Todo Amor Precisa ser Alimentado
“Silêncio não significa omissão,
ou talvez tudo em todo lugar ao mesmo tempo,
e não esteja apto a entender a outra versão.”
GARIMPEIRO
A vida é um rio,
E o poeta garimpa todo sentir,
Diamantes e esmeraldas
Seriam grandes amores,
Eu só tenho cascalhos
Numa estação de estio...
pântano
Algum dia serei uma floresta com todo seu mistério
Moleque saci, curupira, caipora, lobisomem...
Então serei riacho com águas cristalinas e pouca profundidade,
Algum dia serei uma cidade com seus viadutos e arranha-céus
Algum dia serei o mar com suas sereias e todo encanto divino,
Algum dia serei poeta com o coração empenhado
Por meia dúzia de olhares, sofrendo por amor e paixão...
Então desejarei novamente ser pântano triste e sombrio na minha solidão...
POETA É TODO MUNDO E NINGUÉM
Esta ausência conduz a inspiração;
este veículo faz ampliar todos os tormentos,
mas nos conduz com essa tarifa de angústia à amplitude de uma inspiração,
que faz reluzir matizes de tons divinos.
Poeta é todo mundo e ninguém;
esta multidão, que caminha,
que se esbarra sem imaginar as mais ínfimas emoções em cada alma,
que fere ou só arranha,
ou a dor mais profunda de alguém, que se joga do vigésimo andar;
ou alguém indiferente, que se isola como uma partícula de um átomo indivisivel.
Poeta é todo mundo e ninguém
é purgar como um espectro por seus pecados
na translucidez pesada dos subterfúgios ou na transparencia das coisas invisiveis;
quebrar nas ondas de um mar revolto
ou só velejar na calmaria de um lago azul.
Os namorados se beijam num parque
e o mundo deles está restrito a duas bocas
dois pares de olhos, dois narizes e suas respirações ofegantes,
mas a grama, a brisa e as estrelas são indispensaveis;
tudo que canta, grita, cala, ou só lampeja,
tudo o que se sente, se ressente ou se dessente,
tudo que ascende ou cai infinitamente...ou nada!
Era uma caminhada silenciosa todo o peso do morto dividido por quatro ,elevado às presenças e semblantes, às tantas potencias... quem faria tantos cálculos? O orgulho do finado pesaria pelos coturnos de todos os exércitos, multiplicado por todos os pelos do bigode de Hitler e tudo brilharia como os botões do batalhão nazista que venceria a Europa; . mas era uma caminhada silenciosa sem sons metálicos de fuzis ou baionetas, era uma caminhada silenciosa, era uma caminhada silenciosa. Alguém procuraria no fumê do Chanel da viúva, um traço de tristeza na sua roupa preta, nas suas pernas bem torneadas, provavelmente esquecidas na política bélica de estratégia de guerrilha; quem pensaria em guerra diante de tanta beleza? O féretro desceu, desceu a bandeira, uma salva de festim que só tornou depois tudo ainda mais silente. As pernas da viúva tinham prazer pela vida...
Canção
Vejo as palhas do coqueiro
acenando com o vento
meu coração cancioneiro
canta todo meu tormento,
o rio desliza tranquilo
às margens da minha dor,
meu coração se arrasta
mendigando o teu amor
Poeta não pode envelhecer
tem que nascer todo dia
e se alimentar de paixão
ressuscitar um leão por dia
viver da utopia de ir e voltar a plutão...
o tempo passa e nós perguntamos a nós mesmo o que fizemos da nossa vida todo esse tempo, mas se não tivesse vivido o que viveu não seria a pessoa que é Agora siga em frente tudo que você passou foi para te Amadurecer e ser uma pessoa melhor.
