Tudo Oque eu Sentia Acabou
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Existe uma crença muito popular de que o primeiro amor nunca morre.
Hoje, penso que isso é verdade, mas não da forma que a maioria das pessoas imagina.
O primeiro amor não permanece vivo porque continuamos apaixonadas. Ele permanece vivo porque se transforma em parte da nossa história. Ele deixa de ocupar a sala principal da alma e passa a morar em um lugar muito mais distante, silencioso e tranquilo.
Quando somos jovens, acreditamos que aquele sentimento é o centro do universo. Cada conversa parece decisiva. Cada encontro parece eterno. Cada despedida parece o fim do mundo. Vivemos tudo com uma intensidade que só a inexperiência permite.
Mas a vida continua.
Os anos passam.
Nós mudamos.
Aprendemos.
Caímos.
Recomeçamos.
E, sem perceber, chegamos a um ponto em que olhamos para trás e enxergamos aquela antiga história com outros olhos.
Não existe mais dor.
Não existe mais apego.
Não existe mais a fantasia de que tudo deveria ter sido diferente.
Existe apenas uma lembrança.
Uma lembrança guardada como uma fotografia antiga dentro de um baú empoeirado, no canto mais profundo do coração.
E, curiosamente, quando abrimos esse baú depois de muitos anos, não encontramos sofrimento. Encontramos sorrisos.
Sorrimos das mensagens dramáticas.
Sorrimos dos ciúmes sem sentido.
Sorrimos das promessas eternas feitas por duas pessoas que ainda nem sabiam quem eram.
Sorrimos porque finalmente compreendemos que aqueles jovens estavam apenas tentando aprender algo que ninguém nasce sabendo: amar.
A maturidade tem esse poder extraordinário. Ela não apaga o passado. Ela reorganiza o lugar que o passado ocupa dentro de nós.
Aquilo que um dia foi uma tempestade se torna uma memória.
Aquilo que um dia parecia insubstituível se transforma em um capítulo.
Aquilo que um dia ocupou todos os pensamentos passa a ocupar apenas alguns segundos de nostalgia serena.
E talvez essa seja uma das maiores provas de crescimento emocional. Não é esquecer. Não é negar. Não é fingir que nunca aconteceu.
É lembrar sem desejar voltar.
É agradecer sem sentir falta.
É honrar a história sem querer revivê-la.
Porque o primeiro amor não morre.
Ele apenas troca de lugar.
Sai do centro da nossa vida e encontra repouso em um pequeno espaço da memória, onde permanece como um lembrete gentil da pessoa que fomos um dia.
E quando alcançamos esse estágio, percebemos algo bonito: não sentimos saudade daquela pessoa. Sentimos ternura por aquela versão de nós mesmas que ainda estava aprendendo a viver.
E você, quando pensa no seu primeiro amor, sente falta de alguém... ou apenas sorri ao lembrar da pessoa que era naquela época?
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Existe uma teoria silenciosa que atravessa a vida de muitas pessoas sem nunca ser dita em voz alta: para encerrar um grande amor, é preciso escrevê-lo.
Escrever tudo.
Sem filtro.
Sem orgulho.
Sem tentativa de parecer forte.
Apenas a verdade crua de tudo aquilo que ficou preso no peito durante anos.
Durante muito tempo, eu acreditava que esquecer era o objetivo. Que superar significava apagar. Mas com o tempo eu compreendi algo muito mais profundo: não é o silêncio que cura um amor antigo, é a coragem de dar forma a ele.
Quando escrevemos para alguém que já seguiu a vida, não estamos tentando trazer ninguém de volta. Estamos, na verdade, devolvendo a nós mesmas aquilo que ficou suspenso no tempo.
É como abrir um baú fechado há anos e finalmente permitir que o ar entre.
E quando esse ar entra, tudo muda.
As memórias deixam de ser fantasias inacabadas e passam a ser reconhecidas pelo que realmente foram: momentos curtos, intensos, muitas vezes idealizados por uma mente jovem que ainda não sabia diferenciar amor de projeção, desejo de realidade, possibilidade de destino.
Escrever esse tipo de carta é quase como transformar lembranças em literatura. Algo entre um romance exagerado e uma peça trágica, onde Shakespeare encontraria espaço para todas as idealizações que criamos sobre o que poderia ter sido.
Mas o mais curioso não é o conteúdo.
