Um dia a Gente se Conheceu

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O verdadeiro amor é um privilégio conquistado, não um direito distribuído.

A filosofia não é um acúmulo de respostas, mas uma metodologia viva: um modo rigoroso de pensar que transforma perguntas em caminhos e o pensamento em criação de sentido.

Deus não é ausente, só terceirizou a criação para um estagiário cósmico mal remunerado.

A morte de Jesus foi um reembolso que ele pegou de volta três dias depois. Se os pecados voltaram com ele, a crucificação foi só uma sesta de fim de semana. Ele teria feito um favor à humanidade se tivesse permanecido na tumba.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Deus é um roteirista preguiçoso: repete tragédias, recicla vilões e chama isso de “plano perfeito”.

Deus é um gerente cósmico incompetente: cria o caos, culpa os funcionários e se declara perfeito.

Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.

Quando a dívida de um pobre vale mais que sua moradia, a "propriedade privada" deixa de ser um direito e passa a ser um mito!

Um ser imortal não pode se sacrificar de verdade: quem pode morrer infinitas vezes nunca perde a vida, logo, Jesus nunca se sacrificou pela humanidade!

Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.

Para um crente, deus é verdade; Nietzsche absorveu esse preconceito religioso, pois ele sempre afirmou que a morte de deus é a morte da verdade

Deus não dá necessariamente valor intrínseco ou propósito à vida. Será deus um niilista? Se deus existe, a existência continua sem um sentido, pois qual é o sentido da existência divina? Se é deus quem escolhe o seu propósito, se deus dá sentido a si mesmo, então os humanos podem fazer o mesmo e não precisam servir aos desejos da divindade. Então a solução é que sejamos todos deuses, escolhendo nossos próprios destinos.

Existe um niilismo religioso existencial. Alguns religiosos podem simultaneamente ser niilistas ao acreditar que a vida neste mundo seja vazia enquanto apenas esperam por uma vida após a morte que não sabem se será melhor. Eles acreditam que divindades existem, enquanto também acreditam que as divindades não têm propósito nenhum para com humanidade, como se a humanidade fosse apenas um tipo de brinquedo divino.

As religiões são como empresas e são um movimento político extremista.

O racionalista pensa, enquanto o religioso reage à voz do seu domador tal como um animal treinado para atuar no circo.

Fé não funciona, qualquer visita a um hospital é suficiente para comprovar isso.

No cristianismo o machismo começa quando deus é pai e o seu filho é também um homem! Numa religião onde o divino é homem, o resto é inferior e submisso.

Eu rio bastante quando um cristão tenta me ameaçar com deus ou com o diabo: epistemicamente, o cristianismo tem a mesma credibilidade que fadas, papai noel e o coelho da páscoa... E nada é mais engraçado do que ver o cristão quebrar sua própria fé ao usar o nome de deus para julgar aquilo que, segundo ele mesmo, só deus poderia julgar.

Ser um "gênio dos testes" não impede ninguém de ser um "idiota funcional" na vida prática.