Textos sobre Tempo

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Quando se é por muito tempo invisível,
e só te põem no último lugar seja lá
qual for o motivo o melhor é não se iludir;
És o teu magnífico caminho a seguir,
não perca tempo com o que tende a se esvair.


Você não tem o dever de distrair o tédio,
de ser para o emocional o analgésico
ou de preencher o vazio de ninguém;
Não tenha dúvida que o melhor mesmo
é ficar na sua para o seu próprio bem.


Abra os seus olhos para a beleza e a delicadeza,
permitindo que a florada da Imbuia cubra
todo o seu caminho porque és em todas
as estações a sua melhor companhia;
Para que não perca por causa de quem quer
que seja a sua confiança e a sua alegria.


Esteja de prontidão para que o melhor da vida
te encontre de prontidão para viver o amor
de corpo, alma e coração com integridade;
Se proteja de verdade mesmo que na solitude
te coloquem contra a parede, que os anos passem
ou até que façam você que agora já é tarde.

O teu coração com o meu
tocam em ritmo de Aléké
em tempo de Sumaúma
eflorescida bem na beirinha
do majestoso Rio Maroni,
nada teu não mais se esconde,
o meu beijo toca a tua fronte.


Tudo na cena nos coloca
sem nenhuma resistência
nos colocam em reverência,
e não se preocupar mais
com roteiros e decência
põe um nos braços do outro.


A noite vestida perfeita
com a cor dos negros da floresta
por nós acende em inteira festa
as estrelas para nos receber
com gala na Guiana Francesa,
sedutoramente a gente se corteja
com todo o intenso desejo
que pelos nossos poros flameja.


O toque do fim do mundo
ou próximo disso, não tememos.
Unidos pelo amor profundo
até o último passo dançaremos;
para do jeito mais absoluto
para o oceano de fogo, nascemos.

A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.


​Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.


​A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.

Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.


Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.


Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.


Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.

Em tempo de céu fechado,
o Camboatá-vermelho
esplende sob o céu sisudo.
O corpo sente muito,
mas a alma forte resiste
e os lábios se entretêm
com a poesia que insiste.


Há um sentimento seguindo
o seu curso que não tem
nada a ver com o inverno;
embora envolto de mistério,
com um querer profundo
que tem crescido resoluto.


Tenho me preparado
para receber com o coração
o sentimento impoluto,
a embaladora convicção
de que não há mais viver
correndo do amor e da paixão.

Sempre é melhor ter alguma
direção do que nenhuma,
mesmo que peça tempo.
Assim sempre tem sido na vida,
e quando o assunto é sentimento.


A tempestade quando toca
na Palma-real jamais
diminui a beleza da memória.
O Rio Cauto canta
para não apagar a história
de Cuba, a minha e a tua.


Pátria ou morte até a última
consequência, assim ensinou
José Martí a resiliência.
No toque de Son cubano,
somos a famosa resistência.


Seguindo no ritmo que deu
origem à Salsa e a outros ritmos,
enquanto quem roeu a corda
nem nunca houve,
vamos criando à consciência,
porque quem quer viver
em liberdade precisa de paciência.

Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.


Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.


Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.

É algo próprio que tem
pela parte de dentro,
como areia da ampulheta
caindo no tempo.
É sobre a Rússia e a Ucrânia
que estou falando,
e não por capricho ou like.
Só quem carrega a imersão
na herança é quem sabe.


Não tens ideia da bagunça
que fica na cabeça
de quem tem duas de suas
partes tão queridas:
uma matando sem parar
a outra em dias e dias.


Ambas as partes são alvos
do grande teatro de vampiros
que, por decreto amaldiçoado,
pode parar todo o hemisfério.
O nome do Lago Ontário
mudou para Lago América,
e quer também o nome
do Estreito de Ormuz modificado.


Sempre quando sair do eixo,
tem paciência comigo;
é porque muito estou sentindo.
Quem carrega memórias
de guerras sobrevividas
pela própria família sente algo próximo,
como também tivesse vivido.

Setembro é tempo
de guamirim em flor,
e de passear em Rodeio,
É tempo de você
me dar pistas com jeito
se sou eu o teu amor.


...


Guamirim-facho
em Rodeio
na mata em flor,
No coração
do jeito que for
existe o teu amor.


...


Guamirim-ferro
eflorescido enfeita
o nosso caminho
para a bela Rodeio,
A tua rota é autora
do nosso destino.


...


A araçarana desabrochou
antes do galo cantar
aqui em Rodeio,
A lua muito se agradou,
e as abelhas foram
em busca para o mel para nos dar;
Cena que faz lembrar
quando a gente vai se encontrar.


...


Florada da guabiroba
setembrina é poesia
sob a aurora matutina
na bela Rodeio,
em Santa Catarina,
Não há um só dia
que a tua existência
o coração fascina
e a mente alucina.


