Textos sobre Tempo
Passagem aberta
Uma passagem foi aberta,
do outro lado da ponte vejo uma fogueira implorando mais uma companhia,
a noite cai, a lua ilumina as estrelas da cidade, ilumina os nossos olhos tão próximos,
a neve é a dona do terreno, o mar é o artista principal apreciado do alto da montanha gélida,
vale a pena deixar os sentimentos flutuarem nas enormes ondas da imaginação,
logo atrás, na casa com o teto coberto de neve a luz está acesa me convidando para entrar,
na montanha russa dos sentimentos encontrei um espaço em aberto, então tirei minha armadura e relaxei no templo do prazer, no tempo dela.
Pessoal, a vida passa muito rápido, aproveite cada instante de vida, cada momento, cada confraternização com familiares, amigos, e colegas de escola, faculdades e trabalho. Curta intensamente momentos de felicidades, paz e comunhão. Aproveite cada oportunidade que você tem de conversar com os seus pais, visitá-los, aproveite a vida, a natureza, as grandezas do Criador e as pessoas que o Criador e Senhor de tudo concedeu para você.
Erga a cabeça, tire tempo para refletir sobre o seu tempo, sobre você mesmo e sobre as suas atitudes.
O tempo não volta, não para, e a vida continua trazendo novidades, boas e ruins. Nunca sabemos o dia e nem a hora da nossa morte, e nem da morte dos nossos entes queridos e das pessoas que amamos. A morte é garantida, a vida eterna com Cristo talvez, e você nunca terá a mesma e exata oportunidade, o momento que você está vivendo agora mesmo, é único, precioso e crucial, não desperdice os momentos da sua vida, aproveite cada instante, como se fosse o último da sua vida.
"Leia "a história da sua vida, analise a sua vida, seus conceitos, valores, pensamentos, oportunidades, decisões e atitudes. Abrace todos os bons momentos, passam muito rápido, e nunca, nunca na história da sua vida irá voltar.
Data: 14/01/2022
Sabe aqueles dias que não nos sentimos nós mesmos?
É como se uma parte nossa, nos fosse arrancada a força.
Esses são aqueles dias em que não sabemos quem somos.
Nos sentimos perdidos, frágeis, sensíveis de mais a qualquer coisa.
Os dias em que só queríamos deixar de ser apenas por alguns segundos.
Esses são os piores dias.
Uma dor deixa de ser sentida em duas situações:
Quando o tempo atua sobre a mesma sanando-a, ou quando outra dor maior surge concomitantemente.
De forma análoga, a dor de um amor perdido se extingue de duas maneiras: Ou sofrendo até que o tempo reduza esse sofrimento a nada ou substituíndo o amor pedido por um novo amor.
No telhado
Em cima do telhado olhando para o céu estrelado senti nossas bocas se tocarem e foi um momento mágico,
um cometa passou, a lua gritou, o tempo nos revelou as horas voando rápido,
teus cabelos espalhados, perfume bem encorpada, roupas levadas pelos ventos ousados,
cacos de vidros jogados ao lado no reflexo de um vejo a nossa felicidade, foi lindo.
Hora da saída
Lamento pelo tempo perdido.
Lamento pelo não vivido.
Nossa vida – preciosa – só vai passando...
Nenhuma semente plantada, germinando.
Quanto tempo já se perdeu...
Quanto tempo não se viveu.
Passou.
Acabou.
Morreu.
De tudo perdi um pouco.
Vida ameaçada constantemente de extinção.
Talvez um esforço sobre- humano
deixe-me de empreender círculos na vida.
E não haja lamentos na hora da saída.
[O TEMPO DOS HISTORIADORES]
O tempo dos historiadores ordena (define origens para os processos que examina, atribui-lhes um sentido). Nesta operação, é já também um tempo 'territorializado'. Ao definir sentidos e criar significados para os períodos de tempo que examina, os historiadores exercem poderes de diversos tipos (ou tornam-se instrumentos para o exercício destes poderes).
A demarcação das diversas épocas constitui um dos sinais mais visíveis desta territorialização do tempo pelos historiadores. Estão sempre abertos os limites entre os grandes recortes que são habitualmente denominados de “eras”, “idades”, ou outras designações mais amplas. Quando termina a Antiguidade, e quando começa a Idade Média? Em que momentos(s) esta última já começa a se transformar em uma Idade Moderna? Como denominar cada um destes períodos? Como lidar com recortes e designações que foram herdados de uma cultura histórica que já não é mais necessariamente a nossa, mas às quais já estamos demasiadamente habituados? Quais os limites destas escolhas de recortes no tempo, e quais são os seus potenciais de convencimento como períodos ou épocas que podem ser propostos para serem instrumentalizados, para questões mais gerais, por todos os historiadores?
