Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Efeito Pavlov é você ver um vídeo de humor muito duvidoso e já pensar na frase "Kwai, seu app de vídeos curtos"
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo II — Fragmentos
Ou matas, ou acabas apunhalado.
Neste mundo condenado, para estabelecer vínculos, é preciso estar disposto a suportar o peso esmagador do ódio. O “amigo”, essa ficção social, figura entre os principais agentes do sofrimento. Em algum momento, inevitavelmente, desprezar-te-á quando a tua utilidade atingir o seu prazo de validade.
Não por maldade deliberada, mas porque a compreensão entre os homens é uma farsa, um pacto rompido antes mesmo de ser firmado. As pessoas não se interessam pelas razões que motivam as tuas ações.
Reagem apenas à superfície dos gestos.
Fingir, ocultar, proteger... tudo é interpretado como traição.
«No Hospital Dr. Bernardinho Camanga, na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, um homem ocultou a verdade de outro, acreditando que poupá-lo do desespero de uma doença terminal seria um ato de compaixão. Imaginou que poderia consolá-lo ou alimentá-lo com a esperança de uma possível recuperação, embora lhe restassem apenas três dias de vida. Quando a verdade emerge — como sempre emerge —, a amizade desfaz-se, contaminada pela mágoa e pela decepção.»
A intenção, ainda que nobre, é sempre relegada ao esquecimento. O que subsiste é a acusação, a ruptura, o silêncio.
O mundo fracassa porque não há compreensão; nem entre os homens, nem entre os animais, nem sequer entre as plantas, essas testemunhas silenciosas da degradação. Um único mal-entendido basta para romper um vínculo. Um lado afunda na depressão; o outro, na decepção.
Uma amizade de anos dissolve-se num instante. Ninguém deseja ouvir explicações. Exige-se transparência absoluta, e qualquer ambiguidade é punida com desprezo. Mesmo quando se mente para proteger, colhe-se ódio. A sinceridade não redime; a intenção não absolve. Por isso, quem aspira escapar dessa prisão miserável acaba por evitar a convivência.
O homem que vive só, fala só, caminha só: esse homem, ainda que dilacerado pela dor, é o único que já não pode ser ferido.
Não possui vínculos; logo, não pode ser traído.
Já não ama; portanto, já não é odiado. Não se relaciona; por isso, não se decepciona.
Erros? Só existem porque há outros para julgá-los.
Na solidão, o homem não erra: ele apenas é.
As pessoas assemelham-se às águas de um rio: fluem, passam, desaparecem. Tornam-se ausentes mesmo quando permanecem ao lado. Estão vivas, mas como mortas; incapazes de lembrar, ouvir ou socorrer. A sua ausência torna-se mais presente do que a própria presença. À distância, são moldadas pela vontade alheia, convertendo-se em marionetes nas mãos de quem melhor as manipula.
Pessoas são instrumentos. Nada mais.
A África, entre tantos exemplos históricos, é a ferida exposta dessa verdade:
Se não dominas, serás dominado.
Se não enganas, serás enganado.
Se não exploras, serás explorado.
Se não matares, morrerás.
Eis a lógica imunda do mundo: violência, domínio, ilusão.
O sofrimento é o indício mais honesto da existência.
Ele atesta a ausência de paz, de sentido, de finalidade. Não há serenidade na alma: se é que a alma existe.
O mundo é um palco desprovido de propósito. Um deserto de significados.
Tudo aquilo que chamamos de “sentido” não passa de uma construção desesperada; uma ficção que inventamos para suportar o fardo de existir. Criamos os problemas e, em seguida, simulamos as soluções.
Mas...
qual é o sentido de nascer para morrer?
Qual é o sentido de viver para sofrer?
Qual é o sentido de esquecer para depois lembrar, e lembrar para depois se arrepender?
Qual é o sentido?
Não há. Apenas fragmentos.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Epílogo
Ponderei, afinal, que a vida é um cemitério; e nós vivemos num enterro.
