Tristeza e Morte
É como sonhar acordado... Se eu escrevesse sobre o nascer e o pôr do sol, sobre o amor e a morte, sobre toda a imensidão da dor e da alegria, isso faria de mim um poeta?
Não, não quero suas flores, não desejo seus aplausos, nem seu reconhecimento. Tudo me parece tão desconexo e tenro nesta manhã. Mas ainda assim não desejo suas flores, e não tente cruzar esta linha, pois você já a cruzou antes, já cruzou várias vezes.
Não, não me faça chorar, não nesta manhã tão solitária, é como se eu houvesse perdido minha juventude e, não, você não entenderia. E por favor, também não me faça sorrir, deixe-me apenas em total apatia.
Não me veras mergulhar nesta manhã nem em euforia, nem em agonia. Apenas leve-as daqui, suas flores, elas me lembram de como perdi parte de minha juventude. São memórias, são flashs inconsistentes, lembranças de um tempo melancólico.
Isto pode ser uma revelação à luz da manhã, bem como isto pode ser uma maldição de um longo período noturno. São muitos invernos, são sementes que nunca desabrocharam, são anos que se perderam em meio a imensidão de noites muito longas e dias muito curtos.
Às vezes vejo que ainda estou preso, nesses dias tão vazios, nessas melancólicas manhãs que trazem todo um vazio que gostaria de apagar, ou não sei ao certo, se gostaria de apagar ou ressignificar, enquanto isso sigo escrevendo...
Talvez algum dia aceite suas flores, mas este dia não será hoje. Se esse dia chegar, será um dia como hoje, uma manhã, onde tudo estará igual, mas tudo estará tão diferente, será um novo nascer do sol, que dissipa e ressignifica todo o vazio de tudo aquilo que não posso alterar, trazendo um sabor completamente novo, ao mesmo tempo antigo, com o velho gosto de minha doce infância, e um frescor gostoso de uma nova juventude.
Pode ser que nesse dia seja tarde demais, tarde para agradecer os aplausos, tarde para sentir todo seu reconhecimento e mais tarde ainda para aceitar suas flores, é o preço que terei que pagar, por ter me mantido durante tanto tempo preso a esses tempos mortos, é o preço que tenho pagado...
São as flores que trazem tristezas, os anos de dor e os dias de glória, são as lágrimas e os sorrisos daquele que escreve, sobre um tempo que se foi, sobre um tempo que ficou aqui e agora. Apenas não me peça para prometer nada, apenas não me peça qualquer coisa que exija sacrificar mais do que já sacrifiquei, apenas deixe-me aqui a sonhar acordado nesta manhã.
A morte é uma visitante importuna... Bate na porta de crianças e de adultos. Às vezes, no momento em que menos... Temos tempo para atendê-la...
A morte das margaridas brancas atravéz do luto.
No começo da primavera, em um pequeno vilarejo nasceu uma margarida vermelha no meio do campo, em volta da exótica margarina vermelha, havia margaridas brancas belíssimas. Elas eram conhecidas como a flor das donzelas e ainda hoje simboliza a juventude, o amor inocente e a sensibilidade. Esta delicada flor também representa a pureza, a paz, a bondade e afeto.
Mas a margarida vermelha era nova e muitas perguntas surgiu, porque a natureza pós ela entre as brancas? Não ouve plantação, os habitantes do vilarejo nunca havia visto uma margarida como aquela.
Todos que passavam ali se perguntavam como tratá-la, como chama-la e o que fez suas pétalas tão sangrentas. Com o tempo ela significou impulso amoroso. O grande impulso da natureza em por mais cor no mundo e mostrar que ha sempre coisas novas a descobrir.
Todos os dias o jardineiro do vilarejo passava pelo campo e cuidava das margaridas, e cuidada igualmente. Mas ele percebeu que enquanto a margarida vermelha estava robusta e ainda mais vermelhas, quase chegando ao tom de vinho, as brancas estavam murchas e cinzentas.
