Textos sobre Tempo
EDITORIAL
Qual foi o tempo que perdi?
Aquele ao qual eu trabalhei por dinheiro...
Qual foi a vez em que me diverti?
Foi aquele ao qual aprendi a não ficar parado aos domingos
Achando o momento muito prazeroso, mas não, é só o corpo agradecendo por não fazer nada...
Quem é aquele que tem o direito e o poder, verdadeiramente?
Aquele que obtém o conhecimento logo ele estuda e só...
Quem é o tal do povo no seu país?
É aquele ao qual luta, mas não para um instante para ver como é fácil ter o poder ou o que mais precisa, direito, direitos iguais, não existe...
Como faço para mudar?
É simples, ousa aquele que já mudou, mas continua ali do seu lado só para te levar junto, mas tem que saber olhar, e aproveitar, pois logo isso acabará. Pois ele irá embora, e o deixara, sem a menor duvida...
Não é tempo de titubear.
Não é tempo de ficar indeciso por muito tempo.
Não é tempo de ser reativo.
Não é tempo de pensar negativamente.
É tempo de acreditar. É tempo de fazer.
É tempo de ser produtivo.
Acredite e pise fundo!
Pior do que uma decisão errada é uma indecisão contínua.
Tenho encontrado pessoas que pensam, pensam, pensam e nunca decidem. E quando decidem, foi-se a oportunidade. Uma decisão errada, no mais das vezes, pode ser corrigida. Uma indecisão contínua impede o fazer, impede o crescimento, impede a ação e cria uma enorme desmotivação nas pessoas.
É preciso acreditar na própria capacidade do acertar e pisar fundo. É preciso acreditar que as outras pessoas estarão ao nosso lado, mesmo que as evidências demonstrem o contrário. É preciso acreditar que os obstáculos serão sempre vencidos, um a um, e não todos de uma vez.
Pensar nos obstáculos como um bloco único só fará desistirmos da ação.
Há pessoas que não compreendem isso e vêem os problemas todos de uma vez só e então desistem achando-se incapazes de vencê-los.
Há outras pessoas que acreditam, fazem, mas não pisam fundo, isto é, não se comprometem totalmente. É preciso, além de acreditar, pisar fundo!
Gostaria de sugerir que você parasse e pensasse sobre a sua disposição em acreditar e pisar fundo. Veja se você não é do tipo de desistir frente à gama de problemas que poderão acontecer. Veja se você não é do tipo de desistir fácil de uma empreitada difícil. Acredite em você. Acredite na sua capacidade de vencer obstáculos e atingir a cada dia mais o sucesso que merece.
Pense nisso. Sucesso!
Sem mudanças repentinas de humor, pra variar o de sempre.
Mas diferente. Depois de um tempo tentando entender o que se passava aqui dentro - depois de entrar nessa fase narcisista e egocêntrica até a última gota - depois de ver o quanto se pode mudar, o quanto dá pra ser bom, mesmo quando tá uma droga. Depois de ver que realmente não gosto de ocupar uma posição passivamente submissa a pessoas ou a meus próprios sentimentos - e essa é a parte mais incômoda -, sentir isso, é mais do que saber, aconselhar, e fingir que nada está acontecendo.Nem tudo é tão confuso assim. E o melhor é que é tudo consequência, efeito de escolhas e atitudes, tomadas ou não. E fazer uma mudança nisso tudo, é muito, m-u-i-t-o bom!
Creio que, desde muito pequeno, minha infelicidade e, ao mesmo tempo, minha felicidade, foi não aceitar as coisas com facilidade. Não me bastava que explicassem ou afirmassem algo. Para mim, ao contrário, em cada palavra ou objeto começava um itinerário misterioso que às vezes me esclarecia e às vezes chegava a me estilhaçar.
Em suma, desde pequeno, minha relação com as palavras, com a escrita, não se diferencia de minha relação com o mundo no geral. Eu pareço ter nascido para não aceitar as coisas tal como me são dadas.
Amores bandidos.
Dê um tempo para as paixões bandidas da sua vida, vire a página. Chega de romances “afasta e volta”, “vai e vem”, daqueles que são ótimos na saudade e péssimos na realidade. Amadureça afetivamente.
Claro que todo amor bandido tem um toque de excitação, afinal, de regra é na cama que ele eclode. O amor bandido tem desafios, diferenças que o homem teimoso acha que pode superar. Nas paixões bandidas um e outro querem “vencer” as diferenças, aquilo que vêem de ruim no outro.
