Tristeza Saudade
►Que Saudade
Me desculpe o incômodo,
Mas quero compartilhar algo ruim que sinto
Preciso de ajuda, ela não se vai da minha mente
Cruel destino, minha cabeça está quente
O que faço para esquece-la?
Perdi minha certeza, não tenho mais clareza
Sinto falta dela, veja o que ela fez comigo
A cada dia mais eu me sinto vazio
São diversas as vezes que me sinto sozinho.
Meu peito clama por aquele toque
Agora parece que vivo com má sorte
Sendo desgastado pela dor que me corrói
Perdi a direção, do Sul e do Norte
Meu coração não consegue ser tão forte
A tristeza tomou posso de mim
Tenho pensamentos que dizem para eu desistir
Meu amigo, diga o que posso fazer para não permanecer assim
Sinto falta, mas não há mais volta
Quero aquele abraço, mas não existe mais laço
Agora minha saudade me deixou em pedaços
Diga, estou preso, o que faço?
Estou começando a ter miragens
Frequentemente eu vejo sua imagem
Tenho ilusões que parecem de verdade
Agora desconfio dos meus próprios olhos
De delírio estão criando um histórico
Tenho agora sonhos em que a vejo me beijando em meu colo
Amigo, não sabe o quanto me dói ver nossas fotos
Relembrando de nossas brincadeiras, de nossos jogos
Dói até meus ossos.
Aqui estou eu, esperando ela ligar
Mas sei que jamais a escutarei falar
O que faço para acordar?
Estou carente, a perdi
Mas continuo com ela em minha mente
Não consigo fazê-la parar de me seguir
Fale algo de bom, estou a me destruir.
Eu queria poder vê-la mais uma vez
Queria poder dizer que sinto muito sua falta
Da saudade estou a mercê
Não consigo manter a calma,
A insônia domina minhas horas
Então me diga, amigo, como saio dessa zona de perigo?
Estou ficando cansado, meu coração está pesado
Sem mencionar as vezes que ele sente dores,
Como se estivesse sendo esfaqueado
Em meu jardim já não mais cresce flores
Amigo, estou à deriva na escuridão, não vejo cores.
Morro de saudade
As lembranças fazem parte
Porém não quero vê-la em meus sonhos
Perco a cada dia mais meu ânimo
Não sei o que fazer, não vejo uma saída
Tento me esconder, mas não me livro da dor reprimida.
Amigo, eis que chega o término desta carta
Desculpe novamente, mas é assim que passo minhas noitadas
Enquanto você está aí, com festas agitadas,
Aqui me resta fantasiar,
Com a antiga rainha da minha terra encantada.
Que tal falarmos de saudade?
Daquela saudade que insiste em te atormentar nas madrugadas,
Daquela saudade que as pessoas tampouco dizem estar curadas,
Daquela saudade que foi e você sabe que não vai voltar,
Daquela saudade que lá no fundo, você sabe.. ela jamais vai te deixar.
Feliz é quem não tem quem amar, se preocupar, sentir saudade e sentir dores alheias. Porquê no final, essa pessoa nunca foi sua.
É que tem dias, que seus gestos são vagos...
Sem lembrança, sem apego e sem saudade.
O encaixe de nossas almas se perde por instantes...
E, em dias assim...
Eu não acredito em você.
(Alessandra Alcântara)
E a lágrima brota no canto dos olhos
O nó sobe à garganta
Engole seco e molha o rosto
A saudade que aperta
A dor que lhe machuca
A tristeza que espanta
A distância que não se encurta
As lembranças que não se apagam da memória
Momentos que passaram
De pessoas que se vão
Só resta a lágrima, a dor
Pra confortar a alma e o coração
Soneto da Saudade
A chuva desaba sobre tua mão
Ela te lembra do amigo perdido
Para que tua fria alma vendam
Levam-te embora deste "paraíso"
Te peço, dance sobre meu corpo
Quero meu caixão inteiro seco
Não sinta saudade, estou morto
Por que você sente tanto medo?
Lembra-se das noites de lua cheia
Onde nós juramos um amor eterno
Fuja de onde a solidão permeia
Eu ainda estou aqui, tão perto
Não quero tristeza, nem solidão
Não desejo isto aos que amam
Saudade...
É um sentimento que arde,
Todo momento,
Sem piedade,
E por pior que seja,
Faz lembrar algo,
Lindo, verdadeiro e mágico,
Que está perdido no passado,
Talvez exposto em um retrato,
Porém certamente tem seu lugar guardado,
No futuro e para todo o resto de uma breve eternidade,
No pensamento de quem sofre calado.
As vezes me pergunto; será que Deus por ser infinito, não mede a intensidade da saudade em nossos corações ?
Tua lembrança é a mordaça que cala os gritos da minha saudade devaneada de solidões abstratas.
Teu sorrir é fênix que renasce o fogo em mim.
Tenho uma vontade de lagarta encasulada
Tenho uma saudade de foto antiga na parede
Tenho um suspiro de partida na estação
Tenho uma dor com cara de choro de criança
Tenho a esperança de uma mala pronta para viagem
Tenho a coragem de bebe engatinhando
Tenho um coração que mesmo doendo vai sempre me avisando
Não desista, tem sempre alguem caminhando na mesma estrada...
Quando a saudade bate, não tem como reagir, a única solução é sentar, chorar e esperar a dor suavizar.
porto
há uma saudade em mim no cerrado
ancorada nos barrancos ressequidos
são arrancos no peito em ronquidos
num espectral sentimento entalado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Monotonia do Tempo
O tempo cura tudo menos a saudade teimosa
Que habita em mim de manhã.
Ele promete esquecer, desaprender,
Mas a ansiedade permanece até o amanhã.
Se o tempo pudesse ocultar
Cada promessa feita e não dita,
O amor seria o fim de uma vida infinita.
Vida essa que era minha e agora é tua,
A tua alma vestida a passear numa cidade nua.
As estrelas sorriem ao ver-te à deriva na rua.
E eu perdida no tempo,
Comtemplo-te, ao admirar cada verso da tua poesia.
Eu imploro-te e prometo,
Que vou amar-te em segredo, nesta pacata noite fria.
Amanhecer, ó saudade
A solidão é a sombra do dia
Noite, é o seu lar
A saudade é como o sol sem brilho
Lágrimas sem esperança
O que me fere só de pensar.
Agora oque mora em mim é um misto sentimentos, dúvidas, amarguras, receios, ciúmes e saudade... Quando duas vidas começam se separar oque fica entre elas é apenas dor, e infelizmente sempre tem um lado mais frágilizado pelo amor, o amor age como um ácido quando não há retorno... O amor tem que ser um espelho, ele tem que ser recíproco... Se não houver investimento dos dois lados não tem oque ser feito a não ser padecer com o coração cheio... Assim como o antídoto... Na dose errada, pra pessoa errada se torna um veneno que apodrece aos poucos o peito do seu portador.
