Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida

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Bigorna.


A vida é um oceano de sentimentos infinitos.
Nele, a paixão surge como fogo breve: ardida, quente, intensa, mas passageira.
Logo atrás, espera o amor — silencioso, paciente, profundo.
Mas entre a paixão e o amor erguem-se muralhas: angústia, insegurança, desespero.
São martelos que batem nas cicatrizes do passado, transformando lembranças em peso, e o peso em prisão.


Pensamos demais, e ao pensar, colocamos os problemas na frente daquilo que poderia nos salvar.
Deixamos que a dor ocupe o espaço que pertence ao amor.
E assim, o coração se torna campo de batalha: entre o que arde e o que cura, entre o que corrói e o que liberta.


Talvez o segredo não esteja em expulsar a angústia, mas em atravessá-la.
Não em negar a insegurança, mas em reconhecê-la como parte da jornada.
Porque só quem enfrenta o desespero pode compreender a profundidade do amor.
E no fim, é o amor que permanece — não como chama, mas como raiz.

Quebrar o que o outro construiu é um fardo atrofiado, não uma vida vivida nem honra neste círculo atrofiado.

Que vida é essa que vivemos? Um desapego distante do amor e da felicidade, noites vazias sem aconchego. Não há casal que resista a viver uma vida sem amor.

Na verdade, na vida tudo é emprestado ou uma troca de vantagens.
Por exemplo:
não ofereça um riacho a quem nunca sentiu o peso de carregar uma lata d’água na cabeça,
não entregue um oceano a quem não sabe velejar,
não dê uma mina de água a quem sequer possui um copo para beber.

Quando você é um ser de alto valor e bondade, jamais será uma dúvida na vida do outro. Afinal, bons exemplos atraem para si dias melhores.

Um dia não é suficiente para viver uma vida de rotina repetitiva; mesmo tendo um cronograma para viver cada dia de forma diferente, a vida acaba sempre propondo a mesma rotina.

O teu feitiço fracassado já não tem espaço na minha vida.
Você — exatamente você — despertou um assombro que me tirou do pesadelo embrulhado em inocência.
Ao despertar, vi tudo claro, como um cristal sob a luz do sol.
No fim, agradeço: foi você quem me mostrou a realidade vivida.

Diziam os antigos: o segredo da vida é viver um dia por vez, sem se perder nas sombras do ontem nem correr à frente do amanhã...

Os antigos costumavam dizer: o segredo da vida está em viver um dia de cada vez — sem se deixar arrastar pelas sombras do ontem, nem se precipitar nas promessas do amanhã...

O homem percorre a vida como um eterno aprendiz. Desde o primeiro instante, busca compreender o mundo, decifrar seus mistérios e acumular experiências que moldam sua existência. Aprende com os erros, com as vitórias, com o silêncio e com o barulho da própria consciência.
Mas, paradoxalmente, quando finalmente domina uma lição, muitas vezes a esquece — não por descuido, mas por conveniência. O esquecimento torna-se ferramenta, uma forma de manipular o saber para transformar a verdade em vantagem. Assim, aquilo que deveria ser sabedoria se converte em estratégia, e o aprendizado, em moeda de troca.
A vida, então, revela sua ironia: o homem aprende para crescer, mas também desaprende para conquistar. Entre memória e esquecimento, constrói caminhos que nem sempre refletem justiça, mas que revelam sua natureza inquieta e ambiciosa.

Será que vale o transtorno de guerrear, quando a vida é um presente de Deus?
A guerra consome não apenas corpos, mas também almas. Ela rouba o brilho dos olhos, apaga sorrisos e transforma esperanças em cinzas. O que se ganha em batalhas, perde-se em humanidade.
A vida, ao contrário, é dom divino: é o sopro que nos desperta a cada manhã, é o abraço que aquece, é o canto dos pássaros que anuncia esperança. Se cada instante é dádiva, por que desperdiçá-lo em conflitos que apenas multiplicam dor.
Talvez o verdadeiro heroísmo esteja em escolher a paz, em cultivar o perdão, em semear amor onde o ódio insiste em florescer. Porque no fim, o maior triunfo não é vencer inimigos, mas preservar o milagre da vida que Deus nos confiou.

