Tropeços
É tentar esquecer e não conseguir fugir
Eu fujo de nós
Nos acho em todo canto
Tropeço na gente em cada pedaço dessa cidade
Esbarrei na esquina do nosso primeiro beijo
Entrei na rua do nosso primeiro abraço
Me encostei na parede em que sempre passávamos horas conversando e se perdendo uma na dimensão da outra
O abrir e fechar da tua boca é poesia
Não me deixe aqui sozinha
A luz do pôr do sol me faz lembrar de como teus olhos reluziam
E observando o céu, vejo os pássaros
Que me lembram que você voou daqui
Eu fujo
Corro
Me lanço fora daqui
Mas sempre acabo te achando em mim.
Quando tropeçar, não xingue o objeto de tropeço, veja que mesmo lhe causando uma dor, ele te fez andar pelo menos dois passos a frente e mais rápido.
A caminhada é longa, sempre tropeço, sigo então, sei que na formatação de minúsculas partículas que me compõem emito uma melodia...mas somente ouvidos afinados escutarão.
A caminhada é longa.
Não seja uma pedra de tropeço no caminho dos bons,
se não souberes fazer o bem,
dê espaço para os que NASCERAM PARA ESTA MISSÃO.
Não perca a esperança, ninguém tropeça para trás, todo tropeço te leva pra frente, mas vezes rala a mão, a cara...
Do cair ao vôo mais alto
Caí.
Não foi tropeço leve —
foi queda funda,
daquelas que fazem a alma se perguntar
se um dia foi feita pra voar.
Silêncio.
Poeira.
Cicatriz.
Mas ali,
entre os estilhaços do que fui,
uma brasa acendeu,
quieta, tímida,
mas viva.
Não era o fim.
Era o chão firme onde nascem asas.
Era o ponto exato onde a dor
vira lição,
e o medo aprende a ser coragem.
Levantei.
Não porque tudo estava certo,
mas porque dentro do caos
eu descobri um novo rumo,
um novo ritmo,
um novo “eu”.
E onde muitos viram queda,
Deus viu impulso.
Onde o mundo julgou fracasso,
o céu soprou recomeço.
Hoje, voo.
Não com asas de ilusão,
mas com força de quem já caiu.
Com fé de quem já rastejou.
Com brilho de quem acendeu sua própria luz
na noite mais escura.
E se eu cair de novo?
Ah, eu sei:
há sempre um voo mais alto
esperando quem não desiste de levantar.
Melhor um passo atrás e depois dois adiante, do que um passo a frente seguido de um tropeço. Tenha paciência e saiba quando recuar .
ENVELHECENDO
Frauda o sono na madrugada. Sem apreço
Tropeço em tropeço, corpo e vigor, se vão
É pulsação na emoção, é a conta, é o preço
À dimensão do tempo, do tempo à dimensão
Um espesso sentimento: agrado e padeço
Ao chão, cada suspiro de uma sensação
Vida, palpitação, de arremesso e arrefeço
E, bem sei que curto ou longo nos levarão
A cada verso, reverso do fim e do começo
O início, o término, no meio, se misturarão
Do berço ao regresso, diverso, eu confesso!
Se tive insatisfação, também, mais gratidão
Tristeza ou não, apenas um outro endereço
Envelhecendo, a oblação dos que sorte são!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2021, setembro, 12, 04’27” – Araguari, MG
Já não sei se poeta sou
apenas em lirismo declamo
perco-me nos versos e caminhos
onde tropeço em incertezas
procurando a quem amo
Eu creio
Eu tropeço, caio e me engano.
Porque naturalmente o homem é profano.
Os prazeres seduz, ilude profundamente.
A natureza grita e o enganoso coração é insano.
Nosso Deus nos chama incessantemente.
Mas somos tragados pelo engano.
A vida de pecado é um texto fértil.
Um emaranhado de fatores que consome.
O alvo do diabo destruir o homem.
A criação mais nobre do senhor.
Feito a semelhança, sendo um o próprio amor.
É feio e esquisito a terrena vida.
Página que merece ser lida.
Um livro de encantos e horrores.
De bênçãos e dissabores.
De choro e louvores.
Eu creio, eu acredito, eu insisto.
Por isso oro, clamo, rezo, suplico.
Tudo de bom e renovo pode permanecer.
Transformação, um povo a se render.
Humilhar ao todo poderoso altíssimo.
Um modo motivado e renovado.
Um banho de Espírito do senhor.
Vidas e vidas restauradas.
Um povo fervoroso e valente.
Acredito nos céus e na humilde gente.
Toda grade que aprisiona o inocente será quebrada.
Eu creio na cura, no milagre, no poder transformador.
É real, é verdade o Espírito do senhor.
Eu creio, oh pai, justiça, misericórdia e amor.
Giovane Silva Santos
Eu tropeço, caio, levanto, caio de novo e de novo me levanto.
Os altos e baixos não me dão medo. Eles me dão determinação.
No chão jamais vou ficar, pois Aquele que me guarda não solta minha mão.
