Um dia Percebemos Mário Quintana
Se amor um dia existiu no caminhar,
Não percebemos as flores morrendo.
O caminho alegre se entristeceu
E no horizonte ficou apenas o olhar.
Dos jovens que um dia nós fomos,
Ficou a presença nas tristes rugas.
Dos sonhos irrealizáveis sonhados,
Ficou a realidade do que somos.
A mudança é necessária quando percebemos que em nós existe insatisfação em continuar vivendo de uma maneira que não nos constrói.
Analisando o universo como um todo, percebemos embates entre fenômenos e matérias numa constante, qual vida própria manifesta, em constante modificação, sem contudo perder sua essência no todo. Quando efenece a vida animal, para onde esvae sua energia vital? Uma coisa é certa, o universo subsiste por infinita energia existencial, sem que humanos possam mensurar toda essa potência exponencial.
Estamos confinados e nem percebemos, e a cada instante vários são os eliminados. E nessa lida, quem poderia salvar a própria vida?
Nascemos neste mundo é a partir do momento que compreendemos as coisas percebemos que morre um pouquinho da gente a cada despedida de um querido ente. E os que vencem as barreiras do tempo sente o pesar da partida de tantas pessoas queridas, que nos deixam boas lembranças mas carregam um pedaço de nós. Porque ficamos diminuidos, sentindo um determinado vazio existencial daqueles os quais aprendemos a amar e considerar de uma forma incondicional.
Quando percebemos que a escuridão avança sobre nossas vidas, significa o abatimento de quem tem olhado muito para baixo buscando viver à sombra do desespero.
Nos falta a percepção de que devemos buscar olhar para o alto: É no alto que encontramos a luz que nos ilumina e o Deus que por tantas vezes clamamos.
Lembre-se: Um único gesto nosso pode mudar toda a nossa história.
De início parece que a dor apenas nos afundou ainda mais, mas logo percebemos que ela serviu para nos dar um grande empurrão.
Sabemos que a idade chegou quando:
Percebemos que fazemos ligações e vamos presencialmente aos lugares.
[...] E então percebemos que estamos aqui sentados, esperando um milagre, que talvez divino, mude, altere, transforme as cabeças e então as pessoas. E percebe mesmo que um ser não deve ser visto como mais que um simples ser, e que pessoas erram, falham, mentem e enganam, e somos todos luz e sombras. Ja diria Machado de Assis: "Suporta-se com paciência a cólica dos outros." - Pois quando alguém vive sua sombra, temos que acima de tudo entender, e respeitar. O Sol brilha para todos, e ele também tonar-se-é o melhor detergente ao qual possamos contar.
Os anseios se encerram quando o vazio cede lugar à totalidade e percebemos que estamos repletos da nossa própria essência.
Deus nos livra do mal, mas muitas vezes só percebemos o quão prejudicial algo era quando encontramos algo melhor.
É perante o fracasso que percebemos o verdadeiro caráter de algumas pessoas ao nosso redor, algumas choram por ver-nos ao chão, outras riem pelo impacto do seu próprio empurrão.
Muitas vezes bloqueamos tal sentimento que percebemos estar nascendo por medo de se machucar, e acabamos perdendo oportunidade de sermos mais felizes. Então se você gosta de alguém e sente que a pessoa sente o mesmo vai em frente e seja feliz.
Quando a verdadeira consciência assalta nossos sentidos vemos muito a frente, percebemos tudo com clareza e destruimos as muletas criadas por sistemas que objetivam engessar o indivíduo e CONTROLÁ-LO
O que fazemos com tudo que vemos, lemos, ouvimos e percebemos espiritualmente?
Reagimos ou agimos?
Questionamentos e reflexões ou imediatismo primitivo?
São nas atitudes que percebemos o verdadeiro intuito das pessoas. A maturidade nos coloca no ápice do observatório.
Nossa mente acelerada, tão cheia de afazeres que mal percebemos as correntes invisíveis que nos prendem a uma vida de trabalho incessante, de consumo desenfreado, de uma liberdade ilusória.
Cada dia é uma corrida, um empilhamento de tarefas, um constante estado de urgência, que nos impede de contemplar a beleza do mundo. De nos conectarmos com outros, de vivermos em plenitude.
Estamos tão cheios de afazeres que nos tornamos escravos de uma cadeia que não vemos, de uma prisão que criamos com nossas próprias mãos.
Temos tanto a fazer, tantos compromissos a cumprir, que mal percebemos a cadeia invisível que nos mantém presos sem sentir.
A corrente que nos aprisiona, não é de ferro ou aço, mas sim a pressão do mundo, que nos faz viver como embaraço.
Precisamos desacelerar, reconhecer as correntes, e nos libertar.
Às vezes me sinto perdido, sem lugar para pertencer, mas abraço a liberdade que me faz viver.
Eu sou um estrangeiro em qualquer lugar, sem raízes fixas, sem um lar para chamar. Eu sou um estrangeiro, um viajante sem lar. Não tenho terra, não tenho bandeira, apenas a solidão a me acompanhar.
Sinto a distância, o desconforto. Tento me encaixar, sem sucesso, como se eu fosse de outro porto.
Não me sinto em casa em nenhum lugar, nem na cidade, nem na natureza.
Sou um estranho, sem lar para habitar, sem pertencer a essa grandeza.
Em toda a nossa vida esperamos mais do que aproveitamos, não percebemos que a vida é tempo, tempo para tudo que percebemos dela, se alienados só perdemos tempo, vazios ficamos estagnados, cheios de fé no final faltará tempo e viveremos intensamente!
Quando percebemos, ele passou.O tempo.E com ele foram pedaços daquilo que nos edificou.Momentos.Hoje tenho gravado na lembrança, as cores do sorriso de criança. Infância.No velho retrato sob a mesa, todos juntos, contemplo e sonho com o dia de rever.Esperança.Todos aqueles que partiram e deixaram de aqui viver. Saudade. Para encontrar com Deus e me fazer sonhar, um dia vamos todos nos reencontrar.Certeza.
