Textos sobre Vida Bob Marley

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⁠Jamais se permita sentir desamparado por você mesmo, o pior dos abandonos. Nunca perca essa capacidade. Qualquer tipo de doença é agravada pela omissão do amor próprio. O cérebro cansado, sem reação, turvará o seu pensamento. E o pensamento é a maior força criadora que existe sobre a Terra. Saiba que qualquer consequência sofrida por uma atitude sua de auto-amor será válida.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠É comum ouvir-se que os prazeres da vida só valem enquanto o homem é forte e capaz de desfrutá-la na plenitude de todas as funções orgânicas. Mentira grossa; uma porque há prazeres que os moços jamais poderão sentir; outra, porque certos prazeres são como mosaicos, cujas últimas peças só os velhos podem entender e colocar nos lugares certos.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Os olhos estavam isentos de preocupação. Pelo contrário; animado, sabia como funcionava: valia-se da hora errada para aparecer. Era o modo que Deus operava. E apareceu. Chegava exatamente um daqueles momentos mágicos da vida: toda verdade do mundo testada diante de todas suas crenças. Teria mais uma prova sobre a dinâmica de funcionamento das pessoas, das relações humanas, da sua existência, e também da sua percepção existencial sobre o resto da humanidade e dos valores espirituais escolhidos por ele.Optou pelo inevitável: a honestidade seria o mastro da sua bandeira.

Inserida por AlessandroLoBianco

Meu Insta: um repositório de pensamentos e tudo mais que escrevo e pretendo ser - ou me mostrar mesmo - em várias épocas; uma epiderme extra que me permite captar sensações sentidas no dia-a-dia que vão se misturando nos diversos aspectos do meu universo, e aí a surpresa: muitas das coisas que considero mais belas em minha vida. Sentimentos exacerbados com as injustiças, ingratidões, enfim, com tudo de amargo que o destino, inapelavelmente, reserva como cota para a gente sem qualquer forma de distinção numa vida: amor, alegria, sofrimento, mágoa, paixão, saudade, enfim, sementes selecionadas. Umas boas, outras ruins, mas sem dúvida carregadas de amores, sem a menor consequência.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠O que adianta se reportar com adoração e respeito a Deus e a virgem Maria, e com completa indiferença e desamor ao próximo? É como querer o jardim sem sujar as mãos de terra. E o que seria de cada jardim, não fosse antes uma enxada desacomodada diante de um potencial canteiro? Nossa vida é justamente isso, um canteiro promissor. E toda sementeira pede: ação, persistência e fé. Então pega essa bagaça dessa enxada logo e vai conferir o que isso pode fazer em suas mãos com tudo que estiver ao seu alcance 🌱

Inserida por AlessandroLoBianco

Nem sempre a melhor cura vem através do alívio da dor. Ela pode chegar também durante o agravamento momentâneo dos sintomas. Isso porque cada pedra ou cada tropeço, cada desafio é uma oportunidade pra gente limpar e organizar mais ainda nosso caminho,observando melhor o que nele se apresenta ✨ 🚶‍♂️

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠E em cada vida há de haver, em algum lugar, o encontro de olhares que se reconhecerão e farão corações baterem mais fortes. Assim será até que, pelo resgate de carmas pendentes, ambos possam, sob as benções dos céus, darem-se as mãos e seguirem o mesmo caminho, assinalando, assim, que tudo está escrito no universo ✨