O jardineiro começou a se preocupar então em que talvez a margarida vermelha não fosse um bom impulso da natureza, todavia, uma erva-daninha.
Com medo de toda as flores do campo começarem a morrer, o jardineiro tomou a decisão de tirá-la dali e coloca-la longe, para observa-la antes de ter um julgamento completo.
No outro dia, o jardineiro voltou e as margaridas brancas estavam mortas, com pesar eles foi tirá-las do campo para abrir espaço para novas flores. Ele achou algumas pétalas vermelhas jogadas pelo solo, aquela foi a primeira vez que o homem tão centrado parou para pensar que talvez as margaridas estivessem em luto pela sua amiga.
As margaridas brancas estavam sofrendo muito antes da vermelha ser tirada dali.
Ainda se achando um pouco doido com seus novos pensamentos, o jardineiro foi para casa e foi diretamente até o jarro que estava a margarida que era a pouco tempo vermelha- vinho, e percebeu que agora ela estava preta e assim como as brancas, ela morreu.
Quando os habitantes perguntavam ao homem sobre as margaridas, ele sempre respondia com pesar:
A margarida vermelha partiu...
E as brancas morreram com a partida dela.
Ninguém nunca compreendeu totalmente o pesar na fala do jardineiro, porque ninguém olhou as margaridas com tanto amor e nunca cuidou delas com tanta dedicação. E principalmente, nunca entenderam que a história da margaridas, era real.
A margarida vermelha adoeceu por dentro e morreu aos poucos, as margaridas brancas morreram por não salva-la. Mas todas as rosas, girassóis, Petúnias, Ciclames, Gloriosas, Bela-emílias e muitas outras. Continuaram vivas e fortes, elas não sentiram a perda, porquê nunca amou as margaridas como elas amavam umas as outras.
Livro: Superlativo
Para homens, ter certezas absolutas, mesmo do que já em si, é uma verdade eterna, só a morte fornecerá!
A Morte
Tenho a sensação que a morte esta próxima, talvez não próxima de mim, mas próxima de nós.
Nestes últimos dias tenho visto muitos amigos se despedindo de alguém, algum amigo, conhecido, familiar em fim sinto a morte próximo.
Sempre ouvi de amigos que conforme ficamos mais velhos vamos tendo mais contato com a morte, começamos a perder familiares pela idade, os conhecidos, os professores, os vizinhos, os familiares mais velhos, as pessoas começam a partir.
O nosso ciclo de convivência muda, vamos ficando ainda mais vazios, pois cada pessoas que se vai leva um pedaço nosso, leva uma parte da nossa história, leva um pedaço nosso consigo.
Epicuro um filósofo de mais ou menos 300 antes de cristo é conhecido por ter contribuído para libertar as pessoas do medo sobretudo, da morte. Ao considerar o ser humano como uma entidade coesa, formada por um conjunto de átomos em movimento, Epicuro concebe o fim da vida como um processo tão inevitável quanto natural, descrito como a simples dissolução dessas partículas elementares - que, mais tarde, se reunirão novamente, dando origem a outros seres. Razão pela qual o filósofo sustenta: "A morte nada significa para nós". Ao contrário do que acreditavam Sócrates e Platão, ele justifica sua convicção: "A morte é uma quimera: porque enquanto eu existo, ela não existe; e quando ela existe, eu já não existo".
Outros filósofos possuíam uma visão a cerca da morte, mas cada um em sua linha de pensamento denotavam de forma peculiar a importância da morte em nossa vida.
Caminharmos de encontro a morte desde o momento em que nascemos, o que nos diverge dos filósofos está exatamente na importância que damos a morte ou não.
Visto que viver é uma preparação inevitável e temporária para a morte talvez aquele que se refugia no medo morra antes.
Se levarmos ainda em conta a visão dogmática que as religiões dão para a morte poderíamos supor Que estar vivo na verdade é estar morto, e morrer é verdadeiramente nascer para a vida, o que deveria na verdade nos impulsionar ou nos tranquilizar acerca da morte material, isso sem levarmos em consideração a questão espiritual do tema "morte" ou da possibilidade de continuidade da matéria extra corporal.
