Textos sobre Tempo

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Ele quis brincar com a vida
Ele quis jogar com o tempo
E, tentando enganar o mundo
Lançou seus dados redondos
Sem sorte, que tarde trágica
contou com as cartas
e mágica
Deparou-se, de repente
Com a morte
Frente a frente
Mas o que a morte não sabia
Era que o tolo não sentia
Nenhum medo ao contemplar
Sua imagem, tão sombria
Na tarde daquele dia
Confundia uma inútil coragem
com vaga sabedoria
Ele quis brincar com a morte
Ele quis jogar com a sorte
Quis impressionar o Mundo
E chutou sua bola quadrada
Tolo esporte, que tarde trágica!
O destino, sem espírito esportivo
Não perdeu a chance
Já que alguém lhe deu motivo
Tirando do bolso a ampulheta
constatou que seu tempo cessara
E a tarde, no campo da vida
Recolheu-lhe
A alma atrevida

Inserida por edsonricardopaiva

Minh'alma anda pesada
de tristeza
dentro de um tempo
e de um lugar
aonde se encontra
temporária, porém
irremediavelmente
presa
condenada a viver
e conviver
e envelhecer
entre os Homens
Até que isto pode
parecer
Não ser assim;
tão mal
pois vou aqui vivendo
entre risos
e sorrisos
risos são estimulados
risos ocorrem
quando ocorre
Algo que seja bom
mas o sorriso
exprime felicidade
da alma feliz
feliz de verdade
os risos viriam
ao meu rosto
se eu pudesse te vir
Sorrir
Teu sorriso
indeciso e impreciso
me parece tão somente
um riso
mesmo assim,
preciso vê-lo
preciso às vezes
acariciar
os seus cabelos
pra continuar
vivendo neste Mundo
e suportar
de forma decidida
a missão de viver
e fazer valer
a minha vida.

Inserida por edsonricardopaiva

Após um dia tão comprido
desperdiçando precioso tempo
que poderia ser melhor vivido
em tão curta vida
navegando sem certeza
se a faina diária
foi fielmente cumprida
apesar de ter mastigado
e engolido em seco
palavras invariavelmente
imperativas
proferidas por gente
normalmente desabrida
Eu queria só saber
quando haverá de chegar
a parte florida
desta vida escurecida
onde a gente vive
e sonha em caminhar
por uma estrada
que seja ao menos
levemente
colorida
Mas a cada vez
que olho o horizonte
parece mais próxima
a chegada
de uma estrada deserta
que me leva ao nada
e o final parece ser
o mesmo ponto de partida
aonde inicio-se
esta enlouquecida caminhada
talvez
as parcas flores
que eu não veja
sejam somente aquelas
que às vezes
as pessoas mandam
quando chega
o fim da vida
Espinhosa
Estrada florida

Inserida por edsonricardopaiva

Tua ausência fere
E a alma canta
é tanta essa saudade
Que me fere, que me invade
O tempo que a tudo cura
Me procura pra dizer
Que essa saudade
Não tem cura
Eu tenho que pensar
Em outras coisas
Então eu tento inutilmente
Mas a mente pinta
Tua cara na parede
Teus olhos
A brilhar na noite
Não me veem
Enquanto estrelas lá no Céu
vão me seguindo
Por mais
Que não me enxerguem
Eu as vejo
Atrás das nuvens
A tua ausência
e existência
Me perseguem
A vida vai passando
Assim, depressa
Enquanto o tempo
escoa lentamente
Minh'alma à toa
Não se cura
E a dura dor
No dia claro
Torna a vida
muito escura
Eu tento mentalmente
Imaginar-te
Num futuro inexistente
E enquanto a tarde vai passando
Gotas da chuva que não cai
Vão brilhando aqui pertinho
Teu nome insiste
Em minha vida
e meu caminho.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando olhar para algo
aproveita o tempo
e a oportunidade
que a vida te oferece
e faça mais que ver
Enxergue.
Quando escutar, aproveita
a oportunidade
que poderá não voltar
e ouça com atenção
Aproveita hoje
o livro que tens nas mãos
e não o leia Estude-o
Aproveita hoje a vida
e viva-a, não para você
aprenda antes a servir
Aproveita o tempo presente
ele é seu melhor
talismã da sorte
viva
antes da morte
mas viva para o Mundo
Sem tentar conquistá-lo
Você há de partir
sem nada levar
procure deixar boas lembranças
talvez, então
possa levar desta vida
um pouco de Esperança
Escrevo meus versos
Mas não os escrevo pra mim
Os deixo para a Humanidade
antes que chegue meu fim
Se puder deixar algo ao Mundo
deixe o que for verdadeiro
Pois haverás de partir
sem ter a certeza
Que realmente
viveu