Inserida por AlessandroLoBianco

Em caminhos diferentes, pelas veredas da vida, encontramo-nos seguidamente com algumas almas amigas em vários momentos; vamos assim, em tempos quase não percebidos atando laços, desatando laços, e refazendo laços. O tempo é cruel e faz doer porque mata uma linha de história. Mas, entre essas pessoas, entre verdadeiros amigos, mesmo que o tempo perdure milênios, quando o reencontro acontece é sempre como um novo renascer que nunca envelhece. Ser amigo de alma ultrapassa a barreira do espaço tempo.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Muitas coisas na vida podem ser ajustadas. Mas a desonestidade não, dificilmente se ajusta. Quando a desonestidade é aflorada para que alguém pise no outro, o caminho é sem volta. A natureza da alma nesse campo prevalece junto a consciência de espírito. A mentira bem aplicada torna irreversível qualquer tentativa de remodelagem temporal. Ela assusta e deixa marcas que nem o tempo será capaz de apagar. Erros cicatrizam. Já a desonestidade que se pauta pela maldade sempre permanecerá fazendo dos arranhões diários feridas expostas e abertas. Até o extremo carece de limites. E qual é o limite que levamos para nossa vida? Diariamente somos testados. Somos testados pela vida numa prova sacrificante, mas necessária. É o senso de avaliação evolutiva que nos aplica provas diariamente. Isso vai definindo o estágio da nossa alma, e nos fazendo receber da vida aquilo que somos capazes de segurar. Benções ou lições. Bônus ou ônus. Castigo ou recompensas. E a avaliação que a vida faz sobre quem somos sempre nos acompanhará, porque dar está diretamente ligado com receber, seja pra qual lugar a gente for. Independe, inclusive, do tamanho da distância que iremos percorrer. Ela nos acompanha e não há mudança que tire de nós o que a alma carrega. Não há esquecimento para erros imperdoáveis. Quando fazemos da inocência do outro a impressão de uma culpa que não existe, rompemos o limite da corda. E esse rompimento faz da nossa corda algo eternamente frágil. Nunca mais conseguiremos amarrar nossa corda em nenhum lugar. É impossível dar nó em cordas pautadas em nossa consciência frágil. Não conseguimos amarrar nossa corda em nenhum lugar para nos segurarmos de uma ventania, fingindo que ela está forte quando na verdade não está. O primeiro vento vai mostrar que será infrutífera qualquer tentativa. Consciência carregada de culpa não se amarra, não se esconde, não carece nem é passível de remendos, não se esquece. A honestidade deve ser construída como os fiapos da nossa corda da vida. Ela deve ser o limite do que temos de mais forte e sustentável em nossa consciência. Porque ela será sentida apenas dentro de nós. Nada passa batido pela nossa consciência. Ela está sempre ali. Sentida e não falada. Individual e não coletiva. Dentro de nós e não exteriorizada como gostaríamos de ver. A desonestidade faz adoecer até a consciência mais forte, porque a consequência rasga a alma e não as aparências. E mais difícil do que pedir perdão para aqueles que outrora foram vítimas das nossas desonestidades, será perdoarmos a nós mesmos pelo mal e injustiças que fizemos ao próximo. Não é a culpa que vai carregar a gente para diferentes lugares. Somos nós que carregamos a culpa para onde a gente for. É um movimento implacável carregado de consequências amargas, porque só existimos na lembrança do próximo. Não existimos pelo que pensamos. Existimos pelo que pensam de nós. Penso, logo existo. Mas quando o outro pensa de forma sincera sobre quem somos, é quando existimos ainda mais. Por isso não estamos sozinhos no universo. Porque precisamos ser lembrados para que possamos existir. E de tudo que deixaremos quando partirmos, estarão apenas as lembranças dos outros sobre a forma como existimos aqui. Daí a importância da honestidade. Ela será o termômetro, será a forma como seremos lembrados. Será o pensamento vivo do que fomos em vida, ou na vida das pessoas em determinado espaço e tempo. E é impossível fugir da nossa existência. Nunca esqueça que a sua existência está diretamente ligada a lembrança que o próximo tem de você. Não se vive para nós mesmos. Vivemos em comunhão com o outro. Seremos sempre aquilo que fazemos para o outro. Por isso Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos, e também a não fazer com o próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco. A honestidade é construída na infância. Ela define a nossa existência no futuro. Daí a necessidade de uma reflexão sincera sobre a honestidade que habita dentro de nós. A nossa honestidade com os outros e para a gente mesmo, sabendo que é impossível desassociar uma da outra.

