Traição dos Sentimentos
Olha lá o tal fiel.
Afogando seu cansaço entre um gole e outro na mesa de um bar.
Imaginando uma desculpa pra chegar em casa e terminar.
Terminar o namoro de dez anos ou quem sabe terminar aquela briga que o ciúme possessivo da mulher motivou.
Após dez anos o romance não é mais o mesmo.
O sorriso é forçado e as trocas de carícias depois da foda é obrigação.
Os ataques ciumistas de cada passeio e cada evento fora de casa tirou-lhe a paciência.
Tornou-se insuportável e ele agora tenta desfazer.
Desfazer contas em conjunto, desfazer o carinho da mãe pela moça, desfazer aquele batizado onde eles são os padrinhos, desfazer os orgasmos talvez.
Em mente a certeza que não é com aquela moça que irá se casar.
O pior ele passou em dez anos, já deu pra aterrorizar.
Quer sair fora e arrumar um jeito de explicar pra mãe que não dá mais.
Quer ir embora trabalhar no Rio com o pai. Tá aí uma desculpa perfeita pra dar fim nessa batata que a muito tempo esfriou, não dá pra comer mais, tá sem graça e sem sabor.
Alí, na mesa do bar, ele conhece os prazeres de uma traição que vem e alivia o cansaço.
O sorriso da moça ao lado é convidativo.
Tempo é algo que ele decidiu não perder mais.
De dose em dose e de corpo em corpo, fiel se torna professor na arte da traição.
“Quando alguém insiste, é porque já conhece a verdade; só continua para oferecer a oportunidade do perdão”
Você sempre começa uma história pensando em alguém. Poderão considerá-las românticas demais ou exageradamente sentimental, considerando meus trinta e poucos anos. Sentimentos que, contados em histórias, o bálsamo do tempo da escrita arrefece qualquer coisa. Histórias como daqueles que casam depois de haver gozado e bem, a vida de solteiro. Se conhecem e percebem a reunião, a um só tempo, da beleza de corpo e alma. Após o encontro, fazem-se amantes, em qualquer sentido que se queira dar a palavra. Constroem um lar perfeito e geram uma prole de filhos. Vivem juntos, tipo uns 50 anos; nesse período, passam bons e maus momentos, amparando-nos reciprocamente. Observam a família aumentar com a chegada dos netos. De repente, em poucos dias, esse amor é interrompido por uma doença insidiosa, inesperada, que arranca um dos braços do outro. Quem fica, sofre na alma a violência de um coice. Já estavam beirando os 100 anos. A tristeza é plenamente normal e justificável. Durante um século, embriagaram-se com o amor um do outro. Com a perda, passa a sofrer uma depressão, sem dúvida, decorrente da saudade, e esta, a queria sempre bem latente para nunca esquecer. Não permitia que médicos desbravadores da mente, com seus artifícios freudianos, expulsassem da sua memória, ou, pelo menos, amenizassem a saudade, que em verdade era a razão da sua vida atual. Na concepção que faziam do termo, os quase 100 anos, um ao lado do outro, era a única história que haviam escrito juntos, movidos pela inspiração provocada por esse único, grande e insubstituível amor. Durante todos os anos de felicidade, dedicavam-se as próprias felicidades. Destas, algumas que encontrei em cartas e bilhetes que guardavam dentro de uma caixa de sapato, preferi protegê-las com o véu da privacidade que considero inviolável, tão somente agora; mas um dia ainda escrevo um livro com essa história. Saudades.
Tome a beleza da rosa vermelha e junte a seguir: o perfume de todas as flores, o gosto do mel, a cor do sapoti, a ternura de um afago, a pureza do amor fraterno, a envolvência da neblina, o frescor da brisa, a fidelidade do cão, a inocência da criança, a aderência do visgo, a humildade da violeta, e adicione depois:
O calor do sol, o veneno da cascavel, a violência de um coice, a astúcia de uma raposa, a traição de Judas, a instabilidade do tempo, a indolência da preguiça, a intranquilidade de um peixe, a atração de um ímã e o choro da carpideira.
Misture bem, acrescente futilidade a seu gosto pulverizando amor e carinho e deixe a massa em repouso durante vinte anos. Passado o tempo, use em pequenas doses, com muita, muita cautela: é a ex-mulher.
Ficar em silêncio enquanto falam de você é um ensinamento do nosso mestre Jesus, é fácil? Não é, mas assim como Ele nos deu exemplo na prática, pois sabendo que no meio dos 12 que escolheu havia um que iria o trair. E mesmo quando o traidor, o entregou chamou-o de amigo.
"Quem nunca traiu, que atire a primeira pedra, eu não atirarei; porquê, deixando de traí-la, à fui fiel, acreditando nela, traí a mim mesmo..."
ATENÇÃO! A psique de quem não tem prazer nenhum de vida a não ser viver pra enganar, mentir demasiadamente e se parecer por alguém que é o oposto, é bem comum. Esse tipo de pessoa convive no nosso meio e as vezes pode ser tarde de mais se não identifica-lós. CUIDADO! Isso é uma doença bem silenciosa que destrói vidas.
As ações que lançamos ao mundo, sejam elas de lealdade ou deslealdade, inevitavelmente encontrarão seu caminho de volta até nós.
É fácil julgar, o difícil mesmo é acolher, perdoar e se possível liberar, pois há casos que deve se deixar ir.
O homem traído, só foi traído em uma única cidade e por uma única mulher, existem milhões de lugares, e trilhões de mulheres solteiras no mundo.
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