...


Pitangueira em flor
é a preparação para mais
de um poema de amor
na Mata Atlântica
em Rodeio com louvor.


...


Uvaia eflorescida
também é poesia
a ser por li lida.


...


Araçá-amarelo
que floresceu
enfeita a visão,
e alegra o coração.


...


Araçá-vermelho florido
enfeitando o olhar
e o nosso caminho
para a cidade de Rodeio
rumo ao destino perfeito.

Admito convicta que é um lindo
déjà-vu vê-lo no tempo da florada
generosa do Orgulho de Barbados,
abrindo comigo uma caixa enfeitada
e apreciando cartões de namorados
feitos por um misterioso marinheiro.


Há algo pleno em nós, raro e olvidado
nos dias de hoje: a crença firme
de que o romantismo não está superado,
e que não nascemos para outro destino
que não viver nos amando, lado a lado.


Dizem que é preciso ter cuidado,
o coração está cunhado sem conseguir
parar de te querer junto e gamado,
porque ama com o que há mais devotado.

A idade a cada dia vem chegando,
quem eu sou, sigo continuando;
Do tempo o passo sigo respeitando,
A ele a reverência dou com pendor.


Não me vejo nem de longe mais sábia,
Apenas como alguém que bem quisera
Aprender a harmonia e a didática
Dos códigos que a vida que nos governa.


A Epidendrum secundum já florece,
Com lábios de grumixama e de aurora;
Sem saber o que o destino nos rege,
Lá fora o que acontece, pouco importa.


Na Mata Atlântica de Santa Catarina,
Da força dos tornados nos abriga e ensina.

O famoso "Faz Tudo"....


Com o tempo descobre que, não é acumulando tarefas que você constrói o seu valor, mas sim dominando a sua especialidade.


Quando você aprende a dizer "NÃO" para o que te desvia do seu propósito, você finalmente valida o seu tempo, protege o seu talento e se posiciona como um profissional estratégico, essencial e insubstituível.

As Quatro Sou Eu


A minha jornada,
a minha série...
a minha alma!


Durante muito tempo,
talvez eu tenha olhado
para essas histórias como
quem observa outras pessoas.


Eu, de um lado.
Elas, do outro.


Quatro histórias.
Quatro tempos.
Quatro mulheres.


Mas talvez eu tenha me enganado.


Talvez não sejamos quatro.


Talvez sejam apenas quatro
capítulos de uma mesma história.


Não sou uma espectadora
olhando para vidas que ficaram para trás.
Sou aquela que, de alguma maneira,
continua atravessando cada uma delas.


As dores, os sonhos, os amores, os medos, as escolhas...
Tudo parece carregar alguma coisa que ainda reconheço.


É como abrir um caderno antigo e
encontrar uma letra que,
embora pertença a outro tempo,
ainda parece minha.


Talvez porque seja.


Não preciso separar quem fui de quem sou.
Não preciso escolher qual delas sou eu.


As quatro sou eu.


Eu sou a menina que sonhou.
A mulher que amou.
Aquela que esperou.
E aquela que hoje olha para tudo isso
tentando compreender.


Talvez o tempo tenha mudado os cenários,
os nomes e as circunstâncias.


Mas existe algo que permaneceu.


Uma essência.


Um fio invisível costurando uma história à outra,
como se cada vida não terminasse exatamente
onde a seguinte começava.


E talvez seja por isso que algumas
lembranças não parecem lembranças.


Alguns sonhos não parecem apenas sonhos.


E alguns sentimentos chegam sem pedir licença,
como se já soubessem o caminho.


Hoje, quando escrevo, tento não me perder entre elas.


Não quero ser espectadora da minha própria história.


Quero apenas escutar.


Porque talvez não sejam quatro vozes falando comigo.


Talvez seja apenas uma.


A minha.


Em diferentes tempos.


Em diferentes formas.


Mas ainda eu.

"Leva-me Senhor à Teu evangelho no Seu tempo e destempo onde eu possa ouvir, ver andar, falar e tocar sobre o Reino da Tua vontade, até que o céu se manifeste em mim. Que os Teus sentidos no dom da Tua Palavra funcione através de mim e primeiramente sobre mim. Se sou transformada fluirá transformação aos que me rodeiam."

—By Coelhinha

📜 Ainda te escrevo versos...
Carta de Amor📜


O tempo pode passar...
As vidas vão e vêm...
Mas ainda te escrevo em versos...


Tentando uma caligrafia perfeita,
com um suave perfume,
em um lindo papel.


Aos poucos,
como em uma melodia,
a emoção cria formas,
transformando-se em poesia.


O meu coração não entende...
Que preciso de silêncio
enquanto construo cada rima...


É mais uma carta de amor...
Perdida em algum lugar,
entre o passado e o presente...


