Um dia a Gente se Conheceu

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Nada humilha mais o ego humano do que um experimento bem feito.

O "natal" é o milagre anual onde famílias miseráveis celebram o nascimento de um homem que pregava a pobreza contraindo dívidas que não podem pagar, apenas para impressionar vizinhos que elas detestam com objetos de que não precisam.

A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.

Rezar é tentar subornar o juiz de um tribunal onde você já foi condenado antes de nascer.

O universo é o vômito divino, e nós somos os micróbios tentando encontrar um sentido na digestão alheia.

O gênio que despreza o suor ignora que a alavanca é apenas um pedaço de pau inerte até que o músculo do operário lhe dê utilidade; toda "eficiência" intelectual é um parasitismo estéril se não houver um braço disposto a mover o peso do mundo.

Se o paraíso existisse na terra, ele teria paredes úmidas, quentes e um controle de acesso muito rigoroso.

Ateísmo implica materialismo; materialismo implica humanismo; logo, a ideia de um ateu de direita é uma contradição em termos.

Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.

O ser humano é um ser estocástico por natureza; nossa genialidade nasce do erro, do esquecimento e do insight que surge quando menos o procuramos.

Se o diabo existe, ele deve ser o contador das igrejas, gerenciando fortunas em nome de um deus pobre.

Deus criou o mal para testar? Teste falho para um ser onisciente.

A civilização é um baile de máscaras onde o primeiro a mostrar o rosto é devorado pelos convidados.

Muitos veem o fim como destruição; o humanista vê um convite para viver cada instante como uma criação.

Amar é um ato de rebeldia contra o vazio, uma afirmação de que importamos uns para os outros.

O ateísmo devora deuses como um lobo faminto rasga carne podre, deixando apenas ossos para os tolos que ainda uivam preces vazias.

O tempo devora momentos como um predador insaciável, deixando esqueletos de memórias que rangem nos ventos do esquecimento eterno.

O sujeito nunca escreveu um livro, nunca resolveu uma equação que não viesse com gabarito, jamais fez uma descoberta filosófica ou científica digna de nota, não produziu uma obra artística sequer, mas anda por aí pavoneando o resultado de um teste de QI como se fosse um prêmio Nobel emoldurado. É o triunfo do potencial não realizado elevado à categoria de identidade: zero obras, zero feitos, zero contribuições, mas um número decorado para compensar o vazio. Um gênio em estado puramente imaginário, cuja maior realização foi preencher um formulário online e sair se sentindo um titã do pensamento.

Se o amor requer provas, o amor ao desconhecido é apenas um estelionato emocional.

Transformar o afeto em um dever é assassinar a espontaneidade do espírito.