo que você me roubou
Não foi da boca foi do que eu guardava desde então carrego teu gosto na parte de mim que nunca mais voltou ⁠

Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.⁠

Entre o café e o vinho
(Mauro A Evaristo)

Todos os domingos são assim
Levo as horas sem receio ou pantim,
Aproveito bem todo o caminho
Com intervalos entre o café e o vinho.

Sigo bem nesse ínterim
Aprendi a ter paz comigo,
Mentalizo rios, mares, jardins,
Navego por entre poemas e livros.

Tudo é bom e faz bem
Aos que buscam se amarem também
E isto enriquece todo viver

Que faz merecer toda bondade além,
Pois, tudo é fazer o mundo um lugar bem
Por saber do poder infinito em você.

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O Dono da vida
(Mauro A Evaristo)

Não dependa de outros viventes
Tenha sempre em mente
De que tudo que você precisa
É só pedir ao Dono da vida.

Não se prenda em crenças limitantes
Faça valer cada instante
Se há algo que você precisa
É só falar com o Dono da vida.

Não careça de atenção
Tampouco de outros viventes
Se há muito o que necessita

Basta conversar com gratidão
No seu canto, em sua mente
Confie no Dono da vida.

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Hora certa
(Mauro A Evaristo)

Não existe a hora certa pra ser feliz
Aproveite o momento de agora pra sorrir,
Muitos esperam pela data
Sem verem que a hora é esta, a exata.

Não aguarde a chegada das visitas
Faça a festa pra si, pra família,
Muitos que guardam enxoval
Teriam vergonha da partilha pós funeral.

O momento é este, a vida é agora
Felicidade não tem, jamais tem hora
Lembre-se que o melhor da vida é viver,

Faça, busque o que importa
No fim o que o que vai prevalecer
É o poder infinito que existe em você.

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Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)

Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.

Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.

Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,

Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.

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Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)

Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.

No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.

Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo

Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.

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Vou ali
(Mauro A Evaristo)

É normal querer acabar com o poema,
Mas uma voz bem suave diz "experimenta",
Eu desisto de desistir
Caneta e papel na mão vou ali.

As vezes quero acabar com o poema,
Mas a voz delicada repete "experimenta",
E eu feito criança feliz
Sorrio e vou por ali.

As vezes só quero um pouco parar,
Mas a voz sabe que posso continuar
E sabe que absorvo o que vai dizer

Diz-me enquanto eu respirar
Tudo pode de bom acontecer
Pois existe poder infinito em meu Ser.

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Sementes de positividade
(Mauro A Evaristo)

Nem toda hora é de alegria
Confesso que bem o queria
Embora seja normal tropeçar
O mais normal é seguir, recomeçar.

Nem todo sorriso é de amizade
Ainda assim a gente segue
Superando o surreal que acontece
Ao plantar sementes de positividade.

Nem toda hora é de alegria
Às vezes tentam estragar o dia,
Mas a gente nunca vai esquecer

Que tudo passa inclusive a letargia
Logo algo muito bom vai ocorrer,
Acredite, para mim também pra você.

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Perspectiva aberta
(Mauro A Evaristo)

Causou aos próximos comoção
Por decidida postura e posição,
Frisou com clareza tudo perdoado,
Mas afirmou sem medo acesso negado.

Tinha voltado ela a estudar,
Perspectiva aberta em se realizar,
Disse entender ele ter errado,
Mas não estava presa ao atraso.

Prestou concurso federal,
Abriu olhos para um novo ideal,
Tinha muito ainda por fazer,

Estudar melhorou seu Alto Auto Astral,
Não via mais sentido nesse conviver
Depois de visto o poder infinito do Ser.

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Tantos "nãos"
(Mauro A Evaristo)

O ambiente corporativo cobra atenção
Em contrapartida devolve muitos "nãos",
Não pode isso, aquilo ou aquilo outro
Chega ser milagre CLT não ficar louco.

O ambiente corporativo cobra atenção,
Mas se contrapõe com tantos "nãos",
Milagre é CLT não ficar louco,
Tantas exigências por tão pouco.

As cobranças do ambiente de trabalho
De tantas desvalorizam o salário,
Estressam muito, devem ser pra estressar,

Ao CLT cabe escolher o fardo
Que não venha com tanto pesar,
É preciso vida no meio de tanto trabalhar.

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Ponto de equilíbrio
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho feito rascunhos
Usando lápis (grafite) e papel,
Escrever de próprio punho
É suavidade análoga ao mel.

A palavra tem poder e coerência
Cobrada em qualquer vivência
Nada adianta se dizer mental
Bufando e agindo feito animal.

É preciso um ponto de equilíbrio
Para se desenvolver o raciocínio,
Não quero morrer buscando salvação

Quero paz em meu canto com os Livros,
Quero lucidez e toda compreensão
Pra nunca rejeitar a evolução.

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