Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
O amor é azul
Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.
Voltar não é uma opção.
Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.
Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.
Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...
Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...
E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...
E ele nos levou
a um belo campo distante...
Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?
E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...
Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...
Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...
Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...
As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...
As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...
O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...
Doeu perceber.
Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...
"Te afastei...
com medo de não te caber.
Mas você ficou."
Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:
— O nosso amor
é único e verdadeiro.
E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.
E naquele instante,
entendi:
o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️
Brasília, 27 de agosto de 2010
A dádiva de um Sonho
“Oh! Brasília…
Esperei-te tanto!
1891 – 1960”
“Os sonhos são engraçados, pois estão sempre a um passo da realidade.”
Os “Prós e Contras”
As tramas históricas, nas quais havia três grupos:
1º Ligado a JK (após 1956);
2º Geopolítico (desde o século XIX);
3º O grupo de Goiás (desde a década de 1920).
Teia de aranha:
Quantos nomes e histórias!
Cenas entre Dom Bosco e Brasília...
Parecia uma igreja, um sonho, da terra prometida, de nascentes com águas límpidas,
grandes livros, grandes traduções e de um lugar onde a terra tocava o céu (ou seria o contrário? Não sei).
Depois deuses da mitologia:
homens grandes e fortes, de vozes firmes, movidos pela grandiosidade da missão que carregavam.
Um excelente roteiro para compreender, com mais profundidade, o período da construção de Brasília.
Ano de 1956 e...
LUZES, CÂMERA E CONSTRUÇÃO.
A história continua:
Pró-mudanças (1955);
Comício de Jataí (abril);
Israel Pinheiro;
Posse de JK (janeiro);
Marechal José Pessoa deixa a comissão (abril);
Ernesto Silva assume a comissão (maio);
Criação da NOVACAP (setembro).
Quantos nomes, quantas ideias e um sonho!
Brasília foi construída pela NOVACAP em 1.309 dias corridos
— três anos, sete meses e um dia —,
de 19 de setembro de 1956 a 21 de abril de 1960,
com operários vindos “espontaneamente” de todos os recantos do Brasil.
Quantas pessoas, quantas histórias, quanta confusão e quanta poeira...
Era Brasília nascendo:
do suor, do braço, da raça.
Eram pessoas cheias de esperança e sonhos.
Eram pessoas injustiçadas, que conheceram o lado amargo de um sonho em construção,
mas que guardam na lembrança a satisfação de terem participado da dádiva de um sonho.
Um sonho que falava de um lugar onde a Terra tocava o céu...
Mas acho que se enganaram.
Porque aqui é um PEDACINHO DO CÉU!
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Matar fantasmas e criar sonhos
“Deveria ter que sacrificar 27 alunos apenas por um?”
Sinceramente, prefiro acreditar que essa frase não tenha sido dita em referência às crianças com deficiência, porque isso, além de injusto, ignorante e preconceituoso, seria desumano.
Na verdade, falou muito e não falou nada...
Não sei se falou de crianças com deficiência, das mais agitadas ou, quem sabe, daquela criança quietinha, lá no canto. Enfim, tudo é relativo.
Já trabalhei em diferentes situações, e a minha opinião não muda: para mim, o que mais atrapalha a minha sala de aula são a direção e os pais. As crianças serão sempre a melhor parte!
No meu processo de ensino, não coloco todas no mesmo “saco”, porque cada uma é única, com sua própria bagagem de vida, suas necessidades e suas peculiaridades.
Não, eu não sou uma superpessoa, mas faço sempre o melhor que posso. E, se a minha meta é ensinar, eu vou ensinar! Da maneira que o Joãozinho consiga aprender e que a Maria fique feliz.
Não me importa transformar a sala de aula em um palco ou em um circo, porque não estou ali como telespectadora: faço parte da festa! Brincamos juntos enquanto aprendemos, porque a vida é isso: aprender sempre, inclusive com a dor. Mas eu prefiro aprender com amor.
E sempre deu muito certo!
Meu TCC foi sobre “A importância da ludicidade na aprendizagem de crianças: Educação Infantil”. Para mim, a aprendizagem floresce quando é regada com afeto, respeito, imaginação e brincadeira.
