Um Beijo para Ti
O meu lugar nas Bodas do Cordeiro ninguém vai tomar, e o meu nome do livro da vida ninguém vai tirar!
Mesmo se eu não conseguir falar, a minha alma vai cantar pra Ti, Mesmo que eu só falo em pensamentos sei que podes me ouvir!
Ainda que caiamos da montaria, mesmo confuso, ainda que Deus diz: Dura coisa é para ti recalcitrar contra os teus próprios agrilhoes, coisa dura é você dar a volta sobre si mesmo para poder, assim, enxergar o novo tempo e uma nova oportunidade.
Então, estendo a mão a ti,
Pois não fui feito para odiar aqui.
Que Deus nos una, nos faça crescer,
E o desprezo nunca mais possa vencer.
Seja na bonança ou no temporal,
Meu coração repousa em Ti.
Pois sei que és Deus, soberano e leal,
Senhor do vento, da chuva e do mar, sem fim!
O medo grita, a fé sussurra,
Mas escolho em Ti descansar.
Pois sei que, ao som da Tua ordem,
O vento e o mar vão se acalmar.
Bendito seja o Teu nome, ó Rei,
Que governa os céus e sustenta os meus pés.
Em Ti encontro a paz que me embala,
Nos dias de luz e nas noites sem fala.
Se o dia brilha, Te exalto em festa,
Se a noite vem, não vou temer.
Pois sei que em Ti há paz eterna,
E em Teus braços posso viver.
Voltar não é vergonha, é coragem e fé,
É dizer: “Jesus, sem Ti não dá
Ele abre os braços, limpa a ferida,
Te dá nova veste, nova vida.
Consagro a Ti o amor que nasceu sob a Tua luz.
Que não seja apenas emoção, mas aliança em Ti.
Que cada palavra, gesto e decisão seja conduzida pelo Teu Espírito.
Abençoa nossos caminhos, alinha nossos propósitos
e ensina-nos a amar como Cristo amou a Igreja:
Declaro que o que foi iniciado por Ti será fortalecido dia após dia,
e nenhuma força contrária poderá apagar o que o Teu Espírito selou.
Um futuro onde caminhamos lado a lado,
cheios de propósito, sendo um para o outro apoio e cobertura.
Senhor, ensina-me a festejar com gratidão,
e não com orgulho.
A desfrutar sem me esquecer de Ti,
e a considerar que tudo vem das Tuas mãos.
Na fartura, que eu adore.
Na escassez, que eu confie.
Faz do meu coração um altar constante,
em todas as estações da vida.
Em nome de Jesus, amém.
Agradeço pela frieza que enfrentei,
Pois ali eu aprendi que só em Ti me apoiei.
Quando faltou o abraço, veio o Teu consolo,
Quando me deixaram, Tu me foste o solo.
Obrigado, Pai, até pelas feridas,
Pois nelas senti Tua presença bendita.
Transforma a frieza que me rodeia,
Em brasas de amor, numa alma que anseia.
Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.
VIII - Caso Democracia
Ainda que por ti tenha tamanho afeto, fui néscio ao constar em parte teu.
Sofri o que minhas lágrimas a ti contaram, a dor e o porquê mensura-se, pois dos homens fui cativo em ordem humana, sendo assim, amiúde pejoso vício e ignávia fantasia.
Todavia, uma brisa leste sustou-me tal censura, posto que não houve nenhuma razão para o feito. Desta feita, estou a par de que uma só é a verdade.
Portanto, torna-me um em teus braços vulgares e desperta o que de mim suportas.
Sinto falta da troca de mensagens bobas ao longo do dia e, de cada pequeno detalhe de ti, dos quais me apaixonei... Sinto falta de te ouvir dizer que o dia foi duro, que está cansado e precisa deitar-se. Sinto falta de adormecer enquanto velo teu sono. Sinto saudade de acordar no meio da noite e te ver dormir igual criança...
Meus beijos
Meus beijos pra ti beijar, formosa sobre os teus lábios trêmulos se ajoelha, e embebem e as asas bolem como a abelha no perfumado cálice da rosa.
O fulgor do teu olhar incendeia minha alma, e rendido a ti, desvencilho-me do tempo, tornando-me criança outra vez, entregue ao espanto da descoberta.
O amor...
acho ser esse sentimento que dá grandezas às coisas simples. Que dá beleza aos gestos tímidos, que dá sentidos e claridades aos vagos e pálidos viveres de aí, de aqui...
É isso de sabor da gentileza tocada, da simplicidade beijada, da frivolidade a dois, já tão lindamente, consagrada.
Isso da confluência de querer, da transcendência de pensar, um ser e estar, já tão, intimamente, clareadas.
É namoro de mar e luar. É abraço sem espaços. É encontro, por vezes, sem presenças, é enlace, por sempre, sem tangências.
Amor é valor...
quando lembrança da leveza, quando constância da entrega, quando celebração da espera, quando reverência à chegança do TEMPO em ânsia e sem exitância .
Como não dizer ainda... herança de uma noite, a consagrar de todos os brilhos e delírios, um dia.
Como não dizer, sobretudo, de um SENTIR, emblemadado em canção, versado em paixão, eternizado no irrepetível e raro da emoção.
Sabemos ser amor...
na crescência dos desejos, na sintonia dos sonhos, na completude da entrega, na afinidade única e íntima de um DIÁLOGO. Esse que amadurece, que eleva, que amplia , acolhe e aquece tudo.
Talvez amar seja mesmo isso...
Um encontro entre almas, que se acharam corpos, para renascerem, vidas. Talvez seja mesmo, toda essa intensidade, toda essa amplitude, toda essa profundidade que, pela emoção, vai tecendo e enternecendo um denso e imenso existir.
Esse raro e indecifrável encontro, que acontece pelas esquinas do "acaso" para ser, em duas existências, uma mesma ETERNIDADE.