Amores bandidos são prisões, calvários afetivos e não libertação, rejubilo e alegria que são as bases de uma relação afetiva saudável e feliz. Amor bom é aquele que não precisa da saudade para se fortificar, é aquele que não precisa se tornar um vácuo para ser valorizado.
Ama bem, quem se ama bem. Ama bem quem tem maturidade e quem consegue estabelecer um relacionamento saudável e harmonioso no dia a dia. Pessoas assim só sentem saudade quando o outro viaja, quando o outro está ausente e não quando o outro,infeliz e magoado, foge mundo afora.
Assim como existem os doentes da mente, os doentes fisicamente existem os doentes afetivamente: Pessoas que não conseguem estabelecer um relacionamento forte e maduro, pessoas que precisam da briga, que precisam da desarmonia e da plena ausência do outro para valorizá-lo. Existem pessoas que só sabem amar bandidamente, isso é um fato lamentável.
Fuja desse tipo de pessoa pelo bem de seu próprio coração. Quando você tiver se tornado saudade, quando ele sentir o vazio de sua falta ele vai acreditar que lhe ama e que você é tudo para ele, mas quando, enfim, ele conseguir lhe trazer para a prisão de seus braços vai lhe judiar e maltratar novamente. E assim você irá embora, e assim ele vai a sua caça e este jogo continua indefinidamente até terminar em tragédia, ou, quiçá nunca findar.
Não importa quantas pessoas diferentes você conheça em um determinado tempo no decorrer da vida, há sempre uma única pessoa da qual você jamais se esquece: Aquela pessoa.
Não importa se já está velho ou ainda é jovem, se frequenta os melhores bares e restaurantes, se trabalha na maior e melhor empresa do mundo, se é cheio de amigos ou um zé ninguém da qual ninguém faz conta. Tem uma pessoa, uma pessoa só em meio a tudo isso que sabe tocar seu coração como nenhuma outra. Que tem a chave exata para entrar e sair dele a hora que quiser. Que vai ir, voltar, ir de novo e nunca vai parar de ser o que ela é pra você.
Não importa quantas noites mal dormidas passadas na farra, quantas bebidas fortes, quanta gente cruze seu caminho, sempre ao chegar em casa e colocar a cabeça no travesseiro é nesta pessoa que você pensa antes de dormir.
É com ela que você gostaria de estar apesar de todo o resto.
Não importa o que as pessoas falem ou o que você mesmo fale para você - sobre ela e sobre os defeitos dela - ela vai continuar lá, parece uma tatuagem que não sai por nada.
E mesmo você sabendo que ela não é a tal pessoa certa, é prazeroso tê-la nos pensamentos. Ainda que isso não seja suficiente.
E pode passar o tempo e chegar novas pessoas e com elas novos aprendizados e aventuras e talvez até novos amores. Mas aquela pessoa, ela tem carta branca, tem tipo um passe-livre para a sua vida. E por ela, você sabe, nunca vai deixar de ter sentimentos (...).
Feliz aquele que tem a sorte de ser aquela pessoa no coração de alguém.
O Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve com o tempo. É algo que acontece instantaneamente. Esse sentimento passa por você como a água de um rio após uma tempestade, preenchendo e te esvaziando de uma vez só. Você sente pelo seu corpo, nas suas mãos, no seu coração, na sua barriga, na sua pele…
Você já se sentiu dessa maneira? Se precisar pensar é porque ainda não sentiu.
►Dama do Lago
O tempo acabou passando
O nosso amor foi-se acabando
Eu já não sentia mais você
Me sentia sozinho, sem saber o que fazer
Nunca pensei que poderíamos terminar
Quando tudo começou, eu jurei,
Que no futuro iríamos nos casar
Mas a vida amadureceu pensamentos,
A vida negou ideias, jogadas ao vento
Eu não queria o término,
Mas era preciso em algum momento
A situação havia alcançado um estado sério.
Estou escrevendo ao celular,
Sem saber se irei te enviar
Estou apenas desabafando,
Apenas soluçando, divagando
Nunca pensei que estaria te deletando
Tantas fotos vou estar apagando,
Que me emociono
Talvez vamos nos falar ao telefone,
Um último adeus, antes do abandono
Em seguida eu jogarei fora os poemas,
Em que eu declarava dizendo que te amo
Mas isso foi antes, não foi?