Inserida por AlessandroLoBianco

A definição dos grupos está nos dicionários. Nada mais é do que uma reunião de pessoas. Objetivos são dois: um imediato, conversar e "bater papo" sobre os mais variados assuntos; outro mediato, o de divulgar pontos de vista pessoais resultantes de conversas mantidas e, não só isso, passar para o papel ou apenas difundir por qualquer meio de divulgação, o que se assimilou ou se vem assimilando na vida. Não é necessário escrever um livro para ser considerado um componente de grupo. Há pessoas que nunca escreveram um livro, e se escreveram, não foram editados por causas que não vem a furo citar. Mas nem por isso deixam de ser considerados como eminentes divulgadores de cultura, pelas palavras, pelas atitudes e comportamentos exemplares. São mestres por índole e por finalidade de vida. Cultura pode ser divulgada no verso de um soneto, na síntese de uma quadrinha, num haicai ou num simples bilhete. Há um livro sobre os bilhetes de Jânio Quadros que pode ser considerado como aulas de administração e de gramática. A experiência de vida de um homem cultuado pela admiração dos seus contemporâneos, vale mais do que uma biblioteca. É claro que o livro fixa no tempo o estado de alma de quem o escreve, é consagrado ou não na época do lançamento, pode resistir ao tempo ou morrer ao nascer. O certo é que, inexoravelmente, como na vida, sofrem os efeitos da velhice e acabam sendo enfileirados numa estante sem o manuseio dos leitores do futuro que, certamente, dispensarão suas informações, na melhor das hipóteses, transformados em disquetes de computador.Porém, em importância cultural, não há como desconsiderar o que já foi considerado. Ao mesmo tempo, no passado, livros convergiram escritores e poetas, criando o hábito da leitura. Obviamente, com a convergência digital, a época digital vai divulgando, cada vez mais atuante, atraindo gente nova e da terceira idade, nos mantendo numa vida de difusão cultural no nosso meio tão carente disso. E a política também está diretamente ligada a essa questão. Nossas mudanças não podem ser imunes à política. É com a política que, através dos desníveis sociais e culturais que, naturalmente, com todas as diferenças, conseguimos nos nivelar e nos estruturar nessa vida caótica. Isso porque o câmbio de amizades supera qualquer forma de desnível. Aqui são aplicadas regras de matemática, relacionadas com a obtenção do máximo e do mínimo de divisores comuns. E como na matemática, o resultado é perfeito e exato, como não podia deixar de ser.

Inserida por AlessandroLoBianco

Caroços cresceram sob o piso que ele caminhava. Eles incomodam o seu caminhar, porque atingiam a palma dos seus pés. Como desviar de tantos, pequenos, mas em grande quantidade, aglomerados por todos os lados... O solado que ele usa é forte, mas não pode ser macio. Precisa ser duro. E onde ele busca encontrá-lo, respondem que está em falta. Mas é preciso seguir, e por isso ele continua caminhando, mesmo sem o solado ideal, mesmo que descalço.

Inserida por AlessandroLoBianco

Antigamente, eu tinha um teatro de marionetes. Bonequinhos de pano, presos por cordões, dançavam e pulavam na minha cama, controlados por meus dedos. Eram bonecos de pano, mas riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, passava por ser um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha e ela passou a cantar, chorar e rir por si mesma. E fez mais, puxou os cordões de baixo para cima, guiando primeiro, meus dedos, depois, meus olhos, e, finalmente, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também, a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso, controlado por uma boneca miúda que dirige minha vontade e a própria vida

