Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida
Tristeza, noite que se aprofunda em escuridão,
trazendo sussurros de mais além, do vale e dos ermos,
vozes que flutuam em sustenidos em tristes ais,
é difícil sermos felizes e despreocupados, quando sabemos,
que há em algum lugar deste planeta lindo,
uma guerra que destrói e mata, levando inocentes,
que dão seu último olhar para o céu, pedindo paz...
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
O IMPÉRIO DE MASCA
Uma sátira sobre o quê?
Era meados de maio, em 2020, quando este reino saudou, por imposição de seu nobre Monarca, a nova soberana.
Esta ¨amiga do povo¨ oferecia proteção contra a invasão do bárbaro Sars, “O Temível”.
Num cenário em que a manchete era de caos iminente, com sintomas aqui e acolá, a providência monarca parecia atender aos interesses gerais.
Masca, a Imperatriz, então, chegou ovacionada como salvadora da pátria.
A figura vindicava, com muita elegância, tão e somente o respeito às suas regras, aquelas tidas como básicas, para as quais nem o mais abastado de intelecto haveria de discutir, porquanto dispostas em nome do bem supremo (saúde e tranquilidade para todo o Império).
Todavia, de início, queixas e desconforto; extrema confusão, pessoas sem identidade; ruídos controversos de opinião.
Incômodo! É fato, diante da nova Imperatriz, pairava na gente do reino.
Mas…com o tempo, quase todos renderam-se, súcubos de tão hipnótica majestade.
Aquela figura, solerte e receosa de abandono, cuidou de mostrar nova roupagem, para o agrado da população.
Colorida, alegre e engraçada, até mesmo personalizada, tudo ¨de acordo com o desejo de cada integrante do reino¨, acolhendo de um jeito lúdico e especial, até mesmo os pequeninos, antes livres da perturbadora discussão.
Era tanta beleza espalhada, que até memorava a outra disposta em arte no centro do mundo moderno, em Les Amants, René Magritte.
A figura a quem aqui se dá o título de imperatriz, afinal, não parecia tão cruel.
Justificativas não faltavam para a sua defesa; seus súditos manifestavam desculpas inclusive quando se esqueciam de saudá-la; confusão, as pessoas de fato mudaram seu comportamento, adaptando-se ao novo comando.
Contudo, por razões toldadas, não havia felicidade no ímpeto daquela nação.
As vozes calaram-se, os sorrisos desapareceram, o ar tornou-se de difícil inspiração e expiração; entretanto - porque no coração do povo ¨há bondade e empatia com o próximo", tinha-se de respeitar a coletividade, sob pena de banimento.
Verdadeira tirana e abusadora social, em verdade, vilipendiou todos os valores. Fustigou os rostos, escamoteou risos e aproveitou para represar informação, funcionando como um simulacro de mordaça, sufocando o conhecimento.
Até mesmo os mais íntimos da lei que enxergavam aqueles despautérios preferiam o silêncio, receosos de maior restrição de suas já parcas liberdades.
Movimentos e dança também sucumbiram, não obstante tóxicos resultados durante a atividade física.
Abusos deveriam ser suportados por um bem maior, ainda que por mau.
Sorrisos, expressões, ar, liberdade, tudo efêmero perto do novo e permanente rebuço.
Liberdade em raras ocasiões, por exemplo, quando sentados os discípulos para alimentação. Porém, quando na vertical, a canga retornava, porque ressurgia das cinzas o invasor.
Mas para quê revoltar-se? Afinal protegidos, enfeitados e alguns até confortavelmente escondidos por detrás do novo adereço.
O bafo da dentadura melhor solitário.
Até os tímidos, desta vez, ganharam força (perderam a voz, de vez).
A Soberana negava a verdade, colocava uns contra os poucos, confundia suas vítimas, ao mesmo tempo em que elogiava-as por terem a coragem de defendê-la e glorificá-la.
O tempo transcorre.
A maioria vibrou em medo, depressão, sofrimento, isolamento.
A minoria despertou para a cruel realidade e bradou: ABUSO!
No horizonte a liberdade da já sempiterna abusadora. Agora finalmente “democracia”!
Um édito real (do Monarca) decretou a sua separação do Império, já preocupado com o novo destino de seu Reino, o qual deseja ampliar, não sem aprovação unânime de sua já fiel população. A conviva agora já não lhe servirá!