É o efeito.
Porque ao escrever sem esperar resposta, sem esperança escondida, sem qualquer intenção de reabrir portas, algo dentro de nós finalmente se reorganiza. O amor deixa de ser um fantasma que assombra e passa a ser uma história que foi vivida, encerrada e compreendida.
Existe uma dor inicial, sim. Mas ela é diferente. Não é a dor da ausência. É a dor da liberação.
E aos poucos, aquilo que antes era urgência emocional se transforma em lembrança tranquila.
O que era fantasia se dissolve.
O que era idealização perde força.
E o que sobra é maturidade.
A maturidade de entender que nem todo amor precisa de continuação para ter significado. Alguns amores existem apenas para nos ensinar quem éramos quando sentimos pela primeira vez algo tão intenso que não sabíamos nomear.
E quando finalmente escrevemos tudo, sem maquiagem emocional, algo inesperado acontece: o apego perde a estrutura. Porque aquilo que foi totalmente exposto deixa de ter espaço para permanecer escondido dentro de nós.
Talvez o verdadeiro desapego não aconteça quando esquecemos alguém, mas quando conseguimos contar a história inteira sem precisar mais revivê-la.
E você, o que aconteceria dentro de você se escrevesse hoje tudo o que nunca teve coragem de dizer para um amor do passado?
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Hoje eu estou focada no amor que eu construí. E quando eu digo isso, eu preciso começar lembrando de algo que fez parte da minha história: um primeiro amor adolescente, intenso, confuso, cheio de idealizações, promessas silenciosas e sentimentos que pareciam maiores do que o próprio mundo.
Naquela época, eu acreditava que aquilo era tudo. Que aquele tipo de amor definia destino, definia caminho, definia quem eu seria para sempre. Mas era apenas o começo da minha jornada emocional, onde eu ainda não sabia diferenciar o que era intensidade do que era maturidade, o que era imaginação do que era realidade.
Com o tempo, a vida me mostrou que aquele primeiro amor não era um lugar para eu morar, mas um capítulo para eu aprender.
Hoje, olhando para tudo o que construí depois disso, eu percebo o quanto eu mudei. Eu não sou mais aquela menina que confundia ausência com significado, nem aquela que acreditava que o amor precisava do caos para ser verdadeiro.
Hoje eu estou feliz. Eu estou realizada. E essa realização não vem de um passado idealizado, mas de um presente construído com consciência, com escolhas e com reciprocidade.
Eu amo e sou amada reciprocamente.
E isso, para mim, é completamente diferente de tudo o que eu conheci naquele primeiro amor adolescente. Porque agora não existe mais idealização, não existe mais espera, não existe mais dúvida constante sobre o lugar que eu ocupo na vida de alguém.
Existe presença.
Existe estabilidade.
Existe construção.
Quando eu olho para aquele primeiro amor da adolescência, eu não sinto mais dor. Eu sinto compreensão. Eu entendo que era uma versão minha tentando aprender a amar com as ferramentas que tinha naquele momento. E está tudo bem com isso.
Mas hoje eu vivo algo que não me desorganiza por dentro. Pelo contrário, me alinha. Me traz paz. Me fortalece.
O amor que eu construí na vida adulta não é feito de idealizações, mas de escolhas diárias. Ele não me tira de mim. Ele me devolve a mim.
E isso muda tudo.
Porque eu aprendi que o verdadeiro amor não é aquele que marca o começo da nossa história emocional, mas aquele que encontra a gente quando finalmente já sabemos quem somos.
E hoje eu sei.
Eu não estou mais presa ao que foi. Eu estou presente no que é.
E isso, para mim, é liberdade.
Se essa reflexão te tocou, siga o perfil, curta, compartilhe, comente o que achou e leia a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. E eu te pergunto: o que acontece dentro de você quando você para de viver no eco do primeiro amor e começa a reconhecer o amor que você realmente construiu?
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Tudo muda quando a gente amadurece de verdade.
A última vez que eu vi o homem que um dia foi o meu primeiro amor da adolescência, eu tive uma sensação estranha dentro de mim. Não era saudade. Não era dor. Era quase uma dúvida silenciosa, como se eu estivesse olhando para alguém que um dia significou tudo, mas que hoje já não ocupa mais nenhum lugar dentro da minha construção emocional.
Eu cheguei a me perguntar se realmente era ele.