Delimitar um grande período historiográfico no tempo, separando-o de outro que se estende atrás dele e de outro que começa depois, é uma operação que traz marcas ideológicas e culturais que nos falam da sociedade na qual está mergulhado o historiador, dos seus diálogos intertextuais, de visões de mundo que de resto vão muito além do próprio historiador que está estabelecendo seus recortes para a compreensão da História. Os próprios desenvolvimentos da historiografia – os novos campos históricos e domínios que surgem, a emergência de novas relações interdisciplinares, os enfoques e abordagens que se sucedem como novidades ou como reapropriação de antigas metodologias – trazem obviamente uma contribuição importante para que a cada vez se veja o problema da passagem de um a outro período histórico sob novos prismas. Ademais, é preciso lembrar que, ao se trabalhar sobre um determinado problema histórico, específico de uma certa pesquisa, essas grandes balizas já nem sempre serão úteis para o historiador. Pensar um problema histórico já é propor novos recortes no tempo.
[extraído de 'O Tempo dos Historiadores'. Petrópolis: Editora Vozes, 2012, p.27-28].
MUITO OCUPADO
Não tenho tempo
Ando muito ocupado
Nem sempre estou aqui
Nem sei porque me ligas
Talvez amanhã eu possa
Quando poderá então?
Nem sei realmente
O trabalho me consome
Talvez a outra semana
A ligar , alguém do Hospital atende
Infelizmente, não há mais tempo
A pessoa deste aparelho, faleceu.
"Ela desfila devagar no tempo
ama dançar com o vento
Sua dança é música para os ouvidos
Ela não é para sentir menos
Ela sabe que a linha tênue entre enlouquecer e se manter sã está na arte
Ela ama natureza livros,filmes,música,poesia
Ela nunca se viu,não sei como se descreveria como uma dessas pessoas que adoram olhar para a lua,ou que passam horas contemplando as ondas,o pôr do sol,o nascer do sol.
Seja como for,ela gosta de ficar assim,mergulhar em uma taça de vinho...lutando contra o frio,e...sentindo a água da chuva penetrando sua camisa,e tocando sua alma.
E do som da chuva batendo nas folhas,ela não quer deixar passar um segundo,não quer deixar de se sentir,porque não quer se perder
De todas as coisas que estão no livro que ela não leu
Essa é ela
Quem teria imaginado??
Ela."
Joyce Amanajas
Um bloqueio absurdo me contém,
Não que seja refém de outrem,
O tempo me abstrai do gosto,
Não gosto,
Sinto falta do ócio,
Que nunca mais vem,
Deitar na grama,
Esquecer que se precisa de grana,
Não se obrigar e sorrir,
Sem cronômetro para sentir,
Presa num aquário de gente,
O futuro me observa,
Sem reserva,
Sem respiro,
Apenas um tiro,
Direto para o que interessa,
A pressa de poder ter uma vida melhor,
Na dualidade de dar meu tempo para no futuro ter mais tempo,
Hora essa...
Faz sentido essa peça?
O TEMPO
Maldito tempo que passa numa velocidade incrível;
Na mente, as lembranças da orla da fantasia;
Nos olhos, a beleza que encanta e deixa saudades;
Nos lábios, o gosto do prazer que extasia;
No coração, as marcas do Príncipe que eterniza;
Na marca do prazer, os quadrantes de plena loucura;
No caminhar do tempo, a beleza encantadora das manhãs de primavera;
No calor do meu ataúde, a eternidade que consola minha alma;
Na reencarnação, a possibilidade de se repetir a lembrança da minha mente.
A beleza dos meus olhos, o prazer de princesa, lhaneza do tempo que esvaiu na atmosfera
O caminhar fugaz, em tempo primaveril, de chuva fina na Lagoa da Pampulha
O frenético valor do meu sepulcro e o reencontro em tempos de Paraíso.
Tempo de Primavera
Hoje, amanheceu diferente
Tudo era diferente, mesmo!
A brisa tocava em meu rosto
Uma suavidade inexplicável
O vento assoprava mais forte
Imponente
As folhas das árvores frondosas
Estilhaçavam e se espalhavam
No firmamento belo e encantador
No Alto do calmo Iracema
Mais parecia a pasárgada dos meus sonhos pueris
E logo percebi que algo tocava, exuberante e transcendente
Minha visão e espírito de poeta
Afinal...