Em meus sonhos,
na fantasia,
nas dobras do destino
e até no inconsciente.


Ainda te escrevo em versos...
Em papel de cartas...
Na calada da noite...
Enquanto te espero!


Meu amor!


Ass. Edineurai SaMarSi

A Mestra do Tempo e da Alma


O caos do mundo ruge do lado de fora,
Mas dentro da sala, o seu império é a paz.
Diante da dúvida e do barulho que vigora,
Ela ensina o que o silêncio sábio faz.
Não molda o vento, pois sabe o que é o destino.


Molda a vela do barco que ruma ao saber.
Com paciência, acolhe o jovem e o menino,
E foca apenas naquilo que pode fazer.
Seus dias guardam a força da virtude clara,
Não busca aplausos, honraria ou vaidade.


Na mente firme, nenhuma tormenta para,
Sua maior lição é a própria integridade.
Mestra de si, das palavras e do instante,
Semeia o bem sem cobrar o que vai colher.
Caminha firme, serena e constante,
Mostrando ao mundo o que é vencer

Por muito tempo, confundi paixão com salvação. Descobri que, quando o nosso coração passa fome de cuidado e atenção, qualquer gesto genuíno de carinho vira um oásis.


​Não me apaixono pela pessoa em si; apaixono-me pela sensação de, finalmente, ser tratada com a gentileza que sempre mereci. É dopamina, é carência de afeto guardado, é o eco de um vazio antigo. E quando alguém nos dá isso, a tendência é entregar o peito inteiro, com medo de que acabe
​Mas o verdadeiro amor não deveria ser um resgate de emergência. Amar de verdade exige ver o outro por quem ele é, e não apenas pelo alívio que a sua presença traz para as nossas feridas.

“Tempo é vida”

O maior equívoco do ser humano é administrar o dinheiro como se fosse escasso e desperdiçar o tempo como se fosse infinito.

Tempo não é relógio. Tempo é vida. E a vida possui uma característica implacável: ninguém sabe quanto ainda lhe resta.

Planejamos os próximos anos, os próximos negócios, as próximas férias e a próxima conquista, enquanto ignoramos a única pergunta que jamais conseguiremos responder: quantos “próximos” ainda existem para nós?

O tempo é o único patrimônio distribuído de forma desigual sem que ninguém conheça o próprio saldo. Há quem possua décadas e parta amanhã; há quem tenha apenas um dia e transforme uma geração. A diferença nunca esteve na quantidade de tempo, mas na consciência com que ele foi vivido.

O homem moderno vende a própria vida em parcelas para comprar coisas que jamais conseguirão comprar de volta um único segundo daquilo que vendeu. Trabalha para ganhar dinheiro, perde tempo para ganhar dinheiro e, depois, gasta dinheiro tentando recuperar o tempo que perdeu. A conta nunca fecha, porque tempo não se negocia; apenas se consome.

A maior pobreza não é morrer sem dinheiro. É morrer sem ter vivido. É descobrir, tarde demais, que sobrevivemos aos dias, mas não habitamos nenhum deles.

Toda distração custa tempo. Todo tempo perdido custa vida. E toda vida desperdiçada cobra um preço que nem todo o dinheiro do mundo consegue pagar.

Talvez a pergunta mais importante da existência não seja “Quanto tempo eu tenho?”, porque essa resposta ninguém possui. A pergunta que realmente importa é: “O que estou fazendo com o tempo que ainda pode ser o último?”

No fim, a vida nunca será medida pelos anos que acumulamos, mas pela consciência com que ocupamos cada instante. Porque quem desperdiça tempo não está apenas perdendo horas; está gastando, sem perceber, a única riqueza que jamais poderá ser recuperada.

Carlos Eduardo Balcarse

“O tempo do tempo não está no tempo”

Dizem que o tempo está passando mais depressa. Não está.

Um minuto continua tendo sessenta segundos. Uma hora continua tendo sessenta minutos. Um dia continua tendo vinte e quatro horas. O relógio nunca acelerou. Quem acelerou fomos nós.

Talvez o maior engano da humanidade seja culpar o tempo pela velocidade da vida. O tempo não corre. Nós é que deixamos de caminhar. A pressa distorceu nossa percepção, e passamos a chamar de “falta de tempo” aquilo que, muitas vezes, é excesso de distrações, prioridades mal escolhidas e uma existência fragmentada.

Existe um paradoxo que poucos percebem: quando desejamos que um momento nunca termine, ele parece voar; quando ansiamos pelo fim de um sofrimento, cada minuto parece uma eternidade. O que muda? Certamente não é o tempo. É a consciência que habita esse tempo.

O relógio mede duração. A consciência mede profundidade.

Por isso, algumas horas atravessam a vida sem deixar vestígios, enquanto alguns segundos permanecem vivos por décadas. Há encontros que duram minutos e transformam uma existência inteira. Há anos inteiros que passam sem deixar uma única lembrança digna de permanecer.

