Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
ARBÍTRIOS
Demétrio Sena - Magé
Teu caminho é só teu; ou tem que ser,
porque foi um arbítrio dos teus pés,
outras fés não te podem sequestrar
nem romper os teus sonhos ou percursos...
Cada peito se abre à própria escolha,
suas almas anseiam livremente
o que as mentes conseguem concluir;
pelo menos devia ser assim...
Tua crença não pode me tanger,
teus preceitos ou tua conversão
e a tua oração não me completam...
Somos nossos iguais nas diferenças
onde as crenças, não crenças e procuras
deveriam ser livres e livrar...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
FIM DE PEÇA
Demétrio Sena - Magé
Você foi o meu ciclo mais extenso,
minha história mais longa; pesarosa;
hoje penso em você como passado
que não tive; só tive a sensação...
Porque foi um encanto sem raiz,
uma luz ilusória no meu túnel,
fui feliz por engano e condução
da carência envolvida em seus tecidos...
Suas linhas teceram meus enredos
entre dedos astutos, teatrais,
seu adeus foi o pano em fim de peça...
Nada foi verdadeiro em seu afeto;
foi um teto abstrato, pois lhe via
nas estrelas que tive por você...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
AMOR DE ROTEIRO
Demétrio Sena - Magé
Foi amor protegido em arquivo profundo,
poucas vezes exposto somente pro alvo,
pois o mundo seria um recinto perverso,
corrosivo e capaz de nem deixar vestígio...
Um amor desses filmes que fazem chorar
com silêncio e leveza, num riso contido,
e nos fazem voar entre reinos dispersos
desenhados na aura daqueles momentos...
Foste a minha poesia de arquivo secreto,
que minh'alma nutria como eterno mito,
pra ser algo infinito nos instantes nossos...
Quando vinhas a mim entre névoa e magia,
em um dia longínquo de muita saudade,
só eu sei me dizer como eu era feliz...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
NOTÍCIA URGENTE
Demétrio Sena - Magé
Na manhã desta quinta-feira, uma bala perdida foi vítima de um formigueiro, às margens da Rodovia Rio - Magé, altura de Suruí. Fomos informados de que as formigas estão bem - e felizes, pelo achado que as alimentará por muitos dias. Isso nos faz sonhar com um tempo longínquo em que todas as balas perdidas, especialmente na cidade maravilhosa (e perigosa) do Rio de Janeiro serão açucaradas e farão bem a tanta gente; digo; formiga... tempo de muita formiga com a boca cheia de bala e nenhum ser humano com a boca cheia de formiga. Só assim poderemos brincar livremente com as palavras... sem nenhuma ironia.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
A VIGILÂNCIA SERENA SOBRE O QUE JÁ FOI SUPERADO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A reflexão que afirma que alguém não deve tropeçar no que já está abaixo de si não é um chamado ao orgulho, e sim um convite à brandura interior. O que está abaixo representa etapas vencidas, dores que já compreenderam seu lugar e aprenderam a silenciar. Contudo, cada vitória moral é sustentada por uma disciplina fraterna, jamais por altivez.
Quando olhamos para o próprior caminho com humildade, percebemos que ninguém progride sozinho. Os aprendizados vêm do contato com outros seres, das circunstâncias que nos moldam, e da benevolência que recebemos em momentos de fraqueza. Portanto, manter vigilância não significa erguer muros, mas caminhar com cuidado para não ferir a si mesmo nem aos outros. É reconhecer que a alma humana ainda traz áreas sensíveis que precisam de cuidado, e que o progresso espiritual é sempre uma construção comunitária.
Já ensinava Allan Kardec que o avanço do Espírito se realiza pela educação contínua e pela caridade recíproca. Assim, mesmo o que já parece resolvido em nós merece atenção, não como ameaça, mas como lembrança de que somos seres em aperfeiçoamento constante. A fraternidade que exercemos com o mundo deve refletir se também em nossa própria intimidade, acolhendo nossas partes frágeis sem julgamento severo.
A verdadeira grandeza não está em se sentir acima de algo, mas em caminhar com serenidade, humildade e afeto, compreendendo que cada passo pode ser uma oportunidade de servir, aprender e crescer.