Ou se era apenas a lembrança dele tentando se encaixar em algo que já não existe mais.
Porque nós já não somos mais aquelas pessoas. Não somos mais os adolescentes cheios de idealizações, de urgências emocionais, de sentimentos sem direção. Nós nos tornamos versões completamente diferentes, moldadas pelo tempo, pelas escolhas, pelas experiências e pelos caminhos que cada um decidiu seguir.
Hoje, nós somos partes de histórias separadas.
E está tudo bem.
Existe uma paz estranha, quase serena, em reconhecer isso sem resistência. Em não tentar reabrir capítulos que já foram encerrados pela própria vida. Em entender que algumas conexões não desaparecem com raiva ou trauma, elas simplesmente deixam de fazer parte de quem somos.
E, no lugar disso, fica a gratidão.
Gratidão pela adolescência que foi caótica, confusa, intensa, cheia de sentimentos que eu ainda não sabia nomear. Porque foi exatamente esse caos que me ensinou a diferenciar o que é idealização do que é amor real. Foi ele que me levou até o meu próprio amadurecimento emocional.
Se eu não tivesse vivido aquele primeiro amor, talvez eu não tivesse aprendido a reconhecer o que é reciprocidade verdadeira.
Hoje, o amor que eu vivo é completamente diferente.
O homem que eu reconheço hoje me ama com presença. Me traz paz. Me respeita. Me escolhe. E eu também o escolho todos os dias.
Eu o amo profundamente.
E esse amor não é feito de confusão, nem de dúvidas antigas, nem de idealizações do passado. Ele é feito de reciprocidade, de construção diária, de maturidade emocional e de consciência.
Hoje eu entendo que o verdadeiro amor não me tira de mim mesma. Ele me mantém em mim. Ele não me desorganiza. Ele me alinha.
E quando eu olho para tudo isso, eu percebo o quanto a vida é inteligente em suas formas de ensinar.
O primeiro amor não era destino.
Era aprendizado.
E o amor que eu vivo hoje não é coincidência.
É escolha.
E isso, para mim, é paz.
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Chega um momento da vida em que tudo muda de lugar dentro de nós.
O passado deixa de ser um lugar para onde eu retorno em busca de respostas, e passa a ser exatamente o que ele sempre foi: memória. Algo que existiu, que me formou, que me atravessou, mas que não me prende mais.
E isso não acontece de forma brusca.
Acontece em silêncio.
Acontece quando eu percebo que já não sinto necessidade de revisitar certas dores para me entender. Quando eu não preciso mais reabrir capítulos antigos para justificar quem eu sou hoje. Quando aquilo que um dia foi tão intenso já não tem mais força para me desorganizar por dentro.
O passado vira memória.
E a memória, quando amadurece dentro de nós, perde o peso e ganha compreensão.
Mas o mais bonito disso tudo é o que acontece depois.
O presente deixa de ser apenas uma passagem entre o que foi e o que virá, e se transforma em construção.
Construção de identidade.
Construção de escolhas.
Construção de um amor que não depende mais de idealizações, nem de expectativas irreais, nem de versões antigas de mim mesma tentando sobreviver dentro de novas realidades.
Hoje eu entendo que o que eu vivo não é repetição do que eu já senti. É algo completamente novo. Porque eu já não sou a mesma pessoa que viveu aquele passado.
Eu mudei.
Eu amadureci.
Eu aprendi.
E isso muda tudo.
O amor que eu vivo hoje não nasce da confusão, mas da clareza. Não nasce da falta, mas da presença. Não nasce da busca, mas da escolha.
E é por isso que ele me traz paz.
Porque quando o passado se organiza como memória e o presente se sustenta como construção, a vida deixa de ser um campo de repetição e passa a ser um espaço de evolução.
Hoje eu não vivo mais presa ao que fui.
Eu vivo consciente do que estou me tornando.
E isso, para mim, é liberdade.
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Durante muito tempo, ouvi dizer que o amor começa no olhar. Que duas pessoas se reconhecem antes mesmo de dizerem uma única palavra. Que os olhos revelam tudo aquilo que a boca não consegue explicar. E, por muitos anos, eu acreditei que talvez tivesse perdido essa experiência.