O ser humano não busca perdão, busca afirmação.
Não deseja habitar o céu; ambiciona possuí-lo.
Enquanto monologava, percebi que o diabo habita a terra, e o interior dos próprios homens. Não há outra via de salvar a espécie senão extingui-la; enquanto formos incapazes de preservar a paz, a harmonia e a ordem, a nossa existência não passará de um erro de cálculo da natureza.
Cada ser é o monstro de si mesmo; ainda assim, todos se apressam a julgar os erros alheios, como se isso aliviasse o fato de que somos, todos, contagiosos: a maldade humana é uma patologia infecciosa, e nós a disseminamos pelo mundo.
Talvez seja egocentrismo de minha parte; talvez porque não conheça a intimidade da sociedade — o que, por si só, já seria uma desonra —; ou talvez porque já não consiga reconhecer a humanidade em nós. Sinto que a essência do ser humano reside na retórica, não na verdade; na força, não no diálogo; no caos, não na ordem.
Aliás, o verdadeiro assassino silencia; os peões fazem ruído.
E cada um de nós ou é o assassino por trás de tudo isto, ou é o peão: a ponte que permite a sua consumação. Ao fim, não passamos de mais uma lógica impura que a natureza não consegue corrigir.
Não encontrei com quem dialogar. Então, afastado da asfixia social, isolei-me — e passei a monologar.
E, no meio de todo esse tédio, algo me disse:
Vocês são a falha da criação. Não há perdão. Restará apenas a memória após a extinção.
Por trás de um homem feliz há sempre uma grande guerreira que simplesmente se recusa a aceitar qualquer situação que não seja a felicidade.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo III: Perguntem à Sociedade
A sociedade grita; os facínoras respondem.
Por mais que o homem finja lutar pela paz, pela justiça, por uma ordem mundial: o caos persiste. Não é intermitente. É contínuo. Não se trata de um acidente: é o alimento da espécie.
O ser humano fortalece-se na destruição do outro.
Nutre-se do sofrimento alheio, expande-se na dor do semelhante e só se percebe vivo quando rebaixa outro ser humano.
As guerras são inevitáveis: civis, mundiais, familiares, mentais. Sempre haverá guerra.
A desigualdade não é uma falha do sistema: é o seu motor.
Não há projeto de sociedade justa, porque não há desejo genuíno de justiça, apenas ambição disfarçada.
O humanismo é uma bela mentira.
Uma ideia que pressupõe que o ser humano é capaz de humanidade. Não é.
Ele deseja poder. Fala de amor, mas anseia dominar. Prega igualdade, mas, em silêncio, aspira à superioridade. Reclama liberdade, mas apenas a sua. E a dos outros? O humanismo fracassou porque jamais teve fundamento real. Hoje, não passa de um ornamento filosófico destinado a encobrir o egoísmo coletivo.
Um governo busca subjugar outro.
Um “amigo” tenta controlar o outro.
Um marido trai. Uma esposa engana.
Uma criança assiste à morte de alguém amado e, desde cedo, aprende que o mundo é um matadouro de afetos.
Um motorista provoca um acidente. A polícia ignora.
Onde está o humanismo aqui? Onde reside o amor ao próximo?
A misantropia não é escolha. É consequência.
É a única resposta lúcida diante da decomposição social. É o reconhecimento de que a crueldade humana é natural, inevitável — funcional à própria engrenagem da civilização. E os deuses do nosso tempo — potências econômicas, impérios tecnológicos, elites globais já delineiam o futuro com frieza clínica: selecionarão os “tipos humanos” que lhes são úteis e eliminarão, sem hesitação, os excedentes, os descartáveis.
A matança será limpa. Administrativa. Legal.
A hipocrisia, outrora vício, tornou-se virtude social. Confunde-se, inclusive, com inteligência. O mundo não se importa com o que você é: apenas com o que possui, com o que produz, com o que pode oferecer.
O ser humano é, por natureza, invejoso, ciumento, malicioso.