Inserida por AlessandroLoBianco

Vem-me, às vezes, um sonho fugitivo e estranho ao pensamento perturbado; Sonho sem medo as sombras do passado, e o futuro me torna pensativo. Por que me faço ao riso alheio esquivo? De onde me vem este ar desalentado? Este fundo pesar inexplicado, esta grande tristeza sem motivo? Não sei... A mágoa obscura que me invade talvez seja somente uma saudade que o mundo vil não pode compreender... Saudade de outra gente e de outra vida, que inda vibra e palpita, dolorida, na imperfeição do meu ser

Inserida por AlessandroLoBianco

Sentado aqui na minha varanda, sozinho, olhando as luzes de tantas janelas em tantos prédios, e já na segunda taça de vinho, penso que a felicidade é uma palavra de difícil qualificação Comparada com uma cor, certamente teria várias nuanças. Pode significar o estado de um ser ditoso, contente, alegre, de sorte, enfim, um indivíduo satisfeito com a vida por vários motivos. E, nesta variedade de motivos, cabem várias reflexões. Sem dúvida, a felicidade é um estado de espírito e, por isso, muito pessoal e variável. De modo que a razão da felicidade de um, pode ser por outro ângulo, ainda que contrariamente, a razão da felicidade de outro. Exemplo: o portador da boa saúde, forte, belo, econômica e financeiramente bem, é feliz por estas circunstâncias; outro, doente, feio, fraco e pobre, por motivos de crença kardecista, pode se sentir satisfeito e feliz, por admitir pelo que crê, que ao reencarnar ele mesmo escolheu uma vida de sacrifícios, para purgar erros e faltas cometidas em vidas anteriores e, com isso, atingir a perfeição espiritual, para ele mais valiosa que tudo. É feliz por isso. Um outro católico praticamente por viver bem e agraciado por pedir e receber dádivas celestiais que lhe são proporcionadas por seu deus e seus santos de devoção, vive deitado no armarinho da gratidão e felicidade; outro, da mesma crença, levando vida de cão, sofrendo agruras; julga-se, também, conformado e feliz por considerar que tudo que sofre é um desígnio da divina providência e como tal deve entender como justo e aceita conformado e até agradecido. É feliz também a seu modo. Em outras palavras, o que é ótimo para uns pode ser ainda que em sentido completamente oposto, também aceitável para outro. Uma espécie de felicidade pelo avesso. O interessante é que este estado de espírito pode ser sentido, em certas circunstâncias, por uma coletividade inteira, ora sob o aspecto positivo, ora sob o aspecto negativo. Assim, a chuva diluvial que atingiu inúmeras vezes o Rio de Janeiro e, principalmente a Região Serrana, destruindo barracos nos morros e atingindo, também bairros elegantes da zona sul do rio; essa chuva que levou um prefeito a apelar para oração para que não mais chovesse, pois não tinha meios para socorrer os desabrigados, é, sob outro aspecto, a mesma chuva salvadora de vidas em todo o Rio, que poderá salvar os reservatórios, mais uma vez que, sob um terceiro aspecto, vivemos há décadas dos eternos políticos que assentam as nádegas nas cadeiras do congresso. O furacão que arrasta cidades, derruba torres, afunda barcos e mata muita gente nos EUA, considerado dos mais adiantados locais de progresso do mundo é o mesmo vento forte que no Saara, com o nome de Simum, refresca a atmosfera tórrida do Norte da África, estendendo sopro quente através do Mediterrâneo, temperando o clima de todo sul da Europa, considerado o ideal para o turismo da região. Como se vê, a felicidade não é facilmente definível. Tudo depende das circunstâncias. Enfim, as luzes acesas de cada janela desses prédios, tão distantes, continuam iluminando o que estou vendo agora. Tim Tim.

Inserida por AlessandroLoBianco

Das crianças... agora comecei a ter contato com uma figurassa. O filho de 4 anos do síndico do meu prédio, o Gabriel, que vai jogar bola numa parte do terraço que é colada na minha varanda. É o filho do meio de uma família bem situada na sociedade e, como natural, muito mimado pelos pais e um outro irmão. Goza de perfeita saúde e leva uma vida normal das crianças da sua idade. Está sempre aqui no terraço brincando sozinho, jogando bola, tentando, pelo o quê eu escuto, imitar os craques da seleção. Aí começo a me identificar com ele. Como eu, ele também é, pelo que percebo, controlado por uma necessidade de fazer gol que lhe acompanha, diariamente, até o momento de dormir. Como eu fui um dia, apesar do carinho dos pais e do irmão mais velho, deve-se sentir sozinho nos períodos escolares, sem parceiros para as traquinadas da idade. A não ser nos dias de domingo, quando reparo que o levam para uma vila aqui atrás, onde ganha a rua para brincar com alguns garotos da sua idade, mas jamais afastando-se do local. Cópia do que eu fui, também ele joga sua bola imaginando dribles impossíveis e gols inimagináveis dos craques de hoje. Aí que entra a questão, quando ele dá um gritinho Vai "NIUMÂ" (Neymar) e a bola cai aqui na minha varanda hahaha. Como os chutes estão frequentes nos finais de semana, ele já me chama na intimidade, com uma ousadia impressionante: "XIÔÔ (tio), "QUÉ" PANHÁ BÓIA". E lá vou eu devolver a bola para que o jogo não pare por incompetência do gandula. E daí, talvez, a gratidão manifestada pelos cumprimentos e acenos de mão com que me agracia ao passar por mim agora na portaria. Tentando avaliar o peso da cruz que cada um carrega e, sobretudo, vendo o Gabriel, nos finais de semana me posicionando como gandula na varanda, e nunca deixando de me cumprimentar ao me encontrar na portaria ou na rua, espero que ele possa crescer sem encontrar maiores obstáculos no mundo cão em que vivemos, e que este século que ele irá enfrentar adulto seja menos violento e ofereça às pessoas maiores possibilidades de realização dos sonhos de vida. Sinceramente é o que eu desejo ao meu "amigo" Gabriel...

Inserida por AlessandroLoBianco

Estava tudo calmo, até que avistei uma pantufa azul com nuvens brancas estampadas. Imediatamente olhei tudo que rodeava o meu quarto e que pudesse entrar em sintonia com essa pantufa. Estaria ela isolada da minha existência, ou algum motivo teria para me chamar tanta atenção? Comecei então a observar meu quarto, e notei que, assim como as cores daquela pantufa, meu lençol também é azul de bolinhas brancas. Olhei em seguida de forma mais abrangente o meu quarto, cenário onde passei os últimos momentos na infância e pré-adolescência, antes da partida para os insondáveis e misteriosos planos e objetivos profissionais. O local está exatamente como deixei. Abrindo a janela, esta que ainda é protagonista constante nos textos feitos durante as minhas férias, notei, nas montanhas, o mesmo verde de sempre. No ar, a mesma brisa que caracteriza o clima paradisíaco de Friburgo. Só o céu parece agora mais azul e com as nuvens mais brancas depois que parei para observar as pantufas. Ao lado da janela, o espelho de sempre; porém, o reflexo mudou. Percebo um corpo mais maduro pela idade, mas, mesmo assim, com o mesmo vigor de alma. E Isso me deixou mais ansioso, agora, para chegar até você. E vem daí a minha grande dúvida. Como tanta reflexão pode partir apenas da observação de uma simples pantufa azul com estampas de nuvens brancas? Tento sair então da redoma desse quarto e volto novamente à janela; e vem aí a incerteza de que nossos respectivos carmas se processem. E isso, por si só, já me faz vibrar, assim como acontecia nos tempos quando olhava minha infância nesse mesmo espelho, cheio de expectativas acerca do colégio. Então me pergunto: será que, por sentir essa sensação novamente, isso não merece uma continuidade? Por mais que eu pense a respeito, não encontro, por mim mesmo, o caminho para um esclarecimento, ainda que imperfeito, mas que traga um pouco de qualquer coisa. Dizem que a ânsia de exteriorizar o que sentimos por nós mesmos pode assustar as pessoas. Mas acho que não... Nada mais natural numa fase de adaptação de uma alma ainda em plano material. Nesse ponto divirjo de certos pensadores que afirmam que devemos ficar mais em paz com nossos pensamentos. Não concordo, repito. Estou certo de que uma reflexão sincera e vibrante é um pensamento em forma de prece e que pode atingir para o bem, de alguma forma, aquilo que nos inspira a refletir. Espero apenas deste mundo, que em breve possa encontrar respostas para estas dúvidas, decorrentes, certamente, de uma simples pantufa azul com nuvens brancas estampadas.