Neste contexto sinto que a morte é uma exigência universal a favor da continuidade da vida plena, já que para nortear a vida que levamos e até mesmo nossas ações devemos temer ou esperar a morte.
O que nos aproxima de ente querido em desavença é a possibilidade da morte levando consigo a impossibilidade de reconciliação, o que motiva grande parte da sociedade é o trabalho árduo por anos a finco para no momento de morte prover a quem fica a estabilidade de viver uma vida mais tranquila até morrer, neste árduo ciclo vicioso morremos sem nunca termos vivido ou sem entendermos ao certo o que é viver.
Nascemos para a morte e morremos para a vida.
Talvez se levarmos em conta este último estrofe, na verdade tudo o que deveríamos aprender em vida seria como nos preparar para morte, chego a pensar que nossa vida teria muito mais sentido e sentimento do que valor visto que passaremos uma eternidade mortos e algumas décadas vivo, isso mais uma vez dependendo do dogma religioso que acredite.
Talvez o único consenso dogmático religioso existente em todas as religiões está no fato de que para se ter uma eternidade pós morte tranquila, devemos ter uma preparação em vida de forma a dar mais valor ao sentimento de ser do que o sentimento de ter ou de necessitar, já que tudo o que se refere a ter obrigatoriamente ficará por aqui é não morrerá conosco.
Logo nossa principal lição durante a preparação para a morte ou seja vida, deve ser que independente do que você acredite você morrerá e quanto mais feliz você se sentir melhor será sua experiência pré morte ou pós morte.
Claro que tudo isso na verdade se acreditarmos que somos seres imortais, seja em espírito ou em consciência.
Pois sem está crença a morte e a vida se tornariam a mesma coisa.
A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói
A melhor coisa que comprei pra mim neste ano foi um Kindle e assinei o Kindle ilimitado.
Já li vários livros.
Ontem comecei a ler 'A Morte de Ivan Ilitch', novela de Tolstói. Quem me indicou foi minha neta. Quem indicou pra ela foi um professor... que, segundo ela, lê muuuuiiiito.
Ele disse pra ela que chorou quando terminou a leitura. Claro que foi o que me motivou a ler o livro... fiquei curiosa pra saber o que o fez chorar.
Já sei como termina, porque o autor faz o favor de contar quase no início... o fim.
Já li 75% do livro - tecnologia Kindle que diz quanto falta pra terminar um capítulo... quanto você já leu do livro todo... quando você liga está exatamente na página em que você parou de ler... enfim 😉
Aos 60% eu já havia entendido porque o professor da minha neta chorou. Não foi pelo que acontece com o personagem no fim, não... o que acontece com Ivan acontece com todo no mundo no fim... e o autor, como eu disse, já falou quase no começo o que acontece com Ivan... o título já diz 🙄 foram outras razões que trouxeram lágrimas aos olhos do professor... e eu não sou boba nem nada pra dar spoiler...
Claro que ainda há 15% do livro que podem me surpreender e ir por água abaixo o que tenho pensado que tenha feito o professor da Gi chorar... claro que posso chegar a um fim mais terrivelmente triste do que li até agora.. E não, não se engane.. a tristeza não está escrachada em fatos... a tristeza está entremeada em sentimentos e pensamentos de nosso personagem principal.
Talvez tenha algo mais no fim... mas eu só saberei mesmo no fim... por enquanto é isso.
O medo:
O grande causador de tantas enfermidades:
A morte segue quem vive nessa escuridão...
Os "poderosos" e os que querem ser donos do planeta, querem que todos vivam nessa agonia, frustração, sofrimento e depressão...
Quanto mais medo, mais pavor, mais desespero, mais o nosso corpo desfalece porque nossas células mergulham na loucura da desunião...
Um corpo saudável, tem todo o seu sistema de defesa preparado para superar tudo, todas as células ficam unidas: uma família. Isso para enfrentar todos os desafios.
