Trauma
“Uma pessoa faz algo que não é direcionado à ninguém de forma direta e específica e quando você vê o que a pessoa fez, sem que você consiga controlar, são disparados gatilhos de conteúdos mal resolvidos dentro de você (medo, insegurança, complexo de inferioridade, rejeição, abandono, etc) e automaticamente você começa a produzir pensamentos e sentimentos negativos relacionados àquela pessoa, na tentativa de validar todo esse conteúdo que está guardado dentro de você.
Lembrando que a pessoa que está do outro lado, não faz a menor ideia do que está acontecendo, porque ela fez algo natural e espontâneo para ela e ela desconhece o que cada um carrega dentro de si.
Ali você constrói a imagem de uma pessoa, que é baseada naquilo que você está proietando através das suas
"sombras", das suas experiências e vivências, se satisfaz com a personagem que você criou, porque ela é exatamente como a sua mente gostaria que ela fosse e automaticamente se isenta da necessidade de olhar profundamente para dentro de si e enfrentar as dores, mágoas, feridas, traumas que precisam ser trabalhados e curados.
Sem que você perceba, esse ciclo vicioso vai se repetindo todas as vezes que você vê uma situação ou pessoa que lhe
"desagrada" e isso pode se arrastar por meses, anos ou uma vida inteira.
Nunca lhe ocorreu que talvez você esteja dentro de um looping de projeção eterno e que talvez você precise quebrar essa roda para mudar a sua forma de enxergar as pessoas, o mundo e transformar a sua vida?"
- Flávia Filgueiras
Infelizmente muitos trazem infelicidades na alma e não se importam em ver e fazer, também, os outros ficarem infelizes...
Deixem eles, abandonem esses fragmentos que achávamos que fariam um mosaico lindo em nossas vidas... São apenas espíritos que se perderam e esqueceram o que verdadeiramente é ser amar, se amado e amar de verdade.
Vamos retirando essas cinzas de nossas mentes e de nossas histórias. Vamos renascendo, todos os dias, limpando as arestas e retirando tudo o que não presta e o que nos prende na angústia, no sofrimento e na solidão.
Vamos nos libertando e se entregando a essência do amor, da bondade e da gratidão. Só assim poderemos caminhar com graça, beleza e paz no coração.
Abraços, felicidades e muita libertação e entendimento em sua Peregrinação. Abraços.
Se às vezes dizem dentro de ti está uma criança ferida, não reprimas as palavras.
E se eu dizer dentro de ti falta conhecimento e suporte de pensamento consciente perante situações adversas.
Assim o faço pelo crescimento e não o vitimismo.
Verdadeiramente real racionalizar a palavra ferida por acontecimentos negativos reprimidos pela falta do medicamento da lucidez das palavras.
Hoje senti o desejo de comentar sobre a letra da música do Nando Reis, “Pra você guardei o amor”.
Ao ouvir e prestar atenção na letra fui remetida a tempos imemoriais de minha infância, onde a figura paterna se fazia presente e de quando eu imaginava o amor, como eu via, com meus olhos inocentes, o relacionamento de meus pais. Época de sonhos e verdades limitadas ao que ocorria a poucos metros de mim, pois não existia a internet ou nada de muito tecnológico.
Lembro de estar sentada em nossa sala pequena, na Casa que morávamos, na rua conhecida como Bêco Salgado, na Cidade do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. Casa pequena, de frente, uma porta e uma janela. Na sala, neste dia que consigo recordar, eu por volta dos meus nove anos, sentada numa mini cadeira, meu pai, na cadeira de balanço, minha mãe fazendo um tipo de artesanato que lembrava o crochê, sentada numa cadeira baixa ao lado dele, ela usava uma tábua cheia de pregos, para trançar com linhas, foi quando, num diálogo entre meus pais, de repente , minha mãe bate no joelho dele com esta tábua cheia de pregos, ele grita de dor, as cabeças dos pregos entraram na pele, ela imediatamente, procurou cuidar do ferimento, mas não se desculpou, a partir deste dia, comecei a perceber que o amor que eu imaginava entre eles, não existia mais, algo tinha abalado a relação.
Comecei a prestar atenção aos detalhes da convivência diária e pude facilmente perceber que algo externo acontecia e que a minha mãe sofria em silêncio. Uma nova mulher ocupava o coração de meu pai e ele vivia esta paixão em segredo. Mas um dia tudo se tornou insuportável e minha mãe entregou o seu grande amor a sua melhor amiga. Traumas se formaram, dores imensas, família desfeita. O tempo passou, hoje meu pai já falecido, ainda faz meu coração vibrar de saudade, pois apesar de tudo, ele era meu pai. Com a maturidade entendemos que cada um faz suas escolhas e consequentemente arca com as consequências, não temos o direito de julgar, apenas de aceitar. Com os eventos que se seguiram, meu coração se transformou em quase pedra, sentimentos contidos, medo de amar e sofrer.
