Um Coração Generoso

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O Natal não é apenas uma festa no coração e no lar. É também a reafirmação da nossa atitude cristã perante a vida.

Chico Xavier
Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. FEB.

Nota: Texto do espírito João de Carvalho psicografado por Chico Xavier.

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São João do nordestino

A sanfona anuncia uma canção
A zabumba vai na batida do coração
O triângulo dá seu ritmo e compasso
E o forró vai surgindo no ritmo do seu passo

No nordeste tem esse tal de São João
Um festa de costumes e muita tradição
Todo mundo dançando forró de montão
Seja arrasta pé, xote, xaxado ou baião

Gente de tudo quanto é canto quer comparecer
O maior e melhor São João você deve conhecer
Caruaru e Campina Grande será seu destino
Brincar o São João do povo nordestino

Tem um monte de comida milho deliciosa
Difícil decidir qual é a mais gostosa
Canjica, pamonha, munguzá e bolo de milho
Cada uma com seu sabor e seu brilho

São João no nordeste é sinônimo de alegria
Uma festa de um povo que contagia
Com sua hospitalidade e muita simpatia
O nordestino é esse ser de muita sabedoria

“Coração dos outros é terra que ninguém pisa.”
Sempre enxerguei nessa frase uma forma de pensar duas vezes antes de mexer com os sentimentos dos outros. De uns tempos para cá começo a pensar no meu coração, nos meus sentimentos e no real significado desse ditado para quem é dono do coração, dessa “terra que ninguém pisa”.
É fácil dizer o que é ou o que pode ser bom para o coração do outro. Mas alguém perguntou ao centro das motivações dessa pessoa o que ou como se sente em relação a isso?
O coração é faceiro, engana seu dono, engana a si mesmo. Porém se engana sabendo que pode se quebrar: é um dano que se conserta, seu remédio é o tempo. E lá vai ele mais uma vez se aventurar!
Gosta de explorar novas terras, procurar novos lugares. Mas é independente e faz isso por si próprio. Não gosta de ter guia ou porta-voz. É um explorador convicto, mochileiro solitário. Se encontra-se confortável, por ali se instala. Então pode ser por pouco, muito tempo ou para sempre.
Meu coração é terra que ninguém pisa. E quando ele escolher um destino, mesmo que seja correndo o risco de partir-se em um milhão de pedaços, não adianta oferecer-lhe passagem ou passaporte para outras localidades. Porque ele sabe que, quebrando-se, o tempo juntará novamente todos os pedaços, quantas vezes for necessário.

Ei, rapaz, e daí se ela é gordinha? Você vai amar o coração dela ou a gordura dela? Vai beijar a boca dela ou a barriga dela? Vai gostar dela pelo o que ela é ou por quanto ela pesa? Vai querer ter futuro com ela ou com a largura dela? Aparência é apenas um detalhe, já caráter nasce com a pessoa, que infelizmente não é o seu caso!

Meu coração é do tamanho de minha morada.

Posso comparar meu coração com o tamanho de uma morada?
E se posso, qual tamanho escolheria?
Seria uma casinha simples nos montes, ou uma mansão luxuosa nos alpes?
Se meu coração fosse do tamanho de uma morada, o que eu colocaria em seu interior?
Pessoas ou objetos?
Sentimentos ou razões?
Meu coração, minha casa, meu refúgio d’alma.
Para adentrar em minha casa, não será tarefa fácil, será necessário será bater palmas em frente ao portão da confiança, ah! Isso será requisito para visitar meu coração.
Ao escutar o bater de palmas, espiarei pela janela d’alma, observarei atenta e cautelosamente e, se o calor das palmas, ecoarem para o interior do meu coração, abrirei suas portas.
Permito a quem desejo, desfrutar de minha morada.
Permito o calor da lareira, o aconchego do lar.
Mas, educada, paciente e carinhosamente, peço a quem entrar que não estrague nada.
Não estrague minha morada, por favor, não me danifique.
Se arrastar meus móveis, que os coloque no lugar, se sujar, limpe, se estragar, conserte.
Habite nele como a um morador zeloso, cuide de quem lhe deu abrigo.
Ah! Como eu gostaria que minha casa fosse uma obra inacabada.
Se assim o fosse, derrubaria, reformaria e nem um estrago ficaria.
Com pesar e olhos marejados descubro que quanto maior minha morada, maiores cuidados necessitarão e, quanto menor, mais difícil sua habitação.
Meu coração, minha morada, se não pequeno nem grande, mas do tamanho dos conflitos de minh’alma.
Meu coração, minha casa, meu enterro d’alma.