Meu marido nunca conseguiu sustentar um olhar profundo comigo. Não por alguns minutos. Nem por um minuto. Os olhos dele sempre encontravam outro lugar para repousar. Enquanto eu desejava aquele silêncio cheio de significado que existe quando duas almas se encontram através do olhar, ele parecia escapar desse instante.
Confesso que, às vezes, isso me entristecia. Eu me perguntava se havia faltado alguma coisa no começo da nossa história. Será que não vivemos aquele amor que nasce à primeira vista? Será que a nossa conexão começou incompleta?
Então percebi algo que transformou completamente a maneira como eu enxergava o nosso relacionamento.
Nós não começamos pelo olhar. Nós começamos pelo diálogo. Pela convivência. Pela afinidade. Pela confiança construída aos poucos. Enquanto muitos relacionamentos nasceram de um impacto visual e morreram quando a realidade apareceu, o nosso cresceu em meio às conversas, aos desafios, às escolhas diárias e ao compromisso de permanecer.
Depois de dezessete anos juntos, comecei a me fazer uma pergunta diferente. E se eu estivesse procurando o amor no lugar errado?
Talvez eu estivesse esperando encontrá-lo apenas nos olhos, quando ele sempre esteve escondido nas atitudes.
Porque o homem que não consegue me olhar fixamente é o mesmo homem que esteve ao meu lado nos dias difíceis. É o mesmo homem que me respeita, me apoia, me faz rir, me acolhe e me completa em tantas áreas da vida. Será que um minuto de contato visual teria mais valor do que dezessete anos de presença?
Quantas vezes idealizamos uma demonstração de amor e deixamos de perceber as centenas de demonstrações silenciosas que já recebemos todos os dias?
Talvez cada pessoa tenha um idioma diferente para amar. Algumas falam através dos olhos. Outras falam através do cuidado. Algumas emocionam com palavras. Outras emocionam permanecendo quando tudo convida a ir embora.
Percebi também que, muitas vezes, não sentimos falta exatamente do gesto. Sentimos falta do significado que atribuímos a ele. Eu não queria apenas um olhar. Eu queria sentir que existia uma conexão profunda. E, quando parei para observar a nossa história, descobri que essa conexão sempre esteve ali. Apenas escolheu outra forma de existir.
A maturidade nos ensina uma lição que a juventude dificilmente compreende. O amor verdadeiro nem sempre parece com o amor que imaginamos. Às vezes, ele é muito mais silencioso, muito mais simples e muito mais real.
Talvez o maior erro seja comparar a nossa história com as histórias que inventaram para nós. Filmes, livros e redes sociais nos ensinaram a procurar o extraordinário. Mas a vida, quase sempre, nos entrega o extraordinário disfarçado de cotidiano.
Hoje, continuo achando lindo quando duas pessoas conseguem se perder no olhar uma da outra. Mas aprendi que existem casais que se encontram de outras maneiras. Alguns se encontram nas conversas que atravessam a madrugada. Outros nas mãos que nunca se soltam diante das dificuldades. Outros no abraço que chega exatamente quando o mundo parece desabar.
O amor não é menor porque escolheu outra linguagem.
No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja: "Ele olha profundamente nos meus olhos?"
Talvez a verdadeira pergunta seja: "Quando olho para a nossa história, consigo enxergar tudo aquilo que os olhos dele nunca conseguiram dizer?"
Se essa reflexão fez sentido para você, siga o meu perfil, curta, compartilhe, deixe nos comentários o que achou e conheça a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. E agora eu deixo uma última pergunta: quantas demonstrações de amor você deixou de reconhecer porque estava esperando que elas chegassem exatamente da forma que imaginava?
AQUI, TUDO É UM EMPRÉSTIMO, COMEÇANDO PELA PRÓPRIA VIDA. SOMOS SERES EM CORPOS DOADOS, POR ISSO, NÃO SE ACHE A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE, SE O SER QUE TE DOOU UM CORPO, ACHAR QUE VOCÊ ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES, VAI TOMAR DE VOLTA BEM RÁPIDO. IMAGINA, TUDO O QUE VOCÊ PEGOU EMPRESTADO DO SISTEMA, CARRO, CASA, FAZENDAS E ETC. A PRIMEIRA OPÇÃO TE DESPRENDE DO CORPO DOADO, E VOCÊ NÃO TERÁ MAIS COMO SENTIR NADA, PORQUE NÃO TERÁ TATO. A SEGUNDA OPÇÃO TE PRENDE FEITO RATO DE LABORATÓRIO. AMBAS, SÃO TERRÍVEIS, MAS AO MENOS A PRIMEIRA NÃO NOS HUMILHA.
