Trova
Trova
Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.
Caixa de Sapato
"Preciso de um tempo." Foi o que ela disse... Ou melhor, foi o que ela quis dizer.
Nas entrelinhas do que escreveu, estava lá: me dê um tempo. Motivo, ou desculpa, também havia. Não chamaria de motivo bobo; pelo contrário, era um motivo que eu respeitava, assim como respeitaria qualquer decisão dela.
O problema é que eu estava cego... Cego de amor. Confesso que mesmo que parecesse tão claro o que aconteceria em seguir, ainda me restou uma dúvida, uma esperança. Foi como se ela me jogasse de um precipício, mas segurasse uma de minhas mãos enquanto eu estava pendurado e a esperança de que ela me desse sua outra mão, e me puxasse de volta, não passou de uma ilusão. Eu cai.
Talvez o problema tenha sido eu, mas não me arrependo de nada que fiz.
A todo momento fui sincero sobre o que sentia; mas talvez ela devesse ter dito a verdade logo de uma vez: foi lindo o que aconteceu com a gente, mas não dá mais. Me pouparia do sofrimento, e a pouparia de usar uma desculpa.
"Eu te amo", ela disse. Mas um amor como ela descrevia não se acabaria em dias, em semanas. Pensava comigo mesmo: "talvez eu não fosse bom pra ela", mas esse não é o ponto. Tudo o que fiz foi tratá-la com respeito, com afeto, com amor; mas parece que, pra ela, eu fui só mais um.
Ela precisava de um tempo, e eu dei esse tempo, mesmo eu não querendo isso. Mas foi o melhor a se fazer.
De que adiantaria a ter do meu lado, se o que, ou quem, ela queria não estava ali? Eu mesmo respondo: nada.
Eu apenas estaria me enganando.
"Nunca vou esquecer o que aconteceu com a gente, o nosso amor"; Não, farei o possível para esquecer, porque, por mais lindo que tenha sido, aquela gota de esperança que ela deixou pingar sobre mim, me machucou ainda mais hoje.
Guardei os bons momentos em uma caixa, e essa caixa... Bem, essa caixa sempre estará ali, quando quiser me lembrar de tudo; mas como uma caixa de sapato, que guardamos no fundo de um armário, e esquecemos lá, espero que o mesmo aconteça com essas lembranças.
O amor? Não o culpo, mas quero esquecer. Não por raiva, não por ódio a ele, mas por mim, pra que eu possa me sentir bem. Apesar do amor ser aquilo que nos mantém vivos, eu não estaria vivo por dentro mesmo que eu quisesse. Eu a amei incondicionalmente, com todas as minhas verdades, mas se não era o suficiente: paciência.
Quem sabe, um dia, encontrar alguém para quem o que eu tenho a oferecer realmente valha a pena, alguém que me ame da mesma forma. Até lá desejo a ela toda felicidade do mundo, e pra mim... Bom, pra mim eu desejo que cada dia mais aquelas lembranças sejam esquecidas, e que todas as palavras ditas e digitadas voem pelo ar, e se dispersem com o vento, e, além disso, felicidade plena, aguardando, não desesperadamente, mas sim que inevitavelmente ela apareça; nao qualquer uma, mas aquela que Deus modelou.
SOB PRESSÃO
Não contrarie jamais o dono da verdade,
Pois quando ele rebate para se defender,
Não segue no assunto com cordialidade,
Mas sim, mostra o que pensa sobre você.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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Entrar no canal do WhatsappSolidão A Dois
A solidão abraça como uma serpente.
O silêncio é o veneno presente
Na rotina que surgiu imprudente.
Dia e noite surge a indiferença amargando como sal cortante
Ao som de uma lagrima evidente...
A inundação é como uma torrente,
já não existe beijo ardente.
Solidão a dois apagou o amor fulgente.
O carinho se tornou inexistente
o toque se fez ausente.
A dor consome lentamente...
Frio do vazio abraça forte como uma corrente.
Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
TROVA - 153
Eu roubei um beijo dela,
Pedi p'ra ser perdoado!
Ela enfim, serena e bela:
- "Meu amor, não é pecado!.
TROVA - 161
Do beijinho adocicado
Que me deste, ó coisa louca,
O sabor ficou grudado
Bem no céu da minha boca!...
Trova 1016:
Se não sou mulher rendeira,
sou eleita mulher forte,
sempre chamada guerreira
que luta para ter sorte.
Trova 1017:
Desde os seis anos, menina,
Belovalense, mineira,
nos desafios da sina,
venço na linha primeira.