Pare um momento e sinta a brisa tocar sua
pele, deixe seu coração transbordar sentimentos,
deixe sua alma sentir a leveza do seu coração.
Hum... vontade se voar, abrir os braços e sonhar.
Caminhar entre as nuvens, espalhar pétalas de
rosas, sentir a chuva cair sobre meu rosto, cantar
com os passarinhos, numa perfeita harmonia...
Como é bom ser livre para amar.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

São muito estranhas as Bruxas.
Gente de coração desarmado,
sem ódios e preconceitos baratos.
Gente que fala com bicho e planta,
dança na chuva e se alegra com o sol.
Gente que cultua a Deusa e lhe faz celebrações.
Falam de amor com os olhos iluminados, como pares de lua cheia.
Gente que erra e reconhece,
cai e se levanta com a mesma energia das grandes mares.
Apanham e assimilam os golpes,
tirando lição dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.
Amam como missão sagrada
e distribuem amor com a mesma serenidade
com que distribuem o pão.
Gente que segue em busca de seus sonhos,
independente das agruras do caminho.
Gente que vê o passado como referencial,
o presente como luz
e o futuro como meta.

Olho para o céu.
Aquieto meu coração.
É de lá que vem meu amparo,
meu consolo, meu sustento.

Quando estamos com a alma
cansada e o coração triste a
melhor coisa a fazer é ir para
um cantinho só da gente,
fechar os olhos e falar com
Deus. Não importa que seja
em silêncio, pois mesmo
quando não conseguimos
proferir palavra alguma, Ele
é o único que consegue ler
o nosso coração.

Se o sentimentalismo traz conforto para seu coração, se não desfruta do caráter pleno independente das circunstâncias, se não faz por merecer um amor digno, você é uma mera aberração, pois não goza da virtude do seu próprio ser. Estar condicionado à coisas momentâneas não é dignidade de vida.

Ko: Não quebre o coração de ninguém, as pessoas só têm um.
Kei: Sim, quebre seus ossos. Elas têm 206 ossos.

Desde que o avistara, seu sangue e seu coração tinham criado alma nova.

Ariano Suassuna
SUASSUNA, A. A História do Amor de Fernando e Isaura. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2007
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Batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão.
Menininha quando dorme põe a mão no coração.
Sou pequenininha do tamanho de um botão,
Carrego papai no bolso e mamãe no coração
O bolso furou e o papai caiu no chão.
Mamãe que é mais querida ficou no coração.

Meu coração queima.
Algumas coisas enchem os meus olhos de lágrimas e a
minha alma de alegria...

é o meu Deus,
a sua inexplicável graça,
são as suas promessas...

Ele me conhece,
conhece os meus sonhos e as minhas frustrações.

Ele me ouve...
me responde...
nEle está o meu hoje e o meu amanhã.

Se você quer saber onde está seu coração, olhe para onde sua mente vai quando vagueia.

O amor é como Bacon, te faz feliz é bom, acumula no coração, mas quando é de mais, te adoece e mata

Nossa fé jamais é tão completa, que chegamos ao ponto em que o coração não é mais embaraçado com dúvidas. E nosso arrependimento nunca possui tal pureza que se torna completamente isento de dureza de coração. O arrependimento é um ato que dura toda a vida. Precisamos orar cada dia por um profundo arrependimento.

Silêncio de um coração


Você não sabe o que é olhar nos
seus olhos e dizer te amo.
Você não imagina o que significa
estar ao seu lado e não saber se sinto
algo por você...
Eu não sei dizer o que se passa, é
tudo tão confuso.
Eu gostaria de explicar o que meu
coração quer dizer, mas não posso.
Passo o dia tentando descobrir o
dizer do silêncio do meu coração.
Não quero errar com você, não
quero maguar-te.
Antes suas palavras me faziam
sorrir e imaginar minha vida ao teu
lado, mas hoje não é assim...
Se por um lado eu digo que não sei
o que se passa, do outro eu tento não
ouvir o que meu coração tenta me dizer;
não te amo como ontem...
O verão passou, hoje o inverno bate
em meu coração...

Poema Mestiço

escrevo mediterrâneo
na serena voz do Índico

sangro norte
em coração do sul

na praia do oriente
sou areia náufraga
de nenhum mundo

hei-de
começar mais tarde

por ora
sou a pegada
do passo por acontecer...