E uma observação para quem pensa que isso é apenas teoria: não, não é! Já trabalhei com quatro crianças com necessidades específicas ao mesmo tempo, entre elas crianças com síndrome de Down, deficiência intelectual (DI) e autismo.
E, só para constar, imaginem retirar da sala de aula cada criança que incomoda ou que, por algum motivo, não se encaixa naquele ambiente...
Particularmente, eu fui aquela criança quieta, calada, que o professor esquecia e cujo nome nem sequer lembrava.
Talvez seja por isso que eu me esforce tanto para fazer a diferença na vida das crianças. Procuro conhecer cada uma delas, compreender suas particularidades e encontrar maneiras de ajudá-las a aprender, respeitando suas diferenças.
Afinal, nem toda criança que fica quieta está bem, assim como nem toda criança agitada está simplesmente querendo atrapalhar. Cada uma tem seu próprio mundo, suas dificuldades e sua maneira de se expressar. E é justamente por isso que não podemos reduzir uma criança ao comportamento que apresenta em sala de aula.
E, em qualquer lugar em que eu esteja, sempre serei a pessoa que dará mais trabalho. Questiono, procuro entender e não me contento com respostas vazias. E, mesmo assim, terei que expulsá-los, porque ninguém quer ir embora...
Talvez a educação precise de menos julgamentos e mais disposição para compreender. Menos rótulos e mais oportunidades. Porque ensinar não é escolher quem merece permanecer, mas encontrar caminhos para que todos tenham a oportunidade de aprender.
Foi assim que encontrei o meu jeito de ensinar. Não porque sou uma superpessoa, mas porque sei que, por trás de cada criança, existe uma história que nem sempre conhecemos.
E, se um dia fui aquela criança que passava despercebida, hoje procuro ser a educadora que percebe, acolhe e faz a diferença.
Porque, para mim, educar vai muito além de ensinar conteúdos: é ajudar a criança a descobrir suas capacidades, enfrentar seus medos e acreditar que pode ir muito mais longe do que imagina.
É olhar para aquela criança que tantos consideram um problema e enxergar alguém que também precisa de oportunidades, afeto, compreensão e respeito.
É não permitir que os fantasmas de uma infância difícil determinem os sonhos de uma vida inteira.
É matar fantasmas e criar sonhos.
O PIX pela FÉ
Um mendigo me pediu dinheiro no centro da cidade. Falei que não tinha sacado nenhum dinheiro, mas ele disse que aceitava PIX. Quando tirou um iPhone do bolso, quase roubei o celular dele! 😂😂😂
Mas acabei dando um dinheiro, porque vi o nome e era o do meu sogro, já falecido. E, para completar, naquela noite eu tinha sonhado com ele... 🤔😌
Preenchendo as Brechas da Biblia
Está na minha lista: fazer um upgrade em toda a Bíblia... 😂
Na verdade, talvez eu não vá fazer um upgrade, mas apenas preencher algumas brechas...
Porque são justamente nessas brechas que, muitas vezes, o homem coloca seus próprios limites, suas interpretações e sua necessidade de explicar o inexplicável.
E, quando tentamos colocar Deus dentro dos limites da nossa própria compreensão, acabamos deixando de fora aquilo que há de mais extraordinário:
o milagre.
Talvez seja por isso que eu não queira reescrever a Bíblia, mas apenas olhar para os espaços que ficaram em branco...
Porque é justamente ali que pode existir aquilo que o homem não consegue explicar, mas que Deus é capaz de fazer.
Afinal, o homem, por sua própria natureza, pode acabar se tornando uma verdadeira “Pedra de Tropeço” — não para Deus, mas para si mesmo — quando se perde na necessidade de transformar o mistério em algo pequeno, compreensível e limitado.
E eu prefiro deixar algumas portas abertas...
Porque onde termina a explicação do homem, talvez seja justamente onde começa o extraordinário de Deus. ✨
Edineurai SaMarSi
Um Pedaço de Amor
A melhor parte é quando um aluno do primeiro ano chega com a mãe, trazendo UM pedaço de bolo de aniversário, me entrega na frente de todos, e eu fico completamente sem graça — afinal, eu nem era a professora dele.
E, para completar, a mãe ainda solta aquela pergunta que não se faz para crianças dessa idade:
— Pensei que fosse para a sua professora. Você não gosta dela?