CÂNTICO DE GRATIDÃO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Agradeço por tudo o que me foi dado, até mesmo pelo que chegou envolto em sombras. Cada instante, claro ou turvo, veio como lição silenciosa moldando a tessitura do meu espírito. Agradeço pelo alento que sustém a vida, pela respiração que me devolve ao presente, pela claridade que insiste em nascer mesmo sobre o solo das inquietações humanas.
Agradeço pelo que floresceu e pelo que se desfez. O que se perdeu ensinou a escuta interior. O que permaneceu ensinou a fidelidade aos valores que silenciosamente me sustentam. Agradeço pelas mãos invisíveis que orientam meu passo quando minha visão declina. Agradeço pelos intervalos de quietude onde a alma se aquieta e reencontra sua própria dignidade.
Agradeço pela dor que me depurou, pelo amor que me elevou, pela esperança que murmura mesmo quando o dia se apaga cedo. Agradeço pelo caminho, ainda que irregular, porque nele encontro o chamado para ser mais íntegro e mais consciente.
Agradeço pela vida que pulsa sem alarde. Agradeço pela força que me atravessa. Agradeço pela presença silenciosa que me envolve como claridade antiga. Agradeço porque, no íntimo, descubro que tudo o que me toca deixa algum vestígio que amplia minha compreensão e aprofunda meu sentido de existir.
E ao agradecer, ergo minha voz íntima ao que me transcende, reconhecendo que cada passo, cada pensamento e cada amanhecer se unem como fios de uma mesma tapeçaria espiritual. Assim sigo, com o coração inclinado, celebrando a grandeza do simples e a grandeza do eterno que habita em mim, avançando rumo à luz que concede a sensação mais rara de perdurável imortalidade.
CAPÍTULO II – O COLÓQUIO DOS QUE NUNCA PARTILHARAM A LUZ.
“Foi apenas um sorriso... mas a eternidade se abriu por um instante e teve medo.”
I. O Sorriso que não Sabia Ficar.
Era uma noite sem lua — mas com vento. Camille desceu ao porão mais uma vez, como se a noite lhe pertencesse, como se a escada soubesse o peso da alma dela. Joseph já a esperava, não como quem aguarda alguém, mas como quem reconhece o inevitável.
Ele estava com as mãos sujas de tinta seca. Rascunhava em uma parede uma frase:
“Deus não nos condena — nos observa em silêncio.”
Quando ela chegou, ele se virou com a lentidão dos que não se acostumam à presença.
— “Trouxe as flores?” — perguntou ela, com a voz baixa, quase como um lamento que queria parecer alegria.
— “Roubei-as do cemitério da rua de cima. Ninguém sentirá falta. Estão todas mortas lá... inclusive os vivos.”
Camille sorriu. E o sorriso dela doeu.
II. Colóquio no Escuro.
Sentaram-se frente ao outro. Ele a fitava como quem se vinga da luz, por amá-la demais e ao mesmo tempo temê-la. Ela recostou o queixo sobre os joelhos.
— “Sabe o que me assusta, Joseph?”
— “A vida?”
— “Não. O que há dentro de mim quando você sorri.”
— “E o que há?”
— “A vontade de viver. Isso me assusta mais do que morrer.”
Ele engoliu em seco.
Camille segurou uma de suas mãos, não para apertar, mas para impedir que fugisse de si mesmo.
— “Prometa que se eu morrer antes, você não escreverá sobre mim.”
— “E se eu prometer, você viverá mais?”
— “Não. Mas saberei que ao menos você me amou em silêncio, e não em frases soltas por aí.”
III. Instante Suspenso na Poeira.
Joseph sorriu. Não muito. Apenas o suficiente para que o mundo inteiro parasse por um milésimo de eternidade.
Camille, deitada agora sobre um lençol rasgado, observava os traços dele à meia-luz de um lampião antigo.
— “Por que você sorriu?” — perguntou.
— “Porque me senti feliz.”
— “E por que o medo veio logo depois?”
— “Porque a felicidade não é para nós, Camille. É como o fogo para quem vive em papel.”