Mas, quando o pavor e o medo se instalam nas consciências e os pensamentos ficam enjaulados nesse desespero... Todo o corpo definha, todos os órgãos ficam enfraquecidos e qualquer invasor: um vírus, uma bactéria e até um fungo, pode se aproveitar e destruir um corpo, antes saudável, e levá_ lo ao sepulcro!...
O pior: nesse estado de calamidade, onde a humanidade se encontra: nesse pesadelo doentio, o consciente coletivo da falta de fé e de esperanças vai contagiando toda a atmosfera do planeta, que faz com que a doença se instale com mais forças em todos que se encontram desesperados... Estes vão sendo derrotados, um a um ...
Você nasceu para ser forte, para vencer e para ser feliz. Deus lhe deu seu sopro de vida para que vivesse em abundância. ELE semeou em sua essência, o fruto do amor, da criatividade e da luz 😀🤗 Você já nasceu vencedor e com um espírito repleto de vigor: com seu DNA inteligente, com capacidade para vencer as dificuldades diárias e se recuperar, diante dos desafios da vida.
Então, meu amigo do coração ❤️ Vamos abandonar o medo e deixar de lado o pavor, e caminhar com fé e esperança na luz de Deus. Confiando no grande AMOR de Jesus 🙏🙏🙌 Somente com AMOR no coração poderemos sair vitoriosos dessa pandemia, dessa aflição que está detonando o mundo e aniquilando muitos corações deprimidos e muitas consciências que se afastaram da luz...
Deixem esse AMOR invadir os seus pensamentos: façam orações, meditações e abandonem a raiva, o ódio, a vaidade e o orgulho. Vivam felizes em Cristo ❤️💝🙏 Se ame e ame todos em sua volta. Não se isole, não se tranque em seu mundinho e pare de se achar um inútil e um miserável...
VOCÊ NASCEU PARA SER FELIZ!!!...
EU acredito em você. Largue o medo, saia dessa correnteza que só vai te afogar e beba a água da fonte da vida...
Amém!!!.
"Rico é aquele que precisa de pouco para sobreviver"...
Vamos vencer juntos, essa solidão 🙌🤗
Deus conosco, Sempre 🙏🙌🤗❤️
Efeito miragem
Eu queria congelar o tempo
Bem naquele momento
Em que você olhava para mim
Eu queria não sentir
Esse misto de sentimentos que me vem
Quando toco em ti
Você me perde e me ganha
Com a mesma intensidade
E eu tenho a mesma saudade
Desse teu poder de barganha
Juro por teu desempenho premiado
Juro pelo nó de tua gravata
Eu juro pela turbulência transpassada
Que não sei como me desvincular de teu passado
Eu olhava pro céu
E a estrada nos abençoava
E a noite, embalava
Como crianças largadas ao léu
Seu olhar brilhava
Como esmeraldas na luz
Oscilantes, porque fizestes jus
À fama que te acompanhava
Teu olhar irônico
Que só me fazia enxergar além
Meu sorriso atônito
Mostrando que nem sempre o ouro que reluz
É o que convém
Eu olhava pro infinito e pra você
Juro pelas intermináveis faixas amarelas da estrada
Que minha vontade tão bem guardada
Era só poder te dizer
Que você é incrível
Que teu passado não tem que nos ser inquilino
Porque enquanto a noite caía,
Eu só te desejava
Cada vez mais perto
E que não seja certo
Eu sempre gostei de arriscar
Só te peço pra ficar
Seja meu maior pecado
Mas esteja perto
Esteja,
Deixe estar
Se tudo me disser que é errado
Eu escolho a inconsequência
Seguro tua mão e imploro
Tira-me da abstinência
Que o vício do teu corpo me trás encarnado
São números e letras,
Maiores que sentimentos menores
Troquei o vício em você por outros 20 piores
Permaneço incrédula sobre o que vem atrás
Vá pro raio que o parta e me leve junto com você
Por tudo que acontece
E eu não consigo não dizer
Que sinto sua falta
Porque estar contigo é como andar de montanha-russa
Não se pode prever o que vem a acontecer
Resta-me apenas aceitar
Antes do dia amanhecer
Te chamo para brindar
À mais uma manhã confusa e sem saber e sem você.
