Trauma
Ô tempo cruel...
Não adianta deixar no passado aquilo que te feriu
Porque sempre terá alguém pra lembrar
Traumas vivenciados
Injustiças feitas a você
Lembranças que machucam
Não dá pra voltar no tempo
Nem pra saber do que se sabe hoje se voltasse pra eliminar as questões que te despedaçaram
Podemos simplesmente aceitar
Ou trabalhar pra nos libertar
Dessa prisão poderosa que é a nossa mente
É muito fácil falar, sei bem
Difícil é conseguir eliminar os sentimentos
De rancor, raiva e mágoa existentes
É válido buscar ajuda profissional
Mas também se deve buscar a Deus
Pra nos curar e transformar na pessoa que merecemos ser
Algumas pessoas não tem consciência sobre seus atos e muito menos sobre o que estes atos podem provocar no curso da vida de alguém.
Nunca permiti ninguém entrar na minha vida, sempre pensei que fosse porque estou focando nos meus sonhos, meus estudos, ou que seria complicado demais ligar minha vida a outra pessoa já que é um pacote conhecer família e apresentar os pais. Tenho 21 ,21 anos e nunca deixei ninguém me amar ou nunca achei que merecia ,nunca achei que alguém gostasse de mim , tudo é um jogo. Pensei que estava quebrada ou que estava me protegendo mas hoje eu sei que algo me fez ser assim e pode ser que eu tenha medo de descobrir ou que já saiba e não queira admitir. Tenho medo da vida tudo é tão difícil meus pais não são normais ,o amor deles não é normal ,a vida deles machucou a minha e não sei até quando vou ser quebrada assim. Eu não tenho sonhos mas se penso em algum para ter seria ser feliz e conseguir ter uma família boa.
A minha cama virou minha maior inimiga principalmente depois que as lembranças viraram pesadelos e os sonhos viraram traumas.
Coma alcoólico
Por que amá-la o destruiu. Era como estar em coma, vivo, mas com a ausência de consciência. Sem estímulos com sons e toques, apenas dor, associado a movimentos involuntários da sístole e diástole que no exato momento, pareciam ausentes, no fundo ele se sentia mais morto que vivo. A pertubação grave do funcionamento cerebral irreversível, devido ao trauma emocional e envenenamento de seu figado, provocado por doses e doses de remédios em copos de 200ml, que prometiam recuperar seus sentidos, não o ajudava nem um pouco. Estava como um zumbi, vagando sem destino e sem forças. Carregava uma carcaça corroída por destroços e feridas, cujo o peso era semelhante ao de um Adeus. Ele se transformou em algo que ninguém mais reconheceu.
A nossa vida é permeada por mudanças continuas. Quando algo muda de maneira significativa ou quando acontece algo traumático, parece que nosso mundo desmorona em mil pedaços.
Sinceramente, eu odeio o fato de que eu demoro muito pra deixar de gostar de alguém até mesmo quando essa pessoa é de certo modo tóxico comigo.
Mas quando eu realmente deixo de gostar
Até a voz vira um trauma.
– Você ama gente traumatizada como eu.
– Não acho que você é traumatizado.
(Diálogo entre Tom Junod e Fred Rogers)
um tapa na cara na infância
uma briga familiar na adolescência
um pai alcoólatra
uma mãe desnorteada e
uma geração de filhos traumatizados.
Me desculpa filha, tudo aquilo foi dito na hora da raiva, não são os meus verdadeiros pensamentos. Disse a mãe. A filha concordou e lhe perdoou com o tempo. Porem...Mãe; tudo o que tu disse, tudo o que você fez, ficam na minha mente.
Meu cativeiro é algo com que vou ter de lidar durante toda a minha vida, mas, aos poucos, acredito que não serei mais dominada por ele. Ele é parte de mim, mas não é tudo.
Não mude negativamente devido alguém porque as atitudes dos outros não definem quem você é e sim quem eles são.
PAIS DE IMIGRANTES
Lá vem de novo esta mão, esta tinta e esta pena.
Me fazendo escrever poema, que ora anima ora a mim mesmo condena.
Pois as letras que aqui escrevo, são oriundas de dores reais.
O assunto que aqui incejo, conseguiu me tirar a paz.
Pessoas reais são mesmo assim, ora racionais ora emocionais.
São sempre revestido de dons especiais, mas sempre voltados aos pais.
Eles que deram a força e seguravam firme a nossa mão.
E depois que nós crescemos e pegamos o avião.
Descobrimos outro povo, outra cultura, outra nação.
E os mesmos que um dia disseram: não tenha medo do trovão.