O nosso romance acabou, nada sobrou entre nós dois
Eu não quero te ver pessoalmente, se não irei chorar
Não queria que tivesse acontecido isso com a gente,
Mas o mundo foi tão cruel, que vamos nos separar.
Infelizmente não espero que sinta minha falta
Quem me dera se você sonhasse com a nossa história
Sei que estarei só, no sofrimento
Sei que logo você estará em outro relacionamento
Você se atualizará com o próprio tempo
Não desejarei o seu mal, só lamento não sermos mais um casal
Jamais saberei se para você fora algo especial ou casual
Mas guardarei no peito meu amor sensorial.
Passo nas nossas ruas, escuto nossas músicas
Me lembro de suas curvas, suas lindas blusas
Não irei mentir dizendo que estou melhor,
Que o passado só me deixou forte
Estou levando minha embarcação,
Guardando a sete chaves o meu coração
Velejarei até os mares lendários,
Em busca de uma sereia, ou uma dama do lago
Que esteja do meu lado, que me veja como um amante,
Novato, porém ajuizado, frágil, viril
Buscarei um conto mágico, um pouco infantil.
Valsa Brasileira
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
Meu filho,
Perdoe a minha ausência
Seu pai queima o tempo
Para te trazer a comida
Perdoe o meu cansaço
Perdoe a minha impaciência,
Fruto do fel de cada dia
Perdoe a minha ignorância,
Não tive tempo.
Perdoe meus amigos,
Que perderam a esperança
De me ensinar sobre o amor.
Perdoe a minha dúvida em relação a sua mãe
Perdoe o flerte das minhas palavras
Que só dão voltas quando querem atingir o alvo
Perdoe meu olhar pesado
Perdoe o meu abraço duro
Perdoe o meu sorriso guardado
Perdoe aquele a quem a vida só deu trabalho§
De Volta a Dezembro
Estou tão feliz que você arranjou tempo para me ver
Como está a vida, me diga, como está sua família?
Não os vejo faz tempo
Você está tão bem, mais ocupado do que nunca
Conversa fiada, trabalho, o clima.
Você levantou sua guarda e eu sei porquê
Porque a última vez que você me viu
Ainda está marcada na sua mente.
Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem
Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E faria tudo certo
Eu volto para dezembro toda hora
Não tenho dormido ultimamente
Ficando acordada até tarde e indo embora
Quando seu aniversário passou,
E eu não liguei, Eu penso no verão
Todas as horas bonitas
Eu assistia você rindo do lado do passageiro
E eu percebi que amava você no outono
Depois veio o frio
Com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente
Você me deu todo o seu amor,
E tudo o que eu lhe dei foi um Adeus
Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora
Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso,
Tão bons para mim, tão certos
E como você me segurou nos seus braços
Naquela noite de setembro
A primeira vez que você me viu chorar
Talvez isso seja pensamento positivo
Provavelmente meus sonhos sem fundamento
Se nós nos amássemos de novo eu juro que te amaria certo
Eu voltaria no tempo e mudaria, mas não posso
Então se a sua porta estiver trancada, eu entendo
Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora
Toda hora
PORQUE!?
Porque é que me deixas assim, assim tão cheia de nada, à espera que o tempo passe e com ele passe esta dor, este frio, este mar de lágrimas que não cai dos meus olhos, esta vontade muda de te querer ainda mais.
Deixas-me assim, neste sufoco de te ver partir com o meu sonho e o meu sorriso nas mãos, levas o sorriso, o abraço e a minha voz. Quem está aqui não é mais nada, só a sombra de quem já foi, os restos de tudo o que existiu...
Porque é que quero estar contigo, quando não posso estar?
Porque é que penso em ti, quando não quero pensar?
Porque é que me preocupo cada vez que tu choras?
Porque é que te espero, sempre que te vais embora?
Porque é que é mais fácil esquecer do que lutar?
Porque é que continuo a acreditar, que vens e ficas para sempre?
Porque é que marcaste a minha vida, e agora desapareceste?
Porque é que te chamei melhor amiga no meio de tanta gente?
Porque é que venho a correr, cada vez que me chamas?
Porque é que continuo a acreditar quando dizes que me amas?
Porque é que passo noites acordada a relembrar?
Porque é que vivo por ti, porque e que não te esqueço?
Porque é que me agarro ao que de nós já não existe?
Porque é que já não estás lá para me ajudar?
Porque é que acredito neste sentimento, porque e que não o nego?