Inserida por edsonricardopaiva

Faz um tempo que
eu não sei o que é chorar
Não por falta de motivo ou dor
Vejo estrelas prateadas
Vejo o Céu azul
Que filtradas na tristeza das retinas
de meus olhos
fazem tudo parecer tão incolor
E eu não ligo
Meu amigo
Faz um tempo que eu queria
Transformar
toda esta dor
em gotas lacrimais
que eu as derramasse
por caminhos
Onde não haverei de retornar jamais
Não consigo
A saudade conseguiu fazer
de meu coração
Seu abrigo
E ele agora
encontra-se
Fechado
Até pra mim
Eu desaprendi
ou simplesmente
não notei
que nunca consegui
abrir meu coração
pra libertar
esta tristeza
que nem sei se sinto em vão
tento então,
te dizer
isso que eu digo
Meu amigo.

Inserida por edsonricardopaiva

Faz um tempo
Que não sei o que é chorar
vou tentando então
sublimar as lágrimas
que não me vem
Não convém-me
convencer-te
a sentir comigo a dor
Tenho medo
de tentar fazer a projeção
COMPOR UM ROCK'N ROLL
ao violão
e cantar um samba enredo
Vou vivendo assim
a vida à toa
espero então
que tudo isso
pelo menos
doa em sua alma
perturbe com profundidade
cause trauma
Que caiba na palma da mão
Meu amigo
meu irmão
da distancia
eu te envio esta canção
pra chorar
ao violão.

Inserida por edsonricardopaiva

Por muito tempo naveguei perdido
Me esqueci como se esquiva da tristeza
Pode ser que eu nunca tenha aprendido
Na solidão enxergava beleza
Não havia uma Estrela-Guia
Não tinha Mastro que suportasse tais procelas
Não havia rastros dos quais eu me orgulhasse
Não achava aonde me orientar, por mais que procurasse
Assim a minha vida foi passando
Não há como viver mais do que um dia
Não existe maneira de resumir
Aquilo que nascemos pra viver
Durante uma vida inteira
Ouvia de vez em quando
As asas de um anjo que me rodeava
Não sei se era amigo ou se só sentia dó
Mas era o único que nunca me esquecia
Sua companhia fez a vida não ser assim
Tão só.

Inserida por edsonricardopaiva

A festa já está acabando
Você fica se perguntando
Que será que ainda dá tempo
de participar da dança
Poema sem asa
Canção sem vitrola ou viola
Menino sem casa ou escola
Será que tudo se perdeu
No tempo em que não tinha tempo
de pensar na vida
Será que você se esqueceu
Que a gente nasce nesta vida
Pra que ela não seja perdida
Ou será que o tempo escondeu
Aquilo tudo que era seu
Pra que você encontrasse
na próxima partida?
Sabendo agora
Que no Céu há algo escrito
Você olha o infinito
Mas o excesso de destreza
Te afastou dessa Maravilha
Na medida
Em que ofusca-te a pureza
Necessária
Para ter tanta certeza
Realmente
Não há como haver grandeza
Quando ser grande
é um desejo consciente
Será que aquela Estrela
Oscila tanto enquanto brilha
Pulsa a Constelação da Ursa
Ou será que seu olhar
vacila?