O tempo jamais nos enganou. Nós é que passamos a viver tão distraídos que confundimos velocidade com vazio. Não é o tempo que está escapando de nós; somos nós que estamos escapando do presente.

Talvez a frase mais repetida da nossa geração — “o tempo está voando” — seja, na verdade, a confissão mais sincera de uma humanidade que já não sabe habitar o próprio instante.

O tempo não passa mais depressa. A vida é que passa mais superficialmente.

E talvez a maior tragédia não seja descobrir que a vida passou rápido, mas perceber, tarde demais, que fomos nós que passamos rápido demais por ela.


Carlos Eduardo Balcarse

12/07/2026

DE MEIO EM MEIO TERMO, NUNCA SEREMOS INTEIROS.

A mente mente.

O tempo, não.

O tempo nunca mente porque nunca promete. Apenas passa. E, enquanto passa, leva consigo a única matéria-prima da existência: a vida.

Tempo é vida.

Não porque a vida seja feita de tempo.

Mas porque tudo aquilo que o tempo leva jamais será devolvido pela própria vida.

O homem acredita que perde dinheiro.

Perde oportunidades.

Perde pessoas.

Que ilusão.

O homem nunca perdeu nada disso.

Perdeu tempo.

E perder tempo é perder aquilo de que todas as outras perdas são feitas.

Vivemos de meio em meio termo.

De quase em quase.

De depois em depois.

Adiamos decisões como se o amanhã fosse uma propriedade adquirida.

Mas o amanhã nunca pertenceu a ninguém.

Ele sempre foi apenas uma hipótese.

A única certeza do futuro é que ele se tornará passado.

E o passado jamais devolve aquilo que o presente desperdiçou.

Existe uma tragédia silenciosa.

Não é a morte.

É morrer antes dela.

Há mais vivos que andam mortos do que mortos que permanecem vivos nas lembranças.

Porque morrer é um acontecimento.

Mas deixar de viver é uma escolha repetida todos os dias.

Respirar não é prova de vida.

É apenas evidência de funcionamento.

Até máquinas funcionam.

A vida começa quando deixamos de existir por inércia.

O mais assustador não é o fim.

É descobrir que nunca houve um começo.

Há pessoas que chegam aos oitenta anos com apenas um ano de vida repetido oitenta vezes.

Confundiram rotina com destino.

Segurança com paz.

Sobrevivência com existência.

Chamaram medo de prudência.

Chamaram acomodação de maturidade.

Chamaram conformismo de sabedoria.

A mente mente.

E mente tão bem que convence o homem de que ainda há tempo.

Mas o tempo nunca esteve à frente.

Sempre esteve atrás.

É ele quem acumula tudo aquilo que deixamos de ser.

A vida não termina quando o coração para.

Termina quando deixamos de nos tornar.

Existe uma diferença brutal entre envelhecer e amadurecer.

O tempo envelhece qualquer corpo.

Mas apenas a consciência amadurece uma existência.

Quem apenas envelhece acumula anos.

Quem amadurece transforma anos em eternidade.

O paradoxo é inevitável.

Quanto mais tentamos economizar tempo, menos vida temos.

E quanto mais entregamos vida ao que realmente importa, menos percebemos o tempo passar.

Talvez por isso a eternidade nunca tenha sido uma quantidade.

Sempre foi uma intensidade.

O universo inteiro conspira contra qualquer ilusão de permanência.

Montanhas cedem.

Oceanos recuam.

Estrelas morrem.

Civilizações desaparecem.

E, ainda assim, o homem continua acreditando que pode adiar a própria vida para segunda-feira.

A maior prisão não possui grades.

Possui hábitos.

Possui desculpas.

Possui “um dia”.

O cárcere mais perfeito é aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.

Talvez o maior fracasso da humanidade nunca tenha sido morrer.

Tenha sido viver sem jamais despertar.

Porque aquele que nunca desperta não perde a vida.

Nunca chega a encontrá-la.

No fim, restará apenas uma pergunta.

Não quantos anos você viveu.

Mas quantos dos seus anos realmente estiveram vivos.

Porque tempo é vida.

E desperdiçar tempo nunca foi desperdiçar minutos.

Foi desperdiçar a única matéria da qual a existência é feita.

Por isso, de meio em meio termo, nunca seremos inteiros.

Quem negocia a própria consciência fragmenta a própria existência.

E quem passa a vida aceitando metades descobre, tarde demais, que o inteiro nunca esteve no destino.

Sempre esteve na coragem de viver antes que o tempo termine de nos viver.

Pense nisso também:

“Tempo não é dinheiro, tempo é vida, pois nem todo dinheiro do mundo pode comprar mais tempo”

Carlos Eduardo Balcarse

23/07/26