Se necessário, sacrificará o vizinho, o colega, o irmão ou o amigo para preservar os seus. Mas “os seus” são sempre os mais fortes: os filhos dos chefes, os aliados dos líderes, os protegidos dos impérios.
E os outros?
Camponeses, serventes, pedreiros, pescadores; mártires anônimos.
Esquecidos. Sepultados com honras simbólicas e desprezo real. Seus filhos perpetuarão a condição de servidão no mesmo sistema que os consumiu.
Eis a sociedade. Eis a civilização.
Um vasto teatro imundo, onde o “social” não passa de máscara e o “humano”, de pretexto.
O verdadeiro homem nobre é aquele que renuncia.
Que se afasta dos vícios do convívio.
Que prefere a solidão à farsa da amizade.
A amizade, como toda relação humana, funda-se no interesse. É uma barganha travestida de afeto. Quem oferece amizade, em alguma medida, pretende adquirir algo.
E a confiança?
Nicolau Maquiavel já disse o suficiente:
“A confiança é a ponte mais curta para a traição.”
Ser social é ser predador;
Ser social é ser oportunista;
Ser social é ser imoral;
Por isso, sou misantropo.
Por isso, adoto o anti-humanismo. Eis a minha identidade. O meu estado natural.
A convivência humana é uma farsa sustentada por egos famintos: uma comédia grotesca de vaidades e disputas vazias.
A sociedade cultiva a mediocridade, pune o pensamento profundo e sufoca qualquer impulso de interioridade.
Se existe alguma forma de redenção — e disso duvido — ela reside no afastamento da massa, na solidão deliberada, na renúncia ao convívio.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Cap. IV: Como São Chamados: Monstro ou Deus?
Todo ser humano carrega um monstro dentro de si.
Um monstro invisível aos olhos alheios, mas dolorosamente perceptível às emoções de quem o abriga. Nenhum instrumento é capaz de detectá-lo. Ele habita os recantos mais obscuros da alma, nutrindo os desejos mais vis e orientando as ações mais destrutivas.
Chamam-no de “deus”, mas esse deus não cria mundos, não concede vida, não oferece consolo. Apenas consome. Apenas destrói. Reina soberano sobre o caos interior de cada indivíduo.
Esse monstro manifesta-se por meio de conflitos, ódios, exclusões, cobiças, luxúrias, ciúmes, invejas e desprezos.
Não pede licença. Impõe-se.
E, em troca, oferece algo: a promessa de auxiliar-nos na realização de nossas ambições desde que entreguemos a consciência em sacrifício.
A inveja, por exemplo, não se limita a corroer; ela propõe um pacto. Sugere o caminho mais curto para a ruína daquele que mais se destaca.
A “deusa inveja” apodera-se do coração humano e o converte em predador.
Nada permanece fora de alcance: matar, trair, manipular, sacrificar os próprios aliados; tudo em nome da autopreservação, tudo em nome de si mesmo.
O ser humano criou deuses, fetiches, sistemas de crença, na tentativa de dominar a si próprio — e fracassou.
Agora, essas entidades imaginárias conduzem a sua ruína.
Todos querem parecer heróis. Todos querem ser vistos.
Mas ninguém admite agir movido pela vaidade. O elogio é uma droga que inflama o ego; a vergonha, uma coleira que aprisiona a vontade. Ambos são grilhões.
No início, todos tentam resistir ao monstro que os habita. Logo, porém, percebem que esse monstro constitui a própria essência. E rendem-se. A emoção prevalece. A razão cede. Resta, então, a obstinação cega — destrutiva.
Não se deve mudar ninguém. Cada ser escolhe o que é: ou o que merece ser.
Assim, o monstro nasce da escolha livre daquilo que se decide ser.
O ser humano é um resíduo. Uma aberração ambulante. A sua existência é uma sentença: uma enfermidade. E, por isso, está condenado ao sofrimento. Nada o salvará: nenhum deus, nenhum amor, nenhuma sociedade.