Será que é só uma vez na vida pra amar.
Não… o amor não cabe em um único gesto,
nem se limita a um instante que passa.
O amor nasce, renasce, se refaz no peito,
é semente eterna que brota mesmo na dor.
Não é o amor que dura pouco,
somos nós que às vezes partimos antes do tempo.
Mas quando ele chega verdadeiro,
faz da vida um livro inteiro,
não apenas uma página.
Porque amar não é só uma vez,
é para a vida toda —
em cada amanhecer que desperta esperança,
em cada silêncio que guarda ternura,
em cada coração que aprende de novo a sentir.

A vida é um grande plantio
Mas não se engane:
nem toda semente floresce,
nem todo desejo merece colheita.
Você pode cavar a terra com esperança,
regar sonhos com suor e fé,
mas a vida, impiedosa, só entrega
o que você tem força para carregar.
Quer ser feliz?
Entenda de uma vez:
flores só nascem em mãos feridas,
raízes só se firmam onde há luta,
e o que não resiste… o vento leva.
A vida não perdoa preguiça,
não protege ilusos,
não embala quem espera sem agir.
Ela cobra, molda e testa.
E se você não aprende,
arranca pela raiz,
para ensinar na pancada
o que o coração insiste em negar.

A vida é um sopro do infinito que se manifesta no finito, quando o finito deseja se tornar infinito perde sua essência, pois o verdadeiro sentido não está em possuir tudo, mas em compreender o todo. O caminho não é sobre vencer os outros, é sobre vencer a si mesmo, afinal a força não é imposição, a força é harmonia do infinito com o finito.

A vida é um rio que nunca cessa, fluindo entre margens de incerteza e esperança. Cada instante é uma gota que se perde e se renova, lembrando-nos que existir é sempre recomeçar.
O amor, por sua vez, não é apenas encontro de corpos ou promessas ao vento. É um idioma secreto que se escreve nos silêncios, nos gestos pequenos, na coragem de permanecer quando tudo parece desmoronar. Amar é aceitar o mistério do outro e, ao mesmo tempo, descobrir-se no reflexo que ele nos devolve.
E o fascínio… ah, o fascínio é o brilho que nos mantém despertos. É o olhar que se detém no detalhe, o arrepio diante do inesperado, a sensação de que há sempre algo maior escondido atrás do cotidiano. Fascinar-se é permitir que o mundo nos surpreenda, mesmo quando já acreditávamos ter visto de tudo.
Assim, vida, amor e fascínio não são caminhos separados, mas fios que se entrelaçam. A vida sem amor seria apenas sobrevivência; o amor sem fascínio, rotina sem magia; e o fascínio sem vida, apenas sonho não vivido.

Um pouco de loucura,misturado a uma boa música deixa a vida menos monótona.

“Para muitos, o sucesso é um insucesso para sua vida.”


— Anderson Silva

A vida é um risco, nem porisso a minha é um rabisco. Sigo vitorioso na linha que Deus escreveu para mim.

A roleta vai girando
Qual roda da vida
Um conto de fadas
Uma Estrada Florida
ou Caminho difícil
Lamacento
Tudo é vida
e nada funciona
Cem por cento
Se não choverem flores
No teu caminho ruim
Faça acontecer
Mesmo assim
A vida é e sempre será
Uma jóia muita cara
Mas alguns de nós
Precisam saber
A maneira correta
de a lapidar
Um dia a roleta pára
No início
ou no fim
E tudo que restar
Medos e segredos
Guardados e esquecidos
Sob a égide de uma lápide
E, talvez
Algo muito bonito
Esteja escrito ali.

Edson Ricardo Paiva

Chega um dia na vida
Que a medida de tudo
Muda
A passagem do tempo
E a contagem das horas
Dinheiro contado
O Relógio emudece
Cresce a escuridão
Escurece
E tudo é medido
Pela altura
Nessa altura da vida
É que se descobre
Descobri
Que eu não sou quem eu era
Eu morri
Faleci de esperar
O dia que não veio
Morri de tanta espera
Bem no meio da vida
Esperei por ela
Parado
Bem no meio do passeio
Um arranjo de flores
Hoje, em meio a essas dores
Não sei se era pra mim
Ou se pra ela
Minha causa mortis
Desnuda
Fingindo vestida
Foi vida
De todo despojada
Minha vida me matou
Enquanto a vivia
Triste a morri
E a vida seguia
Morri de vida
Sem rumo
Sem prumo e nem norte
Eu morri uma morte linda
de morte despercebida
Enquanto a vivia ainda.

Edson Ricardo Paiva.