Porque é que me conquistas, e porque e que eu me entrego?
Porque é que quanto mais fujo, mais volto ao mesmo lugar?
Porque é que quando mais me escondo, mais eu vou encontrar?
Porque é que sem ti, o meu mundo fica mais escuro?
Porque é que és o meu passado, o meu presente, o meu futuro?
Porque é que basta um gesto teu e fico na tua mão?
Porque é que transformaste o sentido da minha razão?
Porque é que prometeste amizade para sempre?
Porque é que a distancia não me leva à indiferença?
Porque é que apareceste do nada e acabaste por ficar?
Sabes bem que tenho medo de te perder.
Sabes bem que a nossa amizade com o tempo está a diminuir.
Sabes bem que já não és a primeira a quem eu recorro.
Sabes bem que as saudades fazem-me querer desistir.
Sabes bem que nunca confiei tanto em alguém como em ti.
Sabes bem que sempre precisei de uma melhor amiga presente.
Sabes bem que te amo para sempre.
Sabes bem que serás sempre a mais importante.
Sabes bem que serás sempre a minha “ignorante”.
Sabes bem que não te esqueço de um dia para o outro.
Sabes bem que hoje ainda és a minha mais que tudo.
Sabes bem que o amanhã é imprevisível.
Sabes bem que um dia há-de vir outra pessoa.
Sabes bem que nunca vou esquecer o nosso passado.
Só te peço que um dia quando me vires na rua o meu sorriso não te passe ao lado, o meu olhar não te seja indiferente e que te voltes a lembrar que já foste minha confidente.
Este texto não é para te deixar triste, porque hoje ainda és a mais especial, mas sabes que não dura para sempre, não te vou iludir com isso. Sei perfeitamente que as vezes a ilusão é melhor que a verdade. Mas também sei que ninguém gosta de viver num sonho e acordar de repente.
Faremos nós o nosso “sempre”, porque o verdadeiro “sempre” pode ser demais para mim e para ti.
Percepção
Passei um tempo tão longo lustrando aquela falta com tanto olhar que perdi de vista a luz do que eu tinha. Ao me aproximar de novo, interessada, de cada presente, comecei a redescobrir tesouros esquecidos, um a um. Coisas simples, muito simples, e pra lá de valiosas, que o sentimento de míngua tem vez que afeta a percepção das preciosidades existentes. Ao me aproximar de novo, interessada, de cada presente, o que faltava continuou a faltar do mesmo jeito sincero, mas meu olhar já era bem diferente.
A amizade se conquista através do tempo
O amor é uma amizade fortalecida
Amizade se cultiva constantemente
O amor é esse fruto que se colhe
Amizade se tem amor
O amor se tem paixão
Amizade se escolhe
O amor é inconveniente
Amizade se tem um pensamento
O amor é descontrolado
Amizade se perdi
O amor a gente jamais esquece
Amizade pode ser reconquistada
O amor tem-se uma única vez
Amizade tem-se em quantidade
O amor só se tem a unidade
Amizade é difícil de encontrar
O amor é quase impossível de se achar
Amizade é cem em dez mil
O amor é um em um bilhão
Amizade é muito importante
O amor é essencial
Amizade sem tê-la ficamos doidos
O amor sem tê-lo ficamos insanos
Amizade tem remetente
O amor não tem destinatário
Amizade é água
O amor é vinho
Ambos não se misturam, mas um pode se transformar no outro.
Quem dera pudéssemos voltar no tempo e quem sabe nos reencontrarmos, para novamente nos abraçarmos, e eu ter mais uma chance de dizer o quanto te amo, o quanto me faz falta.
Mas sei que quem parte não volta e é por isto que a saudade nos fere tanto, ela me traz a certeza que jamais o terei de volta.
Não nesta vida por isto digo que ê breve a despedida. Até breve pois logo aí no céu novamente te verei minha vida.
É você...
Quando te vejo sinto algo diferente
É como se o tempo nunca tivesse passado
Um frio na barriga, o coração acelera...
Às vezes fico a pensar se isso é amor
Será???
Não sei ainda, mas é você
A primeira pessoa que eu penso
Quando eu acordo e a última
Quando vou dormir...
Você me faz falta...
Mas não sei se é apenas amizade
Não quero confundir
Talvez esse carinho enorme que eu sinto
Não seja amor...
Mas se for??? Talvez eu esteja desperdiçando
A oportunidade de ser feliz por medo
De tentar...
Mas também tem um porém
Não sei se você pensa em mim da mesma
Forma que eu penso em você....
E se eu te amar e você me vê só como amiga
Não sei...
São tantas dúvidas que me levam a pensar
Que o melhor da vida talvez não seja
Se apaixonar...
Eu queria parar o tempo
Pra ficar te olhando
Eu acredito no amor porque você existe
Agora eu tenho inspiração
Tenho para quem escrever
Talvez palavras nem conseguirão dizer
O quanto você me fez bem
Eu espero o melhor momento
Pra te encher de beijo
Vontade de sair correndo pra te buscar
Sonhei que você fazia
Carinho na minha alma
Eu queria estar com você
Onde quer que eu fosse
Ficar abraçado todo o tempo
Todo dias, antes de dormir
Eu seguro sua mão e viajo com você
Pelos meus pensamentos
Eu te adoro do tamanho do céu.
Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia
A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.
- O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.
Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou outro pudessem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era magro como uma vara e estava nu. Ele tinha muitas cicatrizes, parecia ter sido esfolado em algum momento num passado distante. Não tinha orelhas nem genitais. Os seus lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram olhos de demônio: tinham visto demais e ido muito longe, e frente ao seu olhar ele se sentiu menor que uma mosca.
– O que acontece agora? – ele perguntou.
– Agora – disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante e neutra resignação – você será torturado.
– Por quanto tempo?
O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. Na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o apanhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. Pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.
– Isso é desumano.
– Sim.
As pontas do açoite ganharam um baço brilho alaranjado.
– No futuro, você vai sentir saudade desse momento.
– Você é um mentiroso.
– Não – respondeu o demônio. – A próxima parte é ainda pior – explicou pouco antes de descer o açoite.
As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam, cortavam e estraçalhavam tudo o que tocavam. Não pela última vez naquele lugar, ele gritou.
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala, e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.
Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na ducentésima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:
– E agora?
– Agora começa a dor de verdade – informou o demônio.
E começou mesmo.
Cada coisa que ele fizera, que teria sido melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara – a si mesmo ou aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. Cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímetro por centímetro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade, e isso doía mais que qualquer outra coisa.
– Conte o que você pensou quando a viu indo embora – exigiu o demônio.
– Pensei que meu coração ia se partir.
– Não, não pensou – contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.
– Pensei: agora ela nunca vai ficar sabendo que eu dormia com a irmã dela.
O demônio desconstruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. Isso levou cem anos ou talvez mil – eles tinham todo o tempo do universo naquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu que o demônio tinha razão. Aquilo era pior que a tortura física.
Mas acabou.
Só que, quando acabou, começou de novo. E com uma consciência de si mesmo que ele não tinha da primeira vez, o que de certa forma tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, se odiava. Não havia mentiras nem evasivas, nem espaço para nada que não fosse dor e ressentimento.
Ele falava. Não chorava mais. E, quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
– De novo – ordenou o demônio.
Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.
– De novo – ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.
Era como descascar uma cebola. Dessa vez, ao repassar sua vida, ele aprendeu sobre as consequências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quando tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como infligira mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que mais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais difícil até aquele momento.
– De novo – ordenou o demônio, mil anos depois.
Ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados, e contou a história de sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.
Quando acabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: “de novo”. Porém, nada foi dito. Ele abriu os olhos.
Lentamente, ficou de pé. Estava sozinho.
Na outra ponta da sala havia uma porta, que, enquanto ele olhava, se abriu.
Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e também arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.
Ao ver o homem, ele entendeu.
- O tempo é fluido por aqui – disse ao recém-chegado.
Sou confusão e gritaria, e ao mesmo tempo, todo o silêncio do mundo. Sou a ansiedade de um desejo sendo realizado, e o medo incontrolável de tudo dar errado – de novo. Sou a preguiça de um domingo a tarde, e a euforia de uma sexta a noite. Sou a vontade de abrir a geladeira, e angustia de ter engordado. Sou um doce sorriso, e uma lágrima quase salgada. Sou uma canção de amor cantada por alguém desafinado. Consegue ouvir?
Sou o que sou agora mas às vezes me pego pensando no passado, e vejo o quanto mudei. O quanto eu fui, e o quanto dexei de ser. E vejo nas marcas deixadas pela parede, tudo que hoje mais odeio em alguém. O destino me deixou do avesso, e agora não sei se é mesmo eu quem estou errada. Deve ser.
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