Tudo Oque eu Sentia Acabou
"As pessoas me acham metidas por eu não sorrir para elas,
por eu ignorar coisas toscas que elas falam, mesmo assim, a opinião delas
não vai mudar nada na minha vida, porém quem me conhece de verdade
sabe que eu sou legal e sabe principalmente pelo o que eu passo."
Universo Psicótico
“Eu gosto de você, mas sei lá. Sei lá porque você sempre vai embora. Sei lá porque a gente parece que nunca vai dar certo (e sinceramente, talvez nunca dê certo mesmo). Sei lá porque quando eu chego perto demais você me empurra pra longe. Sei lá porque as vezes parece que você tem medo de precisar de mim mais do que preciso de você. Sei lá porque a gente é confusão demais, é briga demais, é gritaria demais. Sei lá porque você não me passa segurança nenhuma e parece que até a seu vizinho gostoso tem você mais do que eu tenho. Sei lá porque você não quer me pertencer, quer ser solta, mas quer que eu seja preso a você. Sei lá porque todas as vezes que eu me declarei pra você, você ficou sem saber o que dizer, não como se estivesse sem palavras ou emocionada, é porque não tinha mesmo o que falar, não tinha nada pra falar pra mim. Sei lá porque diferente de todo mundo, a gente é melhor separado. Sei lá porque por mais que sejamos dois apaixonados e coisa e tal, não nascemos pra ficar de nhem nhem nhem eternamente e trocando declarações de amor de tempos em tempos. Sei lá porque você tem esse teu maldito jeito brusco que afasta todo mundo e parece não ligar pra ninguém. Sei lá porque as vezes quando a gente conversa eu sinto que sou a última pessoa do mundo que você queria trocar palavras. Sei lá porque a gente fala demais, afirma demais, mas nunca saímos desse meio caminho que a gente se enfiou sabe-se depois de qual briga. Sei lá porque não assumimos o que sentimos e de repente parece que nenhum dos dois sente nada. Sei lá porque você sempre me machuca de um jeito imbecil e nunca percebe porque tem um ego enorme e não admite que comete falhas. Sei lá porque você é toda complicada, toda cheia de si, toda com manias que eu nunca suportarei, toda você. Sei lá porque eu gosto de você, eu gosto mesmo de você, e quando eu gosto de alguém que aparentemente também gosta de mim, as coisas tendem a dar errado. E sei lá porque eu não sei o que vai ser da gente, porque o nosso futuro é tão… sei lá.”
Proteja-me na hora da entrada
Proteja-me na hora da saída
Sei que perante Ti, eu não sou nada
Mas que minha missão seja cumprida.
Viajar!
A estrada que me apetece é aquele por aonde eu vou.
Viajar é não ser adaptável às formas do cotidiano. É quebrar a carapaça e se expor a aquilo que não se conhece.
De que me serve estórias de outros se não trilho as minhas próprias. De que me serve mapas escritos por mim se não os sigo.
Bom e sentir o peso da mochila em meus ombros, carregada com uma barraca, algumas roupas, o colchão inflável, e todos os meus sonhos.
Bom é se adaptar ao clima, as pessoas, ao modo de vida, então partir e fazer tudo de novo. É bom se perder às vezes. Melhor ainda é se achar, pra não se perder mais.
E as comidas? Ah! São muitas e de todos os tipos.
Bom são as poesias escritas na estrada, as danças do povo, flores, o luar, o sol e ela.
Ela que viras elas se você não tem ela. Ou ela que é bem melhor do que elas se você a tem e ela o tem.
E como é bom voltar para casa com bagagem repleta de estórias novas, distribuir os presentes e dormir em seu ninho. Mas o melhor de tudo é o enriquecimento da alma do pensamento, da mente, do corpo.
Viajar. Se na de avião vou de ônibus, se não de ônibus vou de bicicleta, se não de bicicleta vou a pé, se não a pé compro muletas que me agüente que eu agüente com elas. Mas estarei na estrada que me apetece.
Viajar!
(E.C.)
"Se você quiser me julgar, vá em frente. Eu cansei de tentar me opor contra os julgamentos falsos e o mínimo caráter das pessoas."
Eu, com minha tpm, meus livros e meu jeito-gato. Ele com seu ciúme camuflado, seus mil programas e seu jeito de abraçar o mundo. Mas quer saber? Eu olho pra ele e fico pensando sozinha: será que alguém nesse mundo faria o que ele faz por mim? Porque ele me escuta, me aguenta, me mima, me inspira, me faz sentir a mulher mais linda e especial do mundo. E eu acredito nele, acredito em mim e acho o amor a coisa mais egoísta que existe. A gente ama o outro por tudo aquilo o que ele nos faz sentir. (E ser). É, pessoal. Por ele, esvaziei minhas gavetas, meu armário e meu coração. Pra reciclar energias. Pra ele entrar, ocupar o espaço em branco. E ficar. Não importa se a gente vai se casar em Pipeline, se vamos nos matar daqui a um ano ou se o mundo vai acabar amanhã. Nada interessa. (Embora eu espere que tudo o que eu sinto dure pra sempre). [...] Para mim, a melhor hora do dia é ver a chave girar e o sorriso dele entrar porta adentro. Nesse momento, o tempo pára e não há nada que me faça sentir como eu me sinto. "Torna-te quem tu és", disse o filósofo. E EU SOU. (Por nós).
"Só EU posso julgar me.
EU sei do meu passado,
EU sei a razão das minhas escolhas,
EU sei o que tenho aqui dentro,
EU sei o que eu sofri,
EU sei como ser forte e frágil e não outra pessoa."
Eu não escolhi gostar de você, isso simplesmente aconteceu. Foi uma coisa natural, do jeito que deve ser.
Eu diria: menina, amar a dúvida, o silêncio, a ingratidão, o fim, o atraso, a invenção, a lacuna, o pode ser, as hipóteses, a não resposta, a raiva, o absurdo, o não, a impossibilidade, o depois que foi, o antes de chegar, o difícil, o pode não, amar essas coisas, menina, é amar o mistério e não um homem.
"E me doeu abrir mão do que eu mais queria, porque incríveis como éramos eu não aceitaria nada que fosse menos."
Você pretende me deixar no vácuo pra sempre ou vai me responder ainda esse ano? Só para eu anotar aqui na minha agenda pra me organizar...
Eu quero é MUITO MAIS!
Viva mais, beije mais, beba mais,
sorria mais, viaje mais, veja mais amigos,
conte mais histórias, dê mais gargalhadas.
Seja mais você, sincero ou hipócrita,
sorridente ou mal-humorado, tímido ou desinibido,
SEJA MAIS VOCÊ.
Se for pra brigar ou abraçar, faça com vontade,
se for pra arruinar a vida de alguem FAÇA DIREITO,
se for pra dar um beijo que seja sincero,
se for, se for, faça o que for amando e
ame o que te faz bem; sendo status, religião, vícios,
amores, amigos, ame e viva com quem você quiser viver,
se você se arruinar, sua atitude foi mereçedora.
Cada um é consciente de seus atos,sabe onde quer chegar,
sabe o que é certo e errado e se seus valores
não te impedem, viva o risco.
Se tem vontade faça...
...a vida é sua e de mais NINGUEM!
Explosões
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
Porque eu não sou uma palavra, eu não sou uma linha
Eu não sou uma garota que pode ser definida
Eu não voo, eu levito
Eu represento uma geração inteira
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