Thaylla Ferreira Cavalcante {Amor, meu grande amor.}
Morta
Eu sinto os meus braços
Eu sinto as minhas pernas
Eu sinto as minhas mãos
Ainda tenho visão
Não sinto entusiasmo
Só tenho tormentos
Só tenho sofrimentos
Viva por fora, morta por dentro
Espelho: olhe pra si mesma e diga, o que você vê?
Eu: Eu vejo uma ridicula e idiota. Uma garota que sonha um dia ser feliz, um dia ser amada e não para de se iludir com isso. Eu vejo uma garota feia e gorda. Uma garota impossível de ser amada. Tudo que eu vejo são olhos preenchidos apenas por vázio. Eu vejo uma garota que um dia vai fazer um favor para o mundo e vai para de respirar pra sempre. Ela vai descançar
Lâmina: Tudo bem. Pare de chorar, venha para que eu possa te confortar
Quando uma pessoa querida parte,
não é só ela quem vai;
de nós, leva junto uma parte
e um castelo de ferro cai.
E então, morremos também a sua morte,
que instalou-se sorrateira como a noite,
súbita como o vento forte,
e doída como o estalar de um açoite.
20 de março de 2015 – Dia da felicidade.
A vida é feita de problemas e resolução. Alguns problemas são maiores que a solução para eles e então começa o desespero. O sofrimento, aquele que acaba com você aos poucos, torna-se seu pior inimigo.
Você sofre, mas quer sofrer calado e ao mesmo tempo gritar para o mundo inteiro que você não aguenta mais. Mas não pode, não quer que outras pessoas sofram junto. Seus pais.
Tudo que você sente está claro, mas você não tem palavras e nem força para relatar, porque a dor no estômago e enjôo aumenta na medida em que você pensa.
Você quer fugir, mas não quer sair de casa. E então começa a se afogar nas lágrimas que logo tornam o seu quarto o mais profundo oceano. Você quer ser salva, mas sabe que ninguém vê o que está acontecendo porque você já está muito fundo.
Você sabe que precisa subir, mas não consegue. Sabe que precisa sobreviver de alguma forma, nem que seja só fisicamente.
Quem te fazia feliz, não te faz mais. O que gostava antes, não gosta mais. As pessoas que te entendiam, não entendem mais. O que fazia sentido, não faz mais. Você simplesmente se sente perdido. Uma música ou outra te entende. Mas não totalmente, entende só uma parte porque parece que ninguém conseguiria sentir tudo que você está sentindo.
Então você decide dormir para fugir da dimensão atual, mas quando fecha os olhos não consegue mantê-los fechados.
O cérebro vira uma bomba explosiva. O escuro se torna claro e seus pensamentos ganham vida e não deixam você dormir. Você tenta se acalmar, mas seu pé não para de balançar. De repente, lágrimas caem e o mundo desabada. A tempestade não acontece fora da janela, e sim dentro. Dentro do quarto, dentro do eu.
E nessa tempestade não tem guarda chuva. Os raios estão fortes, você está fraca, mas tenta desviar deles. Depois de algum tempo de experiência, você percebe que a dor do amor não correspondido ou do abandono de quem amou, não era nada perto do que está sentindo.
Você pensa em amor e a boca do estômago dói novamente, lembra de todos que deixou para trás por não fazer mais sentido e por não ter paciência nem psicológico para conviver com outros problemas. Talvez, aquele último amor ainda esteja do seu lado. Mas você não quer preocupá-lo porque você tem esperanças que tudo volte a ser como antes, sem ter precisado contar o que está acontecendo.
A última coisa que quer, é que alguém te veja desse jeito porque você sabe que não vão entender e sim, sentir dó. E você não é uma coitada. Você é forte por mais que não veja.