"Dar sem receber não é erro, é generosidade. Mas continuar entregando tudo para quem sempre deixa você de lado, não é bondade, é esquecimento de si mesmo. Estabelecer limites não é maldade: é amor-próprio."
A prova de que valeu a pena
Tudo começou em 2022, quando a vida me bateu forte. Vieram as dores constantes, a exaustão que não passava, o diagnóstico de falência de órgãos e então uma cirurgia após a outra. Foram dias de medo, de incerteza, de corpo frágil e coração cansado. Mas graças a Deus, cada procedimento foi bem-sucedido, e hoje estou aqui, inteira de novo.
Foi nesse percurso difícil que entendi o que realmente importa. Porque quando o corpo enfraquece, descobri que não estava sozinha: Deus esteve comigo em cada respiração, e meu esposo nunca saiu do meu lado. Ele esteve lá nos dias bons e nos dias em que eu mal conseguia falar. Nós nos sustentamos, um ao outro, sempre.
Por isso decidi me recolher. Não é desistir, é escolher onde colocar minha energia. Já vivi demais para os olhos dos outros; agora vivo para o que é verdadeiro. O passado já me custou muito, mas resisti a tudo, e hoje sei: cada lágrima, cada luta, cada passo que dei para ficar bem... valeu a pena. Porque o melhor da minha vida está aqui, comigo, todos os dias.
Não preciso de mais nada. Tenho saúde, tenho fé, tenho o amor da minha vida. E isso é mais que suficiente.
Caranguejo
Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...
Momentos frios,
momentos quentes,
e agora a boca,
antes mentolada,
tem gosto de metal
e está árida - vazia;
O corpo exausto,
a visão em caleindoscópio
com imagens em preto e branco,
misturam-se ao caminhar
em compassos de melancolia
e perdidos...
Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...
Parece que Deus não está aqui,
mas seres celestiais de branco
alertam minha percepção,
Confundem a amargura
com um abismo
do futuro amanhã,
ou o que ficou de um ontem
que para muitos nunca chegará.
A boca agora sedenta,
o corpo ainda fatigado,
e lá no fundo surge o
desejo de adormecer
para sempre...
Uma picada,
uma mera picada
e tudo que achava saber,
se perde na tempestade
do ser que se esvai
dentro de mim num conflito
celular n'outro eu,
...E minha inspiração...,
Esta se perde no ar das nuvens cinzentas
que passam e me trazem
um certo conforto sem reflexões,
um silêncio tétrico e gótico.
Uma picada,
e tudo que achava saber
cai no poço escuro da dúvida...
Suspiro então, olho o céu...
Agora vejo Deus aqui,
está cercado por anjos.
Marcelo HB
Não mentimos, ás vezes só não temos tempo
para dizer tudo que é necessário dizer...
Isto é sobre(vida).
O Título "Caranguejo" vem do grego karkinos. O pai da medicina, Hipócrates, usou a palavra para descrever tumores sólidos. A doença câncer recebeu esse nome, pois o aspecto visual do tumor, lembrava o casco e as patas do animal, com ramificações que se agarram aos tecidos.Fonte: drjoaoelias.com
Merecer vida é graça, viver é benção...
De pele
"A única guerra onde tudo é permitido
é a do amor - aquela feita na cama ou
despretensiosamente numa
parede da sala."
Mário Sérgio
"Não necessitamos saber tudo ou os pensamentos do outro, apenas estarmos prontos para o infinito, pois é o que cabe em nós, o infinito."
Marcelo HB
O Avesso do Silêncio da Fé
Muitas vezes, tudo de que precisamos
é parar e silenciar todo o barulho
do mundo.
E, humildemente, perguntar a Deus
qual o caminho devemos seguir.
Nem sempre Ele nos responderá;
no entanto, tenhamos certeza de que
Ele nos acompanhará sempre e
para sempre no caminho escolhido
por cada um de nós.
Isto é para quem tem fé,
mas principalmente para os que
duvidam dela — ou Dele.
Marcelo HB
"Tudo que desejo, o tudo.
Quando desejamos tudo,
ao termos o mínimo, é
o início e incentivo para
continuar em busca
do restante."