O mesmo miserável que se viu ameaçado pelos seus semelhantes criou a polícia para se proteger. E a polícia — essa encarnação da lei — tornou-se, hoje, um dos seus mais cruéis inimigos. Finge proteger enquanto reprime. Finge servir enquanto saqueia.
O mesmo desgraçado elegeu um governo para guiá-lo e protegê-lo. E agora rasteja sob o peso daquilo que criou. O poder que ergueu o esmaga. O monstro que alimentou o devora.
E agora ele vive...
Reclamando;
Mendigando dignidade;
Carregando uma existência miserável, hostil e inútil.
O ser humano é incapaz de aprender com o próprio erro.
Repete, repete e repete — como um tolo fascinado pelo próprio fim, governado pelos monstros (ou deuses) que ele mesmo engendrou.
Qual o propósito de quem é atípico a um código que parece incompleto perante sua perspectiva de realidade? O trabalho do bem é invisível em uma sociedade egoísta?
Glóbulos brancos se sentiriam deslocados em suas funções, caso se comparassem com a maioria de glóbulos vermelhos e suas funções de existir.
Hora caveira viva, hora caveira morta.
Somos seres mais inconscientes que conscientes. E para onde o consciente direciona, o corpo as vezes padece.
Ações ecoam no mundo, existir é resistir. O propósito é o bem comum. Quem tem espírito de líder nasceu pra guiar, mas a realidade é que a sociedade explora isso, não reconhece e lambe botas do chefe padrão, que parece normal e respeita hierarquias abusivas para segurar a imagem.
O que te move? O que silenciamos e qual o custo?
As vezes deixamos nossos guias para trás por influência e alienação da matéria, e o vazio que elas causam.
Não existe cópia do que é original.
O peso de ser original é não ter manual do que sentir e muitas tentativas de silenciamento de quem se silenciou.
O ser humano consegue criar tecnologia para que um avião abasteça
outro avião em pleno ar.
Mas ainda não aprendeu
a abastecer sentimentos
entre si.
"Argumentar ignorância diante de um erro já revelado não é uma proteção, é uma prisão. É escolher a máscara social em vez da essência."
Um Sistema Político que Incentiva o "Toma Lá, Dá Cá"
O Brasil adota um sistema chamado "presidencialismo de coalizão" . Como o presidente raramente elege a maioria no Congresso, ele é forçado a formar uma aliança com dezenas de partidos para governar. Para garantir apoio no Legislativo, o Executivo precisa distribuir cargos e verbas a esses partidos, muitas vezes cedendo pastas estratégicas (como Transportes e Cidades) em troca de lealdade. Essa negociação constante cria uma estrutura onde o uso de recursos públicos para fins políticos (fisiologismo) é institucionalizado e facilmente degenera em desvios e propinas .
Impunidade Histórica e Justiça Lenta
Por muito tempo, o sistema judicial brasileiro foi visto como um "escudo" para os poderosos. Regras como o foro privilegiado (que permite que autoridades só sejam julgadas por tribunais superiores) e a morosidade da Justiça fizeram com que, durante décadas, poucos políticos ricos e influentes fossem efetivamente presos . A sensação de que "a Justiça nunca chega" sempre foi um dos maiores combustíveis para a corrupção. Embora operações como a Lava Jato tenham quebrado parte desse ciclo de impunidade, as raízes do problema permanecem profundas.
Cultura Política Patrimonialista
Historicamente, o Brasil herdou de Portugal uma lógica de confusão entre o público e o privado. Por muito tempo, tratou-se o Estado como uma extensão da casa do governante, onde nomear parentes (nepotismo) e usar a máquina pública para beneficiar aliados era visto como algo natural e não como crime . Embora essa prática seja hoje proibida em tese, a cultura do "jeitinho" e do favorecimento pessoal ainda permeia muitas esferas da administração pública.