Inserida por edsonricardopaiva

Pisar antes na areia
Escrever a nossa história
E entender que o tempo é sem retorno
Podar a roseira
Pôr um adorno em teu cabelo
Um adeus, um apelo
...um espinho
A resposta é a mesma
E cada dia é um dia
Na vida da gente
Se você faz como antes
A atitude da vida é igual
Talvez o tempo seja variante
No mais, não muda nada
O mal não muda
Se olhar pela janela
Não chove ou faz Sol todo dia
A vida acode a quem se ajuda
Enquanto vivo
Mas um dia
Teu passo na areia
Por algum motivo
Se apaga.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia você vai perceber
Que viveu a maior parte do tempo que havia
Sem se dar conta ou prestar atenção
Ao alcance do seu passo
Quantos lances de escada você galgava
E nunca se preocupou
Com a firmeza do seu traço
Era tão natural pra você
Não atentar para o tempo que corria
Que nem percebia
A alegria que causava
Com o calor de um simples abraço
Tudo era normal
Força, beleza, atitude
Você não desperdiçou
Seu precioso tempo pensando
E o tempo corria
Lento, vagaroso
Mais dia, menos dia
Você acaba prestando atenção
Que assim como sopra o vento
E a chuva cai
E ao final do dia
A chuva cessava
O Céu se abria
Ingrata vida
Que ainda há pouco lhe sorria
Lentamente te derruba
E você, sem chão
Desaba, como nunca imaginou
Você pode até dizer que sabia
Mas no fim
Há de também reconhecer
Não esperava que fosse assim.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Em seu trajeto pelo espaço
O Universo revolve
Abstrato e concreto
Enquanto tudo se move
O tempo muda as coisas de lugar
Ou modifica as que permanecem
Outono, as folhas caem
Primavera, outras crescem
Os raios de Sol e a água e outro ar
Renovando promessas
Os pássaros retornam de verões distantes
Percebem no primeiro instante
O viço da folhagem nova
Tudo até parece igual
Mas as flores recém-chegadas
Se postas à prova
e lhes fosse permitido algo dizer
descreveriam essa euforia de reencontro
Como sendo-lhes algo estranho e sem sentido
Pois, a olhar para os mesmos pássaros
À elas, não significa nada
Simplesmente não os reconhecem.
Pois é na sutileza inconteste
do jeito que as coisas são
Que se esconde
a pureza do conhecimento
Ter vivido a vida
momento a momento
No mais, tudo é sofisma
É luz enganosa
Que se decompõe
Sob o prisma do menor confronto
Universo em documento
Eternamente pronto e aberto
Peneirando eternamente
Não se dobra a nenhuma vaidade
Consolidando a verdade
O resto é coisa que voa ao vento
Bastaria pra nós
O gesto de simples pensamento
Mas a mera simplicidade
É coisa que há muito tempo
Foi relegada à espera,
Perdida
em meio a tantos outros compromissos
Na esfera do esquecimento ela aguarda
Enquanto bem poucos aprendem
Que precisamos de menos disso
Mas ao mesmo tempo
Um pouco mais que isso.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Meu espírito de pássaro
Passou perdido por algum lugar
Faz tempo que não sabe aonde
Um mísero passarinho
Um papagaio cuja linha se rompeu
Num atalho, um retalho de vida
O olhar perdido
Acatando às vontades da ventania
Meias verdades, volta e meia
Vagueia ao Sol do Meio-dia
Implorava por um poleiro
Um sorriso de pranto, um canto qualquer
Um galho pra poder pousar
E cantar por um dia inteiro
e deixar o seu rastro perdido
Esquecido na linha
do horizonte que se rompeu
Essa vida era minha
Esse pássaro era eu.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Longe se vai
O tempo que eu fui menino
de cara queimada de Sol
Joelho repleto de machucados
de quem sobe em muros
Cai de árvores
Maceta mármore em lata
Corre atrás das pipas
E não pára quieto um instante
Lá se vai ao longe
O tempo do Sol a pino
A rolimã que rangia
A metade de um dia eu tinha
Pra resolver os problemas
Que arrumava de meio-dia em diante
Sem atentar para o fato
Que eu já os tinha e eram muitos
Eram tantos
Que até hoje minh'alma duvida
Que mesmo se hoje eu tivesse
Toda calma que existe no mundo
Eles pudessem ser resolvidos
Em somente uma vida
da mesma maneira que
Naqueles dias que longe se vão
Sem pensar, eu apenas desatava
Em questão de segundos
A mesma espécie de emaranhado
Que hoje, me faz calado e me dói no peito
Pois um dia a gente cresce
... e esquece
como era o jeito que se fazia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pode acontecer
de o tempo do dia-a-dia
Trazer-te a esperada alegria
Aquela que vem do nada
Como quem confere nuvens
No Céu da madrugada
Espere, mas não a acelere
Cada risada tem seu tempo certo
Assim, como nem toda nuvem chove
Não é tudo que o tempo apruma
Tem dias que o silêncio das folhas
Fere mais intensamente
Que todos os vendavais passados
A quietude é uma alma viva
Mas o vento sopra
e não existe alternativa de direção
No teu pensamento
Alguma opção de escolha
Não se desespere
A quilha do destino
Fatalmente faz mudanças
Mantenha manso o coração
Atrás das nuvens da madrugada
Te alcança os olhares de Deus
Um redemoinho, a dança
No nada, atente pro orvalho que brilha
do horizonte o recado do novo dia
Enquanto sentir-se perdido
Procure prestar atenção
À grandeza das coisas pequenas
Que sempre estiveram aí
E apenas você que não viu
ou mentiu pra si mesmo
ao fingir que não via.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
Num tempo
Hoje não longe
Nem por isso perto
Existia um lugar
Que não chegava a ser deserto
Mas era distante do mar
E ficava em frente a uma janela
Onde havia acima um Céu
Não sei dizer se as estrelas
Que brilhavam naquelas noites
Costumam sair ainda
Meus olhos agora
Enxergam muito mais, quando fechados
Um dia
Reluzia esperanças
Que olhando neste momento
Penso ser melhor esquecê-las
deixá-las de lado
Relegar ao esquecimento
Agora
O silêncio daqueles dias
Ganhou voz e hoje me diz
Que era por não saber
Que eu trazia guardado no peito
O sonho de ser feliz
A gente era apenas criança
Que não sabe nem mais querer
O que um dia quis.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se a gente pudesse
Enquanto vivos
Esquecer realmente
Àquilo que a gente esquece
Apenas o tempo
Que seja suficiente
Quando a alma obedece
Os desmandos da alma
Que condena a gente à vida
E assim vai passando
Outra tarde perdida
E a conta a ser paga cresce
Mesmo que nos lembremos
Não raro
Só vagamente
Pois assim
Tem sempre a reclamação
Que o preço tá caro.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Por algum tempo
A gente ainda vai poder
Sentar-se à sombra da velha árvore
Talvez perceber
que as folhas do ultimo verão
Se foram no outono
A gente necessita somente
do bastante a abater a fome
Mas tem sempre uma sede
A que nada sacia
E lá se vai a alegria de viver
Troca tudo por sonhos
Briga pela prata que não leva
E quando encontra
Não percebe que a procurava
Aposta na sorte traiçoeira
E espera passar mais um tempo
Pra que as coisas fiquem no lugar
Quando o lugar de tudo
Era o tempo que se esvaia
A estrada onde o Sol se põe
Que compôs a vida
Meio cansada
e metade arrependida
Pois a essência da vida é indivisível
E a vida é sem graça, se não for dividida
Descobre que é possível
A viagem no tempo
Mas o tempo só corre pra frente
E corre mais e melhor que a gente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não se pode segurar o tempo
É difícil saber
A maneira certa
de prender a vida
Assim como a tudo
Que nela houver
Mas, numa tarde qualquer
Acontece de olhar
O vento e a chuva na janela
E guardar no coração
Que nem magia
A chuva que caiu naquele dia
Mesmo sem perceber
A gente vai vivendo
E não enxerga o quanto é triste
O olhar insistente
A buscar somente
O brilhar da prata
Um tosco brilhar que ofusca
A arte da luz do Sol
Que parte e que se reparte
Numa humilde bolha de sabão
E flutua leve, ao sabor da brisa
Mas a pressa de viver
Não deixa ver
Que é dessa simplicidade
Que a vida precisa
E vai ficar eternamente
Se a mão da gente
Pesar feito pluma
Só então se aprende
A repartir a vida
Igual o brilho da espuma
Parte a luz
Com força suficiente
Pra dividi-la e deixá-la ir
Muito tempo se perde
Até que se perceba
Em quanto poder existe
Quando a força da mão é leve
Então
O dom de prender a vida
E vivê-la feliz
Grato a tudo que nela houver
Veja que não importa
O quão breve ela seja.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