Inserida por AlessandroLoBianco

Uma vez me falaram que as lições eram extraídas das dificuldades. Foi quando deixei, para conferir, o meu castelo ruir. Ameias, seteiras, tudo desabou. A ponte levadiça também. Só restou o fosso que o cercava. Ah! Eu consegui sobreviver... Mas fiquei preso, no porão, sob os escombros da incerteza. Até que, depois de uns dias no escuro, achei um buraquinho na parede para olhar; veio um clarão! Estava eu, então, novamente no meu quarto, assistindo a bougainville vermelha subindo pelas grades da minha janela. Percebi o olfato ileso, que me fez sentir o perfume do manacá novamente, o mesmo dos outros textos escritos; aquele mesmo que havia sido plantado, também, sob a janela do meu quarto. Percebi novamente a audição intocada, que me levou ao êxtase com Vivaldi, Schuman, Grieg, Massenet, Chopin, e outros mais que emprestaram à Terra, onde deixaram para sempre os sons do Céu. Notei em seguida a parte incólume do cérebro, justo aquela onde se alojava as boas lembranças, os aprendizados, os fatos marcantes, as doces-amargas saudades, as referências da vida, os exemplos, minha cultura, os amigos e tudo mais que eu acreditava, ou seja, tudo que nos resta, órfãos que somos de saber o que nos espera para o amanhã. Mas havia uma fé que induzia a crer em um entendimento escolhido e que dava sentido à vida. Foi então que percebi, com essa experiência, que acabava de aprender com a dificuldade.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠No dia em que você dormir pensando em Jesus, acordar pensando nele, programar seus compromissos priorizando-o, cancelar programações por causa dele... Em todas as suas conversas, sempre ele estiver incluído, mudar de comportamento por causa dele... Seu mundo girar em torno dele... Então, realmente, seu amor transbordou e você pode viver de forma plena o Evangelho!

Inserida por iptdv

Nossa vida é como o rio. Ora ligeiro, ora lento,transbordando ou quase seco. Às vezes morno, às vezes frio. Sem poder voltar por onde passou, seu destino está traçado na terra, na rocha, entre as pedras. Rodopia, salta, pula, canta e por fim, sossega. Vence sendo vencido e se transforma no oceano. 20/09/2009. (Walter Sasso autor de "Pedras submersas" e "Soca pisada")⁠

Inserida por walsasso

⁠A morte, o luto, a tristeza, a lembrança e a saudade...é normal, é natural pois acontece na vida de todos e ontem, 14/07/2021 aconteceu, mais uma vez...meu irmão mais velho, filho de um homem marcante e maravilhoso ...nosso pai!! Nós, todos nós, estamos entre a vida e a morte e no meio está o tempo que temos para evoluir, experiência concedida a todos nós...seres humanos. Agora estou aqui e penso que ainda não evoluí o bastante pois fico muito triste, fico chorosa e fico pensativa....como seria bom se pudéssemos nós despedir, um pouco mais, das pessoas que amamos! Depois que isso tudo passar, retorno para a minha rotina, mas por dentro penso....como sou grata por ter ainda entes queridos respirando!

Inserida por yonnemoreno