Eles não falaram mais por um longo tempo.
Só o ruído do lampião, e o rangido suave da escada apodrecendo com os anos.
IV. Promessas no Fim do Tempo.
Antes de subir de volta à noite, Camille parou no degrau mais alto, olhou para ele como quem olha do fundo de um abismo invertido — do alto para o que está enterrado.
— “Joseph...”
— “Sim?”
— “Prometa que você não sobreviverá muito tempo depois de mim.”
— “Você quer que eu morra?”
— “Quero que não me esqueça. Nem mesmo para viver.”
Ele assentiu. Não era promessa. Era sentença.
V. Felicidade Medrosa: O Amor que Pressente a Perda.
Eles foram felizes naquele instante.
Mas era uma felicidade assustadora, como a criança que descobre por um momento que os pais podem morrer.
Ou como o prisioneiro que vê uma fresta de luz — e teme que ela revele que o mundo lá fora nunca o esperou.
Camille e Joseph sabiam:
Quanto mais se amassem, mais doloroso seria o silêncio que viria depois.
E ainda assim... sorriram.
Com medo.
Mas sorriram.
“Diziam que era apenas um romance soturno... mas era um universo inteiro tentando amar sem voz.”
Fragmento atribuído a Camille, encontrado sob um retrato queimado.
Foi amor inaugural.
Tuas faltas completam meu caminho
e tua história me governa.
Ao teu lado, desejo apreender a essência do social,
porque és presença constante, irrenunciável.
Quero entender-te com zelo, penetrar teu sentido,
na esperança de ser ouvido diante da distração
e da incompreensão sábia do juiz errante.
Sou mais que título: sou coração em vigília,
escudo da igualdade, peso exato em justiça.
Jamais Habita em campo seco das escolhas quem ramifica em terra fertil das paixoes!
(Vinnicius Pinto)
" ENQUANTO HÁ TEMPO "
Ela foi riso...
em tantos dias,
colo sereno,
mãos que sabiam.
Agora senta
sem tanto som,
o tempo pesa
no mesmo tom.
Nomes que amava
passam ao vento,
ficam promessas
e esquecimento.
Mas meu silêncio
grita por ela.
ainda é tempo
de estar com ela.
Às vezes, fico imaginando o que passava pela mente de Daniel quando foi lançado na cova dos leões. Mesmo em uma situação tão perigosa e injusta, ele não se deixou abater. A Bíblia nos ensina que, apesar da adversidade, Daniel permaneceu firme em sua fé e na sua integridade. Ele continuou orando e buscando a Deus, sem permitir que o medo ou a pressão do ambiente mandassem sua alma.
Em momentos de dificuldade, como Daniel, podemos não ter controle sobre as circunstâncias ao nosso redor, mas sempre temos o controle sobre a nossa atitude. Como diz o versículo: “O Senhor fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite, embora os faça esperar” (Lucas 18:7).
Podemos confiar que, assim como Daniel, a fidelidade a Deus traz a Sua proteção, e Ele nos dá forças para seguir em frente, mesmo nas situações mais difíceis.
Quando Jonas estava no ventre do peixe, ele clamou ao Senhor, e foi ouvido. Quando o filho pródigo perdeu tudo, lembrou-se de seu pai e encontrou misericórdia. Não espere o momento de desespero para buscar a Deus. Faça d'Ele a sua prioridade, e não apenas uma opção.
“Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.” (Isaías 55:6)
De todas as dores que já passei
Te perder foi a mais cruel
Meu Deus! Eu queria que você vivesse para sempre
Não consigo aceitar a sua ida
Eu nem consegui me despedir direito
Mas eu sempre vou te sentir perto de mim. Nossas almas estão ligadas, pode acreditar.
Enquanto eu viver, vou me lembrar de você. Espero que esteja em paz!
Quando você deixou esse mundo, um pedaço da minha história se foi com você. Quando soube do que aconteceu, um filme começou a passar na minha cabeça. Estavamos afastados e distantes, não por questões de destendimento ou afinidade, mas sim, porque resolvemos seguir caminhos diferentes. É a vida.