Estaria a Imperatriz descartada, não fosse o pânico difundido e consequente prestígio conquistado.
Muitos querem a manutenção de forças da Cruella De Vil, nefanda comensal; afinal, criou-se com ela um vínculo, uma espécie de conexão pessoal, emocional e até mística! Confortáveis, por de trás da escuridão querem permanecer.
Sentimentos positivos em relação à nobre tirana, negativos contra quem a menoscaba, vociferando anátemas (rebeldes negacionistas, egoístas, burros, bois, etc); o povo é seu convivas, além de partilhar das idéias da grande irmã.
Encantados pela algoz, muitos até desejam, mas não conseguem abandoná-la.
Simbioticamente, em verdadeira SÍNDROME DE ESTOCOLMO, quem reinou foi o abuso, a cegueira, a incoerência e a falta de união.
Sieg Heil!
Escrito em março de 2022
Não perca o seu tempo se perguntando como o mundo será daqui 10 anos.
Se pergunte todos os dias: Como eu quero o mundo daqui 10 anos e como posso ajudar a criar este futuro que tanto desejo?
Aprendemos melhor pelo exemplo, pois assim, seremos mais influenciados do que se apenas ouvíssemos ou lêssemos a respeito. E por tal aprendizado se dar usando vários sentidos, a chance de esquecermos as lições, por certo, diminuem.
Não vamos conseguir mudar o mundo simplesmente com uma ação, mas podemos ajudar a mudar o futuro de alguém que poderá tentar mudar o mundo com suas ações !
Da capital para interior
Ando sozinho na noite escura,
Pego o caminho da amargura,
não sei para onde vou,
se ainda tenho cura.
Deixo para trás minha armadura,
meu par de botas, minha ferradura.
O que está no passado
somente o tempo cura.
Hawking me disse: "olhe para cima",
Newton falou: "gravidade explica",
mas quem explica é Freud
e todos acreditam.
(Jauahallau-nehu E. C. da Silva, Juazeiro-BA, 24/07/2021)
O que conhecemos claramente produz menos medo que aquilo que é somente imaginado ou que é nos apresentado de maneira obscura.
Achilles - O cerne fundamental da idiocracia reside na exacerbação da idolatria a qualquer ídolo.
Nero - Mesmo para os Deuses? Creio que, o idiota sempre irá adorar o que o espírito inflama.
Achilles - O espírito nada mais é, se não, camadas profundas que se manifestam além do domínio do corpo e seu centro de órgãos.
Nero - Pelo contrário, meu grande amigo, o espírito e o corpo são um somente, o mesmo sistema que os mantêm em órbita e aceleração centrípeta, também os tem unidos como unidade, o corpo obedece suas restrições, e o espírito está a mercê do que pode alcançar diante suas correntes, a consciência nada mais é que um construto de finitos processos quimícos que se derivam da matéria, a mesma força que o permite questionar a própria natureza, é a mesma força que faz mover o cosmos.
Achilles - Mas o que faço com minha capacidade, esse sim é quem verdadeiramente sou. Pergunto-te, Nero, o que seria o cosmos e a força se não houvesse o espaço para direcionar o movimento? Portanto, ouso dizer, o movimento apenas pode acontecer por haver de existir um espaço para direciona-lo, que cujo espaço esse transcende Matéria, e Corpo.
Às vezes me perguntam por que estou sempre buscando novos conhecimentos. A resposta é simples! Eu tenho responsabilidade sobre as decisões das pessoas que confiam em meu trabalho.
Viajamos por muitos lugares, não é mesmo? Tudo brilhou aos meus olhos como se fosse algo novo. E vocês sempre estiveram presentes nessas memórias.
(Himmel)
Se eu morrer desse jeito, tudo o que eu aprendi com ele sobre coragem, determinação e companheirismo, todas essas memórias preciosas também não desapareceriam deste mundo?
(Heiter)
Não se alcança o sucesso fazendo tudo de maneira perfeita, mas realizando o que realmente importa de modo correto no momento certo.
Numa noite de verão, eu adormeci com medo que, na minha família, nunca nada vá mudar e que eu vá me sentir sozinho para sempre.
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