A ansiedade toma conta por completo quando o pensamento é o futuro. O professor de matemática já disse isso. A psicóloga do DETRAN, quando você fez o teste psicológico para tirar a habilitação de motorista. O seu ex. Sua mãe. Você é ansiosa. Mas e daí? Detectar a ansiedade, não vai mudá-la.
Você não sabe de mais nada, só sabe que cada dia é um novo desafio de sobrevivência. Um “Jogos vorazes” interno. Mas dizem que se você vencer, ganha um prêmio. Seja lá o que for, espero que valha a pena. Matar um leão a cada dia, mesmo fraca, não é pra qualquer perdedor.
Acordo falando comigo mesma: tem alguém aí? Será que sobrou alguém aqui dentro pra me ouvir? Coloco os pés no chão frio, e sinto algo externo, fico um pouco feliz por sentir algo que não seja essa dor. Conversei com meu melhor amigo, mas ele não me entendeu, porque toda essa tristeza não tem nome, ninguém morreu, ninguém me trocou, ninguém me abandonou a própria sorte, mas eu morri, não há nada aqui dentro só uma ferida aberta que dói, dói. Ontem tentei sair, não deu, ontem vi um rapaz tão bonito, fiquei olhando um pouco, tentei ficar feliz só porque ele retribuiu o olhar, mas essa tristeza não deixa, porque eu não quero que ninguém me olhe, eu só quero me trancar no escuro de mim e cega dormir, dormir, dormir. Eu já fiquei tantas vezes triste, meu amigo me disse: você já passou por coisa pior, mas nada é pior que agora, nada é pior que se ter dinheiro pra comprar a melhor roupa e só ter vontade de vestir um trapo qualquer, nada é tão triste que ver seu prato preferido na sua frente e só querer vomitar no banheiro mais próximo e eu tô assim, tenho todas as oportunidades do mundo batendo a minha porta e eu só quero ficar sozinha. Nada é mais justo, levaram minha leveza, não tem mais nenhuma risada guardada, não tenho nenhuma lembrança boa na manga, eu não penso, eu não sinto, eu só respiro e se isso é ta viva, eu ainda tô. Tentei congelar minha melhor lembrança mas escorreguei na minha vontade de não lembrar, tentei encostar no colo de alguém mas cai no poço fundo de mim, tentei ler, comer, trabalhar mas é tudo mecânico, virei um robô com o controle remoto na mão da dor, é ela que me direciona, é ela que me acorda e é ela que me faz dormir. Um dia vi uma garota chorando num banco e um rapaz a abraçava, apertava, ele não dizia nada e ela chorava, soluçava, desejei ser aquela mulher por um minuto, só pra poder chorar, só pra querer ser tocada por alguém, só pra me diluir em mim e me recompor depois, mas eu não consigo, eu não aceito o toque, eu não aceito olhares compassivos. Então eu deixo, deixo toda essa coisa sem nome que virou meu peito, me dominar, ditar as regras, só pra não me esforçar pra viver, só pra deixar alguém cuidar de mim, até que um dia lúcida eu me tenha de novo.
Que se perca a vida, mas que eu não me perca nela, que nunca deixe de acreditar nos sonhos, nas histórias, no amor. Por que depois que se deixa de sonhar, se deixa de viver.
Que eu nunca perca minha essência, mesmo que o mundo tente deturpá-la e dizer que é fantasioso acreditar nas utopias do caminho, e que não existam amores e amados perfeitos, sim, amores e amados! Amor é um sentimento par, pois quando se torna impar não é amor é solidão a dois.
Que as lágrimas no caminho não me faça temer novas aventuras, mas que me faça sábio o suficiente para não repetir os erros, e que a cada lágrima, que não saia apenas água, saia também qualquer sentimento de angústia, e desamor.
Que eu continue acreditando em mim, no mundo, nas pessoas, pois algumas delas podem não estar acreditando em si. Não apostar na gente, é deixar de viver… Acredite ninguém precisa morrer.