Eu me senti tão mal por ter deixado o tempo e a correria do dia a dia separarem nossos caminhos. Você fez parte da minha infância e de uma parte da minha adolescência. São muitas lembranças de momentos incríveis e engraçados. Nós fomos descobrindo como a vida realmente é.
É difícil falar sobre a forma como eu me sinto quando penso em você. Entra ano, sai ano e a gente vai se acostumando. Mas, parece que tem uma parte de mim que sempre volta a lembrar de você.
Isso significa que você marcou minha história. As vezes eu nem acredito que consigo lembrar de tantos momentos mesmo após todos esses anos. É realmente muito tempo.
Eu queria que você me desse algum sinal mostrando que está bem, que está em paz. Eu realmente preciso disso para seguir em frente.
De qualquer forma, eu me sinto confortável quando lembro da história. Celebro o seu tempo de vida com lágrimas, pois sei que infelizmente, foi um tempo curto. Eu queria tudo de novo, mais momentos, mais história, mais de nós.
Saudades! Que você esteja em paz.
Eu nem se quer me lembro de um outro alguém, pois você foi o meu primeiro e único amor. Desde a primeira vez que te vi, quando eu era apenas uma adolescente, eu sabia que tinha algo de especial em você.
O único cara que realmente amei e me fez sentir algo inexplicável. Aliás, meu medo é que eu nunca mais sinta isso outra vez.
Foi só eu te ver pra eu lembrar
O quanto a minha vida melhorou em um mês
A autoestima tava lá em baixo
Agora tá em cima outra vez
E agora vem você contando história
Falando que se arrependeu, eu não sou bobo não
Vem cá, vou refrescar sua memória
Você me largou, partiu meu coração
Lembra quando me disse some? Somei!
Agora eu te digo some! Some da minha vida
O jogo virou, não quero mais te ver
Você se foi há muito tempo, tanto tempo que eu já nem lembro mais direito, como era a vida com você. Isso me deixa ainda mais triste ao lembrar da nossa história, pois essas memórias me confortavam. Mas agora elas estão se apagando...
As vezes, parece que eu nunca vivi ao seu lado. Tudo parece tão distante, tão abstrato, tão incerto.
Tanto tempo se passou...
Eu ainda lembro de você todos os dias, mas não consigo reviver esses momentos. É tão estranho, parece que até foi em outra vida.
No decorrer da história da humanidade a mulher foi inferiorizada, explorada e sua voz foi calada. Hoje, infelizmente, muitas mulheres continuam sendo dominadas e usadas pelo machismo incorporado nas culturas dos povos.
No entanto, uma luz vai surgindo e a mulher está ocupando o seu espaço, estabelecendo as suas decisões e fazendo ouvir sua voz.
Dia da mulher é todo dia!
Você vem primeiro e eu sempre em segundo.
Um segundo foi o que bastou para roubar o meu mundo.
Um olhar puro que purificou o impuro.
Tirou-me amores rasos e impôs um sentimento profundo.
Respiro fundo, para e penso, já tentei mas não te repugno.
Me puno, com devaneios loucos de momentos profundos.
Momentos em que tive sob meus olhos e no meu abraço, todo o meu mundo...
"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa.
Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada.
Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada.
Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara.
Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada.
A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada.
Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água.
Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca.
Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada.
Minh'alma, do meu ser, fora despejada.
E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada.
Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."
"Lembro-me daquela vez em que errei.
Fitei seus olhos, te amei.
Foi a única e a mais dolorosa vez, em que errei.
Tu tratastes meu coração como escravo, eu tratei seu coração feito rei.
Nessa vez, eu errei.
Um sorriso de deusa, não deveria me apaixonar, eu sei.
Mas o que posso fazer, se errei?
O coração é parvo, a mente insana e nós fomos da certeza, a um doloroso talvez.
Eu errei.
Errei nas vezes em que não só despi minha roupa, mas também despi minh'alma, naquela cama de insensatez.
Você ama o erro, então por ti, errei.
Meu peito, implora mais um lampejo dos nossos momentos à minha mente fraca, não hesitei.
Lembrei-me de todas as vezes, em que com a nudez do seu corpo em meus braços, errei..."