Algo me despertou que é tempo de
Primavera.
Volta relógio!
Muita timidez e problemas respiratórios mal resolvidos regaram a minha infância, porém foi inevitável segurar a minha alegria de viver o intenso da vida inocente sem dívidas, cobranças e burocracias.
Na juventude o soberano, alto confiante, sabedor de tudo com o mínimo de experiências já era professor, galanteador, conhecedor das noitadas, bom de virar uns copos, o famosinho das resenhas entre amigos e nas bocas delas.
Volta relógio! Volta! Me deixa livre dessa herança hereditária de ser um adulto tão responsável, estou cansado de pedir remédios ao passado para aliviar a minha abstinência.
O tempo corre muito afoito, galopa apressado sem piedade do hoje, insiste a todo momento em buscar apoio e consolo nos braços do tão ansioso e inesperado futuro.
Portal
Agora eu sei
É uma mensagem
Não é o fim
É uma passagem
Quando passar
Irá voltar
Para consertar
O que não pode apagar
A morte é um portal
De volta ao tempo
Não sou imortal
Mas em você ainda penso
Assim que atravessar
E o tempo voltar
Se lembrará de mim
Viveremos juntos até o fim
O quanto te amei
Reviverei
Junto de ti
Novamente estarei
Roney
A marcha do tempo independe de opiniões, vontades, achismos, verdades, mentiras, dores... Ela simplesmente há. A nós, cabe apenas a observação dos seus efeitos, que são basicamente a colheita do que plantamos. Não temos obrigação alguma de acertar sempre...
Até acho que temos muito direito de errar.
Mas, independentemente do que se pensa ou acha, a colheita virá, inexoravelmente.
Na minha humilde opinião, o tempo é generoso.
Ele nos faculta o plantio que bem quisermos realizar e ainda promove o lapso necessário até a colheita.
Eu diria mais ainda: o tempo é foda.
A HORA CERTA É...
A Hora Certa...
Ser exato não é o caso
Na vida sempre tem atrasos
Não se conta minutos
Quando se é adulto
O tempo é que determina
Qual é a sina / a rima...
O rumo é para onde assopra o vento
E de nada adianta ser apressado — ou lento!
Se a idade é um impedimento
Inútil também, é cada pensamento
A hora certa — é agora!
É QUE PARA VIVER — NÃO SE IMPLORA!
Usamos o relógio
Para ter controle do nosso tempo
Mas há quem não se preocupe
Em fazer uso dele
Pois vive como se não tivesse vida
Vive como se não tivesse empreita
Vive como se não tivesse nascido.
Que saber então?
Que buscar e manter nas mãos?
Tudo o que temos pode ser
Conquista ou não
E isso, julga teu valor?
Talvez. Depende disso aquilo
Que tua intenção e fruto dela esconde.
Se ser você não está valendo a pena
Então procure ser outro
Não é difícil pois
Estamos rodeados de espelhos
Que podem nos sugerir uma imagem nova
Que valha a pena.
O tempo é emblemático, porque não faz clareza de sua passagem, mas é capaz de entender nossa necessidade dele como remédio.
O tempo cura tudo, promove uma desconstrução de histórias e as reescreve, levando-as para novas direções, com uma organização de novas estruturas.
O tempo faz com que tudo mude de uma forma diferente daquilo que já nos tinha acontecido de maneira equivocada.
O tempo é o rei que governa todas as coisas.
... e relatou-me o procrastinador.
Vivi um longo período de entrega a afazeres e cuidadorias e estocagem de bens.
Porém desiludido e com o advento da morte, havia chegado a conclusão de que na vida fui mera vítima de mim mesmo.
Ao que lhe disse!
Guardastes tudo pro amanhã é isso?
E ele me disse, poisé, só agora percebi que o amanhã sempre transforma-se em hoje.
TUDO É QUESTAO DE TEMPO E OPORTUNIDADE
Não se desespere pelas dificuldades que tens enfrentado no quotidiano, ajunte a cada queda, decepção e fracasso, faça deles sua fonte de inspiração e motivação para uma luta sem tréguas, capitalize a cada humilhação e transforme em um aprendizado que lhe trará frutos melhores amanhã. Ninguém escolhe ser insignificante, mas todos somos capazes de enfrentar e contornar obstáculos que nos causem o isolamento, a rejeição e humilhação, elevando o amor próprio e a auto-superação. Lembre-se que na vida tens a mesmas importância que os outros têm, e tu podes ser capaz de vencer, tudo é uma questão de oportunidades e tempo!
Gildon Cardoso (Maths Loo Honk)