No dia em que a gente nasce
O tempo a viver é pouco
Entretanto a gente perde
Muito tempo sendo louco
Louco o suficiente
A ser cego e não perceber
Que o tempo a viver é pouco
E que nada na vida é da gente
Nem mesmo a gente
Somente a nossa vontade
Então, sinta a brisa morna
A beijar o teu rosto
Assim que esse dia termina
Nenhum dia na vida retorna
Veja o vidro do relógio
Envelhecer com as horas
A genuína verdade
Passa na nossa frente
E toda oportunidade
Que vai e não volta
Era verdadeira
O ponteiro sempre volta
Pois o tempo, na verdade
Passou pelo vidro
Ao levar-lhe o brilho
Assim são as coisas
Que a gente perde
Ouça o sino da velha igreja
Veja há quanto tempo ele badala
E mesmo assim você
Não saberia dizer
Sobre ser a mesma vibração
de cada badalada triste
A vida se cala, quando não se ouve
Na simplicidade, a verdade da vida
Embarcamos na viagem
Mas há muito nos esquecemos
da boa sensação
Que é olhar o trem sobre trilhos
Enquanto ainda na estação
Há muito eu não olho o brilho
das gotas de chuva bater no chão
É assim que o tempo trabalha
E é dessa maneira que perdemos
A batalha pela vida
Porquanto a vida não é batalha
É apenas vida
Veja, que enquanto crianças
A gente deseja crescer bem depressa
E nessa pressa em crescer
Se esquece de guardar um pouco
da criança que deixou de ser
Pra poder sê-la outro dia.
Mas nenhum dia na vida volta
O tempo, o vidro do relógio
O beijo morno da brisa
A imprecisão no badalar dos sinos
E quando menos se espera
Um dia o trem sai dos trilhos.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva