Tristeza sem fim
As lagrimas que não cai,
O soluço que não sai,
As lembranças que não param de vim,
Os cheiros que não deixo de sentir,
As músicas que não param de tocar,
Os amigos que não param de perguntar,
As soluções que não deixam de surgir,
A tristeza que bate ao lembrar que agora já é o fim.
Ninguém percebeu?
Sabemos os motivos
Todos pensam assim?
O próprio desespero está desesperado
Tudo está errado aqui
Esse lugar frio no final do corredor
Essa aura densa de tristeza no ar
Porque a maldade insana conduz a agonia
Pra no pódio reinar em primeiro lugar
Os vaga-lumes lentamente perdem seu brilho
A chuva cai seca na árvore morta
As pegadas das almas escrevem no solo
A poesia dos erros num mundo sem volta
As cores formaram um tom de solidão
Não existe consenso, não estendem a mão
Trancaram as portas pra não mais tentar
Prenderam os pecados sem nem restaurar
O que aconteceu com os reais sentimentos
As luz virou sombra sem nem um lamento
O medo está só, alguém o acuda
O céu virou tela pra gritos de ajuda
As estrelas já cantam a canção de partida
A lua ilumina as causas perdidas
A depressão do mundo só vai avançar
Até quando vão o fazer chorar.
O que era quente,
Se tornou frio.
O que fazia sorrir,
Hoje faz chorar.
O que fazia bem,
traz dor.
O que era amor
Se transformou.
Tudo o que queria era ter paz,
Mas paz não posso ter.
Porque quem tem paz e feliz,
E a felicidade nao hà em mim.
No meu peito hà tristeza,
Na minha mente só solidão,
Ao meu redor apenas maldade
Nesse mundo de desiluzão.
Não tenho mais futuro.
Meu coração jà morreu.
Junto com ele foi minha vida,
Que nesse momento faleceu.
Ass:Victor Alessandro
Eu errei e te vi partir
Cê tá deixando um pouco de você
E levando um pouco de mim
Eu não queria que terminasse assim
Por causa do meu erro
Eu tenho que encarar esse triste fim...
HORA DO TREM
Bate a hora do trem partir
O trem com destino a realidade
Ele sai da estação da honestidade e fidelidade
O destino é logo ali
A distância de uma palavra
Geralmente aquela não dita
Sempre partimos com muita bagagem
E se quiser voltar ao ponto de partida
Deve esvaziar todas as malas
Se não a porta não abre
Não se sai do trem
Esse trem não tem janelas
Realmente não dá para fugir
E realmente não sei o que estou fazendo aqui
E ainda ouço ecoar o grito
O tal que ninguém pode ouvir
Ele ecoa dentro de mim
De novo, devo novo, de não vou
Não consigo dormir hoje
Ontem também não deu pra mim
Estou tentando pisar no chão firme
Mas até isso você me tirou
Os estilhaços não permitem que me aproxime
Eu ainda queria você aqui
Mas foi você quem me pôs nessa esquina
Com ruas sem saída
Estou dentro de um X
O tal X, o tal da questão
Sou tão subjetiva, já marquei desilusão
O que vou dizer a todo mundo?
Quando perguntarem se estou bem?
Sim, direi que sim
Que tudo vai bem
E que apesar do fim, eu resistir
E assim aprendo a contar mentiras
E quem saiba um dia...
Não seja mais eu
A tal mocinha
E então formaremos um belo casal
De medíocres no fim da linha.
Fim
Geralmente o fim vem carregado de começos.
Recomeços.
Um novo frio no estômago,
Novas borboletas fazendo cosquinha no coração.
Às vezes é preciso um ponto final
Para reescrever nossa história
E ainda bem que existe o fim
Se eu não pudesse recomeçar com você
Se meu coração não tivesse uma segunda chance
Eu jamais poderia sentir essas flores na alma
Quando chega o final da noite
Choro pelo fim do brilho das estrelas.
Mas quando sinto seus beijos ao nascer do sol
Percebo o quanto era pouca a luz da lua
Mesmo quando era linda e cheia
Nada se compara a luz solar presente no seu sorriso.
E toda a luz de um amanhecer vira entardecer
E o dia lindo, também reserva seu fim.
Quando vai se aproximando o mistério da noite
E fecha o ciclo...começo, meio, fim, recomeço...
Preciso do fim para ser feliz
Preciso do fim para descansar meu coração
De trotes que a vida prega.
Preciso do fim para explodir lágrimas
Que vão lavar meu sótão emocional,
Onde eu guardo os gritos que não dei.
Preciso do fim para ter coragem de recomeçar
Preciso do fim para criar alma nova
Decididamente...tudo é muito bom até o fim
Finais trazem uma liberdade inexplicável
Preciso de um fim para libertar meu coração para te amar
O fim reserva um começo que faz
Meu coração vibrar e bater incessantemente gritando:
Vo-cê
Vo-cê
Vo-cê
Estou vivendo o que plantei não é? Não quero mais brincar dessa brincadeira, tristemente meu fim já chegou.. Até quando serei lembrada?
Você nunca vai saber mas eu chorei tanto por você, perdi a hora, passei um tempo sem cuidar de mim, odiando todo mundo, querendo dormir e só acordar depois que tudo tivesse passado. Parece difícil acreditar mas dormir não era mais tão simples, eu parei de comer e me isolar de todos por um tempo foi minha única opção. Ficava aliviada quando chovia, o dia acompanhava minha tristeza, nunca gostei de está triste em dias de sol, me sentia mal agradecida em ta tão infeliz num dia tão lindo, parecia que o sol me obrigava a está feliz. Você nunca vai saber mas eu reli todas nossas conversas nas redes sociais, no celular por dias a fio, refazia nossos passos juntos antes de dormir e chorava quando esquecia algum detalhe, me acabava por dentro ver que você tava indo, que nossas lembranças com o passar dos dias estavam tão raras. Ninguém testemunhou mas pedia a Deus por nós todas as noites “se ele voltar esqueço tudo o que aconteceu, paro de comer sushi, paro de reclamar do meu emprego...” e mesmo não acreditando que seria possível um nós nessa vida eu pedia, fazia promessas, chantagens, acordos. Meus amigos não sabem mas eu fingi está bem porque odiava ter que ver todos com pena de mim e com raiva de você. Esse fim de semana um amigo me perguntou quem tinha mais colaborado pra eu ser tão forte como sou hoje, na hora lembrei da minha infância, dos traumas e de você. Você nunca vai saber mas boa parte dessa mulher que sou hoje eu devo a você, quando você foi embora tanta coisa morreu dentro de mim que por um tempo me achei um nada, nada parecia caber no vazio que me tornei, nada parecia fazer parte de mim, até quando percebi que pra se renascer precisa antes morrer, que pra se reconhecer feliz precisa antes saber o que é ser triste. Até quando pude ver que todo aquele vazio não era o fim era apenas o espaço que eu precisava pra acomodar tudo que eu sou hoje, sem você.
Mesmo com tantos desencantos, eu ainda canto,em meio a tanto pranto, um sorriso de canto me tira o medo de ser feliz.
Para onde levou o sol?
Eu não sei mais Maria, o que fazer com estes dias que passam, mas nunca amanhecem.
É que eu estou sobrevivendo, mas não sinto mais intensidade e vitalidade, não sinto as gotas da chuva, e o sol para onde levou o sol?
Não me admiram, nem arrepiam-me mais as canções, tão débil parece o cheiro das flores agora, tão inconsistente o chão.
Seu corpo está distante do meu, abstenho-me então involuntariamente de amar qualquer coisa.
Perdi o juízo e as funções motoras, perdi a cabeça e a memória, não sei mais se seu nome é Maria ou felicidade, não sei mais o que fazer com esta saudade.
Acordo sonhando
Levanto aos prantos
Vivo sem vida
Assim vou levando
Pela tarde eu choro
Pela noite, lamento
Por fim comemoro
O fim do meu tempo
É, mesmo de dia vejo tudo escuro, meus olhos abertos mas com um fundo preto, minha força fraca, meu pensamento nulo.
Não sei se tento imaginar, não sei se devo sonhar, meu medo me magoa, meu ser não acha coerente falar.
Imagino folhas, que caem, e o céu?, nuvens tristes, sem beleza, meus olhos não dá cor as cores, não ver emoções nos sons, não ver vida.
Eu olho pra minha mãos e não vejo força, tremem de medo?, tremem de angustia...
O quanto devo respirar não sei mais, as teclas da minha vida geram melodias, tristes, deprimentes, eu não quero ouvir e crio, mas porquê?
Meus pés não sentem os passos, não escuto nem gritos de pessoas em volta, não entendo as palavras...
Meus olhos não se fecham, mas não enxergo nada, meu coração exangue...
Não vejo beleza, cada estrela diz algo, mas não consigo descrever, mas não desisto nunca, porquê?
Não consigo caminhar, meus pés frágeis estão cansados, minha vida desesperada, vejo cacos de min pelo caminho, mas ninguém ajuda a apanhar, devo fazer isso só?
Porque o vento me diz que não? Poque ele sopra entre meus ombros, fazem minha alma latejar, dizem pra esperar, mas eu sei que não, porque eu não desisto? Porque é tão difícil? Porque as lágrimas caem, eu não quero chorar, Porque? Porque?
Porque Não desisto?
Porque não posso?
Acho que é...
Mas é tão difícil,
Porque não posso voar como os passarinhos ir pra longe ver o sol nascer na imensidão do céu?
Quero ver tudo colorido outra vez.
"Hoje é aqueles dias que já não importa se é inverno ou verão, se faz chuva ou sol. Pois só o que sinto são calafrios, só o que vejo é um breu. Todos concordam que foi penas um sonho. Mas se eu sonhei porque não consigo acordar? Vejo meu olhos abertos mas eles se recusam a ver o fim e a contemplar a a ruína de um amor. Meu corpo reage retoricamente a este fato. Me vejo encurralada entre a espada e o precipício, meu maior desejo é criar asas e vencer. Voar até você e salvar a nos dois de uma vida sem sentido. Mas talvez nem você saiba que precise ser salvo. Perco-me neste devaneio. Hoje sou a menina perdida neste palco da vida. Você era a peça chave, mas as cortinas se fecharam antes do publico ver o grande ato. Nosso tempo acabou e eu realmente sinto muito, mas não quero acordar."
SONETO SEM FIM
Não há ninguém no fundo de um poço,
Quem adivinha as voltas deste mundo?
E quem já sente “a corda no pescoço”
Descobre que o poço não tem fundo.
Quem sabe a vida seja só esboço,
De tão breve que é cada segundo?
Pois há no mundo ainda o alvoroço
De um fim - e eu ainda me confundo…
Eu escondi meus “nãos” ao dizer sim,
Descobri no que a vida aqui, consiste:
Só trago o que guardei dentro de mim!
Esboço riso e torno ao olhar triste,
Minha tristeza nunca chega ao fim,
Pois o fim realmente não existe!