Trova 1018:
Não tenho medo de nada,
nem à noite, nem de dia,
trago uma garra danada,
busco o brinde da alegria.
Trova 1019:
Santa Guerreira não fui,
pois conheço meu pecado,
meu pensamento polui,
só quando fico ao teu lado.
Trova 1020 :
Fico a pensar em querer
teu amasso, beijo, abraço...
porém não deves saber
deste segredo que faço.
Trova 1021 :
Eu sou guerreira do AMOR
quando me rendo aos teus laços,
venço a batalha da dor,
com o remédio dos teus braços.
Trova 1022 :
Sou guerreira da ALEGRIA
que apresenta seus encantos...
nas notas da sinfonia
já não desafinam prantos.
Trova 1023 :
Sou guerreira, sou RAINHA
do meu lar que tanto amo,
sou mãe e tia Silvinha;
do passado não reclamo.
Trova 1024 :
Sou guerreira, sou ESCRAVA
do aconchego do meu bem,
mulher ciumenta, brava
que defende o amor também.
Trova 1025 :
Sou guerreira e sou AMANTE
que sabe bem o que quer...
Valorizo cada instante
com carinhos de mulher.
Trova 1026 :
Sou guerreira, mas minha arma
é carregada de amor,
minha luta não alarma:
-Encontro PAZ no Senhor.
Trova 1027 :
Sou guerreira, sou amada
por tanta gente real,
até recebi cantada
na mensagem virtual.
Trova 1028 :
Sou guerreira, rumo o Norte,
faça o vento que quiser,
terei sempre o pulso forte
quando o meu amor vier.
Trova 1029 :
Sou guerreira MÃE de três
rapazes, prontos à vida...
Entrego-os ao Deus que os fez
junto à porta de saída.
REDUNDÂNCIA (soneto)
Por que me vens, com a mesma rima
Por que me vens, sofredora na trova
És porque vive assim querendo prova
Ou, então, lembrar-me da autoestima?
Por que levanta a tua voz, que sova
O coração, já amassado. Me anima!
Pois é tu, que do amor me aproxima
E não o contrário, a que me reprova
Vens acordar o que repousa fagueiro
O que de melhor há no poético raiar
O que vive romântico, assim, faceiro...
Ah! esqueçamos o que possa tardar
Nas tuas linhas eu sou o seu cavaleiro
E de minh’alma a doçura quero poetar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Trovando, um trovador trava sua tristeza,
numa trova destravada...
UM TRISTE TROVADOR
Marcial Salaverry
Se triste é o seu canto,
porque assim é sua alma,
maior fica seu encanto,
que nos seduz e acalma...
Em seu doce versejar,
de sua tristeza trovando,
diz-nos que está a amar,
a ela por quem está chorando...
Se o amor não é possível,
desamor não faz sofrer,
portanto, mesmo incrível,
sua trova de amor vai viver...
Um trovador nunca é triste,
pois trovando por um amor,
a tristeza não existe,
à sua vida traz calor...
Marcial Salaverry
TROVA - 122
Tragédias na vida têm
(Oh, mundo comovedor)!
Mas só quem perdeu alguém,
Sabe o tamanho da dor!
TROVA - 72
Roubei-lhe um beijo, atrevido,
E, depois, pedi perdão!
Porém ela, ao meu ouvido:
- E quem disse que és ladrão?!...
TROVA - 87
Quando eu a vejo passar
Tão sedutora e risonha,
Ponho malícia no olhar,
Perco o juízo e a vergonha.
TROVA: NOCAUTE
A humanidade, infelizmente, está sem saída,
E vejo que ninguém pode fazer nada por ela.
Eu já considero uma luta totalmente perdida;
Só não jogo a toalha porque ainda preciso dela.
Trova 304
Tudo se mostra tão fútil
fotos textos tudo inútil
se não fizer ou escrever
perde-se o empenho em viver
Chova, chuva, chuvarada
Molhe o meu quintal
Pingue no meu telhado
Não venha em temporal.
Trova, trovão, trovoada
Venha em tempo real
Traga-me um recado
De forma sentimental
Agua, água, aguada
Regue em horizontal
Molhe o meu roçado
Com toque especial.
Como me aparece político querendo trová
Conversando fiado pra depois me robá
Posso até ti dar meu voto, mas se tu não trabalhá.
Nem me cruza na frente que o troço vai enfeiá
E uma tunda de relho tu vai apanhá
Trova a vida
Nunca desanime de uma dádiva divina.
Nunca desvalorize o pouco que restou.
Saiba que seus caminhos é deus quem ilumina.
Saiba que sua história, a tão pouco começou.