Tem medo de vir aqui, na casa do filho que foi campeão.
Com a desculpa de dizer, que já é velho, é um ancião.
A pergunta que se faz, quando se está em terra estranha.
Vale a pena deixar tudo e viver essa façanha ?
Fui a caça, conquistei, estruturei e fiz estudos.
Mas o convite que enviei, foi ignorado e ficou mudo.
Minha intenção era mostrar a minha casa e a vossa netinha.
Dizer que embora eu tenha vencido, essa honra não é só minha.
Continuo aqui no labor e minha memória de elefante.
Não encontro outra referência, não que eu seja ignorante.
Eles sempre serão meu porto seguro, ainda que estejam distantes.
Preciso aprender a curar a saudade, pois sou um filho imigrante.
Toda situação traumática gera convicções firmes. A manutenção ou alteração das convicções depende de novas experiências similares.
𝓒𝓪𝓷 𝔂𝓸𝓾 𝓯𝓮𝓮𝓵?
ᴍᴇsᴍᴏ ǫᴜᴇ
ɴᴀ̃ᴏ ᴍᴇ ᴛᴏᴄᴀssᴇ,
ᴘᴏᴅᴇʀɪᴀ ᴠᴏᴄᴇ̂
ᴍᴇ sᴇɴᴛɪʀ?
ᴀᴏ ᴍᴇɴᴏs ɪssᴏ
ᴄᴏɴsᴇɢᴜɪʀɪᴀ?
sᴇ́ʀɪᴏ?
ɢᴏsᴛᴀʀɪᴀ ᴍᴇsᴍᴏ
ᴅᴇ ᴛᴏᴄᴀʀ ᴀʟɢᴏ...
ᴛᴀ̃ᴏ ғʀᴀ́ɢɪʟ,
ᴍᴀs
ᴀᴏ ᴍᴇsᴍᴏ ᴛᴇᴍᴘᴏ
ᴛᴀ̃ᴏ sᴜᴊᴏ?
ᴛᴀ̃ᴏ sᴜᴊᴏ ǫᴜᴀɴᴛᴏ...
ᴏ ᴘʀᴏ́ᴘʀɪᴏ ᴅᴇsᴇᴊᴏ.
ᴅɪɢᴀ-ᴍᴇ ᴏ sᴇᴜ!
ǫᴜᴀʟ ʟᴀᴅᴏ ᴀɴsᴇɪᴀ?
ʟɪʙᴇʀᴅᴀᴅᴇ ᴏᴜ ʟɪʙᴇʀᴛɪɴᴀɢᴇᴍ?
PALHAÇO
(Luís Felipe)
Quem vai acreditar em você, quando suas forças se acabarem e você não puder mais lutar?
Quando você aceitar que os sorrisos te faltam, e você é forte mesmo com lágrimas nos olhos.
Quem vai acreditar que sem precisar demonstrar, você quer continuar seguindo?
Quem vai querer estar ao teu lado, quando atingir seu auge na loucura, e gritar, se irar, se pintar e se mascarar de um sorriso, quando o caos te invade o peito?
Aquele que for forte o suficiente, vai estar ao teu lado. Mas, você deve aceitar, quando eles se forem, ainda que por um breve momento, para te deixar ser, fluir, sentir.
A vida de fazer os outros rirem, mas
dentro do teu peito vive um coração que chora.
O teu EU, ali no picadeiro, vendo aquele homem com lágrimas nos olhos, escondidas pela tinta, cobrindo uma amargura tal...
talvez precise de um sincero abraço, ao invés de aplausos.
Quem vai querer suportar os desvários, os devaneios temporários de nossa mente?
Penso que não há um sequer, que se coloque ao meu lado. Que esteja comigo, calado, apenas ali. Insistindo em acreditar que a qualquer momento irei voltar à sobriedade. Ainda que eu esteja, na verdade. Porque, eu sou assim. E talvez sempre serei. E, talvez, ninguém vai querer estar sempre aqui...
E devo me acostumar com as superficialidades das pessoas. Em pleno século 21. Temporada dos desamores, onde a tecnologia, atravessando as fronteiras, quebra o vínculo, a intimidade, o valor de um abraço...
Tempo onde as pessoas, cheias de si, estão, na verdade, vazias...
E, não olha para a intensidade que sou, que somos.
Tanto faz, acho.
Continuo acreditando que devo maquear-me, com um sorriso. Com os olhos felizes, mesmo com lágrimas. Para que o alheio viva!
Reflexões - Psifilosia
R. Souza & L. Felipe