Todas as vezes que tentei abrí-lo, ele foi machucado e novos traumas se formaram, porém o amor está lá guardado, potente, pulsante, o qual sempre quis mostrar, mas por medo guardei sob uma carapuça grossa, quase intransponível. Todas as vezes que tentei deixar fluir e fui machucada, me senti uma idiota e me perguntava: Você sabia que o mundo é assim, cruel, sem moral, sem valores éticos, por que você se abriu? E lá estava eu de volta a concha protetora. Hoje, ao meio século de vida, vejo que as pessoas continuam do mesmo jeito, se enganam e enganam, tiram proveito de pessoas boas sem a menor crise consciência, quando tudo vai mudar de fato?
Caminhamos a passos de tartaruga para a evolução moral tão pregada pelo Cristo. Sinto uma tristeza muito grande quando consigo perceber que será ainda necessário muita dor e sofrimento para que tenhamos absorvido o aprendizado de como amar de verdade e com a verdade. Vida que segue, porém cá estou com muitas restrições, mas na esperança de um dia poder dar o amor que sinto, livre e feliz, como diz a letra da música.
O limite é o céu, a batalha é por você, mas as vitórias vem por Deus, então não permita que o desânimo e os bloqueios que tentam lhe impor seja o trauma ruim, faça dele o trauma bom impulsionário para todos os primeiros passos. O tamanho do amor é a preciosidade que você dá a sua vida. Siga, mas o caminho certo é você que escolhe.
Rosa Brasil
Se a dor foi instalada com palavras, ela também pode ser desinstalada com palavras certas. A mente é o campo onde tudo acontece antes de acontecer.
A mente da criança é hipnótica por natureza. Tudo o que ela escuta vira um roteiro inconsciente para o seu futuro.
A verdade é que somos todos notas de dinheiro coladas com durex, na tentativa de consertar nossos traumas, abandonos e traições sofridas...
A solidão se fazia presente na minha vida durante muito tempo... há exatamente duas décadas!
Na maioria das vezes, as pessoas não me acrescentavam em nada. Muito pelo contrário, levavam o pouco que me restava.
Quando surgia alguém interessante, meu subconsciente junto com meu ego inflado dava um jeito de estragar tudo da pior forma possível.
Parecia que meus traumas estavam dispostos a acabar com tudo que me trouxesse o mínimo de felicidade. E eu aceitava tudo!
* Língua de touro, com yamiy - Arumnale.
"- A única coisa na sua vida é o sopro do viver ou verbo viver (na língua dos idiotas);
- A única coisa no seu trabalho é o sopro do trabalhar ou verbo trabalhar (na língua dos idiotas);
- A única coisa no seu amor é o sopro do amar ou verbo amar (na língua dos idiotas); psicanálise desfragmentando filósofos em sexologia"...
Quando recebes uma nova tarefa, espera-se que deixe a mala com as ferramentas antigas para trás, só o novo importa daqui para frente...
É assustador perceber que a gente não vira ninguém quando cresce.
Que a gente só vai sobrevivendo.
Cuidando de traumas como se fossem filhos. Colecionando frustrações como figurinhas raras.
E aceitando que o “pra sempre” é só uma palavra bonita com prazo de validade vencido.
A dor de uma Grande Decepção é como uma grave ferida aberta sendo cutucada por um pedaço de ferro bem quente, um dia sara, mas, ficam as cicatrizes e traumas.
As Decepções são venenos e feridas abertas que nos trazem doenças na alma e traumáticas cicatrizes.
Numa cultura que confunde exposição com autenticidade, a verdadeira coragem pode estar em cuidar da própria dor fora dos palcos. Porque há algo sagrado em respeitar o tempo da alma. E porque, no fim, não é a intensidade da ferida que nos transforma, mas o que escolhemos fazer com ela — quando as luzes se apagam, e somos apenas nós, frente à verdade de quem somos.
A solidão é uma condição mental, espiritual e não social ou de ambiente.
Aqueles que são atormentados, presos a traumas, mesmo cercados de gente estão numa masmorra.
Num mundo primitivo e violento como o nosso, se atitudes compatíveis e fortes não forem tomadas, NADA será resolvido a médio prazo e a escalada dos maus só aumentará, levando vidas e deixando traumas graves.