Antes que a pessoinha pudesse responder, eu me apressei:
— Eu vou dividir com ela! 😂
Enfim... o que quero dizer é que, quando um gesto assim vem de uma criança, ele carrega uma verdade que não precisa de explicação.
É um gesto espontâneo, puro e desinteressado.
É carinho sem cálculo, sem obrigação e sem esperar nada em troca.
É amor em sua forma mais simples e verdadeira. ❤️
Edineurai SaMarSi 🌷💙
Existem dias ruins e dias piores
Um brinde aos dias piores
Que passemos por eles como se fossem apenas dias ruins!
Sobre a fidelidade: uma boa companhia é como um bom livro; não se consegue ler dois ao mesmo tempo, e nem sequer se deseja fazê-lo.
A democracia não é apenas um arranjo institucional de governo, mas um pacto moral entre cidadãos.
Sua beleza está em exigir que a vida pública seja sustentada pela honestidade, pela consciência ética e pela fidelidade à verdade.
Quando esses fundamentos se corrompem, não é a democracia que fracassa em si mesma, mas a ausência dessas virtudes que a esvazia e a transforma em ilusão.
A caridade não deveria ser vista como um gasto inútil, mas como um dever moral que todos os privilegiados financeira deveriam cumprir.
Acreditar que o sucesso financeiro justifica a indiferença perante o sofrimento alheio é um erro profundo, visto que a verdadeira riqueza de uma sociedade se mede também pela sua capacidade de cuidar dos vulneráveis.
Enxergar a caridade como um desperdício de recursos revela uma profunda miopia social, esquecendo que o desenvolvimento coletivo sustenta o próprio sucesso individual.
Isolar-se em uma bolha de privilégios e virar as costas para quem precisa é um erro que empobrece a alma e enfraquece os laços que unem a humanidade.
Cemitério é um campo sagrado e santo, nele não há acepção de pessoas, portanto, viva intensamente, mas não perca a essência, afi-
nal estamos, nada somos.
A verdadeira transformação pessoal começa quando entendemos que ajudar o próximo é um dever moral que eleva o nosso próprio espírito.
“Ao chegar ao fim de uma das ruas do conhecimento, vislumbrei a ignorância e a admirei. Por um instante, desejei nunca tê-la conhecido. Mas, alguns passos adiante, ao dobrar a esquina, percebi na arte, um pouco de colorido na libertação da ignorância.
— Bruno Guedes
Quando o Trabalho Une, a Amizade se Torna um Exemplo para a Vida
Há histórias que começam com um emprego, mas acabam se transformando em capítulos inesquecíveis de nossas vidas. Há colegas que chegam por acaso e se tornam irmãos de caminhada. E há amizades tão verdadeiras que nem o tempo, nem a distância, nem o fim de uma empresa conseguem apagar.
A minha história com o Banco Auxiliar de São Paulo começou em julho de 1977. Naquela época, eu não imaginava que aquele lugar me proporcionaria muito mais do que uma profissão: dar-me-ia amigos que levaria para a vida inteira.
Aos poucos, fui conhecendo pessoas, compartilhando experiências e construindo amizades. Um dos primeiros amigos foi Edmilson Napolitano. O ambiente de trabalho era tão acolhedor que, entre os diversos setores, os funcionários se conheciam, interagiam e se ajudavam. Sem perceber, estávamos formando uma grande família.
No início dos anos 1980, o banco iniciou um importante processo de modernização, com a implantação do Projeto Alpha. Como o projeto seria estendido às agências de todo o Brasil, foram formadas equipes com especialistas de diferentes áreas. Tive a felicidade de ser escolhido para integrar uma delas.
Passei, então, a viajar por diversas cidades brasileiras. Costumo dizer que a competência é irmã gêmea da sorte: quando nos preparamos e trabalhamos com dedicação, as oportunidades encontram espaço para acontecer.
Certa segunda-feira, após conversar comigo sobre a implantação do projeto em Rio Claro, meu chefe, Manuel Maia, informou que eu viajaria para Salvador, na Bahia, onde permaneceria por vários meses, implantando o projeto nas agências da região.
Foi nesse período que conheci melhor Marcos Fuga, gerente e coordenador-geral do Projeto Alpha. Além de um profissional competente, ele se tornaria um dos meus maiores exemplos de solidariedade e um dos meus melhores amigos.