Partidos Fracos e Facilmente Cooptáveis
O Brasil tem um sistema partidário extremamente fragmentado e com baixa disciplina ideológica . Existem mais de 30 partidos, muitos sem programas políticos claros, que funcionam como "balcões de negócios". Nessas condições, os parlamentares trocam de partido com facilidade, e as legendas são usadas mais para garantir acesso a fundos públicos e cargos do que para representar a população. Essa fragmentação dificulta a fiscalização e aumenta o custo para manter uma base de governo estável .
Altos Custos de Campanha e Financiamento Empresarial
Por décadas, o financiamento de campanhas eleitorais por grandes empreiteiras e empresários criou um ciclo vicioso. As empresas faziam doações milionárias (legais ou ilegais) para eleger políticos, que, em troca, garantiam contratos superfaturados ou benefícios fiscais. O esquema revelado na Operação Lava Jato é o maior exemplo disso, envolvendo a empreiteira Odebrecht e a Petrobras em um esquema que pagou propinas para políticos de diversos partidos .
Tolerância Social e "Síndrome de Vira-lata"
A pesquisa mostra que, por muito tempo, houve certa complacência social. Muitos brasileiros, cansados da ineficiência do Estado, passaram a aceitar que "rouba, mas faz" ou acreditavam que a corrupção era um "mal necessário" . Além disso, há quem defenda que o Brasil tentou importar modelos políticos dos Estados Unidos e da Europa sem adaptá-los à nossa realidade social, resultando em um sistema que "na prática, não funciona" como o esperado .
---
Houve Mudanças Recentes?
Sim, a partir da década de 1990, e especialmente nos anos 2010, o Brasil construiu um dos sistemas de combate à corrupção mais avançados do mundo (a chamada "Nova República" do combate à corrupção), com a criação da Lei da Ficha Limpa e o fortalecimento da Polícia Federal e do Ministério Público.
No entanto, essas mudanças também geraram um efeito colateral: a política brasileira se tornou extremamente polarizada, e o combate à corrupção muitas vezes se misturou à disputa política, resultando em instabilidade institucional (como o impeachment de Dilma Rousseff) e na ascensão de discursos radicais .
Em suma, a corrupção no Brasil não é um fenômeno simples, mas sim um sintoma de uma combinação perigosa entre um sistema político complexo, impunidade histórica e uma cultura de confusão entre o público e o privado.
O ser humano é um animal territorial que usa a arte, a política e a violência para tentar mascarar sua própria insignificância e sua falta de controle sobre o destino.
O amor é azul
Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.
Voltar não é uma opção.
Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.
Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.
Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...
Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...
E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...
E ele nos levou
a um belo campo distante...
Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?
E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...
Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...
Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...
Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...
As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...
As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...
O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...
Doeu perceber.
Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...
"Te afastei...
com medo de não te caber.
Mas você ficou."
Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:
— O nosso amor
é único e verdadeiro.
E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.
E naquele instante,
entendi:
o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️
“Amar alguém de verdade é encontrar paz no meio do caos… é olhar e sentir que, mesmo em um mundo cheio de incertezas, ali existe um lugar seguro. Não é sobre perfeição, é sobre conexão aquelas que não se explicam, só se sentem.
E quando é de verdade, até o silêncio entre dois corações vira conversa… porque o amor fala onde as palavras não alcançam.”
Me sinto um passarinho enjaulado nessa vida…
Enquanto o passarinho tem o canto para aliviar sua melancolia e tenho a escrita para aliviar a minha.
“Quando um cliente diz “o trabalho é bem simples”, o que ele está querendo dizer é: “quero pagar pouco”. – Mônica Fuchshuber
Acreditamos que uma folha de Papel um lápis
É uma borracha podemos apagar as escolhas certas ou erradas que fizemos bem que queríamos que fosse fácil assim .
Mas o tempo ele é Implacável fizemos nossas escolhas certas ou erradas e temos que conviver e aprender com elas sejam certas ou erradas
- Relacionados
- 54 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- 72 frases de amigos que reforçam o valor da amizade
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