Desconhecido
Hoje tudo parecia como nos outros dias: noite mal dormida, o cansaço ainda presente, aquela vontade de continuar na cama até dizer chega. Mas havia algo diferente. Como em todos os outros dias, havia em mim ainda aquela esperança de tornar este dia especial. Não olhei para fora da janela, mesmo eu tendo-a abrido. O vazio da minha alma ainda é o mesmo de sempre. Perguntei-me mais uma vez: o que tenho de diferente?
O sono me perseguiu. Parecia que eu carregava nas costas o peso de minha cama. Tentei conversar com alguém, mas como sempre, não sabia o que dizer ou perguntar. Eu só não queria ficar exposta ao silêncio da minha tristeza. As coisas que eu falava pareciam brigas, discussões; as perguntas que eu fazia tinham peso de provocação. Queria poder dizer a quem me ouvia que eu não estava bem, que precisava de um abraço, de atenção. Mas essa coisa que se impregnou em mim nos últimos vinte anos da minha vida não permitiu.
Houve um tempo em que a escuridão parecia maior do que eu e me senti tão perdida que não conseguia ver nenhuma saída. Mas hoje sei que algo me segurou aqui — talvez houvesse ainda mais amor pela vida do que eu conseguia reconhecer em mim mesma. Acho que meu ouvinte desistiu de mim. Eu o entendo — eu também já desisti, desisti de tantas coisas. E por mais que eu ainda me arraste pelos cantos da minha vida, recolhendo os cacos de algo que outras pessoas deixaram quebrados, eu acredito que em algum momento vou conseguir recolher todos e colá-los. Sei que não vão ficar perfeitos, mas vai ser o suficiente pra me segurar por mais um tempo.
É tão difícil tentar ficar inteira. Mais complicado ainda é pegar pequenos fragmentos e uni-los. Sempre que tento juntar meus pedaços, eu caio e me quebro de novo. Sempre volto ao ponto de partida. É uma guerra que nunca tem fim. Então pergunto ao meu Criador: até quando vais tentar me manter aqui? Sinto que já não sirvo para nada. Estou tão cansada e sem direção. Não tenho a quem recorrer quando preciso de ajuda. E não tenho coragem de pedir que fiquem comigo, nem que seja só um pouquinho.
Talvez eu tenha agradecido ao meu Poder Superior. Talvez Ele tenha tido misericórdia de mim. Talvez eu ainda tenha algo importante a fazer por aqui. Seguir andando e lutando contra um amanhã que ainda não chegou parece já ter virado rotina. Quem já calçou um sapato apertado sabe exatamente como é incômodo, entende como doem os calos que ele causa. A pessoa até tenta calçar um chinelo, mas os calos continuam ali, doendo.
Seguir andando, procurando um motivo, um plano ou um sonho. Falando em sonho — que sonhos são esses que ainda tento me convencer de que podem se realizar? Às vezes acho que não faz sentido sonhar. Sonhos são para pessoas jovens, com vida. Há anos não consigo saber o que é viver, o que é ser jovem. Me sinto como alguém que passou tempo demais presa em uma cela e só saiu por já não representar mais perigo a ninguém. Não que eu fosse perigosa, mas entendo que já não sou um obstáculo, nem alguém que ainda pode disputar alguma coisa com os outros. Me acostumei a deixar tudo de lado. Não vejo que valha a pena provar algo. Sinto que minhas opiniões, minhas propostas não servem para ninguém — e até duvido se consigo ser algo bom para alguém.
Mas voltando ao ponto principal, eu aprendi a morrer e a ressuscitar todos os dias. Carrego o peso dos meus dias pela manhã, durante a tarde me convenço que serão apenas mais algumas poucas horas e quando chega a noite, preparo minhas forças, aquelas que usei durante todo o dia para me manter firme ao que realmente importa. Uso essa determinação para me manter de pé, e ali comemoro com quase alegria o findar de mais um dia em que apenas respirei. Dormir por algumas horas é encontrar um refúgio, e guardo a esperança de que ao acordar pela manhã, traga consigo uma vida nova, com algo que me arranque ao menos um suspiro, um motivo pra continuar e aguentar mais um pouco, sobrevivendo com o mínimo que a vida precisa pra existir.
A saudade não prova que tudo era perfeito; prova que alguma coisa teve valor suficiente para permanecer.
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