Fuga atravessava um momento difícil, após a separação de sua esposa, e estava hospedado em um pequeno hotel próximo ao trabalho. Eu, por minha vez, morava em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, e enfrentava uma longa viagem até o aeroporto para embarcar nos voos das seis horas da manhã.
Foi então que Manuel Maia teve uma ideia brilhante: sugeriu que nós dois morássemos juntos, para que pudéssemos ajudar um ao outro.
Ao nos apresentar, Maia disse, em tom de brincadeira:
— Quero apresentar o Albino, o nosso português. Ele mora muito longe e está difícil chegar ao aeroporto. Que tal vocês dividirem a moradia?
Marcos, com seu jeito espontâneo e bem-humorado, respondeu:
— Você está querendo me arrumar uma esposa?
Fiquei sem saber onde enfiar a cara, tamanha era a minha vergonha! Mas consegui responder que tinha certeza de que seria bom para todos nós.
E foi mesmo! Moramos juntos durante quatro anos. Foram anos de convivência, aprendizado e companheirismo que fortaleceram uma amizade que permanece até hoje.
Em meados de 1986, porém, recebemos uma notícia devastadora: o Banco Central do Brasil havia decretado a liquidação do Banco Auxiliar. Naquele momento, eu trabalhava no Rio de Janeiro. Foi um golpe doloroso para todos nós, que havíamos dedicado tantos anos àquela instituição.
Mas a história da nossa família não terminou com o fim do banco.
Continuamos unidos. Quando alguém conseguia um novo emprego, procurava abrir as portas para outro colega. A solidariedade que havíamos aprendido no ambiente de trabalho transformou-se em apoio concreto nos momentos de dificuldade.
Os anos passaram, mas nossa amizade permaneceu. Até que a querida colega Teresinha Mira teve a brilhante ideia de organizar um encontro anual dos amigos do Banco Auxiliar. A iniciativa tornou-se uma grande celebração, esperada por todos.
Infelizmente, alguns desses encontros também nos trouxeram a tristeza de saber que amigos queridos haviam partido para sempre. Suas ausências doem, mas suas lembranças continuam presentes em nossas conversas e em nossos corações.
Em 17 de outubro de 2026, celebramos 49 anos dessa história de amizade, iniciada em 1977. Quando uma festa termina, já começamos a pensar na próxima. Afinal, reencontrar antigos colegas é também reencontrar uma parte importante de nós mesmos.
Guardo com carinho os nomes de tantos amigos que fizeram e continuam fazendo parte dessa caminhada: Jorge, Miguel, Fuga, Edmilson, Albino, Edmar, Maurício, João Carlos, Fator, Silas, Douglas, Geraldão, Silva, Rogério do RH, Milaré, Ricardo, Élcio Branco, Teresinha, Abigail, Bete, Cecília, Rosário, Solange, Rosana Alves, Élcio Preto, Lineu, Maia, Rosana Moraes, Leide, Prates, José Roberto, Campana, Telma, Valdete, além de tantos outros que também merecem meu carinho e minha gratidão.
São muitas as histórias engraçadas vividas durante a implantação do Projeto Alpha. Infelizmente, não caberiam todas nestas páginas. Talvez um dia eu consiga contá-las, para que nossas aventuras também permaneçam registradas na memória das novas gerações.
Hoje, compreendo que o maior legado daquela época não foi apenas o trabalho realizado, mas a amizade que construímos e a solidariedade que aprendemos a praticar.
Reflexão do Peregrino Nino Carneiro
“Na caminhada da vida, os empregos podem terminar, as empresas podem fechar e os caminhos profissionais podem mudar. Mas a amizade verdadeira não depende de crachás, salários ou cargos. Ela sobrevive às dificuldades, vence a distância e permanece viva mesmo quando alguns amigos já não estão entre nós.
A verdadeira riqueza de uma vida não está apenas no que conquistamos, mas nas pessoas que ajudamos, nos amigos que preservamos e no bem que deixamos pelo caminho.
Que nossa história sirva de exemplo para a sociedade: quando o respeito, a união e a solidariedade fazem parte de nossas relações, até o fim de um ciclo pode ser o começo de uma amizade para toda a vida.”
Viva a família do Banco Auxiliar de São Paulo!
Peregrino Nino Carneiro
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